Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Capítulo 2

Naquele instante, o trio de homens já estava bem longe e então Luigi e Edgar puderam voltar para a sua caminhada.

Ambos estavam cansados daquela intensidade e queriam descobrir logo o caminho de volta para casa.

Seguiram tropeçando entre as árvores e outras ramagens e esperaram não encontrar nenhum animal, ou poderiam sair muito mal daquele encontro.

O silêncio ecoava por toda a mata e parecia realmente não haver mais ninguém por aqueles arredores. E nem mesmo os dois viajantes desejavam falar e quebrar o silêncio absoluto que se fazia presente ali.

Havia muito o que pensar sobre a situação de viajantes do futuro em que se viam e aquele fator ainda os embargava um pouco a mente.

Durante certa altura da caminhada, amanheceu o dia. A alvorada parecia limpa e fresca e eles já podiam enxergar os altos muros que cercavam a tal de Carcassone.

A muralha feita de pedra mostrava a realidade medieval em que se encontravam. A entrada da cidade era protegida por um portão enorme de madeira e lá, se encontravam várias sentinelas.

Luigi e Edgar começaram a acreditar que séria impossível passar por ali, então se posicionaram há certa distância, mas ainda sim, podiam observar o movimento, porém, nenhuns dos soldados podiam avistá-los.

Assustaram-se quando uma pequena garota, aparentando ter os seus dez anos, parou logo em suas vistas.

Clarice era desinibida e estava vestindo uma espécie de vestido vermelho, que só fazia intensificar o escarlate dos seus lábios. O seu cabelo era longo e negro, e estava preso em uma trança muito bem feita. A sua face era terna e angelical e então eles apenas a observaram.

— Vocês já sabem dos feiticeiros que andam rondando o burgo? — ela perguntou, sem o menor medo dos desconhecidos.

— O quê? — Edgar nada conseguiu entender daquela prosa e isso o irritou mais do que o normal.

— Tu és surdo? — Clarice debochou de Edgar.

— Não! — Eduardo respondeu, muito carrancudo.

— De onde vens? — a menina mostrou-se interessada.

— De Roma — Luigi apressou-se em mentir.

— Uau! — Clarice mostrou-se maravilhada.

Os dois tiveram então a ideia de passar pelo portão da cidade se passando como burgueses de Roma e então, fizeram exatamente isso. Clarice, no entanto, sumiu por entre a mata, para espalhar a novidade da presença deles ali.

Edgar se aborrecia fácil com as coisas, pois o seu gênio era bem difícil e do qual era constituído bastante por uma marra incessante. Então seguiu com a expressão facial bem fechada e já Luigi, todo descontraído, podia se divertir ao menos um pouco em meio ao que passavam.

Edgar se aborrecera com Clarice e principalmente, com a moça que encontraram na floresta.

Luigi sabia que teriam que viver como medievais até quando conseguissem sair dali — se era que existia um caminho certo para o futuro —, então resolveu ficar calmo.

O pior de tudo seria viver naquelas condições higiênicas, já que não tomariam banho nem tão cedo e teriam que se acostumar a viver com ratos de todas as espécies, passando por cima de seus pés.

Dentro da cidade tudo era bem parecido com os filmes que viam na televisão e que com toda a certeza, algum dia já havia movido milhares de pessoas para assisti-los. Porém, a realidade vista tão de perto, não era tão perfeita como nos cinemas.

Ali haviam muitas pessoas morrendo de várias doenças, e muitas outras, lamentando os mortos nas cruzadas.

Estavam à altura da sétima cruzada e ninguém sabia quando chegaria o seu fim, ou melhor, Luigi e Edgar sabiam sim sobre o seu final, que era dali há quatro anos, mas não podiam se expressar de maneira nenhuma sobre o assunto, ou então iriam parar na fogueira.

Eles também sabiam que logo após essa cruzada, viriam muitas outras, então todos estavam muito longe de se livrar daquela mortalha que os rondava.

