Capítulo 5 - Desaparecida
JENNIE
— O QUE? LISA SUMIU? — grito, muito surpresa. Como? Quando? Por quê? — E AGORA, CARALHO? ELA PODE ESTAR EM PERIGO!
— Ué, achei que você estivesse super segura de si com suas meninas habilidosas... — B.I provoca.
— Não começa, seu idiota! Já foi uma tortura passar a madrugada inteira rodando essa floresta com você, não preciso de mais provocações até quando o dia já está começando a amanhecer! — O repreendo. Hanbin é um otário, completamente chato. Ele disse que estava assim porque estava com sono, mas idai? Estou com fome e nem por isso estou insuportável... Bom, talvez eu esteja.
— A questão é que precisamos acalmar os nervos. Lisa não vai aparecer mais rápido se começarmos a ficar malucos. — Junhoe diz.
— Você não estava machucado? Agora se sente no direito de opinar? — cruzo os braços.
— Estava, mas aí VOCÊ fez o meu curativo. — ele sorri.
— Esqueceu-se de mim! — Rosé reclama.
— Claro que não, ruiva linda! Percebi que você também estava ajudando. — Junhoe pisca para ela.
— Pessoal, estão perdendo o foco! — Jinhwan chama a atenção.
— Concordo com ele! Nossa prioridade agora é a Lisa, já que nossa JiSoo está bem.
— JiSoo, pode nos explicar o que de fato ocorreu? — Yunhyeong olha para ela.
— Bem, foi estranho... Nós estávamos procurando comida, até que Lisa disse que tinha achado algo, se enfiou no meio de arbustos grandes e não voltou mais. Quando fiz o mesmo caminho que ela, acabei me deparando com lobos famintos, então eu comecei a correr até perder as forças, e nesse momento o Ji Won chegou para me ajudar. — ela suspira — Foi tudo muito turvo, rápido e sombrio. Eu estava com frio, decidi esperar a Lisa ao invés de segui-la e acabei a perdendo e me metendo em uma furada.
— Não é culpa sua. — abraço ela.
— Vamos tentar ser positivas, okay? — Rosé se junta para o abraço.
— Vocês são muito melosas e se preocupam demais! — Chanwoo faz careta.
— Porque você ainda não entendeu ainda a gravidade do problema. Se Lisa estivesse bem, ela daria um jeito de nos comunicar. Ela deve ter perdido o celular... — mordi os lábios, nervosa.
— Pessoal, daqui a pouco o sol estará nascendo, aí vamos procura-la novamente. Por agora, vamos focar nas comidas, ok? — B.I diz e todos concordaram.
Ficamos à procura de comida por horas, até que Yunhyeong foi mais para a beira floresta, onde ficava a estrada, e logo começa a gritar.
— Pessoal! Venham ver!
— Não me diga que é a Lisa! — me antecedo e corro na direção dele.
— Acho que é melhor do que isso. — ele aponta para um homem, que montava sua barraca de frutas para vender à beira da estrada.
— Como esse homem pode ser melhor que minha amiga, garoto?
— Ele não está falando do homem. — B.I aparece atrás de nós e começa a rir da minha cara.
— Do que ele está falando? — Me viro para olhar para o B.I.
— Da comida. — ele revira os olhos — Você não está com fome?
— Claro!
— Então eu vou buscar para você. — ele puxa o revolver de sua cintura, mas eu seguro em seu braço e o impeço de ir até lá.
— Você vai rouba-lo?
— Xiu! — ele coloca o indicador nos meus lábios — Eu vou pegar emprestado para nunca mais devolver, agora faça silêncio e...
— O QUÊ? ISSO É ERRADO! — tiro o dedo dele da minha boca e seguro o cano do seu revolver — Você não vai fazer isso! Ele é um trabalhador!
— Eu também sou. — B.I ironiza, e eu sinto vontade de socar a cara dele.
— Não! Você é um idiota, e vai ser mais ainda se fizer isso. — olho em seus olhos.
— Qual é, Jennie? Vai dar uma de santa agora e fazer todos morrerem de fome?
— Esse homem tem uma vida, Hanbin. Da mesma forma que estamos com fome, ele também deve ter tido um dia, é por isso que ele levanta cedo e vem vender comida na beira da estrada: porque ele não quer que ele e sua família passem fome novamente. — Hanbin parece refletir sobre. — Você tem muita grana naquelas mochilas, então por que roubar se você pode comprar?
