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• 6 • : "Babá de um bêbado"

Assim que o digo, ele retruca.

- Quê? Não mesmo. - Ele responde.

- Consegue tomar banho sozinho? - Pergunto, erguendo uma sobrancelha.

- Claro. - Ele tenta levantar, e acaba se apoiado na borda da banheira quando não consegue ficar firme no chão, provavelmente se sentindo tonto.

- Jimin, deixa eu ajudar. - Me abaixo do lado dele e o ajudo a levantar.

Ele novamente encosta na parede, fechando os olhos com força.

- Que dor de cabeça horrível. - Ele diz, tocando a própria testa.

Enquanto ele se concentra na própria dor, abro os únicos botões que fechavam sua camisa, e a tiro do seu corpo, deixando em cima do vaso agora já fechado. Aproveito e dou descarga. Quando seguro a barra da sua calça, tentando abrir seu cinto, ele segura a minha mão.

- Isso não, pelo amor de Deus. Eu me viro com a roupa daqui. - Solto sua roupa e ponho as mãos na cintura.

- Como queira. Vou na cozinha enquanto isso. Cuidado. - Vou falando enquanto saio.

- Não sou criança! - Ele grita de lá de dentro.

- Certo! Certo! - Vou até a o congelador e pego um gelo. No puxador do fogão, pego um pano de prato que estava pendurado, enrolando ele ao redor do gelo e voltando ao banheiro logo após.

Quando chego, Jimin já estava sentado dentro da banheira, com a cabeça apoiada na parede.

- Toma. - Entrego o gelo pra ele, que me olha com uma expressão confusa. Aproveito e desligo a torneira da banheira.

- Pra quê isso? - Ele pergunta.

- As marcas de chupão. - Aponto ao falar. - Ajuda a sumir.

Ele faz uma cara pro gelo de quem não queria aceitar, mas o põe finalmente conta a pele marcada.

- Tentando consertar o que você fez? - Ele diz, sorrindo sem olhar pra mim.

- Tentando ajudar, na verdade. Não acho que tem nada aí pra ser consertar. - Ele olha pra mim como se me questionasse.

- Tem certeza? - Ele levanta o gelo que escondia as marcas pra me mostrar novamente o que fiz.

Sorrio, contemplando meu serviço com orgulho mais uma vez.

- Absoluta. - Respondo. Ele ri, aparentemente desacreditado com a forma como eu levava a realidade que pra ele era vergonhosa. É compreensível. Então, ele cobre o pescoço com o gelo de novo.

Jimin volta a tocar sua testa, fechando os olhos forte.

- Parece que a minha cabeça vai explodir. - Ele diz.

Dou risada. Ele me olha.

- Não acredito que deixei você me trazer pro banho. Além de eu estar nu na sua frente ainda por cima não consigo fazer quase nada sozinho. - Ele diz.

- Tá com vergonha, nenê? - Pergunto.

- Não. - Ele diz, sem rodeios. Então, pega uma esponja de banho e passa sabonete nela, tentando lavar as próprias costas, de forma um tanto lerda. Jimin olha pra mim de novo. - Quer saber? Posso estar com um pouco de vergonha, mas lava as minhas costas pra mim? - Ele estende a esponja pra mim, com cara de quem estava falando o que não queria.

- Não precisa ficar com vergonha. Eu lavo. - Pego a esponja e vou até atrás dele. - Relaxa.

- É muito fácil pra você falar, Burns. - Ele reclama enquanto passo a esponja pelas suas costas. - Não foi você que foi humilhado em público ontem na frente dos seus amigos e do seu chefe.

- Eu pedi desculpas ontem, também. - Digo, contendo o riso. - Eu posso ter exagerado um pouquinho.

- Um pouco? Burns, eu fiquei extremamente...

Sinto a dificuldade pra terminar a fala. Sei do que ele está falando, mas nem pensei que ele reagiria dessa forma. Que ficaria tão afetado por isso.

- Excitado? - Pergunto.

- Não fala essa palavra. Eu não tô bem ainda. E tô bêbado. - Ele diz, encostando a cabeça na parede de novo.

- Pra alguém que está bêbado, até que você está falando normal. - Digo. - Achei que fosse estar falando que nem doido.

- Não bebi tanto assim. Só o suficiente pra uma boa dor de cabeça e enjoo. - Ele diz.

