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Perguntas

Capítulo 4

- Perguntas

- Arabella Lockhart


- Bom dia, parforcenses - a diretora, Margarett, subiu no pequeno palco que haviam montado na praça central e cumprimentou toda a pequena população da cidade por meio de um microfone -, e bem vindos a premiação dos alunos vencedores das olimpíadas de matemática nacional - ela disse sorrindo e abrindo um pouco os braços com sua empolgação.

Todos aplaudimos, e as pessoas que estavam sendo impedidas de nos pisotear por guardas gritaram mais alto do que antes.

- Eles estão bem animadinhos - Demetria sussurrou ao meu lado e não me candidatei a responde-la, ela sabia que eles só estavam ali para chamar a minha atenção como se eu realmente fosse qualquer celebridade e eles precisassem de um pedaço de mim para comprovar que eu sou real.

- Nunca vou entender tudo isso - comentei antes de as palmas cessarem.

- Hoje com todos esses alunos presentes aqui temos também a presença de nossa princesa, Arabella Lockhart - Margarett anunciou dando o sinal para eu subir ao palco.

Caminhei até ela, lá havia um pequeno e simples pedestal onde poderia deixar apoiada minha agenda, eu a abri e deixe a última folha, a que quase estava totalmente inutilizável, a mostra. Meu discurso eu saberia até o próximo ano se quisesse, não precisava lê-lo durante minha fala. Ele era simples, mas em minha opinião passava tudo de necessário, afinal, eu não queria me comunicar com a mídia e sim com as crianças.

- Bom dia a todos - foi a primeira coisa que pronunciei ao microfone -, eu estou muito feliz por tantas pessoas estarem aqui para verem a vitória dessas crianças talentosas - eu disse com um sorriso leve nos lábios e todos bateram palmas.

Minha língua quase queimava de tão burra que eu estava me fazendo passar, mas uma das coisas que eu aprendi é que às vezes o que o povo vai escutar não é realmente minha opinião e sim o que eles necessitam escutar. Quando algo não dá certo no país e eu ainda acredito que possa funcionar não é isso que eu deveria passar para o povo, eu deveria ser honesta. Nossas leis eram constituídas de verdade e honra e eu deveria ser assim, falar pelo o que estávamos passando, mas dizer com esperança e sinceridade aquilo que eles precisavam ouvir para acreditar no futuro. Naquele instante elas necessitavam saber que eu via cada um deles e sabia da presença deles, eles queriam ser vistos e eu estava bem ali para isso, para agradecer a confiança deles e não apenas tinha como precisava agradecer.

- É uma honra estar na presença de cada um de vocês - falei olhando para a multidão e houve mais uma rápida gritaria -, principalmente dessas crianças que estão aqui presentes. Mas - comecei a acrescentar com um sorriso um pouco maior -, não é porque só vocês estão aqui que os outros não são vencedores, todos que se esforçaram e se auto conduziram para conquistar uma medalha no concurso educacional, um concurso tão maravilhoso para estimular nosso futuro, que são essas crianças, para algo melhor, já são ganhadores, são verdadeiros vencedores e merecedores de palmas, então, por favor, uma salva de palmas para todas as crianças de Parforce - eu mesma comecei a bater palmas e todos me acompanharam, até mesmo a multidão que até agora só sabia gritar.

- E vocês - falei olhando de rosto em rosto cada criança ali presente -, parabéns! - dei um sorriso aberto e a última criança na fileira deu um pulinho, ainda sentada, com um enorme sorriso - Continuem progredindo para fazer nosso país crescer, vocês, e apenas vocês, podem fazer as conquistas que nós ainda não conseguimos! Só vocês - voltei a mirar as câmeras, os adultos e meus acompanhantes - podem lutar por um futuro mais rico para o nosso país, não rico em termos de dinheiro, mas de felicidade, harmonia entre qualquer etnia, sem discriminações ou guerras - falei balançando a cabeça levemente para reforçar o quanto aquilo qualquer guerra era repulsivo para nós, seres humanos - e eu acredito em vocês e sei que conseguiram com esforço e força de vontade - todos ficaram em silêncio.

Finalmente eu respirei fundo e olhei mais uma vez ao meu redor.