— Roubar é mais legal. — ele resmunga.
— O mais legal nem sempre é o correto a fazer, e pode resultar em consequências graves. Pense no que eu te falei, Hanbin... — largo o cano de seu revólver e abro o caminho para que ele faça o que deseja fazer, mas torço para que seja a coisa certa.
— Tá bom! Você venceu! — ele se rende e guarda seu revólver. Ele estava irritado, e isso deixou a situação engraçada. — Yunhyeong, pega o dinheiro daquela mochila para comprarmos todas aquelas frutas.
— É sério? — ele arqueia a sobrancelha e B.I concorda com a cabeça. Acho que essa foi a primeira vez que o garoto viu seu líder fazendo algo altruísta. Yunheyong vai pegar o dinheiro e B.I fica me olhando feio. Sorri para ele e dei tapinhas no topo da sua cabeça.
— Bom garoto!
— Sai fora. — ele revira os olhos.
— Aqui está. Querem que eu vá comprar? — Yunheyong volta já com o dinheiro em mãos.
— Nós vamos. — pego o dinheiro da mão dele e puxo B.I comigo até chegarmos na beira de estrada, aonde o homem estava.
— Oi! — apareço na frente do homem de seus 40 e poucos anos, que se assustou com nossa presença.
— De onde vocês surgiram? — ele põe a mão no peito.
— Da floresta. — dei de ombros, pra fingir que a situação não era nem um pouco estranha.
— Enfim, me dá tudo que você tem ai, ou... — B.I fala sério, aterrorizando o cara.
— I-isso é u-um a-assalto? — ele gagueja e dá dois passos para trás, amedrontado.
— O quê? Claro que não! — dei uma cotovelada no B.I. — Apenas temos dinheiro suficiente para comprar toda a sua mercadoria.
— Quantos vocês têm? — ele nos olha de cima a baixo. Não o culpo, pois no estado que estávamos depois de ficarmos uma noite inteira acordados numa mata estranha, realmente é difícil acreditar que tenhamos dinheiro.
— Isso aqui. — coloco cerca de três mil reais em cima da mesa.
— M-mas o quê? — ele gagueja e aponta para o dinheiro. — Vocês roubaram isso?
— Quem sabe? — B.I sorri, e eu dei um pisão no pé dele. — AÍ! Ah, quer saber? Cara, ou você aceita essa grana e deixa as comidas conosco, ou...
— Ou nada! Apenas aceite, senhor. — dei meu mais simpático sorriso.
— Obrigado! Eu sairei lucrando com todo esse dinheiro. — ele pega o dinheiro — Podem levar tudo!
— Obrigada! — agradeci. Peguei uma sacola da banca e o Hanbin começou a enchê-las com todo tipo de fruta, salgadinhos e doces.
Voltamos para perto do pessoal, nos sentamos em roda e começamos a comer tudo enquanto observávamos o nascer do sol. Tão lindo!
Estávamos com muita fome, pois acabamos devorando tudo em menos de quinze minutos.
— Só faltou a bebida. — alguém fala.
— Ah não! Mais essa? — reclamo, mas logo sinto minha garganta seca e percebo que é verdade, estava faltando algo para molhar a boca.
— Teremos que roubar outra pessoa? — B.I olha para mim, evidentemente me provocando.
— Que? Não! Vamos sair à procura!
— Que sem graça!
— Não é para ser engraçado. É para ser justo! — falo séria.
— Pessoal, não acham melhor procurarmos a Lisa antes? — Junhoe diz, fazendo todos olharam para ele.
— Acho que alguém está preocupado demais para quem já tinha levado uma facada dela antes... — Hyuk comenta em tom de zoação. Eu também não entendo porque esse garoto está tão preocupado com minha amiga.
— Tive uma ideia. Vamos procurar um lago, normalmente aonde há água, há esperança de vida. — B.I dá a ideia.
— Pela primeira vez na vida gostei de algo que você falou. — sorri para ele e me levantei. — Vamos em busca da esperança!
JUNHOE
Eu não sabia que eu era masoquista.
Ou então, eu devo ser muito trouxa. Devo ter atingido o nível master de trouxice. Afinal, quem é o idiota que se preocupa com a garota que o esfaqueou? Com certeza eu devo ser o único.
