Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Capítulo 34


Colocaram Leonidas no lugar mais profundo do palácio, e até hoje não compreendo completamente o motivo desse isolamento extremo. O quarto onde ele está confinado fica em um nível tão baixo que está até abaixo das cozinhas, em um lugar que parece ter sido esquecido pelo tempo. O corredor que leva até lá é estreito, com paredes frias e úmidas que parecem absorver toda a luz e esperança. O som de gotas d'água ecoa ao longo do caminho, caindo ritmicamente das goteiras que se formaram no teto antigo e maltratado. Cada passo que dou é acompanhado pelo som sombrio da água gotejando, amplificando o sentimento de opressão e solidão. Enquanto caminho, determinada a visitar Leonidas, um barulho estranho interrompe meus pensamentos. É um som que não consigo identificar de imediato, e ele ressoa de forma inquietante nos corredores. Paro abruptamente, meu coração acelerando. Viro-me lentamente, esperando ver alguma coisa, mas o corredor atrás de mim está vazio, envolto na escuridão e na umidade. Nada. Apenas o silêncio e o som distante da água. Respiro fundo e tento afastar a inquietação, mas há algo nesse lugar que me deixa desconfortável. Continuo meu caminho, mas a sensação de estar sendo observada persiste, cada passo pesado como se estivesse sendo puxada para baixo por uma força invisível. Mais uma vez, por impulso, paro. Desta vez, fico em silêncio, tentando ouvir qualquer som que possa revelar a origem do barulho estranho. O corredor parece mais sombrio do que antes, e o silêncio se torna quase insuportável. 

— Meredith, minha princesa, pode sair de onde está escondida. Mamãe já te viu. — Viro-me para trás e vejo ela saindo de trás de uma das pilastras. — Não deveria estar com Juliete e Brenda?

— Sim, mas, mamãe, você está indo ver o papai, não está? — Ela pergunta com aquele tom meigo que só ela tem.

— Sim, estou indo ver o papai. Mas você deveria estar fazendo seus deveres. Já terminou tudo? — Pergunto, inclinando a cabeça.

— Ãhm... — Ela hesita, olhando para o chão.

— Sabe que se mentir para mim, Juliete me contará a verdade. — Aviso, estreitando os olhos.

— Eu prometo que quando eu voltar, terminarei tudo, mamãe. — Ela me lança um sorriso engraçado e inocente.

— Tudo bem, venha cá! — Estendo a mão. — Vamos ver o papai.

Ela corre até mim, segurando minha mão com alegria. Ao nos aproximarmos do quarto onde Leonidas está, encontramos Dilan fazendo sua ronda de segurança.

— Majestade, Alteza. — Ele nos cumprimenta com uma reverência.

— Oi, Dilan! — Diz Meredith, de forma simpática.

— Olá, Dilan. Como está? — Pergunto, mantendo o tom formal.

— Estou bem, majestade. Obrigado por perguntar. — Ele responde com cortesia.

— E como está meu marido? — Pergunto, tentando esconder a preocupação.

— Ele está se recuperando bem, majestade. O rei tem mostrado sinais de melhora. Avisarei que vieram saber como ele está. — Dilan responde com um sorriso gentil, que só aumenta minha frustração.

Meu semblante muda imediatamente, tomada pela raiva.

— Avisará que viemos saber como ele está? Que absurdo é esse, Dilan? Quero entrar e ver meu marido. — Repreendo-o, minha voz fria e firme.

— Sei que sim, majestade, mas não posso deixá-la entrar. — Ele responde, sua voz carregada de pesar.

— Não pode me deixar entrar? Que tipo de brincadeira é essa? Meu marido está trancado neste quarto há dois dias, e você está me dizendo que eu e minha filha não podemos entrar? Esqueceu com quem está falando?

— Sinto muito, Vossa excelência, mas são ordens restritas. — Dilan se justifica, seu desconforto evidente.

— Ordens restritas de quem? — Questiono, já à beira da fúria.

— Ordens minhas, minha cara Alinna. — A voz familiar de tio Heitor ecoa enquanto ele sai do quarto.

— Tio Heitor? Pode me explicar o que está havendo? — Viro-me para ele, exigindo respostas.