- Que bom, então. Vai ficar tudo bem.

Digo e termino de lavar as costas dele, indo até a sua frente e sentando na beira da banheira. Direciono a esponja de volta pra ele.

- Imagino que não queira que eu toque em você além do necessário. - Ele sorri e pega a esponja, me entregando o gelo.

- Enquanto eu estiver nu, deve ser melhor não.

Viro o rosto pro outro lado enquanto ouço ele começar a se lavar com a esponja. Enquanto isso, penso no que ele disse.

- Extremamente? - Pergunto, mencionando a forma que ele usou pra intensificar o estado dele depois do que aconteceu ontem.

Percebo que ele para o que fazia e dá uma risada abafada.

- Não sei se você esqueceu, mas você rebolou no meu colo ontem. Me vendou, beijou e chupou meu pescoço, sussurrou no meu ouvido, passou a mão em mim, e por muito pouco não me beijou também. Isso sem contar a ceninha no elevador. É, Burns. Extremamente.

- É claro que eu não esqueci. Além de eu realmente ter gostado de fazer tudo aquilo, as consequências ainda estão batendo. Todos estão falando disso. - Digo.

- Porque todos estavam lá. Assistindo. Meus amigos e meu chefe. - Ele soa como se tivesse voltado ao banho.

- Mas eu também não tinha muita escolha. Eu precisava demonstrar minha especialidade. Não podia te torturar batendo, não podia usar chantagem porque não sei nada sobre você...foi o que me sobrou. E meu pai certamente não gostaria que eu pegasse leve com você por ser meu parceiro. Além de que, você estava praticamente me zoando ontem de manhã quando eu disse que minha especialidade era tortura. Isso também cooperou pra eu pegar pesado com você. - Explico.

Ele suspira.

- E apesar de entender a situação, gostaria que você tivesse pegado pesado quando estivéssemos sozinhos. Não com a equipe toda olhando. - Um silêncio se forma por alguns segundos. - Aliás, foi melhor assim. Se estivéssemos sozinhos teria sido muito pior pra mim em mais de um sentido. Foi como deveria ter sido.

- Você queria que eu fizesse aquilo entre quatro paredes? - Pergunto, olhando pra ele.

- Estaria mentindo se eu dissesse que não. Mas eu definitivamente não vou me aprofundar nesse assunto sem roupas, Burns. Eu ainda não posso confiar muito no que eu posso falar, também. Apesar de não sentir que estou desse jeito. - Ele diz, se enxaguando.

- Tudo bem. - Respondo rindo. - E, se você puder, me chama de Margot. - Olho pros meus pés. - Eu não sei você, mas apesar de termos nos conhecido com uma "amizade" meio estranha, eu gostei de você da mesma forma que gostei de todos os meninos. É só...uma implicância inocente. Não me odeie.

- "Só uma implicância", eu aceito. Porém, "inocente", não. Não combina. - Ele responde e damos risada, ele enquanto fala e eu após ouvir. - Mas não se preocupa com isso. Longe de mim odiar você. - Ouço ele se mexendo na água. - Vamos nos tornar bons amigos.

Por estar com a guarda baixa, ele me agarra facilmente pela cintura por trás de mim e me puxa pra dentro da banheira. Ele me larga sentada no lado oposto da banheira dele e eu olho pra ele sem acreditar.

- Caralho! - Ele dá risada. - É isso?? Você toma banho e eu tenho que tomar também?

- Não vamos ser amigos? Então vamos fazer coisas juntos. - Ele diz, recostando no outro lado da banheira, apoiando os braços na borda confortavelmente. - E é o troco por ontem.

- Você é um escroto. - Não seguro a vontade de rir que admito que estava sentindo também. - Olha isso. O que eu faço agora? - Pergunto, olhando ao meu redor procurando saber onde ficavam as toalhas.

- Relaxa. Eu tomo banho, depois você toma. E eu te dou uma roupa minha pra você usar até subir. - Ele sugere. - Ou podemos tomar banho juntos.

Olho pra ele assim que ouço a segunda opção que ele me dá, sorrindo.

- Que tipo de amizade você quer ter comigo, Park Jimin? - Pergunto, rindo. - Mal nos conhecemos e te vi nu. Sem contar ontem. E agora você quer tomar banho comigo?

- A vida é insana. - Ele sorri mais abertamente que todas as vezes anteriores e sou afetada pela diversão notória nele. Talvez sendo parte consequência de ter bebido muito também. - E é só um banho inocente.

