
Capítulo 2 - Rush.
Quando cheguei lá, dei de cara com um garoto que nunca tinha visto no colégio, deitado no banco com fones de ouvido, ele tinha cabelos castanhos escuros bem cortados, um porte atlético, alto, aparentava ter uns 17 anos, muito bonito, mas não pude ver a cor de seus olhos, pois estava escondido debaixo de óculos escuros estilo aviador, tinha maxilares bem acentuados e usava um alagador preto em cada orelha que devia ter uns cinco milímetros, uma camisa branca com decote em V, um pouco escondida pelo casaco de couro preto e usava uma calça jeans um tanto surrada, e coturnos também pretos e de couro e no seu polegar esquerdo estava um anel de prata. Bom ele podia ser gato ate o ultimo nível possível, mas ele ainda era um estranho. Caminhei calmamente até ele, quando estava quase me aproximando por completo ele se sentou me encarou por um minuto e tirou os óculos, seus olhos eram de um tom azul acinzentado muito peculiar.
- Quem é você? - sua voz soou baixa e rouca, um arrepio me percorreu a espinha, ele se levantou. - Eu só vou perguntar mais uma vez garota quem é você? - ele rosnou. Ele começou a se aproximar de mim e eu me mantive ereta e parada.
- A pergunta aqui cara, não é quem sou eu e sim quem é você? - minha voz saiu firme e confiante.
- Olha não estou num bom dia, então para de encher, e me diz logo o seu nome, antes que eu perca o pouquinho de paciência que me resta.
- Nossa que cara estressadinho. - Reviro os olhos.
- Chega. - ele parte pra cima de mim e um segundo depois ele esta no chão, estou com meu joelho no pescoço dele e torcendo e puxando seu braço. - Belo golpe. - ele sorri e meio segundo depois eu estou no chão e ele prende meus pulsos a cima da cabeça e prende minhas pernas também.
- Acho bom você me soltar ou isso não vai acabar bem estressadinho. - me solto do golpe dele e ambos nos levantamos e começamos a luta, eu desferia socos e chutes nele, desviava, defendia e atacava, quando estávamos engalfinhados no chão, ouço a voz do meu pai, e ambos paramos de brigar.
- Riley! Solte-o imediatamente. - eu o soltei e me levantei. - O que significa isso? - ele estava puto da vida.
- Ele começou. - o cara estava sentado no chão tirando a grama do cabelo.
- Não me importa quem começou! Por que está brigando com o aluno novo sem, mas nem menos?
- Como eu disse, ele que veio pra cima de mim eu só me defendi como o senhor me ensinou. - Finalmente o cara novo se levantou e limpou a grama e as folhas da roupa dele.
- Quem é essa doida?
- Essa doida Sr. Landon, é a minha filha. - espera aquele psicopata me chamou de doida sendo que ele que partiu para cima de mim?
- Olha só o único doido aqui e você! Você veio para cima de mim eu só me defendi.
- Parem os dois! Riley, você e ele estão na detenção! Os dois peguem as suas coisas e Riley você já conhece o caminho mostre a ele.
- O QUE?! Mas pai ele... - ele me interrompeu.
- Eu não quero saber Riley, vocês terão muito tempo para pensar nisso os dois para lá AGORA! E não me faça repetir. - bufei peguei minhas coisas e o cara pegou as dele e fomos para detenção, só sairíamos de lá amanhã de manhã, eu tinha que me controlar se não além de arrancar a cabeça dele eu quebraria todas as janelas da escola. Entramos e o pequeno P nos trancou lá, a detenção era nada menos que ficar um dia num quarto com duas camas um banheiro e uma cozinha que estava sempre com comida e bolsas de sangue. Peguei a cama da janela e o estranho com a perto da porta. Sentei-me na cama e fiquei olhando pela janela.
- Acho que começamos errado. - falei sem tirar os olhos da janela.
- Também acho. - sinto seu peso na ponta da minha cama. Eu me viro para encará-lo.
- Rush Landon. - ele estende o braço olho para a mão dele e vejo o anel de prata em seu polegar.
- Riley Starling. - estico meu braço e ambos apertamos as mãos amigavelmente sinto novamente a corrente elétrica passar pela minha espinha e acabo me arrepiando e percebo que o mesmo acontece com o cara que agora tinha um nome.
- Desculpe-me pela nossa briga de hoje, eu sou muito estourado e acabei perdendo a paciência.
- Tudo bem, eu também não fui muito paciente. - eu sorrio e ele também. Percebo que ainda estamos de mãos dadas. - Acho melhor nós soltarmos as mãos...
- Ah é mesmo, até esqueci. - soltamos as mãos e ele foi pra cama dele e se deitou. - Desde quando estuda aqui?
- Bom desde que ela foi fundada, oficialmente eu sou a primeira aluna. Agora eu já perdi as contas de quantos alunos tem.
- Bom meu primeiro dia ta sendo bem interessante, já briguei com a filha do diretor e estou na detenção. Nada melhor que isso para começar um ano maravilhosamente bem. - ele sorri olhando pro teto.
- Parece que você já está bem acostumado com isso, me deixa adivinhar, Bad Boy certo?
- Na mosca loirinha. - ele olha pra mim e sorri.
- Espera! Você já estudou em escolas de humanos?
