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O início

Primeiro Arco
Confiança
Confiança pode te levar mais longe,
ao mesmo tempo que
te mata pelas costas.

Entre os estrondos dos trovões e dos grossos pingos de chuva contra o telhado das casas, se fazia presente o choro de uma criança que acabara de inspirar do ar de nosso mundo pelas primeiras vezes. Um choro de voz potente, como se anunciasse sua chegada debaixo daquela simples casinha de aldeões. Era uma menina! Uma nova vida no reino de Pontelle dentre tantas que poderiam estar nascendo também naquele mesmo momento. 

Embalada pelos braços de sua mãe de face exausta e admirada por seu forte pai emocionado com o nascimento de sua primogênita, a criança então foi nomeada. Lalisa seria seu nome de batismo.

Mas ela era diferente. Os deuses bem sabem que sim.

Uma criança esperta, a qual já apertava em sua pequena mão tudo aquilo que lhe tocava. Então o choro rapidamente cessou e logo seus olhos grandes e brilhantes já miravam a face de seu pai confuso. Afinal, nunca haviam vista criança mais esperta que ela ao nascer.

E assim veio a confirmação com uma forte explosão de luz, originada da criança, tudo começou a se encaminhar à seu rumo. Os pais ainda que confusos concluíram que o que quer que estivesse se iniciando, não seria uma aventura fácil.

Os meses que se passaram com a abençoada menina foram repletos de atenção e carinho por parte dos pais. Para uma criança com pouco mais de nove meses de vida ela era mais esperta e atenta que o normal, mesmo que já tivessem compreendido que era uma criança mais do que especial, ainda não haviam descobrido os motivos e seu destino. Mandaram então uma carta para o templo explicando sua situação e pedindo por um ritual de proteção, temendo que o pior acontecesse com sua querida primogênita. Era a intuição da mãe, mas parecia mais como um aviso divino. Logo clérigos apareceram na porta de sua casa atestando que precisavam levar Lalisa para o templo, onde fariam os rituais solicitados e após isso a trariam salva de volta para os pais. O que mais poderiam fazer se não acreditar na Igreja? Certo?

Lalisa estava salva no templo, mas não voltou mais para casa nem para os braços de seus pais. Era uma criança órfã agora, e assim como regem as leis, crianças órfãs permanecem sob os cuidados da Igreja. Teria muito o que aprender, e agora estando debaixo do teto sagrado, seria muito mais simples. Simples para os clérigos, é claro.

》》》》

Os pés descalços se encontravam fortemente contra o chão. Seu vestido atrapalhava sua corrida então precisava segurar com suas mãos, evitando que caísse novamente. Sua gargalhada contagiava Rosalin, sua amiga de fios ruivos que vinha correndo logo atrás de si. Ao longe ouviam a nova diaconisa gritando por seus nomes. Deveriam estar lavando os lençóis do orfanato junto com as outras crianças mais velhas, mas estavam na verdade era perambulando pela cozinha dos assistentes em uma busca incessante pelos doces escondidos que elas tinham certeza que lá guardavam para não compartilhar.

— Vai Lali, faz aquilo lá com os arbustos! Rápido! — Exclamou Rosalin em meio às risadas que insistiam em sair e lhe doerem na barriga. Sem pararem de correr.

— Ta bom, ta bom! Fica olhando — Lalisa sorriu animada ao passarem por um caminho entre dois arbustos Ainda correndo a morena se virou o suficiente para estender suas mãos para os arbustos, e logo estes se uniram atrás das duas garotas que correram para trás de uma grande árvore.

Exaustas, cairam sentadas ao lado uma da outra para então se encararem e gargalharem mais ainda.

— Quando foi mesmo que você descobriu que conseguia fazer isso com os arbustos? — Rosalin questionou em um tom de voz animado demais, a adrenalina corria como louca por seu corpo e se esvaia a cada respiração profunda que soltava.

— Eu não sei Rosa! Eu não sei — Respondeu no mesmo tom em que sua amiga lhe questionou.

— Lalisa! Desde quando você começou a achar que pode fazer outras crianças do orfanato flutuarem de cabeça para baixo?! — Questionou a Abadessa lhe arrancando de suas memórias doces.

— Eu não sei Abadessa Glenda. Eu não sei. Pergunte à Gordon o motivo e a senhora descobrirá... me diga o que descobriu depois, também quero entender — Respondeu dando uma última olhada para o imenso jardim banhado no dourado do pôr do sol. Doces memórias. Onde estava Rosalin a essas horas?