- Sei. - Digo, me levantando. - Meu Deus. A roupa está toda encharcada. Você é incrível.

Olho pra ele, que sorria pra mim com uma cara de muito orgulho e pouca culpa. Meneio a cabeça e saio da banheira, pisando no tapete e tentando não molhar o banheiro todo.

- Vou te ajudar a terminar esse banho e vou tomar um depois de você, engraçadinho.

Ajudo ele a lavar o cabelo e o banho termina pouco tempo depois. Assim, ele veste um roupão e sai do banheiro. Tomo banho rapidamente depois dele e me enrolo em uma toalha.

- Jimin! - Chamo ele por trás da porta do banheiro.

- Que foi!?

- Me passa uma roupa! Terminei o banho. - Ouço sons de passos pra lá e pra cá e depois ele bate na porta. Abro e pego as roupas que ele empurra pra mim dentro do banheiro. - Obrigada.

Uma blusa preta e uma calça cinza. Vão ficar enormes em mim, mas tudo bem. Eu gosto de roupas largas, na verdade.

Visto as roupas e saio do banheiro.

Do lado de fora, encontro o Jimin deitado na cama, assistindo televisão. Passo por ele e vou pra cozinha.

- Vou fazer alguma coisa pra você comer. - Digo.

- Não precisa. Estou sem fome.

- Vou fazer mesmo assim. Nesse estado é melhor comer alguma coisa. Não vai ser muito, não se preocupa. - Digo enquanto pego as coisas pra cozinhar. Ele não me responde mais nada.

Faço um prato simples e me sento ao lado dele na cama, direcionando a comida pra ele. Jimin tira os olhos da televisão, olhando pra mim e depois pro prato com cara de sono.

- Come e depois você pode descansar. - Eu digo e ele se endireita e põe um travesseiro atrás das costas.

- Obrigada. - Ele pega a comida e começa a comer.

- De nada. Não é nada demais. Só pra você não ficar sem comer nada. - Respondo.

- Não. Obrigada por tudo mesmo. Por estar cuidando de mim. - Ele fala com a boca cheia. - A comida está ótima.

- Obrigada. - Seguro o riso.

Ele come normalmente enquanto assiste a tela e depois de terminar de comer, relaxa o corpo na cama.

Vou ficar com ele aqui por enquanto e ter certeza de que vai ficar tudo bem. Não sei por quanto tempo vai durar, mas espero que ele não passe muito mal. Parece estar tudo bem agora.

Minutos depois dele relaxar na cama, ele tomba o corpo pro meu lado e encosta a cabeça no meu ombro. Sorrio pela ação dele.

- Tudo bem? - Pergunto.

- Tudo bem...posso deitar no seu colo? - Jimin pergunta, com uma voz sonolenta.

- Está carente? - Respondo.

- Seu cu. Estou com sono. - Ele eleva a voz pra falar o palavrão e depois a relaxa novamente.

- Tem travesseiro aqui. - Digo.

- Mas eu não quero travesseiro. Você está mais quente. - Ele levanta a cabeça do meu ombro e começa a se abaixar até o meu colo.

- Calor humano o nome. - Ele deita a cabeça no meu colo e se mexe um pouco até se arrumar. - Tá, tudo bem. Mas só porque você não está bem hoje.

Ele murmura algo que não consigo entender e depois segura a minha mão, levanto até o seu cabelo. Não faço nada, apesar de saber o que ele quer.

- Burns... - Não respondo. - Ei...Burns. - Continuo sem responder, mas me seguro pra não rir. - Margot...

- Oi. - Respondo, finalmente.

- Mexe... - Ele enrosca meus dedos no cabelo dele.

- Mas que abuso. O sequestro foi pra me trazer de volta pro time ou pra me usar de mimo seu? - Rio quando ele responde com um resmungo como se fosse fazer pirraça. - Certo, certo. Agora está mostrando sua face alterada.

Começo a mexer no cabelo dele devagar. Ele puxa um cobertor e cobre os pés.

Acabo assistindo televisão por um bom tempo, mesmo depois dele dormir. O que, na verdade, não demorou muito depois que comecei o cafuné que ele fez tanta questão.