Sem contar que, naquela época, os anos significavam bem mais do que na contemporaneidade, pois como as condições higiênicas e de saúde eram precárias, consequentemente a expectativa de vida era também bem menor.

E com as cruzadas, a maioria dos homens estava lutando pelos seus ideais religiosos, porém, ali muitas crianças corriam pelas ruelas e mulheres faziam os seus serviços do lar. Somente alguns sujeitos mais idosos e uns homens da alta nobreza, permaneciam ali.

Os soldados designados a proteger a cidade também não foram escalados para irem às cruzadas, no entanto, ao olhar tudo aquilo, — pessoas esperançosas e orando — Luigi ficou triste ao saber que a grande maioria não voltaria para casa, e mais outra parte, morreria contra a peste negra, que assolaria a Europa muito em breve, matando aasim mais de um terço da população.

Edgar e Luigi passaram bastante tempo observando e concluindo várias coisas em suas mentes e durante todo aquele tempo, mantiveram-se calados e inertes um ao outro.

Edgar abandonava um pouco os seus aborrecimentos naquele momento e resolvia então quebrar o gelo:

— Aqui até parece um estúdio de um filme! — o rapaz estava de certo modo, um pouco surpreso e assombrado.

— Não — Luigi discordou. — Um filme não mostraria a realidade tão crua assim. Os filmes têm a intenção de aperfeiçoar as coisas e aqui, a situação chega a dar dó.

O rapaz se integrava ao local de maneira empática.

Edgar se calou, pois o que o parceiro acabava de dizer, fazia total sentido. As pessoas tinham uma felicidade de fachada ali, pois sofriam muito. Eram as doenças, a miséria que vinha assolando as pessoas, e além do mais, ninguém tinha a liberdade de expressão e desse modo, precisavam fingir nunca ter sentimentos também.

Naquela época tudo podia ser negociado, desde um tapete que acabava de ser tecido, até um casamento, que com quase total certeza, não traria amor, apenas acomodação e alianças.

Não muito distante dali, um terceiro rapaz se via em apuros. A cidade estava repleta de pessoas caminhando em busca ao seu destino, porém, ao observarem Roger de frente, quase todas percebiam que ele era um alguém muito estranho e então, ele se via sendo perseguido.

Roger era sagaz o bastante para entender que a situação lhe fornecia perigo e de que aquele lugar em que se encontrava, não pertencia a nada que ele conhecesse.

O rapaz se viu encurralado e a sua única saída fora invadir uma casa. Ele pensou que por lá poderia arrumar algumas roupas e então se disfarçaria, em meio à multidão.

Estando em dos aposentos, ele avistou uma veste qualquer e rapidamente começou a se despir, a fim de se apossar daquela estranha roupa.

Logo em seguida, porém, antes mesmo de vestir-se de volta, Lorena entrou naquele quarto e ao avistá-lo daquela maneira, soltou um grito de pânico.

— Calma! — Roger pediu, se aproximando dela.

— Eu vos imploro leve tudo, mas não faças nada com ninguém que aqui reside — Lorena pediu, tampando os olhos.

— Já pode olhar, eu já estou vestido — Roger disse, sentindo-se temeroso de ter entrado em uma enrascada.

— Não, não estás — Lorena afirmou, mesmo sem olhar.

Já estando totalmente vestido, Roger puxou a mão de Lorena e fitou os seus brilhantes olhos azuis. As bochechas dela ficaram vermelhas ao toque do rapaz, mas logo ela o repeliu.

Lorena tinha os cabelos loiros com belos cachos nas pontas. Ela tinha os lábios bem rosados e trajava um vestido azul anil, que realçava muito mais o seu olhar intenso e brilhante.

— Veja, estou mais vestido do que nunca! — Roger falou, ironizando a verdade, pois de fato, nunca estivera tão cheio de vestes como naquele momento.

— Quem é você? — Lorena perguntou, com receio de olhar nos olhos de Roger.

— O meu nome é Roger — ele disse. — Qual é o seu nome?