- Sei que irão fazer muito mais do que imaginamos, muito mais do que vocês imaginam. Mas nunca percam a fé de conseguir alcançar seus objetivos não importando o quão grande sejam, não desistam e persista em seu sonho. O país - apontei a nossa volta e voltei meu olhar para as crianças - depende não só de uma pessoa para comanda-la, depende de uma nação em conjunto para faze-la funcionar e vocês são a nação! - eu sorri - Obrigada! - agradeci e me afastei um pouco do microfone e ouvindo as palmas enquanto fechava minha agenda que só ficou ali para me apoiar.

Apenas uma página com sua letra e seus sentimentos era um alívio para mim e até mesmo um pouquinho de esperança de tê-lo sempre comigo além de ter um colar em meu peito.

Margarett voltou ao microfone e a escutei falar mais um pouco sobre as provas em que eles passaram, logo anunciou a distribuição dos prêmios. Katherine chegou por trás do palco se oferecendo para pegar minha agenda que eu entreguei com um agradecimento.

A diretora começou a chamar os nomes e eu me sentia em um filme em câmera lenta. Uma por vez as crianças foram subindo ao palco, eu as parabenizava pelo seu feito e, a mídia que foi selecionada e liberada para ficar mais próximo ao palco, tiravam fotos da entrega do pequeno troféu estudantil e eu tendo uma pequena conversa e os abraçando pelos ombros para posar para as fotos.

- Lorena Albertini - a diretora chamou a última criança, era a menina sorridente sentada na última cadeira da primeira fileira.

Ela deveria ter no máximo dez anos, mas com o sorriso dava a entender que tinha cinco. Subiu devagar os degraus do palco e quando alcançou os últimos degraus correu em minha direção e me abraçou pela cintura, flashes e mais flashes foram lançados em cima de nós e meus olhos chegaram a se cansarem de tanta luz.

- Eu adoro você - ela disse quando olhou para cima, deixei apoiada minhas mãos em suas costas com medo de nós duas terminarmos caindo.

- Bom, muito obrigada - falei com um meio sorriso.

- Eu sei que vai ser uma ótima rainha, a mais bonita - ela falou e eu não consegui alargar o sorriso, me arrisco a pensar que até o diminui um pouco.

Até as crianças já sabiam quem iria ficar com o trono de Parforce e não adiantava fugir ou virar para o outro lado, o mundo real estava bem ali e não tinha nada que eu pudesse fazer. Eu teria que enfrenta-lo como sempre fiz!

- Eu espero que meu reinado lhe traga orgulho, Lorena - respondi terminando por acariciar sua cabeça e ela sorriu mais ainda me soltando e tirando de um pequeno bolso lateral em seu vestido um pingente.

- Eu trouxe pra você, princesa - dessa vez ela não foi tão corajosa quando me entregou o pingente em prata em formato de uma garotinha usando uma coroa, mas eu peguei o pingente com um sorriso.

- Muito obrigada, logo colocarei em um cordão e sempre estará comigo - eu disse para ela que olhou para baixo sorrindo.

Margarett me passou o último troféu e eu o entreguei a Lorena e no momento em que fomos tirar a foto eu dei um leve beijo em sua testa agradecendo novamente a gentileza e a inocência que ela teve comigo. Mesmo me lembrando de um fato que eu queria esquecer e manter minhas fortes esperanças de que não seria necessárias, ela tinha sido, naquilo tudo, uma das pessoas mais sinceras e animadas, claro, depois de Margarett.

- E essa foi nossa congratulação para as jovens mentes de Parforce, muito obrigada a todos que compareceram - Margarett agradeceu voltando ao microfone e todos bateram palmas.

Quando me virei para descer do palco percebi que Demetria já não estava mais sentada no local que fora reservado para mim e meus acompanhantes, ela havia escapado para o meio das crianças onde, com seu terno azul petróleo como a cor da bandeira e de sua antiga casa na escola preparatória, estava sentada em uma cadeira qualquer com a pequena Lorena em seu colo.

- Acho que já está na hora do almoço, crianças - enfatizei essa palavra e Demetria me olhou sorridente, ela estava com todas as crianças menores ao seu alcance e já mostrava alegria verdadeira no olhar, sem mais aquela tristeza de antes.

- Acho que vossa alteza tem razão! - Demetria concordou descendo Lorena de seu colo e a deixando de pé no chão - Vamos ver o que o senhor Neumann preparou para nós, que tal? - ela perguntou com um sorriso e juntando as mãos abaixo do queixo.