— Alinna, minha querida sobrinha. Sei que isso é frustrante, mas é o melhor para a recuperação de Leonidas. — Ele dá de ombros, como se fosse uma questão trivial.

— Manter a esposa e a filha longe dele? Essa é sua técnica de recuperação, tio Heitor? — Cruzo os braços, encarando-o com incredulidade.

— Não é uma técnica comum, eu admito, mas dada a situação... — Ele hesita, buscando as palavras certas.

— Situação? Que situação, exatamente? — Pressiono, minha paciência se esgotando.

— Leonidas precisa de paz e isolamento para se curar completamente. Qualquer distração, por menor que seja, pode ser prejudicial neste momento. — Ele explica, tentando soar razoável.

— Distração? A própria família é uma distração agora? — Minha voz sobe um tom, enquanto meus olhos queimam de indignação.

— Alinna, por favor, entenda... — Ele começa, mas eu o interrompo.

— Não, você é quem não está entendendo, tio Heitor. Eu vou entrar nesse quarto e ver meu marido. E não há ordens, nem protocolos que me impeçam. — Declaro, minha firmeza clara.

— Mamãe... — Meredith aperta minha mão, olhando para mim com inquietação.

— Está tudo bem, querida. Vamos ver o papai agora. — Digo, lançando um olhar desafiador para Heitor antes de me aproximar da porta, determinada a não ser impedida.

— Sim, mas você e essa bonequinha linda... — Tio Heitor abaixa-se, dá um beijo nas mãos de Meredith e completa: — ...vão acabar distraindo Leonidas e tornando a recuperação dele mais lenta.

— Isso não faz o menor sentido! O que estão escondendo? — Contesto, a irritação evidente em minha voz.

— Ordens são ordens, Alinna. Até mesmo para a rainha. — Ele dá de ombros, sua expressão de indiferença apenas alimentando meu descontentamento.

— Isso só pode ser uma piada! — Exclamo, incredulidade se misturando com raiva.

— Mas não é...

Antes que ele termine, uma voz familiar ecoa do interior do quarto.

— Meredith? Alinna? — Leonidas pergunta, sua voz fraca, mas ainda firme.

Meredith solta minha mão de repente e, sem pensar duas vezes, corre para dentro do quarto. Olho para tio Heitor, e dessa vez sou eu quem dá de ombros. Entro devagar, meus passos ecoando no chão frio, enquanto observo Meredith correndo até a cama minúscula onde Leonidas está deitado. Ela pula em cima dele, causando-lhe um pequeno gemido de dor.

— Ei! Minha princesa! — Leonidas sorri, a expressão suavizando suas feições cansadas. — Que surpresa maravilhosa.

— Oi, papai! Senti sua falta. — Meredith diz, apertando-o em um abraço apertado.

— Eu também senti a sua, minha pequena. — Responde, acariciando os cabelos dela. — Você está mais forte. O que aconteceu? Tem treinado sem mim?

— Não, papai. Não tenho treinado. Você tem que me ajudar. — Meredith sussurra, olhando-o com seriedade.

— Ajudar com o quê? — Leonidas sussurra de volta, um sorriso brincando em seus lábios.

— A se recuperar rápido para voltar a treinar comigo, assim eu não preciso mais ler livros com Juliete. É muito chato! — Ela murmura, fazendo um biquinho.

A cena me faz sorrir.

— Calma, Meredith! Desse jeito vai acabar deixando seu pai pior do que antes. — Digo, divertida. — E pare de fazer com que ele te mime ainda mais.

Leonidas finalmente me localiza no quarto, seus olhos fixos em mim. Ele estende a mão e aponta para mim, com um sorriso malicioso.

— Você... — Diz, com um tom brincalhão. — Venha cá!

Aproximo-me lentamente, depositando um beijo suave em seus lábios antes de me sentar na beirada da cama, ao lado dele.

— Como você está se sentindo, meu rei? — Pergunto, minha mão pousando delicadamente em seu braço.

— Péssimo. — Ele responde com um suspiro exagerado.