O rapaz sentia-se bastante interessado naquela moça bonita e gentil.

— Lorena — ela respondeu. — O que faço eu? Ficarei desonrada se conversar com você!

Lorena parecia voltar à sua consciência, exatamente naquele instante.

— E por que ficaria? — Roger se mostrou desentendido com aquilo que Lorena lhe dizia.

— É porque já sou prometida — Lorena disse e então abaixou a cabeça.

— Não existem mais essas coisas hoje em dia — Roger falou e olhou para Lorena, julgando-a antiquada. — Isso é cafona, aliás.

— Cafona? Que palavra estranha! Pois saibais que nunca deixaste de ter algo assim! — Lorena respondeu, achando aquilo intrigante. — Tu não tens uma prometida?

Ela estava curiosa e interessada.

— Não — Roger respondeu. — Mas bem que poderia ser você!

— Não ouse me citar dessa maneira! — Lorena o repreendeu. — Eu já tenho alguém a quem sou prometida.

A moça viu-se brava com o despautério de Roger ao dizer que se desposaria dela, como se a moça estivesse disponível.

— Perdão, senhorita — Roger falou. — Mas onde estamos?

Ele resolveu desconversar e então pôde perceber que ela falava sério.

— Oras, estais em minha casa, da qual nunca deveria ter entrado! — Lorena disse, mostrando-se indignada.

— Não era bem isso o que eu queria saber, pois já sei deste fato — Roger falou. — Eu pergunto em que localidade estamos, isso sim.

Ele estava risonho ao ver que a menina estava embaraçada.

— Carcassone, oras  — Lorena respondeu. — Chegaste de algum lugar?

Ela se mostrava curiosa com o fato de ele ser um forasteiro.

— Sim — Roger mostrava-se perdido e realmente estava.

— Veio de Provins? — Lorena perguntou, olhando para Roger e corando, por causa da proximidade.

— Não, pode apostar que vim de mais longe — Roger falou, sem nem saber de onde se tratava aquela tal de Provins.

— Não és um bárbaro, és? — Lorena de repente se mostrou assustada.

— Não — Roger disse seriamente, mas morria de vontade de gargalhar daquele termo.

— Não és tu o feiticeiro de que ouço rumores, és? — Lorena começava a temer claramente a presença de Roger ali.

— Acho que se fosse eu, não estaria aqui para ser pego — Roger falou em tom de brincadeira.

— Tens que ir logo — Lorena disse, mostrando-se amedrontada.

— Me diga: isso é um filme? — Roger mostrou-se impulsivo e desentendido sobre todos os fatos.

— Um o quê? — Lorena questionou, sem saber do que ele falava. — Você tem um linguajar tão diferente. — Ela riu da situação.

— Adeus, bela Lorena! — Roger simplesmente falou, indo embora pela janela.

Roger era inteligente o bastante para entender que todas as pessoas não estariam fingindo ser de outra época, afinal ele não estava dentro de um manicômio.

Percebeu então que estava realmente no passado.

Ele sentia-se embargado ao pensar em como aquela situação se fazia possível, porém, parecia normal e calmo, ao ser fitado de frente.

Inteligência e cautela eram as suas melhores amigas. O rapaz chegava a crer que era impossível estar sonhando, mas se vendo em tal fator, lembrou-se de que tudo era possível.

Decidiu que teria que se policiar ainda mais do que o costume, pois nunca poderia falar sobre a sua real vida e para Roger, isso não soava nem um pouco agradável, já que nunca se imaginara atuando e naquele momento, tinha que se integrar totalmente a um filme inexistente.

Era a sua única chance se embrenhar por completo naquele novo mundo. Então decidiu que seguiria com esse ideal e praticamente mudo, pois falar demais era um perigo, já que ser queimado era bem comum de ser usado como punição naquela época.

A doce Lorena não pôde deixar de suspirar com a partida de Roger. Afinal, ele era belo com aquela pele clara e o tom esverdeado de seus olhos, que contrastavam com o seu belo cabelo castanho.