As crianças assentiram e seguiram as ordens da diretoria indo em fila para de volta para o restaurante.

- Você acha uma boa ideia se eu for almoçar na mesa das crianças de dez anos? - Demetria me perguntou quando já estávamos a uma boa distância das câmeras que ainda tinham seus donos com os dedos doloridos apostando corrida um com os outros para saberem quem tirava mais fotos da realeza e seus acompanhantes.

- Não, acho que todos iriam amar - falei com um sorriso leve -, mas não acho que deveria fazer isso.

- Imaginei que essa fosse sua resposta - ela falou e soltou uma risada.

- Aqui, alteza - Katherine me entregou minha agenda e eu coloquei o pingente preso entre algumas paginas e pedi para que Katherine guardasse para mim.

- Eu adoraria saber o que tem de tão importante nessa agenda para você ou uma de suas criadas sempre estarem com ela em mãos quando você sai do castelo!

- São só meus compromissos - afirmei dando levemente de ombros, quase que não fazendo nenhum movimento.

Meu irmão sempre brincava que meus movimentos eram mais leves que nuvens, quase não se notava nem um e isso já se desenrolava para mais alguma piadinha sobre mim. Nem minha respiração era visível então chegavam à conclusão de que eu era um robô, houve uma época que Sebastian conseguiu colocar medo em Elisa apenas com esse mero boato estúpido.

- Vamos para o almoço e esperar que a mídia se disperse um pouco - mudei de assunto e olhei ao redor no restaurante onde muitos fotógrafos ainda apontavam suas câmeras em nossa direção.

- Se você der um tchauzinho para eles talvez eles ganhem o dia - Demetria sussurrou a encarei - O que foi? Eles vão adorar e talvez você possa salva-los de perderem o emprego - ela garantiu com um erguer de sobrancelhas rápidas.

- Alteza - escutei Raphael falar atrás de mim -, indico que a senhorita vá adiante com seu almoço, pouco guardas ficarão aqui já que eles precisam se deslocar para onde a entrevista acontecerá - ele me informou e eu concordei.

- Sim, obrigada - concordei e adentrei o restaurante sendo encaminhada por um garçom para a mesa onde eu, Demetria, Margarett e o próprio dono do estabelecimento se sentariam.

- Se me permite - Aldrick se aproximou de nós deixando junto com mais um garçom os pratos a mesa e logo se dirigiu a mim que já estava sentada-, alteza, gostaria de almoçar com vocês.

- É claro, o restaurante é seu e fico feliz de estar acompanhado de um homem que cedeu todo seu espaço de trabalho para crianças desconhecidas - falei com um simples sorriso ancorado aos meus lábios.

Durante muito tempo fui adquirindo o formato de um sorriso em meus lábios e mesmo quando não estava mesmo sorrindo ele parecia estar ali presente como se fosse parte do meu rosto ou como se ele soubesse que estando ali tudo em mim pareceria um pouco menos rígido do que era mesmo.

- Não foi nada, me sinto feliz por ter ajudado mesmo sendo em algo tão simples - ele respondeu sorrindo e se sentando a esquerda de Demetria, já que se tratava de uma mesa redonda, Margarett ficou a minha direta com Aldrick de frente para mim - Bom, eu espero que todos apreciem o almoço.

- O chefe não estará cozinhando hoje? - Demetria perguntou.

Aldrick iria responder, mas encarou Demetria por um longo tempo e depois sorriu terminando por apoiar os cotovelos na ponta da mesa (com toda certeza minha antiga professora de etiqueta teria dado um belo tapa nele por ter feito isso!).

- Confio em meus sous chefs* - ele respondeu, Demetria concordou ainda séria, mas percebi que quando ela ajeitou seu guardanapo no colo o vestígio de um sorriso estava bem ali. Ao olhar para frente novamente encontrei os olhos de Aldrick cravados em mim, seus cotovelos ainda estavam apoiados na mesa e ele só desviou o olhar de mim porque os garçons apareceram para lhe informar algo - Então, aproveitem - ele disse quando todos no restaurante foram servidos.

A entrada era um molho se não me engano chamado velouté*, ele era originado da cozinha francesa e logo aquele restaurante virou uma decepção para minha vida. Eu achava que ele misturaria a culinária parforcense e a francesa, mas pelo que via ele era adepto apenas da francesa e eu odiava a culinária francesa.

