Epílogo
Valentina
Minha vida finalmente está ficando como eu havia sonhado. Não posso dizer que está perfeita, porque coisas perfeitas demais são tediosas, mas a quase dois meses as coisas estão melhores que nunca. Yoongi e eu começamos a morar juntos, foi uma decisão difícil e bem pensada, mas no fim todos nos apoiaram e até nos ajudaram a trazer as coisas do Yoonie para o meu apartamento. Nós decidimos que não precisamos de nenhum lugar maior, estamos muito bem ali, e é um lugar bem seguro também.
E uma coisa maravilhosa que está acontecendo é: minha família está vindo me visitar, e eles podem chegar a qualquer momento, então meu gatinho e eu estamos nos arrumando para irmos ao aeroporto esperar por eles. Claro que o Yoongi não vai sair por aí sem um disfarce, ele ainda é um cantor famoso, então eu tomei as devidas providências: ele vai de chapéu; óculos de grau (de um estilo um tanto diferente) e roupas que não tem nada a ver com ele. Não vou deixar ele ficar exposto.
— Anjo, não precisa de tudo isso — ele resmunga, tentando tirar o chapéu.
— Claro que precisa, você sabe que em todo canto tem gente esperando para tirar foto de uma pessoa como você. A propósito, você nem deveria ir.
— Claro que eu vou, são meus sogros e minha cunhada — eu só sorrio e termino de me arrumar.
Em pouco tempo já estamos saindo de casa. Eu tenho uma coisa para fazer antes de chegar no aeroporto, então paro o carro perto de uma praça onde tinha um lago. Nós descemos do carro e eu guiei Yoongi até a margem do lago, parando de frente para ele.
— Por que paramos aqui? — ele pergunta, desconfiado.
— Eu tenho que te contar uma coisa antes de irmos buscar meus pais e a Kett.
— Certo, estou ouvindo.
— Yoon, eu sei que não faz tanto tempo que estamos juntos e tals, mas...
— Mas... O que? Você está me deixando preocupado.
Eu deveria contar agora? Claro que ele merece saber, mas esse era o momento certo pra isso?
Sim, acho que é o momento.
— Yoongi — eu parei e respirei, não é tão difícil, não deveria ser, eu tenho que dizer de uma vez. — Eu... eu estou grávida — eu enfim disse, esperando uma resposta sua, esperando sua reação, essa que demorou a vir.
— Você está falando sério? — ele estava com os olhos marejados, emocionado, me fez ficar com vontade de chorar também.
— Sim! — eu deixei um sorriso escapar, eu sabia que seu sonho era ter um filho.
— Eu vou ser pai? — eu podia ver seu sorriso enorme, o sorriso que eu faço de tudo para sempre ver em seus lábios, eu apenas assenti. — Eu vou ser pai! — ele me abraçou pela cintura e me ergueu, girando comigo, atraindo a atenção de algumas pessoas. — Eu amo você, muito, muito, muito.
— Eu também amo você, muito, meu açúcar trevoso, meu gatinho manhoso, meu... tudo — eu também estava sorrindo, tanto que minhas bochechas estavam começando a doer.
De volta ao caminho que estávamos, ele ainda estava sempre sorrindo, com um ar sonhador no rosto. Nós fomos o caminho todo falando sobre nomes, sobre como e quando contaríamos à minha família, e à nossa família: o Bangtan. Acabou que nem prestamos atenção na estrada e quando vimos já tínhamos chegado. Nós dois colocamos nossas máscaras e caminhamos aeroporto adentro de mãos dadas. Quando chegamos no local certo nos sentamos e esperamos, e eu acabei me sentindo nostálgica, lembrando do dia em que eu estava saindo de dentro daqueles mesmos portões de embarque e desembarque, sem conhecer ninguém.
— Vida, o que foi? Você ficou quieta do nada.