— Péssimo? — Repito, a preocupação se insinuando em minha voz. — A ferida ainda dói? A perfuração da flecha foi muito profunda? O que vocês deram a ele...? — Pergunto, dirigindo-me ao curandeiro que estava no canto do quarto em silêncio.

— Ei, ei! — Leonidas me interrompe, segurando minha mão. — A dor da minha ferida com certeza não é pior que a dor que senti por estar longe de você.

— Está me cortejando, majestade? — Pergunto, arqueando uma sobrancelha e sorrindo de forma sedutora.

— Todos os dias. — Responde, um brilho travesso nos olhos, enquanto Meredith, ainda no colo dele, ri com a nossa troca de palavras.

O temor que sentia anteriormente se dissipa por um momento, substituída por um calor familiar. Apesar das circunstâncias sombrias, por um breve instante, sinto que estamos juntos, como uma família, enfrentando o que vier, juntos.

— Você precisa se recuperar logo! Estou conseguindo manter tudo sob controle, mas é muito difícil sem você.

— Eu sei, meu amor. Estou tentando entender por que ainda estou isolado neste quarto, mas tio Heitor e o curandeiro Nótrus são bem insistentes. — Ele revira os olhos, frustrado.

— De nada! — Tio Heitor grita de onde está, com um tom sarcástico.

Ignoro o comentário e me inclino mais perto de Leonidas, falando com seriedade.

— Olha, meu amor, nunca pensei que diria isso, mas... Estou com medo dos inimigos secretos. — Confesso, minha voz tremendo levemente. — Nunca tive medo de um adversário antes, mas esses... nós não podemos ver, não podemos escutá-los, não podemos senti-los. Eles podem estar em qualquer lugar, até mesmo aqui dentro. Caso contrário, como teriam conseguido nos atacar na praça principal? Como teriam te ferido daquele jeito?

Leonidas me olha com uma intensidade que não costuma demonstrar, apertando minha mão com força.

— Você tem razão. — Ele diz, sua expressão endurecendo.

— Por isso, peço que se esforce em se recuperar rápido. Se eles estão tão perto assim, sabem que você está ausente, e sabendo disso, têm uma excelente oportunidade de nos atacar novamente. — Explico, tentando transmitir a urgência da situação.

— Dilan! Nótrus! Ajudem-me a levantar. — Leonidas ordena, começando a se mover com dificuldade.

— O que você está fazendo? — Pergunto, levantando-me rapidamente da cama para dar espaço a eles.

— Não posso ficar aqui e deixá-las sozinhas lá em cima. Já está na hora de voltar à ativa. — Diz com determinação, seus olhos queimando com uma resolução firme.

— Eu disse que era para se recuperar rápido, mas não desse jeito. Eu preciso de você vivo, Leonidas. — Tento fazê-lo reconsiderar, preocupada com a pressa.

— Eu sei, mas não adianta! Vou me levantar, queira você ou não. — Ele responde com teimosia, claramente decidido.

— E foi exatamente por isso que não deixei vocês entrarem antes. — Tio Heitor murmura, coçando as têmporas em frustração.

De repente, o quarto é invadido por Rocha, Kevin e Warner, todos correndo e visivelmente alarmados.

— Majestade! Majestade! — Gritam em uníssono, sem fôlego.

— O que foi, seus idiotas? Que confusão é essa? — Indaga revirando os olhos, agora de pé com a ajuda de Nótrus e Dilan, seu tom impaciente.

— O líder daqueles dois indivíduos... — Warner tenta explicar, sua voz entrecortada.

— Eles estão aqui! — Rocha interrompe, adiantando-se para falar.

— O quê? — Minha boca se abre em choque, e meu coração começa a bater acelerado. Viro-me rapidamente para Meredith. — Meredith, querida, venha cá.

Puxei Meredith para perto, envolvendo-a em meus braços. O medo de que algo pudesse acontecer a ela estava se transformando em algo extremamente real.

— Tem certeza? — Leonidas perguntou, sua voz carregada de irritação.

— Absoluta, meu rei. — Kevin respondeu com firmeza.