- Eu gostaria de agradecer novamente - Margarett iniciou enquanto eu respirava fundo e engolia aquele molho que em nada era agradável, tinha um gosto estranho e parecia mais papinha de bebê -, muito obrigada pela sua presença, alteza, fui gratificante ver o quanto essas crianças ficaram empolgadas em ter a herdeira do trono de Parforce presente.

Eu queria perguntar se eles liam revistas de fofocas para saber que Sebastian também poderia ser o herdeiro do trono, não, na verdade o que estava me tirando do sério era eu não poder apenas jogar esse molho para bem longe e nunca mais voltar naquele restaurante. Gostaria de fazer uma crítica anônima e proibir aquele molho insuportável de entrar em Parforce novamente. Talvez eu pedisse esse favor a Sebastian quando ele virasse rei ou quem sabe...

- Não foi nada - respondi -, eu fiquei entusiasmada com todas as crianças e fico eternamente grata em ter participado dessa comemoração.

- Obrigada - a diretora me agradeceu e voltamos a nos concentrar em descer aquilo pela garganta.

- Esse velouté está realmente incrível - Demetria comentou.

Eu tive a certeza que se eu não estivesse limpando delicadamente minha boca naquele momento teria perguntado para Demetria se ela já tinha bebido do vinho que estava disposto na mesa e se ele estava estragado para deixa-la bêbada tão rapidamente.

- Fico muito feliz que ache isso - Aldrick agradeceu quando os garçons retiravam a entrada e já nos apresentavam o prato principal Eu sou fascinado por símbolos e não resisti em reparar no símbolo que a senhorita carrega, alteza.

- Como? - perguntei confusa desviando meu olhar do meu prato e o encarando, ele me olhou sorrindo.

- Sua flecha - ele apontou com o queixo e eu encarei meu colar que havia escapulido da minha blusa e estava à mostra para qualquer um admirar.

No mesmo instante eu tive vontade de com a mão tampa-lo e coloca-lo para dentro de minha blusa novamente. Não queria que ninguém visse ou pudesse toca-lo, mas antes mesmo disso achei muita audácia dele de notar e comentar sobre meu colar.

- Uma flecha tem muitos significados - ele disse se recostando em sua cadeira e eu ainda o encarava tentando entender o proposito daquela maldita conversa -, mas o meu favorito e o que vem da mitologia grega.

- E qual seria? - me peguei pronunciando a pergunta enquanto continuava imóvel e com aquele sorriso no rosto. Eu poderia amassar o guardanapo que estava em meu colo, poderia me retirar da mesa, porém, nesses exatos momentos, onde eu passava por situações que gostaria de fugir, eu sentia como se o mundo houvesse parado e todos, e eu digo todos, estivesse vigiando cada reação minha por todos os ângulos.

- A flecha serve para tornar algo eterno como se fosse até mesmo sagrado. Por isso mesmo Eros, o cupido, usa uma flecha, para tornar eterno o enlace da paixão - ele explicou e eu assenti.

- É uma seta - eu falei e ele me olhou confuso -, eu carrego uma seta - repeti e Demetria soltou uma pequena risada sendo acompanhada de Margarett.

Aldrick também sorriu com minha resposta, mas eu tive certeza que por cima das risadas das duas na mesa eu o ouvi dizer mais uma coisa que se eu não tivesse virado a cabeça para baixo me deixaria assustada com sua resposta e confusa do tanto que um simples colar interessava para uma pessoa completamente longe da minha vida. Mas ainda ressoava na minha cabeça as palavras que ele soltou.

- Então indica algo - ele sussurrou.

Eu comecei a comer ignorando qualquer conversa que se iniciou ao nosso redor, mas Demetria ainda não tinha dado o nosso assunto por encerrado.

- Foi um presente do filho do presidente da Austrália, certo? - ela me perguntou tentando confirmar o fato.

- Isso mesmo! - concordei antes de começar a mastigar mais um pouco do quiche que estávamos comendo.

- Miki? - Aldrick perguntou com uma certa alegria na voz, dessa vez eu quis apenas largar os talheres que eu segurava na mesa e perguntar qual era o problema dele.

- Então você o conhece? - perguntei tentando não soar sarcástica ou deixar um sorriso falso no rosto, se Demetria percebesse algo diferente em mim isso geraria mais perguntas do que eu estava respondendo.