— Não é nada, amor, eu só estava lembrando do dia em que eu cheguei. Eu estava saindo daquele mesmo portão alí — sinalizei o portão pelo qual meus pais sairiam. — Sem conhecer ninguém aqui, sem ter um emprego e com grandes chances de ter que voltar para o Brasil algumas semanas depois. E agora estou aqui, esperando meus pais chegarem para conhecerem minha casa, talvez meu trabalho; se eu conseguir permissão do Bang. Eu tenho uma família aqui agora, que são os garotos e você, tenho amigos, e estou construindo minha própria família — coloco minha mão sobre minha barriga, acariciando com todo o cuidado. — A nossa família.
— Sim, a nossa família — ele colocou a mão por cima da minha, ficamos nos olhando profundamente por um tempo, até ouvirmos algo que com certeza chamou a atenção de todos que estavam no saguão.
— VALENTINA! — ouvi, sabendo exatamente quem havia chego.
— Kett! — eu me levantei e fui abraçá-la, abraçando meus pais logo em seguida.
— Olá — Yoongi disse, em português mesmo, eu tinha ajudado ele a lembrar, já que ele já tinha aprendido antes para os shows da tour. Ele recebeu um comprimento de meus pais e de Kett.
— Quando nós chegamos deu para enxergar vocês com a mão na sua barriga. Valentina, é o que eu tô pensando? — ela perguntou, extremamente rápido, não era assim que eu queria contar, mas okay. Eu assenti, extremamente feliz. — Não acredito! Eu vou ser tia! — ela me abraçou de novo e deu leves saltinhos.
— Eu vou ser vovó? — minha mãe já estava chorando e logo me abraçou também quando eu confirmei, mas quem estava me preocupando era meu pai.
— Você está grávida, filha? Eu não acredito — ele está se fazendo de Durão, eu sei que está. — Eu não gostava desse coreano, agora eu gosto, só porque vocês vão me dar um neto — ele enfim me abraça também. Ao se separar de mim, colocou a mão em minha barriga ainda lisa. — Mas tem que ter casamento, se não eu não aceito — nós rimos.
Nós todos olhamos para Yoongi que estava apenas observando, com os olhos cheios de lágrimas de novo, todos nós o abraçamos ao mesmo tempo, foi difícil fazer meu pai entrar no abraço, mas no fim ele também entrou no clima. Difícil também foi fazer Yoongi aceitar o abraço, já que ele não é muito de contato físico, mas eu logo consegui convencê-lo.
Na hora de irmos para casa, eu não desgrudei do Yoonie até chegarmos no carro, esse que ele fez questão de dirigir, e aliás, o carro é dele. Nós guardamos todas as malas no bagageiro e fomos rumo à casa da minha segunda família, combinamos de fazer o almoço lá.
Quando chegamos, eu fui a primeira a descer e corri para dentro avisar que já tínhamos chegado, eu estava doida para contar que ia ser mãe, mas Yoongi foi mais rápido e passou por mim correndo e foi para a sala. Não vou deixar isso assim, não.
— Yoongi, não vale, eu também quero contar! — eu tentei puxar ele, tudo sob o olhar de todos, provavelmente achando que somos loucos.
— Meu Deus, o que aconteceu com a minha filha? Nem parece que vai ser mãe, parece mais uma criança — meu pai diz, vermelho de vergonha, mas isso tudo era engraçado.
Bom, nossa brincadeira quase me custou um tombo. Correndo do jeito que estava, eu tropecei no tapete da sala, e tive sorte por Yoongi ter me segurado. Bem, na verdade ele também tropeçou, mas deu um jeito de me fazer cair por cima dele.
— Vida, você está bem? Ele está bem? Vocês estão bem? — ele perguntou, desesperado. Estou vendo que ele vai ser um baita pai coruja.
— Calma, amor, estamos bem — eu roubei um selinho seu e ele me ajudou a levantar. — Nós contamos juntos, então? — todos já estavam na sala, observando a palhaçada que estávamos fazendo minutos antes.
— Sim, no três — sendo assim, nós contamos até três pausadamente e no fim... — NÓS VAMOS SER PAIS! — nós gritamos juntos.
— NÃO! — os garotos gritaram juntos.
— SIM! — Yoonie e eu respondemos, sorrindo ainda mais.