— Por Irínia, que a deusa perdoe esse seu comportamento rude, Lalisa. Você já tem dezoito anos, logo os cavaleiros estarão chegando para jurar lealdade à você, mas olhe só suas atitudes como são ...— Glenda seguiu caminhando a frente enquanto reclamava. Lalisa apenas a seguia em silêncio, ignorando qualquer palavra dita enquanto observava através das grandes janelas o sol dizendo adeus e dando lugar a lua.

Sua mente pareceu estacionar nas palavras "os cavaleiros estarão chegando". Céus, o que faria com isso? Por vezes imaginava como seria se fosse uma criança normal, vivendo alegremente com seus pais. Sem qualquer responsabilidade como aquela que no momento ela possuía.

— Lalisa! Está me escutando? — Subtamente a Abadessa "surge" em sua frente, lhe assustando levemente. Ela então suspira e lhe segura ambos os ombros — Escute querida, sei que é muita coisa para sua cabeça. Mas entenda, você é o bem mais precioso deste império, talvez até do mundo! Assim como desejamos sua segurança, também esperamos que você deseje a nossa também... compreende?

Sim, eram assim que as coisas eram. Lalisa deveria seguir com seus deveres com o povo. Por ser quem era, ela não tinha sequer a chance de considerar outra opção.

Afinal, Lalisa era a reencarnação de Irínia. Não tinha seus poderes totalmente restaurados, mas ainda assim, era quem era.

— Sim Abadessa, eu compreendo — em uma resposta automática, seu olhar seguiu para a janela outra vez, vagando pelo horizonte e buscando respostas para acalmar aquela chama em seu peito.

No fim, ela não compreendia, mas dizia que o fazia porque era mais fácil apenas concordar.

Ao final do corredor avistou Rosalin acenando animadamente dando pequenos pulinhos no lugar. Pelo menos sua amiga estava animada com aquilo. Rosalin sempre foi doce ao ponto de tentar ver o lado bom das coisas que aconteciam, dizendo que provavelmente era o que a deusa planejava para seu futuro. Mas Lalisa não via assim, para si, tudo aquilo era como uma maldição.

O chão parecia feito de lama, agarrando seus pés e deixando seus passos cada vez mais difíceis de seguirem. Se sentia assustada, mas não poderia dizer a ninguém. E então tinha Rosalin a sua frente, com aqueles grandes olhos de esmeraldas rodeados por doces e pequenas marquinhas que pareciam mais com um conjunto de jóias do que sardas. Aqueles olhos profundos e brilhantes olhavam diretamente para os seus, pareciam procurar dentro de sua alma qual a razão para suas ações estranhas. Rosalin é sua melhor amiga, claramente saberia que algo estava errado apenas em um rápido passar de olhos.

Então logo veio o sorriso. Um sorriso que apenas alguém doce como ela poderia lhe oferecer. Um sorriso que dizia que tudo estava bem, e se não estivesse, juntas elas fariam estar. Suas sombras se afastaram, e Lalisa assim se sentia mais leve, agarrada às mãos da ruiva a sua frente.

— Vamos? Estou encarregada de vestir você hoje, não é demais?! — falou em um volume alto o suficiente para que apenas as duas ouvissem. Era assim que lidavam com seus fantasmas. Apenas as duas, sempre.

》》》》

— Rosalin das mãos de anjo — Manhou Lalisa, sentindo as mãos de Rosa deslizarem por seus fios castanhos.

— Deixe de bobeira e – Lalisa! Esse creme não é de comer — Lalisa parou pouco antes de colocar uma boa quantidade de creme de morango e rosas na boca, logo bufando contrariada. — Não adianta reclamar, não é não.

Fazia algum tempo que estavam naquela sessão de relaxamento com Rosalin das mãos de anjo — Como Lalisa resolveu chamar — e não falavam muito, estavam apenas aproveitando do silêncio confortável, ou como neste momento, onde a garota ruiva começa a murmurar uma canção.

— Rosa, posso te perguntar algo?

— Claro, Lali! Não precisa nem pedir. Pergunte.

— Certo. Você sempre canta essa música, desde quando éramos pequenas. De onde vem? — Perguntou, observando através do espelho na penteadeira Rosalin arrumando agora seu penteado.

— Eu não sei te dizer exatamente, mas acho que é a última memória que tenho de antes de vir para o orfanato. — Respondeu baixinho, com um sorriso mínimo nos lábios.