- Sim, um bom amigo - ele me respondeu com um sorriso largo como s e houvesse matado a maior charada da vida dele -, é muito bom saber que temos amigos em comum.

Eu queria dizer que não tínhamos, que MIki Griffiths era só um dos homens que eu conheci em minha vida e que ele não fazia grande diferença nela. Gostaria tanto de dizer que quem havia me dado aquele colar era o homem que eu amava e que aquela seta significava muito mais do que ele poderia imaginar.

- Ele é uma boa pessoa - foi tudo que consegui dizer.

- Alteza - Raphael apareceu ao meu lado abaixando um pouco a cabeça para eu escuta-lo -, estamos pronto, se a senhorita já poder se retirar seria muito melhor para nossa chegada adiantada.

- Concordo - afirmei e eu poderia suspirar de alívio por me ver livre desse almoço, gostaria até mesmo de abraçar meu guarda por me dar tais noticias (ok, acho que isso seria exagero!). Mas era realmente assim que eu me sentia, aliviada!

Não era tão ruim guardar um segredo, mas quando pessoas faziam perguntas o envolvendo mesmo sem saber do que falavam era assustador, o que estava me deixando nervosa era olhar nos olhos de Aldrick e pensar que ele parecia saber de cada passo que eu estava dando. Surreal, mas parecia exatamente isso!

- Me perdoem, mas preciso me retirar - eu falei já me levantando, Demetria me acompanhou e Aldrick se levantou como mandava a etiqueta.

- Espero que possamos nos rever em outras premiações educacionais, alteza - Margarett sorriu para mim.

- Também espero - concordei e quando fui me virar Aldrick me esperava um pouco a frente, segurou minha mão e beijou as costas dela.

- Será sempre bem vinda em meu castelo, alteza - ele falou com um sorriso brincando com o nome de seu restaurante.

Se ele esperava que eu dissesse que ele era mais que bem vindo no meu castelo ele estava redundantemente enganado, não queria encara-lo tão cedo.

- Agradeço de coração - respondi após ele lançar uma pequena reverência em minha direção.

- O mesmo para a senhorita - ele disse e fez o mesmo com Demetria, beijou as costas de uma de suas mãos e fez uma pequena reverencia ganhando um sorriso discreto.

- Muito obrigada - ela falou bem mais gentil do que eu mesma.

Nos direcionamos para a porta dos fundos do restaurante como Raphael foi nos indicando, passamos no meio de todas as crianças e eu acenava para cada um e dava os parabéns novamente pela conquista, eu esperava realmente rever cada uma delas talvez ganhando mais um concurso ou em algum cargo importante, só havia uma coisa que eu queria mais que aquilo, era ver outras crianças fazendo a mesma coisa que elas, se esforçando desde cedo por uma educação e uma vida de qualidade.

Demetria entrou primeiro que eu na limusine, mas não me avisou que ela já estava com alguém dentro. Ao entrar dei de cara com Jules sentado confortavelmente no assento a minha frente e Sebastian ao meu lado. Eu não consegui desviar os olhos dele tão rápido quando imaginei que pudesse e nem pude evitar que meu coração se acelerasse.

- Calma, Arabella, é só o Jules - Sebastian falou me dando um cutucão com o cotovelo ao perceber que eu o olhava para seu guarda, levemente assustada.

- Nossa mãe suspeita que você esteja saindo com alguém - falei desviando o olhar de Jules e encarando Sebastian que estava ao meu lado e percebi que Demetria estava sentada do outro lado dele.

- Ah, o quê? - Sebastian fez uma careta e digitou qualquer coisa no celular, curvei um pouco a cabeça e li para quem ele digitava freneticamente uma mensagem.

- Quem é C-

- Opa! - Sebastian bloqueou o celular impedindo que eu e Demetria, que curvava a cabeça para saber com quem Sebastian conversava, víssemos o que ele havia digitado - Zona proibida, lembra dela, ela está presente aqui e agora no meu celular -e ele apontou para o celular que estava indo ser guardado no bolso de seu paletó.

Zona proibida fazia parte de uma brincadeira que eu e Sebastian tínhamos quando não queríamos que ninguém nem mesmo um de nós soubéssemos sobre algum assunto, isso queria dizer que nem eu mesma poderia saber com quem ele falava e mesmos e eu descobrisse eu não poderia contar para nossa mãe.