- Em todas na parte norte do país e finalmente vim para cá.
- Então quer dizer que você viveu durante dezessete anos no mundo humano? Freqüentando as escolas deles e vivendo lado a lado a eles? E nunca foi pego?
- Sim, sim e nunca. Mas quando soube dos vampiros mortos em Summerville, seu pai contatou os meus e viemos para cá.
- Ele está chamando todos os seres sobrenaturais para cá... Então não é só uma operação de fundo de quintal.
- Mas isso não é assunto nosso Riley, e vai tomar um banho que você ta com grama no cabelo.
- Falou o cara que está sujo de terra. - me levanto pego meu nécessaire e uma muda de roupas e vou pro banheiro. Tomo banho faço minha higiene me visto e saio.
- Belo pijama. - ele me olha de cima a baixo, percebo que estou com um short de malha curto azul com listras, e uma camiseta sem mangas azul escrita em preto 'Starling Academy'.
- Obrigada agora vai você tomar banho. - eu vou pra cozinha, alguns segundos depois ouço o barulho do chuveiro, faço uma coisa qualquer para comer, como e depois bebo uma bolsa de sangue. Vou pro quarto e me deparo com Rush, parado no meio do quarto só com a toalha enrolada nos quadris.
Eu parei na hora e ele também, o abdômen dele era trincado e seus braços fortes e pernas também ele era completamente uma delicia, me repreendi não podia pensar nele assim voltei a observá-lo, tinha algumas tatuagens tribais que eu não pude descrever o que era elas começavam no peitoral esquerdo engolia todo o braço e antebraço dele parando no pulso, e na lateral do corpo tinha algo escrito na altura do quadril.
- Apreciando a vista? - parei de encarar seu corpo e foquei o olhar em seus olhos que tinha uma mistura de safadeza com provocação. Eu corei um pouco e respirei fundo. Como eu queria que a toalha caísse. Para com isso Riley!
- Se vista logo. - falei me virando, ouvi a toalha caindo no chão e esperei alguns minutos. - Já?
- Já. - quando eu me viro ele esta descalço vestindo um short preto e uma regata branca secando o cabelo com uma toalha. Esse cara ainda vai me matar.
- Então Rush de que espécie você é?
- Hibrido de vampiro e lobo e você?
- Hibrida também, vampira, loba e bruxa. - ouço um assovio.
- Uma espécie única não é?
- Se você quer insinuar que eu sou a única hibrida de três? Sim eu sou.
- Eu vou comer alguma coisa. - eu dou um sorriso de lado e ele some pela cozinha, me sento na minha cama e fico olhando pro céu que já estava escurecendo, de uma hora para a outra o céu nubla e começa a chover, sinto o peso de Rush na ponta da minha cama e ouço-o mastigando algo e o encaro ele está comendo cereal, e do lado tem uma bolsa de sangue. Ele termina o cereal e abre a bolsa de sangue e bebe, joga a mesma no lixo.
- Então como é?
- Como é o que? - ele me encara.
- Estudar numa escola de humanos. - percebo que seu olhar transborda rebeldia.
- É muito chato, se você der um peteleco em alguém pode acabar quebrando alguma coisa, garotas mimadas e populares com a voz de taquara rachada que não te deixam em paz um segundo se quer e se acham as rainhas do mundo, e ainda tem os patetas atletas e todos estão em grupos e o novato sempre se dá um pouco mal e quando você já chega batendo no capitão do time de futebol americano, não melhora sua situação.
- Espera você bateu no capitão? - arqueei uma sobrancelha e sorri de lado, senti seus dedos fincarem no coxão, mas sua expressão ficou inalterada.
- Bati, ele quis da um de líder para cima de mim e eu não gosto que mandem em mim.
- Dependendo da pessoa não é? - ele relaxa e sorri.
- Com certeza Starling. - ele sorri provocante.
- Mas agora você não é o mais forte da escola Rush. Cuidado com quem você bate de frente.
- Agora eu que vou adivinhar, você é a típica santinha e certinha da escola não é? - eu acabo rindo com o comentário dele e ele me olha sem entender.
- Eu to longe de ser a típica santinha e certinha da escola Rush.
- Então me conta 'quem você é'.
- Bom, eu faço parte do time de luta da escola e sou vice-capitã, faço parte do clube de música do de tênis e vôlei. Minha segunda casa é essa escola e esse quarto e. - ele me interrompe.
- Quantas detenções você já pegou?
- Duas mil trezentos e vinte sete em todos os anos que eu estudo aqui.
- Nossa e geralmente quais são os motivos?
- Sair durante a semana e voltar em horário proibido. E fugas.
- Então você gosta de sair daqui e ir pro mundo exterior, mas e seu pai? Ele não fala nada?
- Meu pai acha que é só uma fase por causa da morte da minha tia que era minha segunda mãe já que a minha mãe mesmo morreu quando eu nasci meu pai não fala muito sobre ela, e eu sou filha única. Eu quero muito conhecer todo o país mais meu pai acha perigoso demais. É melhor irmos dormir, amanhã eu tenho treino cedo e tenho que estar bem descansada.
- Posso ver você lutar amanhã?
- Pode sim. - eu acabo sorrindo, ele se levanta vai para a cama dele se deita, eu me deito e cubro e alguns momentos depois eu acabo caindo num sono profundo.
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