Me senti feliz de estar tendo esse momento mais próximo dele. Depois de ter feito ele ficar muito sem graça ontem, achei que seria legal mostrar que não estou aqui só pra essas coisas. Então não pensei duas vezes antes de ajudar. Apesar de não ter desejado que fosse dessa forma, é bom que eu esteja cuidando dele e ele cooperando com isso. Consigo me sentir mais próxima dele nesse momento.

Em determinado momento, resolvi avisar que ficaria aqui com o Jimin, e me levantei da cama, deixando ele deitado, dormindo. Vou até uma mesa onde vi um tipo de walkie-talkie ao andar pela casa e imagino que conseguiria me comunicar com o meu pai ou o Namjoon por ele.

- Margot chamando Namjoon, câmbio. - Digo, aguardando resposta. Segundos depois, uma voz retorna.

- Namjoon na linha, câmbio. Margot, ainda está com o Jimin? - Ele pergunta.

- Sim. Eu decidi ficar aqui com ele até a noite. Taehyung comentou que era melhor ele ter alguém consigo estando bêbado. O que é bem o caso. Então vou ficar acompanhando ele. Só queria avisar. - Respondo.

- Entendo. Tudo bem. E como ele está?

- Dormindo. Vomitou quando chegamos, mas agora já tomou banho, comeu e dormiu. Está tudo bem agora. - Digo, tentando não preocupar ele.

- Entendi. Ótimo, então. Fico feliz. Obrigada por ficar com ele. É mesmo mais seguro. - Ouço um barulho no fundo enquanto ele fala. - Estamos treinando ainda. Então, vou sair.

- Certo. Sem problemas. Pode ir. - Respondo.

- Certo. Vou lá. Câmbio, desligo.

Assim que nos despedimos, deixo o walkie-talkie na mesa de novo e viro na direção do Jimin. Ainda dormindo. Tudo bem. Vou pôr algumas coisas do dormitório dele no lugar, que são poucas mesmo, e vou sentar do lado dele de novo até ele acordar.

Depois de fazer essas coisas e me sentar do lado dele, me deixo levar pela maciez da cama e o calor do edredom e acabo dormindo também.

Assim que acordo, sinto cheiro de comida. Olho ao redor me sentindo meio sonolenta ainda, e consigo ver o Jimin na cozinha. Estava cozinhando alguma coisa. E o cheiro estava bom.

Ergo o corpo devagar e Jimin começa a falar comigo, sem tirar os olhos da comida que ele fazia.

- Está com fome? - Ele pergunta.

- Um pouco. Que horas são? - Pergunto, tentando achar algum celular ao redor onde eu pudesse checar por conta própria.

- São 8:47. - Viro na direção dele rapidamente, chocada.

- Já?!?! Dormimos esse tempo todo? - Digo, levantando na cama.

- Você sim. Eu acordei um pouco antes. Pra fazer comida.

- E você está se sentindo melhor? - Pergunto, olhando pra ele ao longe.

- Depois de dormir tanto, estou me sentindo quase o mesmo de antes. Mas estou com bastante fome agora.

Ele separa a comida em dois pratos assim que termina de fazê-la. Então vem com os dois pratos na mão e me entrega um.

- Agradecimento por hoje.

Ele sorri, trocando o olhar de mim pra comida a todo momento.

- Come. Sua comida estava ótima. Quero saber se gosta da minha. - Sorrio, olhando pra comida e ponho uma colherada na boca.

- Hmmm... - Como mais um pouco. - A comida está ótima! Você cozinha muito bem. Que delícia de frango.

Ele sorri abertamente parecendo muito orgulhoso de si. Depois ele começa a comer.

- Obrigada! Faz tempo que eu não cozinho pra alguém. As IAs sempre cozinham pra gente, então nunca precisa. Mas eu gosto. Me diverte e as pessoas gostam. - Sigo ele até a cama. Sentamos lá e continuamos a comer.

- Você deveria cozinhar mais. A comida é boa. De verdade. - Sorrio.

- Eu gostaria. Mas pra quem? Todos comem no refeitório. - Viro pra ele e ponho o prato no colchão.

- Pra mim. - Ele olha pra mim surpreso. - Vamos fazer isso. Eu venho pra cá toda noite pra jantar com você. O que acha? - Ele me encara parecendo de repente muito feliz e sem palavras.

- Nossa, eu...aceito. Fiquei animado agora. Vou até revisar as receitas. - Ele olha pra cozinha enquanto fala.