Andamos a trilha por uns vinte minutos, até que eu escuto um barulho parecido com o de água. Avisei o pessoal, mas todos faziam questão de dizer que eu estava ouvindo coisas, então abandonei a trilha e peguei um atalho, enquanto eles ficavam falando que eu seria o próximo a me perder. Mas eu sabia que isso seria irônico demais, visto que estou procurando outra pessoa perdida.
Vi um pequeno lago de água corrente e caminhei até lá, avistando uma casa ao horizonte. UMA CASA! NO MEIO DE UMA FLORESTA!
— Inacreditável! Será que é uma miragem? — falo comigo mesmo e rumo até lá.
Sem entrar na casa, fico observando do lado de fora. Estava meio acabada e era uma casa pequena, mas... É UMA CASA NO MEIO DE UMA FLORESTA!
— Não é uma miragem. — escuto uma voz feminina. Viro-me para trás e vejo uma loira sorrindo.
— LISA! — sorri instantaneamente e a abracei — Você não morreu!
— O quê? Por que eu iria morrer? — ela se afasta de mim, sem entender nada.
— Você sumiu, sua idiota! — Dei um tapinha na sua cabeça — Te procuramos a noite inteira.
— Desculpa por isso, mas acho que compensei. Olha para essa casa! — Ela pega em minha mão e me puxa para dentro da casa.
Olhei atentamente o lugar e concluí: parece casa de velho. Todos os móveis tem cara de ter mais de 20 anos, além de estarem empoeirados e alguns quase caindo aos pedaços. Não tinha televisão, nem nada moderno. Do lado de fora lembrava uma casa vitoriana, mas por dentro era tudo vintage.
— Tá sentindo esse cheiro? É mofo? — funguei. — Ninguém mora aqui?
— Provavelmente não, agora cala a boca e vem ver essa geladeira!
— ela abre a geladeira, que estava cheia de comida — Eu sei, pode falar. É um milagre!
— Não estão vencidos?
— A maioria das coisas ainda tem mais uma semana de validade. — Ela sorri e pega sucos de caixinha para mim — Eai JuNe, morango ou uva?
Sorri com aquilo e a abracei de novo. Acho que eu estava muito carente. Ou muito feliz.
— Junhoe, você está estranho. Aliás, Como está seu ferimento? — Lisa ri, o que faz meu humor mudar e eu a largo. Lisa 1, JuNe 0.
— Só estou aliviado porque não vamos mais ficar na mata. — cruzo os braços — Vou ligar para o pessoal e avisar que você está bem.
Afasto-me dela e ligo para o B.I, aviso para ele que Lisa está bem e ensino para eles o caminho.
— Já ligou para eles? — Lisa se aproxima de mim e me dá o suco de morango. — Todos estão bem?
— Sim. — digo enquanto tomo o suco.
— Ok. Ah, JuNe... Obrigada por se importar comigo — Lisa me abraça de lado e eu quase me engasgo com o suco. — Ei, calma emocionado! — ela dá risada.
— Só fui pego de surpresa porque uma ogra agora está me abraçando — me recomponho. Lisa 1, JuNe 1.
— Uma ogra, ou uma super gostosa que agora está te dando moral? — ela me encara, me fazendo ficar corado. Lisa 2, June 1. — Você fica bonitinho assim.
— Eu sempre fui bonitinho — pego em seu rosto e aproximo mais o meu do dela. — Ou vai dizer que não?
Recebo um silêncio da parte dela, demonstrando que ela havia ficado sem reação devido a minha atitude, e então eu sorrio. JuNe 2, Lisa 2. Vamos ver até onde esse jogo vai.
♥♥♥
Decidi voltar com essa fic já que percebi que vocês gostam, então a partir de hoje vamos ter um combinado: todo fim de semana vai ter capítulo novo de Ddu-ddu! Isto é, todo sábado OU domingo vai ter capítulo novo ♥ Para isso, peço encarecidamente para que vocês sempre comentem, para não correr o risco de eu acabar esquecendo, pq comigo é assim KKKKKKK
Agora quero saber: como vocês acharam essa fanfic?
É a primeira obra minha que vcs leem, ou já leram outra(s)? Qual(quais)?
Gostam de capítulos hots? (essa é uma pergunta que vai ajudar nos capítulos futuros k k k)
Tem algo a me dizer? Pode comentar ai embaixo!
Não se esqueça de deixar o voto ♥
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