- Eu não iria contar para nossa mãe - falei quando reparei que Frida e Katherine entravam e se sentavam a nossa frente ao lado de Jules, dessa vez iriamos todos no mesmo carro para evitar mais tumulto do que o normal que haviam nessas coletivas de imprensa, se a praça havia ficado lotada para onde estávamos indo iria encher muito mais.

- Minha linda, não vai mesmo! - ele garantiu sorrindo e eu não consegui evitar de revirar os olhos.

- Eu não irei contar mesmo, então você pode me falar quem é sua nova namoradinha - Demetria disse e Sebastian soltou uma gargalhada.

- Ah, Demetria - ele esticou a abraçou pelos ombros -, sabia que eu tenho uma queda por mulheres mais velhas? - ele soltou dando uma piscada para ela e Demetria o empurrou.

- Sim, sei! - ela confirmou - Como era mesmo o nome daquela modelo da Victoria Secret? - ela se curvou um pouco e olhou para mim e que pegava novamente minha agenda com Katherine.

- Gigi Wright -respondi folheando minha agenda e nem dando muita atenção para eles, era impossível não lembrar o nome dessa mulher, ela e Sebastian estavam em todas as capas de revistas de Parforce e eu torcia para que o romance durasse pois graças a eles eu consegui uma semana fora do pais sem ser perseguida pela mídia e tinha conseguido um dos melhores fins de semana da vida com Jules.

- Nossa, eu não lembrava dela - Sebastian falou e eu vi de canto de olho ele levando um tapa de Demetria.

- Você é um idiota - ela disse.

- Você é um idiota - eu concordei e escutei a risada baixinha das minhas criadas e a risada sonora de Sebastian e Jules como se os dois achassem a coisa mais engraçada do mundo tudo aquilo.

E depois de tantas perguntas no almoço, perguntas que me tiraram do sério e quase me deixavam encurralada em emoções, estar com pessoas que me conheciam era muito melhor.

- Espera - eu disse e Sebastian me encarou aguardando a pergunta -, você não iria chegar atrasado? - perguntei e ele ficou sério de repente ajeitando sua gravata e se sentando amis ereto.

- Consegui chegar mais cedo, isso é bom, não? - ele me perguntou erguendo uma sobrancelha.

Isso sim era muito mais estranho, Sebastian não mudava de humor simplesmente por causa de uma pergunta, ele lançava alguma piadinha ou até mesmo dava de ombros e não me respondia. Suspirei cansada.

- Meu pai te liberou para eu não suspeitar que você está com muitos deveres no seu dia? - perguntei ainda o encarando e ele bufou.

- Faça essa pergunta você mesma para ele - isso abastou para acabar com qualquer clima de alegria que estivesse se estabelecido dentro do carro.

Não fiquei com raiva dele por ter me respondido dessa forma, talvez ele que estivesse com raiva de mim e até poderia ter motivos. Sebastian não gostava da ideia de ter o trono para si tanto quanto eu (ou até menos do que eu!), mas seu eu não pudesse esse era o dever dele, porque ele nunca deixaria isso cair nas costas de Elisa e, sinceramente, se Sebastian desistisse e por qualquer consequência do destino a coroa caísse sobre a cabeça de Elisa e ela tivesse que desistir de uma vida inteira por isso eu mesma assumiria o trono sem nem pensar.

- É, você tem razão - respondi desviando o olhar para o de Jules que me encarava sério -, eu mesma pergunto.

-x-

*sous chefs - é o segundo em comando de uma cozinha e responsável quando o chef está ausente.

*velouté - é um molho da cozinha francesa que às vezes é servido como a entrada.

Notas da autora

HEY, gente! Comemorar que Arabella já passou dos 1k de leitura? SIIIM hahaha Que lindo, nem imaginava que chegaria a 1k tão rápido *-* Espero que vocês estejam gostando e que tenham gostado desse capítulo repleto de perguntas do Aldrick, muito fofoqueiro, né? Acham que ele é um pouco suspeito com todas essas perguntas? TAN TAN TAN TAAAAAAAAAAAAN hahaha

E quero que você entendam o quanto a coroa pesa na vida da Arabella, pode parecer meio chato sempre estar falando disso, mas isso está na vida dela o tempo inteiro e não tem como fugir! Ah, e você viram o Raphael bonitão na capa do capítulo? hahaha

Por favor, me falem o que acharam do capítulo e da primeira aparição do Sebastian hahaha Um mega beijo e até...

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