Continuo a comer, me sentindo feliz por ter alegrado ele. Queria conseguir distraí-lo do que aconteceu antes. Porque mesmo que eu tenha gostado e ache que não foi diferente pra ele nesse sentido, ainda foi constrangedor. Então, fico feliz que ele possa estar se sentindo animado agora. E eu gostei da comida mesmo. Vai ser bom experimentar o que ele souber cozinhar.

Terminamos de comer e eu lavo a louça pra ele. Ele guarda algumas coisas que usou pra fazer a comida que ainda não tinham sido postas no lugar. Me sento num sofá perto da cama esperando-o.

Observo ele de longe enquanto bebê um copo d'água. Vou pôr algumas verdades na mesa, com sua licença. Nada que não pudesse estar claro desde antes, mas eu não estive brincando quando disse aprovar coisas sugestivas entre mim e o Jimin. Apesar de termos nos conhecidos faz pouco tempo, nos aproximamos em uma situação pouco convencional, e não posso dizer que isso não me fez pensar várias outras situações. É estranho pra mim também. Mas o bom é que isso, misturado a situação de sermos parceiros de trabalho e eu realmente querer ser amiga dela, faz com que eu esteja em busca de mais do que isso. E vir comer com ele, podendo deixar ele feliz, é com certeza algo que quero fazer. E se algo mais acontecer...é bem-vindo.

- Margot? - Ouço meu nome e ergo o rosto, que encarava o chão, encontrando o rosto dele, em frente ao meu. Jimin estava agachado na minha frente, segurando um copo de água, direcionado pra mim. - Quer água?

Uau. Eu realmente viajei pensando em possíveis situações. Distração não costuma ser comum pra mim. Sorrio e aceito a água.

- Quero. Obrigada. - Pego o copo e ele se levanta.

- Você pode ir, se quiser. Eu acho que estou fora de perigo agora. - Ele diz, passando a mão na nuca após sentar na cama. - Não devo ter risco de fazer nenhuma idiotice. E acabei te fazendo até dormir aqui. O dia todo. Na minha cama.

- Dormi com você. Que chocante. - Dou risada.

- Só estando bêbado pra ignorar a vergonha por ontem e baixar a guarda pra dormir na mesma cama que você, mulher. - Ele diz.

- Não me ofenda. Não faria nada com você bêbado. Tudo que fiz com você hoje de manhã foram decisões voltadas unicamente pra ajudar você. Mesmo a parte do banho. Foi você quem me puxou pra banheira. Eu fiquei por perto pra ajudar. - Digo. Estava falando sério, apesar de ter um tom calmo na voz, porque não queria realmente discutir. Só realmente não queria nenhuma sombra do tipo de pessoa que se aproveita de pessoas nessa situação.

- Acredito em você. Estou brincando. Algo nesses anos do seu pai falando de você e na sua presença em si me faz sentir que é seguro estar com você. Apesar de parecer uma sádica maluca. - Ele ri.

- Não sou maluca. - Ele olha pra mim, com um sorriso de quem esperava aquela resposta de mim. Dou de ombros. - Maluca não.

- Que bom. - Ele diz. - Não gostaria de ter puxado uma maluca pra minha banheira e dormido com uma. - Ele levanta da cama e eu por um último segundo me felicito com os ritmos das nossas conversas.

No momento seguinte, uma mensagem começa a ser narrada pra dentro do quarto. Era a voz do Namjoon. Nós dois viramos o rosto subitamente na direção de onde a voz parecia vir.

- Mensagem de emergência de Namjoon: "Jimin, Margot. Perdão por interromper no meio da noite, mas preciso solicitar a presença dos dois na sala de reuniões no andar 2. É urgente. Obrigada."

Olhamos um pro outro por um segundo e em seguida seguimos para fora do quarto. Em passos largos e rápidos, chegamos até o elevador e o chamamos. Sem saber o motivo da reunião repentina, a tensão e a demora do elevador pareciam corroer minha mente. O tom de voz na mensagem parecia sério e imagino a gravidade da situação. O que aconteceu? Faz tempo que não encaro esse tipo de circunstância, mas nunca me fugiu da memória as missões que vinham do nada. As urgências. E na hora, sinto medo de não estar preparada. Mas cerro os punhos assim que o elevador abre e sigo com o Jimin para o andar 2. Torcendo pelo melhor.

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