— Oh — Foi a única coisa que Lalisa conseguiu encontrar como resposta, observando sua mão em seu colo e então retornando a olhar para o reflexo de Rosalin. — Sabe, eu acho que você seria mais adequada que eu para ser a reencarnação da deusa.

A outra então parou o que estava fazendo, surpresa com a fala da amiga, então voltando a sorrir docemente — Pois eu discordo, você é mais do que perfeita para ser a reencarnação da deusa Lali.

— Como pode ter tanta certeza?

— Um dia você entenderá. Espero que possa ver o que vejo de você. — Respondeu simplista, e Lalisa entendeu ser mais um dos enigmas de Rosa.

Rosalin por vezes parecia uma senhora no corpo de uma garota de dezoito anos com todo seu vasto conhecimento sobre o mundo e a ética. Mas isso era parte do que fazia Rosalin ser Rosalin.

— Vamos colocar seu vestido? — Perguntou a ruiva, dando pulinhos no lugar como quando estavam no corredor e Lalisa pôde apenas rodar seus olhos em tédio. Não, Rosa era uma garota de dezoito anos com toda certeza.

》》》》

O corredor parecia nunca ter fim, cada vez menor em espaço porém mais e mais longo. Lalisa se sentia sufocar, mas então a mão de sua amiga encontrou a sua, e em um suspiro de encorajamento, logo estavam frente às portas que dariam início à jornada da morena.

Era assustador o fato de que apenas uma porta conseguia reter todo o poder de manter o momento que mudaria de vez sua vida. Sabia desde sempre que não tinha controle sobre suas decisões, mas se sentiu ainda mais impotente ao ver uma porta aparentemente ter mais poder sobre ela do que ela mesma.

E então o pior aconteceu. A porta foi aberta e Lalisa teve de entrar.

Assim como ensaiado, Lalisa seguiu pelo extenso tapete azul com detalhes em dourado, segurando seu vestido colado branco com faixas em azul celeste e detalhes prateados. Deu de frente então com a escadaria para o trono da deusa. Aquele o qual todas as reencarnações da deusa se sentaram e realizaram a cerimônia do juramento.

Eram alguns degraus e logo estaria definitivamente em um caminho sem volta. Ou será que já estava nesse caminho desde que nasceu?

Apenas mais dez degraus e então os adornos prateados em seus cabelos começaram a pesar loucamente, como se fossem artefatos com mais de quinhentas montanhas como peso. Ouviu ao longe Rosa murmurar algo para si, e compreendeu ser para que levantasse sua cabeça. Mas não queria. Pois assim que erguesse a cabeça avistaria o tão temido trono.

Foi inevitável, estava já no último degrau quando seus olhos encontraram aquele acolchoado azul marfim que só não era mais intenso do que as batidas de seu coração. Suspirou profundamente, era inevitável. Parou frente ao trono, virando-se para frente e tomando seu lugar ali, como a reencarnação da deusa.

— Ave Irínia! — Todos os presentes no salão exclamaram. Pessoas que Lalisa sequer notou em seu caminho, ou talvez sua mente apagou suas presenças, visto que estava mais concentrada em seus pensamentos do que em quem estava ali presente.

— Que a paz tome seu posto neste Império — Respondeu Lalisa.

Ela não queria ver todos aqueles rostos desconhecidos em meio ao clero. Então focou seus olhos na imensa parede de vidro logo a frente do trono. Era uma incrível noite estrelada somada à fantástica aurora boreal que desenhava as noites de Pontelle.

Ao fundo ouvia-se alguém mencionando algo relacionado a uma cavaleira, porém Lalisa não dava a mínima.

Então Lalisa avistou algo que prendeu sua atenção totalmente. Ou melhor, alguém.

— Ave Irínia, entrego à ti minha vida em nome de tua proteção — Lá estava a cavaleira, com um dos joelhos no chão ao pé da escadaria, lhe encarando com aqueles presunçosos olhos que continham uma aurora boreal apenas deles. — Jennie Kim, Cavaleira de Dragão, às suas ordens.

Ali Lalisa percebeu algo a mais desta noite desastrosa.

Estava de fato, perdida.

Continua...

HELOUSSS
Eu sei que demorei sksksksk
sinto muito por isso :)
Porém agora que já está mais desenvolvido o plot, espero que eu consiga manter um ritmo de postagens.

Vamos interagir sksks
Me digam, o que acham que vai rolar, ou o que esperam?

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