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25. sobre famílias não amáveis.


                      Amélia estava sentada na cadeira de couro macio do escritório de seu pai, sentindo-se pequena e vulnerável diante da imensa figura de Marvim Harriman. Ele estava de pé, as mãos apoiadas na mesa de mogno, os olhos faiscando de raiva enquanto ouvia o relatório do incidente na escola. O escritório, normalmente um refúgio de poder e controle, parecia um lugar sufocante agora.

—— Eu posso explicar —— Amélia começou, a voz hesitante. —— Ela falou do senhor, disse que o senhor era corrupto e que nós vamos cair...

Marvim a interrompeu com um gesto brusco. —— Cair? CAIR? —— ele gritou, sua voz reverberando pelas paredes. —— Você acha que eu estou lidando com toda essa merda agora para a minha própria filha começar a brigar na escola como um animal? A última coisa que eu preciso é de você, Amélia, criando mais problemas!

Amélia se encolheu com o tom cortante do pai. —— Desculpa, pai. Eu... eu só não consegui me controlar.

Marvim a olhou com desprezo, sua frustração se transformando em crueldade. —— Você é um completo desperdício, sabia? Toda essa educação, todas as oportunidades que te demos, e você ainda consegue agir como uma criança mimada. Eu esperava mais de você. Muito mais. —— Ele respirou fundo, tentando controlar o temperamento, mas o desprezo em sua voz continuava afiado. —— Você está de castigo até segunda ordem. Sem compras, sem tênis e, o mais importante, sem namorado.

O golpe final foi cruel e direto. Amélia sentiu o rosto queimar, não de vergonha, mas de uma tristeza profunda que brotava da frieza de seu pai. Ela abaixou a cabeça, tentando segurar as lágrimas. Sabia que não adiantaria argumentar mais. A punição estava decidida, e qualquer palavra só pioraria as coisas.

—— Agora, saia do meu escritório. E espero que você aprenda a se comportar como uma Harriman de verdade.

Amélia subiu as escadas apressadamente, sua mente girando em um turbilhão de emoções. A briga na escola ainda queimava em suas veias, e a frustração com seu pai e o mundo à sua volta apenas aumentava. Assim que a porta do quarto se fechou atrás dela, a sensação de segurança foi abruptamente quebrada por uma batida forte.

—— Amélia! Abra essa porta! —— A voz de Teresa soava irritada do outro lado, e a jovem respirou fundo, preparando-se para o confronto.

Quando finalmente abriu, sua mãe estava lá, os braços cruzados e o olhar repleto de desapontamento. —— Você tem noção do que você fez?! As filhas das minhas amigas viram tudo e estão falando sobre você. Você está envergonhando a família!

Amélia sentiu um fogo subindo pela sua espinha.

—— Como se você se importasse! É tudo culpa sua por ser uma mãe de merda. Se você tivesse prestado atenção em mim em vez de se preocupar com a sua imagem, talvez eu não fosse assim!

O rosto de Teresa palidificou, e a raiva logo se transformou em um olhar de dor.

—— Eu nunca quis ter filhos.

As palavras da mãe eram um golpe, mas Amélia estava tão tomada pela raiva que não pensou duas vezes. —— Então, talvez você não devesse ter tido! Olha só para mim!

Sem esperar por uma resposta, Teresa virou-se, seu olhar perdido e triste enquanto deixava o quarto. Amélia ficou ali, a porta fechada, a sensação de vitória se dissipando rapidamente, deixando-a com um gosto amargo na boca.

(...)

A madrugada estava envolta em um silêncio pesado, quebrado apenas pelo ocasional som de passos distantes da casa. Amélia, ansiosa e decidida, deslizou para fora de seu quarto, os corredores escuros a acolhendo em um manto de sombras. Mesmo sob o castigo de seu pai, a vontade de se conectar com Nicholas pulsava dentro dela, e a ideia de ficar em silêncio era insuportável.

Com um misto de adrenalina e nervosismo, ela se dirigiu ao escritório de Marvim. A porta estava entreaberta, dando um ar de clandestinidade ao seu ato. Amélia hesitou por um momento, a dúvida piscando em sua mente, mas logo tomou coragem. Entrou, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho.

