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quatro, mudar a maré


amornatus mudar a maré



— Você vai precisar de ajuda?

Louise levanta o olhar e me encara, como se aquela pergunta tivesse sido idiota demais para uma bruxa tão boa como ela. A garota volta a se concentrar nos ingredientes ao seu redor, seguindo a fio o feitiço em seu grimório que realmente cheirava a camomila. Algumas palavras saem da sua boca enquanto espreme o limão no caldeirão.

Ainda não sabia como ela tinha coragem pra fazer seus feitiços no meio do seu quarto no campus, correndo o perigo de ser pega a qualquer momento pela sua colega ou qualquer outra pessoa que entrasse ou percebesse algo estranho vindo daqui. Mas isso era só mais uma das várias coisas que eu não sabia sobre Louise, mas uma importante e que gostei de saber: a bruxinha era ruim em medir consequências e as chances de ter problemas com impulsividades eram grandes.

Vejo seus dedos se mexerem no ar e a mistura no caldeirão se mexer em volta de uma fumaça verde e fedorenta. Fiz uma careta ao sentir o cheiro, mas Louise não pareceu perceber o odor da mistura. Ela tinha seus olhos fechados, os pés alguns centímetros acima do chão. Sinto meu coração se apertar ao ver a imagem que automaticamente me faz lembrar de minha mãe, da maneira que ela também flutuava ao realizar alguma poção.

Demora alguns segundos para que ela volte para o chão e abra os olhos e, como o passa de mágica que aquilo tudo realmente era, a fumaça esverdeada se dispersa pelo quarto até que enfim desaparece. Louise me encara e vejo suas orbes banhadas em puro prazer mágico.

— Tá pronto? — eu concordo, vendo-a encher um copo com a poção esverdeada e grossa.

— Isso não parece nada apetitoso — reclamo, pegando o copo na mão e analisando aquela gororoba.

— Não é pra ser apetitoso, é um contrafeitiço. Eles geralmente são o contrário do feitiço, obviamente — Louise respira fundo e vira todo o conteúdo do seu copo de uma só vez, apertando os olhos enquanto engole o líquido. — Argh, que nojo!

Levo o líquido perto da boca, sinto seu cheiro horrendo e sinto meu estômago embrulhar. Nem sei o porquê de estar me submetendo aquilo quando eu sei muito bem que não faz sentido nenhum, assim como não faria nenhum efeito em mim e nem nela.

— Toma logo, a gente não tem o dia todo — Louise me encara impaciente, mas não consigo. Não pelo cheiro, não pelo provável gosto de enxofre que aquilo deve ter, mas pela culpa que sinto pela mentira que criei. Solto todo o ar do meu pulmão e coloco o copo na mesinha ao lado. — Você não vai tomar? Pra funcionar é preciso que nós dois tomemos a poção, Jungkook.

— Sua poção não funcionou, Louise.

A bruxa pisca algumas vezes enquanto me encara, confusão rapidamente tomando conta da sua expressão facial.

— Como é?

— A sua poção, a de amornatus, não funcionou — ela solta uma risada irônica e então sei que toquei no assunto delicado de novo, sua magia.

— É sério que nessa altura do campeonato você vai continuar menosprezando a minha magia desse jeito? — Louise levanta o tom de voz e da um passo a frente, cruzando os braços.

— Não é sobre menosprezar sua magia, eu tô reafirmando um fato — ela suspira alto, sei que ela começa a ficar com raiva quando fecha a cara por completo. — Eu posso ser ruim na prática, mas eu sou muito bom com teorias.

— E isso é pra significar o que, bruxinho? — sua voz cheia de ironia me faz sorrir por alguns segundos. — Tudo bem que eu não me sinto nenhum pouco apaixonada por você, mas-

— Mas o que? Você não ter sentimentos românticos por mim não é o suficiente pra provar que eu estou certo? — dou um passo a frente, quase como um desafio que eu sei que no fundo ela gostava. — Não sei onde aprendeu suas poções, seus feitiços e palavreados tão perfeitinhos, mas aposto que não te ensinaram que existem leis no mundo bruxo, leis que impedem que outro bruxo pratique feitiçaria do nível cinco em outro.

— Feitiçaria do nível cinco?

— É, feitiços que apagam memórias, escravizam, mudam sentimentos... Você realmente não sabia disso?

— E porque você não me falou isso naquele dia? Me fez ter todo o trabalho de comprar ingredientes e fazer o contrafeitiço pra nada?

Encaro o pingente em formato de sol que decora seu pescoço e lembro que ela está quase sempre usando esse mesmo colar. Me pergunto se há algum significado especial pra esse apego ou se ela apenas gosta demais dele. Suspiro, pois tem tantas coisas que não sei sobre ela, tantas partes e detalhes escondidos por trás daquela barreira que eu criei por medo e insegurança.

Antes, Louise era a coisa mais interessante do mundo humano pra mim e como se o destino estivesse rindo da minha cara, ela se torna a parte mais interessante do meu mundo também, aquele que nós dois compartilhamos.

— Por que eu gosto de você — minha voz é um pouco baixa, mas eu sei que ela me ouve. — Muito antes de toda essa confusão em que a gente se meteu.

Penso que Louise está prestes a desmaiar pela informação pelo olhar de espanto em seu rosto, mas ele logo se transforma num sorriso confuso e não sei dizer se ela está sorrindo de verdade ou de nervoso.

— Tá bom, eu vou fingir que acredito nisso só pra você poder se safar de ter me enganado esse tempo.

— Eu não te enganei, até porque você devia saber isso. E eu não tô mentindo quando digo que gosto de você.

— Como você pode gostar de mim e me tratar tão mal e ser tão irritante o tempo todo? — Louise indaga rapidamente. — Isso não faz sentido nenhum.

— Eu sei que não. É que... Naquela festa, em que a gente ficou pela primeira vez, eu fiquei interessado em você, muito interessado. E depois eu descobri que a gente tinha amigos em comum e pensei que aquela era minha chance, mas você não dava atenção e nem espaço pra ninguém, porque você tava ocupada demais sendo ignorada pelo Seokjin.

— Eu não tava sendo ignorada por ele — ela se defende rapidamente.

— Com certeza não, foi por isso que você fez a poção pra ele, né? — Louise revirou os olhos. — Enfim, esse não é o ponto. O negócio é que te irritar foi a única maneira de te chamar a atenção e eu tinha a certeza de que aquilo era eu falando que tava a fim de você.

— Isso só deve fazer sentido na cabeça de homens mesmo — ela murmura. — Você tá falando sério? Quando diz que gosta de mim?

Eu assinto, dando um passo a frente, mas vejo que Louise logo fica atenta a qualquer movimento meu.

— Eu sei que isso não faz sentido pra você, mas eu tô falando sério. Eu sei também que você não gosta de mim dessa forma e que provavelmente nem como um amigo me vê, mas eu só quero uma chance pra te mostrar que to falando a verdade.

— Jungkook...

— Não precisa ser rápido, eu só quero saber que você me desculpe pelas merdas que eu já te falei e que a gente dê uma trégua nessas brigas, sabe... Que nós viremos amigos e sei lá... Se você quiser algo a mais algum dia, não sei... — me sinto meio idiota por não saber como dizer aquilo que quero e me sinto mais bobo ainda pela minha péssima dicção.

Nesses poucos segundos de silêncio é quando eu finalmente sinto meu coração acelerado dentro do peito, quase apertado de nervoso enquanto encaro uma Louise silenciosa. É quase instantânea a vontade que sinto de voltar no tempo e não ter falado tudo aquilo, ter tomado o contrafeitiço nojento e fingir que tudo tinha voltado ao normal.

Mas eu não tinha aquele poder.

— Você não vai falar nada? — pergunto baixo, meu estômago embrulhado quase implorando por uma resposta.

— Eu não sei o que te dizer.

Me sinto vulnerável, encaro seu rosto, seus olhos, suas sobrancelhas fincadas, o lábio inferior sendo mordido por um provável nervosismo. Me lembro da festa, de como nos beijamos, de como ela me apertou, de como eu a apertei contra mim. Engulo em seco, aquela era minha última chance e eu só precisava que ela não entendesse aquilo da forma errada.

— Louie... — me aproximo dela, que não move um músculo se quer quando seguro suas mãos nas minhas. — Eu sei que é meio estranho, mas eu só quero te mostrar que eu tô te falando a verdade. Só preciso que você me deixe.

Louise me encara sem piscar e acho que ela o faz sem perceber, pois seus olhos descem até minha boca e sinto uma corrente elétrica entre nós, na ponta da minha mão que encosta na sua até meu ombro. Dou mais um passo e mais um, até que ela esteja próxima demais para correr para qualquer outro lugar.

— Eu sei que eu te irrito e você me irrita também, mas o que rolou naquela festa, você sabe que não foi por causa da poção. Foi por causa de nós e essa... coisa entre a gente.

— O que tem entre a gente? — ela pergunta baixo, seu olhar não se move dos meus lábios e eu sinto uma vontade imensa de tê-los nos meus de novo. — Aquilo foi só... bebida... E tesão acumulado.

Vejo seu peito subir e descer mais rápido e sei que sua respiração está acelerada.

— Então porque você fica tão nervosa perto de mim? — Subo minha mão até sua bochecha e Louise inclina um pouco a cabeça. — Não precisa ser nada mais do que você quer, bruxinha.

Passo meu dedão pelos seus lábios, vendo-a arfar baixinho. Sinto sua mão tocar minha cintura e por um segundo penso que Louise irá me empurrar, mas não. Ela cola meu corpo no seu e sem que eu tenha tempo de pensar duas vezes ela me beija.

Sua boca tem gosto de magia e ela se encaixa tão perfeitamente na minha, feita na medida certa para me deixar maluco. Louise parece saber do que gosto, de como gosto. Morde meus lábios, arranha meu pescoço, aperta minha cintura. É uma dança coreografada entre nós dois, diferente dos outros beijos que já demos, sem bebida, sem a desculpa de alguma influência externa. Somos só eu e ela e essa estranha vontade que eu sei que ela tem de me beijar.

Talvez seja a tensão sexual que todos esses meses de briga criou.

— Eu acho que eu aceito sua proposta de amizade — ela diz entre meus lábios e eu só murmuro concordando. — Mas dessa vez... — ela me empurra, separando nosso beijo — Sem feitiços, sem poções. Eu quero ter certeza de onde eu vou me meter.

— Por mim tudo bem, eu só quero poder te beijar.

— Amigos não se beijam com tanta frequência — eu dou uma risadinha, ela me acompanha.

— Você nunca teve um amigo como eu, então.

Louise ri, esticando a mão em minha direção.

— Tudo bem, então. Vamos dar uma trégua. Amigos?

— Amigos — aperto sua mão —, que se beijam — a puxo para mim, colando nossos lábios de novo, num selar de acordo bem mais interessante que um aperto de mãos.




oie, oie!

primeiro de tudo: feliz 2021!!!

espero que esse ano nos traga aquilo que todos queremos: vacina e impeachment.

3 meses depois do ''especial de halloween'' que não tem nada de halloween pq to terminando em janeiro, eu os ofereço o último capítulo de amornatus.

desculpas por ter demorado taaaaannnnntooooo pra postar, mas eu tava corrida no final do ano com a faculdade e só fiquei de boa no começo de dezembro, mas rolaram outras coisas por ai que não precisam ser expostas e não tinha vontade nenhuma de escrever (e acho que vou ficar assim por um bom tempo, na real).

de qualquer forma, obrigada pelos comentários e carinho, eu nem acredito que tem gente que realmente curte as coisas que eu escrevo e olha que escrevo tudo na diversão e um pouquinho no impulso, confesso.

enfim, espero que tenham curtido essa historinha meio boba e fica a critério de vocês o desenrolar dessa amizade, hein.

esse capítulo é dedicado à Noona_Rosexx que me deu essa capa maravilhosa de presente, fiquei muito muito contente mesmo e muito surpresa.

obrigada por terem acompanhado e terem tido paciência!

beijos e se cuidem!

música do capítulo: walk the line - halsey

https://youtu.be/8qjl4lysi_s

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