— Abraço coletivo! — Jimin disse, e logo nós fomos abraçados, e eu estava me sentindo esmagada.
— Gente, eu não consigo respirar — eu tentei fazê-los se afastar, mas só consegui quando meu pai entrou em cena.
— Larguem a minha filha, não estão vendo que ela precisa de ar para o meu neto? — ele disse dando tapinhas nos meninos.
Eu logo traduzi o que meu pai havia dito, para que todos pudessem entender, e então eles me pediram desculpas e me desejaram felicidades. Eu nunca poderia pedir uma família melhor que esta. Todo o período em que meus pais estiveram nos visitando foi um dos melhores, sem dúvidas.
E, bom, em um desses dias, Yoongi me levou para jantar em uma pizzaria. Nós estávamos nos divertindo como sempre fazemos. Quando nossa pizza chegou, ele se ofereceu para cortar os pedaços, então colocou um para mim e outro para ele. Eu gostava mais de comer pizza com a mão, mas como estávamos em um lugar público eu decidi comer de garfo e faca.
Quando eu ia cortar meu primeiro pedaço, eu senti algo no meio, algo um pouco duro, então não me importei em largar os talheres e fuçar ali para ver o que era. E o que eu encontrei ali me surpreendeu muito, só não tanto quanto me emocionou. Quando olhei para Yoongi ele estava de pé e se aproximando, pegou o maravilhoso anel que eu estava segurando, e em seguida, como nos filmes, ele se ajoelhou em minha frente, no meio do restaurante que agora tinha sua atenção em nós. E claro, Yoongi estava meio disfarçado para que ninguém o reconheça, até peruca ele estava usando. (Mas não muito exagerado).
— Valentina, eu sonhei com esse momento por muito tempo, mas eu confesso que estava em dúvida se isso realmente era o que eu tinha que fazer, mesmo que fosse o que eu mais queria. Depois do meu sonho principal ter se realizado, o próximo sonho foi o de ter uma família, e você está me dando isso. No começo da semana, quando você me disse que íamos ter um filho, eu tive a confirmação de que eu precisava. Então, agora, na frente de todas essas pessoas que estão testemunhando o quanto eu te amo, eu te peço, que pelo amor de Deus, se case comigo. E eu nem sou bom em dizer o que eu sinto, mas vem inteira e verdadeiramente do meu coração. Então, você quer casar comigo? — eu já estava chorando horrores, acho que ele está até meio preocupado.
Mas eu seria muito tonta de não aceitar, até porque ele é o amor da minha vida, e vamos ter um filho juntos. Então tudo o que eu fiz foi me abanar para tentar diminuir um pouco os soluços e lágrimas. É sério, eu nem estou grávida a tanto tempo e já tô sentindo a mudança dos hormônios.
— S-sim — eu disse, com um fiapo de voz, ainda chorando.
— Oh, meu amor — ele colocou o anel em meu dedo e se levantou, me ajudou a levantar também e me abraçou, para me ajudar um pouco com a choradeira.
— Eu tam-bém te amo — eu disse, o fazendo rir. As pessoas em volta estavam aplaudindo, algumas estavam sorrindo, outras estavam emocionadas assim como eu.
O restante do jantar foi ainda melhor, mas eu continuei chorando até o momento em que terminamos a pizza e fomos embora. No fim, tudo o que eu conseguia fazer era sorrir e dizer o quanto eu o amava, e repetia a toda hora que eu iria me casar com o amor da minha vida todinha.
E eu amo tudo à minha volta, todos os quais estão próximos de mim. Amo infinitamente as minhas duas famílias; minha família com minha mãe, meu pai, minha irmã e todos os membros do BTS (que minha mãe praticamente adotou como filhos dela, então nos tornamos uma só família). E a minha família que estou construindo com Yoongi, essa que se depender de mim vai ficar cada vez maior. Eu amo todos, infinita e verdadeiramente.
Fim
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E esse foi o fim definitivo :'(
Muito obrigada a todos que leram minha fanfic, obrigada aos que acompanharam ♥
Saranghae ♥
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