Roger era quase a escultura exata da perfeição aos olhos daquela apaixonada garota. Ela já não conseguia parar de pensar naquele olhar doce e misterioso, que a extasiara por completo e ela pôde se pegar em devaneios, no meio do seu aposento.

Porém, em questão de segundos de sanidade, Lorena pôde recordar que tais pensamentos poderiam levá-la à forca.

O belo rapaz que invadira a sua casa corajosamente deveria ser esquecido para o seu bem maior; ainda mais que a moça se casaria com o Conde Trevanni em breve.

A realidade desse casamento não lhe animava em nada, pois o Conde era um velho gordo, que se interessou pela sua beleza apenas.

No entanto a sua família inteira trabalhava no feudo pertencente ao Conde, e o velho só esperava pelo décimo sétimo aniversário da garota, para desposá-la.

Todavia, ainda presa a milhares de pensamentos fantasiosos, Lorena foi acordada por um barulho que soou bem próximo dali.

Caminhou assustada até o quarto ao lado. Ela não podia imaginar quem estaria ali àquela hora, no entanto, precisava conferir.

Ninguém estava naquela residência a não ser ela e a irmã caçula, que Lorena acabara de avistar passando no corredor. Entãp parou na soleira da porta e ainda teve a pequena esperança de que Roger retornara. No entanto, ao fitar o alto homem situado em um canto estreito do aposento, ela teve a impressão de se tratar de Klaus, o seu irmão mais velho. Mas não poderia imaginar o que o irmão fazia em casa, quando deveria estar trabalhando.

Observou-o durante mais um minuto, no entanto, naquele instante um calafrio percorreu toda a extensão de seu corpo e a temerosa garota saiu logo, em busca da irmã.

Contudo, Bruna encontrava-se naquele momento com o homem, que já abandonava o quarto carregando algo em suas mãos.

— Klaus?

Bruna parou muito surpresa, fitando-o encostada à parede.

— Sim — o rapaz disse e o capuz que usava, dificultava ela de ter a visão clara de sua face.

— O que fazes aqui há essa hora? — Bruna estava desentendida e desconfiada.

— Nada — ele usou um tom descrente para falar com a menina.

— Meu irmão, o que se passa? — Bruna se mostrou preocupada com a atitude do irmão.

— Nada de importante — ele disse. — Vá brincar!

Tudo parecia extremamente diferente em Klaus, porém, a pequena acreditara ser apenas uma leve impressão.

O homem, todavia, saiu rapidamente como quem fugia de algo bem sério, porém, no caminho trombou com Lorena e o que ela vira naquela face semi-coberta, fizera-a gelar da cabeça aos pés.

Não era Klaus quem acabava de abandonar aquela casa e disso ela tinha certeza.

Bruna ainda sentia um pouco de desconfiança e ao encontrar a irmã, pôde ver que algo estranho acontecia.

— Tem um homem se passando pelo Klaus!

Lorena tremia de medo naquele instante.

— Aquele alguém que estava no quarto não era o Klaus?

Bruna estava cada vez mais apavorada.

— Não era ele! — Lorena afirmou. — Ele tinha uma marca em seu rosto.

— E se for o feiticeiro? — Bruna se mostrou em pânico.

— O que faremos? — Lorena perguntou, temendo por todos.

— Não sei — Bruna se sentia perdida e com vontade de chorar.

— Porém, não devemos falar para o papai — Lorena a advertiu. — Se o Conde Trevanni souber que o deixamos entrar... — interrompeu a frase e demonstrou que algo muito ruim aconteceria se o homem soubesse daquilo.

— Juro- te que nada falareis! — Bruna falou, com os olhos saltados das órbitas.

— Também te juro — Lorena disse, encarando o chão.

Prometeram-se em silêncio fingir que nada havia acontecido entre aquelas paredes, pois era o melhor a se fazer, apesar de temerem pela volta daquele sujeito.

Contariam com a sorte e esperavam que ela não as decepcionasse, ou tudo poderia estar realmente perdido.

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro