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merry fucking christmas!


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— Malditas festas de fim de ano.

Andie apaga o cigarro — que estava fumando às escondidas, é claro — na ponta de um enfeite natalino na entrada da casa de sua mãe. Ela respira fundo, pega duas balas de menta e as enfia na boca, tentando disfarçar o cheiro de nicotina.

Andie tem sérios problemas com o final do ano. Para começar, ela é a única solteira da família. Ok, suas sobrinhas não têm namorados, mas isso não conta. Sua tia solteira sempre arranja algum convidado para os eventos familiares, mas Andie não. Ela sempre dava um jeito de estragar qualquer rolo que surgisse e acabava aparecendo como a solitária e triste da família.

Não que ela fosse realmente uma pessoa triste, mas também não podia dizer que estava feliz.

A verdade é que Andie ainda carregava sentimentos não resolvidos pelo seu ex-namorado e de forma alguma estava pronta para se envolver novamente, mas sua mãe parecia não entender isso.

A Sra. Hayes era uma mãe dedicada — e um tanto neurótica — de três filhos: Jenna, a mais velha; Andie, a do meio; e Beck, o caçula. Seu grande sonho era ver os três casados e com a vida bem encaminhada, e talvez por isso estivesse sempre metendo o nariz na vida amorosa de Andie.

— Feliz Natal! — Andie anunciou ao abrir a porta e entrar na sala. A primeira coisa que viu foi sua mãe, vestindo um avental exageradamente natalino, vindo em sua direção com um sorriso que rapidamente se esvaiu ao criticar sua roupa.

— Onde está aquele vestido vermelho que eu comprei para você?

— Esqueci de lavar — mentiu Andie, sabendo muito bem que o vestido era feio demais para ela ter coragem de usar. — E eu estou ótima, mamãe, obrigada por perguntar.

Sra. Hayes tirou o casaco da filha para pendurá-lo enquanto contava, com o criticismo de sempre, que a tia Patty havia convidado o Papai Noel do shopping para a ceia. Andie, porém, mal prestava atenção, porém se assustou quando viu o tal Papai Noel e a tia sentados no sofá, envolvidos em um beijo muito mais quente do que o horário permitia.

Logo, seus olhos encontraram Jenna, que gritava para um dos filhos parar de correr pela casa.

— Oi, meu amor! — Jenna puxou-a para um abraço apertado. — Feliz Natal!

— Feliz Natal!

— Então... — Jenna passou o braço pelos ombros de Andie, guiando-a até o balcão onde estavam os biscoitos natalinos. — Achei que você viria com o Aaron.

— Você não chamou o Aaron? — sua mãe se intrometeu.

— Não, eu não chamei o Aaron — respondeu, mordendo um biscoito de gengibre em formato de bota. — Eu não posso namorar um cara com sérios problemas lá embaixo.

— Ele tem um... pequeno? — perguntou sua mãe, provocando em Andie uma onda de repulsa.

— Mãe, por favor.

Jenna revira os olhos, sabendo muito bem o que Andie estava fazendo.

— Andie, já faz quase um ano. Você precisa se abrir para gente nova e parar de encontrar defeitos inexistentes. A menos que ele realmente tenha um—

— Ele não tem um pau pequeno! — disse Andie, alto demais. As crianças, sentadas mais à frente, pararam de conversar para olhar para ela. Forçando um sorriso amarelo, tentou corrigir: — Eu não estava falando disso. Estava falando das... unhas estranhas do pé dele.

Na verdade, Andie estava sim falando do pênis de Aaron. Mas, para ser justa, ela sequer tinha transado com ele. Precisava apenas de uma desculpa rápida para encerrar o assunto.

— Bom, como você vai conhecer alguém se passa o dia inteiro se vestindo como um homem de meia idade que come salgadinhos no sofá às três da tarde? — rebateu sua mãe.

— Eu não como salgadinhos às três da tarde e essas — apontou para o moletom cor de vinho que usava — são roupas confortáveis para se usar em casa — Andie tentou se defender.

Sua mãe deu de ombros e, aproximando-se, fungou perto de seu rosto.

— Você estava fumando?

— Não? — respondeu, semicerrando os olhos. — O Uber era fumante.

Com um revirar de olhos, Sra. Hayes afastou-se, mas não antes de anunciar em alto e bom tom que nenhum homem queria uma mulher que fuma e mente.

A noite seguiu como um roteiro de terror para Andie. Entre as perguntas inconvenientes do cunhado sobre Aaron e as piadinhas do irmão mais novo sobre ela "espantar mais um namorado", ainda foi relegada à mesa das crianças para o jantar, já que a mesa dos adultos estava reservada para os casados  e se encontrava lotada.

Já no terceiro copo de vodca com gelo e com a maior vontade de ir embora do mundo, Andie viu seu irmão reunir todos na sala para fazer um discurso emocionado e ajoelhar-se no chão para pedir a namorada de apenas três meses em casamento bem ali, na frente de todos.

Andie não podia acreditar no que estava acontecendo. Era só o que faltava. Seu irmão mais novo ia se casar com uma namorada recém conhecida enquanto ela não conseguia nem pensar em transar sem se sentir enjoada lembrando do ex.

— Dois já foram, falta um! — gritou Sra. Hayes, triunfante.


Do outro lado de Boston, Jungkook caminhava lado a lado com Emma, sua ficante de apenas seis dias, em direção à casa dos pais dela. Ele sabia que era uma péssima ideia, mas, sem poder viajar de volta para a Coreia para visitar sua própria família no final do ano, não tinha muitas opções. 

Pelo menos ali ele poderia se empanturrar de comida e, de quebra, garantir uma noite de sexo.

Como o solteirão que era, havia deixado bem claro para Emma que passar o Natal com ela e sua família não significava compromisso e que muito menos iriam trocar presentes. Porém, seu plano começou a desmoronar assim que foi recebido com um abraço caloroso pela mãe dela, que o deu as boas-vindas à família com um entusiasmo que o deixou desconcertado.

Não demorou muito para Jungkook perceber o tamanho da cilada. Emma entregou-lhe um suéter natalino horroroso, estampado com renas e flocos de neve, e insistiu que todos usassem o mesmo modelo para tirar fotos em "família". Como se não bastasse, os pais dela ainda trouxeram um álbum de fotos de bebê para compartilhar memórias constrangedoras da garota.

Jungkook estava à beira de um colapso. Precisava de uma desculpa para escapar. Inventou rapidamente que precisava usar o banheiro, mas, antes que pudesse bolar um plano para fugir, Emma bateu na porta e entrou no lavabo.

— Nossa, você tá um tesão com esse suéter — sussurrou Emma, agarrando sua boca em um beijo ardente.

Jungkook tentou ignorar o elogio sobre a estampa ridícula que estava vestindo, mas não teve muito tempo para pensar. Emma era rápida e certeira. Antes que ele pudesse responder, ela já tinha enfiado a mão dentro de sua calça, deixando-o sem qualquer chance de resistir. Afinal, ele era apenas um homem.

Depois de um momento intenso e silencioso no banheiro, os dois retornaram à sala. Para o desconforto de Jungkook, Emma o fez sentar no sofá, bem no meio dos pais dela, como parte do momento em família.

— Hora dos presentes! — anunciou ela com animação.

Jungkook não podia acreditar no que estava acontecendo. Claro que ela iria fazer isso. Emma estendeu o braço, segurando uma caixa bege com uma fita vermelha, e um sorriso radiante estampava seu rosto enquanto esperava ele pegar o presente.

Sem ter como escapar, ele aceitou a caixa e, sem surpresa, encontrou um par de calças horríveis em um verde berrante.

— É uma calça saruel! — exclamou a garota, como se fosse uma coisa boa.

Jungkook forçou um sorriso, murmurou um agradecimento e o silêncio se instalou. Foi então que ele percebeu as mãos estendidas de Emma, ainda esperando por algo.

— Você não comprou um presente para ela? — o pai da garota, sentado ao lado de Jungkook, perguntou em um tom de reprovação. Ele sentiu um nó na garganta.

— Emma, combinamos que não íamos trocar presentes... eu não comprei nada.

E foi aí que a confusão começou. Emma começou a gritar e chorar, acusando-o de ser insensível, enquanto a mãe dela rapidamente se levantava para consolá-la. Jungkook não sabia se sentia vergonha ou raiva, até que Emma soltou a acusação final:

— Você é bom o suficiente para me comer no lavabo, mas não para comprar um presente de Natal para sua namorada?

Namorada? 

A irritação subiu por todo o corpo de Jungkook e a situação acabou fugindo do controle. A noite de Natal da família terminou com ele saindo aos gritos da casa, rompendo o relacionamento — que na verdade nunca existiu — e levando consigo as calças ridículas que ganhara de presente.

— Malditas festas de fim de ano! — resmungou ele, furioso, enquanto se afastava.



eu sou obcecada por amor com data marcada. e eu sou obcecada pelo jungkook.

só tenho isso a dizer.

espero que gostem dessa breve jornada, até mais!

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