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ELA


Gente, vou tentar postar todos os dias. Orem para que isso dê certo rsrsr

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Mas Max não conseguiu dirigir.

Ficou parado ali ao meu lado com ambas as mãos presas no volante encarando o para brisas com o rosto tenso e uma fina camada de suor emoldurando a sua face. Eu não sabia como agir. Levantei o braço e toquei uma de suas mãos. Ele acordou dos seus devaneios e me encarou perdido.

— Eu não sei se eu consigo. — Sua voz estava cheia de dor.

— Tudo bem — eu disse a ele. — Você não precisa fazer isso agora.

Ele voltou a olhar para o volante no carro, a chave na ignição. Abriu os lábios e respirou profundamente como se não conseguisse manter o ar para se mesmo. Ele emitiu um som gutural e bateu no volante do carro, a buzina ecoou e eu fiquei sem reação. Ele estava bravo? Irritado? Furioso? Não. Ele descansou as mãos e curvou os lábios para baixo, os olhos vermelhos brilhavam. Ele estava triste, mas não chorou. Eu pensei que ele fosse chorar. Mas ele se segurou. Olhou para mim e descansou as costas no banco de couro. Eu fiz o mesmo e virei-me de maneira que ficasse de frente para ele.

Ficamos alguns segundos olhando um para o outro.

— Me desculpa... Eu pensei...

Ele parou. Seus olhos pareciam brasas queimando a minha pele. Pisquei aturdida com a vastidão de seus olhos. Eu quase me perdi dentro deles. Aqueles olhos eram como um furacão me puxando para a tempestade. Sugando-me para profundezas desconhecidas. Eu estava me perdendo em seu olhar. Em seus lábios grossos, em suas tormentas e em sua vida marcada por tragédias. Eu sentia isso. Sentia que estava perdida, presa a ele, e eu não sabia como escapar. Eu nem sabia se eu queria fugir.

— Eu sei — eu falei sem desviar o olhar dele. Estar assim com ele era de certa forma confortável. Eu sentia que assim como eu ele estava quebrado, e por isso eu confiava nele.

— Você sente o mesmo que eu — afirmei, ele não me interrompeu. — Nós dois... Eu sinto que você é a única pessoa que eu conheço que talvez se sinta como eu. Eu consigo me identificar com você. Você se sente assim também?

Ele assentiu.

— Desde que coloquei os olhos em você — ele começou. — As pessoas não entendem, mas você sim. Você sabe. Você sente. Natasha, assim como eu você também está vazia.

— Sim — eu concordei. Era tão bom dizer em voz alta. Minha cabeça gritava palavras para eu dizer. — As vezes eu quero expulsar alguns sentimentos de dentro de mim. Mas eu não consigo. É como agora. Sinto-me cheia, mas ao mesmo tempo tão vazia.

— Está cheia de quê?

— Medo. Amargura. Eu não consigo mais enxergar beleza no mundo. Eu costumava a ver coisas bonitas o tempo todo. Agora eu só vejo sombras, um breu. Eu olho para o céu e eu não vejo mais um mundo azul, mas sim cinza. Eu perdi as minhas cores.

— Eu as perdi também.

— Será? Não tenho certezas quanto a isso. Você é pintor. Você deve pintar as belezas desse mundo.

— Na verdade — ele disse. — Eu sempre acabo pintando as coisas sombrias deste mundo. Eu tento vê-las com cor e com vida. Mas tudo o que eu pinto está morto, mesmo tendo cor. É assim o meu mundo. As pessoas com quem eu convivo. As pessoas dessa festa. Parecemos um belo retrato, mas se você olhar bem irá ver que estamos mortos.

— Até você? — eu perguntei.

— Principalmente eu.

— Eu entendo. Às vezes eu também acho que estou morta.

— Às vezes não consigo respirar. Tenho essa sensação de que eu não devia estar aqui neste mundo. De que sou uma mancha que está deixando o mundo perfeito das pessoas feio.

Ficamos em silêncio por longos minutos. Olhando um para o outro.

— Como somos melancólicos. — Eu ri ao dizer estas palavras. Max também riu e por um momento único eu fiquei feliz em poder arrancar dele um sorriso.

— Obrigado — ele agradeceu. — Eu não me sentia assim há muito tempo. Leve. Entende?

— Eu também tenho que te agradecer. Eu também não me sentia assim há muito tempo.

— Devíamos conversar mais. Se você quiser, é claro.

Eu assenti esboçando um sorriso do tamanho do universo. Sentia-me boba por ser tão transparente quanto aos meus sentimentos. Mas a vida era muito curta para ficar se escondendo nas sombras.

— Eu gosto quando você sorri. Você não faz ideia de como eu me sinto bem quando eu vejo você sorrir — ele disse umedecendo os lábios.

— É tão nítido assim a minha tristeza?

— A minha também é.

— Eu era bailarina — Max não piscou, ele prestava atenção nas minhas palavras, mais sério do que antes. — Eu queria dançar em alguma companhia. Queria ir para Broadway também.

Ele continuou sério. Eu balancei a cabeça envergonhada dos meus sonhos do passado. Sentia-me patética.

— Eu sei. Eu fui uma garota boba.

— Não — ele disse de um jeito sério. — Um sonho nunca deve ser chamado de bobo.

— Não importa. Eu nunca vou realizá-los mesmo.

Olhei para a minha perna e ele também a olhou.

— Para mim os seus sonhos importa — ele disse. Seus olhos fixos em mim fazendo-me queimar.

— E você? — perguntei tentando tirar o foco de mim. Não queria falar sobre isso. Na verdade eu queria outra coisa dele, que envolvia a sua boca, porém não suas palavras.

— Parece estranho, mas ultimamente o meu único sonho tem sido você.

Estremeci. Meu corpo estava ardendo. Eu o desejava e ouvir aquelas palavras fez o meu corpo tremer. Ele olhava para mim com um enorme desejo em seus olhos.

Fiquei esperando ele avançar o sinal. Aproximar-se de mim e finalmente selar os seus lábios nos meus. Mas ele apenas balançou a cabeça e sorriu.

— Está tarde. Vou pedir para o motorista da minha família levar você para o hospital. Mas quero te ver amanhã. Posso te ver amanhã?

Eu quis dizer para ele que poderia me ver sempre. Mas apenas assenti.

— Mal posso esperar. Temos tanto que conversar.

Havia algo estranho na voz de Max. Ele parecia estar querendo dizer algo, mas desviou o rosto e respirou fundo, seus olhos estavam brilhando de lágrimas de novo.

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