Sentou-se na cadeira do pai, respirando fundo, enquanto seu coração batia forte. Ela se lembrou do número que Nicholas lhe havia passado. Com mãos tremendo de expectativa, pegou o telefone, discando os números com um toque quase reverente.

O toque soou na linha, e cada beep parecia ecoar em sua mente. Finalmente, uma voz familiar, suave e reconfortante, respondeu do outro lado.

—— Alô? —— era Nicholas.

O coração de Amélia pulou ao ouvir sua voz. —— Nicholas! —— ela exclamou, um sorriso se espalhando por seu rosto. —— É a Amélia.

Houve um breve silêncio, e então Nicholas respondeu, sua voz preenchida de alívio e surpresa. —— Amélia? Você está bem? É tão tarde...

Ela podia ouvir a preocupação em seu tom, e isso fez seu coração aquecer. —— Estou bem. Só... precisava falar com você. Senti sua falta.

As palavras escaparam de seus lábios como um suspiro, e, por um momento, o peso de seu castigo e os problemas com sua família pareceram se dissipar, deixando apenas a voz dele.

Amélia sentou-se na cadeira do escritório, o telefone pressionado contra a orelha, seu coração acelerando à medida que a conversa se desenrolava. A voz de Nicholas rouca em sua mente.

—— Então, você ouviu as notícias? —— Amélia começou se referindo a empresa do pai, tentando manter a voz leve, mas a ansiedade escorreu em suas palavras. —— A filha dos O'Reillys me atacou e eu acabei perdendo a cabeça.

Nicholas soltou um pequeno suspiro, a preocupação evidente em sua voz. —— Sim, eu ouvi. Warren e os outros não falam de outra coisa. É tudo sobre o seu pai agora. As coisas estão feias, não é?

Amélia assentiu, mesmo sabendo que ele não podia vê-la. —— Está. E agora... bem, as pessoas na escola estão falando, e eu só queria que parassem.

—— Isso é uma loucura —— Nicholas disse, a frustração clara em seu tom. —— Ninguém tem o direito de te julgar por isso.

Ela sorriu, tocada por seu apoio. —— Tá tudo uma loucura aqui em casa, especialmente com a minha mãe.

—— E como ela está? —— ele perguntou, a preocupação aumentando em sua voz.

—— Ela só... não sabe como lidar com a situação. E agora, estou de castigo. Meu pai está furioso e decidiu que eu não posso sair nem fazer nada. Sem tênis, sem nada —— A frustração era palpável, e ela sentiu um nó se formar em seu estômago.

Nicholas tentou trazer um pouco de leveza à conversa, sua voz suave agora soando mais brincalhona. —— Então, você realmente sentiu falta de mim? —— perguntou ele, a expectativa crescendo na sua entonação.

Amélia, tentando conter um sorriso, respondeu com um tom provocativo. —— Só um pouquinho.

Sua resposta era um misto de verdade e brincadeira, uma forma de aligeirar o peso da situação em que se encontravam.

Houve um silêncio momentâneo do outro lado da linha.

Nicholas parecia ponderar, e então, perguntou de forma divertida. —— E o que você está vestindo agora? Algo sexy? —— Ele tentou adotar um tom sedutor, mas a risada que escapou dele entregava a brincadeira.

Amélia não conseguiu conter a risada, chamando-o de idiota com uma leveza que iluminou seu coração. —— Você é insuportável, Nicholas! —— disse ela entre risos, mas seu tom era afetuoso.

Ele sorriu ao ouvir sua reação, sabendo que tinha conseguido distraí-la, mesmo que por um breve momento.

—— Mas eu estou com saudade —— ele disse, a sinceridade agora invadindo sua voz, desnudando um pouco da leveza que antes dominava a conversa.

Amélia sentiu um calor se espalhar pelo peito ao ouvir aquilo. —— Eu também estou com saudade —— admitiu, a risada dando lugar a uma fragilidade.

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