— Nótrus! Faça um curativo mais resistente e me dê uma tipoia! Warner, suba e diga que estarei lá em instantes! Rocha e Kevin, vocês irão comigo assim que eu estiver pronto. Tio Heitor, você também vem! Dilan, leve Meredith e Alinna para o meu quarto e assegure-se de que elas não saiam de lá enquanto eu converso com o líder! — Leonidas estava de volta, distribuindo ordens com a autoridade de um verdadeiro rei.

— Na verdade, vou com Warner. — Tio Heitor disse, já se movendo com rapidez para sair com Warner.

— Até parece que vou ficar no quarto esperando. Vou com você! Dilan, leve Meredith e deixe-a sob os cuidados de Ananda, Celeste ou Brenda! — Ordenei, deixando claro que não ficaria para trás.

— Sim, senhora. — Ele pegou Meredith e correu em direção aos andares superiores.

Virei-me para Leonidas, determinada a ajudá-lo a se preparar.

— Vamos! Eu te ajudo a trocar de roupa. Você deve ficar bem apresentado. — Disse, pegando as roupas reservas que estavam ali.

— Não! Você não vai me ajudar a trocar de roupa. — Ele ordenou com firmeza, seu tom deixando claro que não havia espaço para discussão.

— Como assim? Por que não? — Perguntei, largando as roupas e me virando para ele, surpresa.

— Alinna, estou há dois dias longe de você, sem te tocar, sem te beijar. Você realmente acha que eu conseguiria me concentrar se você me ajudasse a trocar de roupa? — Ele fez uma pergunta retórica, levantando uma sobrancelha. — Ãhm... Os meninos podem me ajudar.

— E o que eu vou fazer, então? — Cruzei os braços, frustrada.

— Você pode olhar e esperar. É só isso que você pode fazer por enquanto. — Os rapazes já estavam ao lado de Leonidas, ajudando-o a trocar de roupa com rapidez.

Dei um sorriso malicioso.

— Ah, certo! Entendi. Eu posso ser provocada, mas você não? — Provoquei, sabendo exatamente o efeito que minhas palavras teriam.

— Não faça isso comigo, Alinna. — Ele respondeu, sua voz carregada de excitação reprimida. — Não agora.

— Ok, ok. Vou ficar quieta. — Respondi, rindo levemente, mas me controlando.

Depois de se vestir, Leonidas parecia preparado para enfrentar qualquer um, mesmo ferido. Sua postura de poder era visível, e eu sabia que ele faria o que fosse necessário para nos proteger. Rocha e Kevin caminharam à nossa frente, prontos para reagir a qualquer ameaça que pudesse surgir. Sabia que, mesmo em meio ao caos, estávamos preparados para enfrentar o que viesse, lado a lado, como sempre.

— Alinna, espere! — Leonidas agarra meu braço, me forçando a parar.

— O que foi? Está sentindo dor? — Pergunto, a preocupação tingindo minha voz.

— Não, não é isso. Eu só queria dizer que te amo. De todas as mulheres que amei, até mesmo sua mãe, você foi a que mais me cativou. Mesmo que por um breve instante, e apesar de quem sou, tive a bênção de experimentar um amor verdadeiro e recíproco, graças a você. — Ele se declara, com uma intensidade que raramente via nele.

— Eu também te amo, mas não quero ouvir nada disso agora. — Respondo, com franqueza.

— Por que não? — Ele pergunta, visivelmente surpreso e com um toque de tristeza em seu olhar.

— Porque isso soa como uma despedida, e eu não quero despedidas. E saiba de uma coisa, majestade: eu não vou ficar neste palácio, ou em qualquer outro lugar, sem você. Considera isso uma ordem. Mantenha-se vivo, ou eu mesma te mato! — Aviso, com firmeza.

— Entendido. — Leonidas sorri, mas há algo em seu olhar que me inquieta. — Mas posso te pedir uma coisa?

— Peça.

— Se algo acontecer comigo ou com Treeland, quero que você e Meredith voltem para os dois reinos. — Ele pede, com uma seriedade que pesa no ar.

— Não, Leonidas, acabei de dizer que não...

— Prometa, Alinna. — Ele quase ordena, sua voz firme e inflexível. — Prometa que irá para Moonfifth e Sunfifth.

— Eu prometo... — Digo, embora cada palavra seja dita contra minha vontade.

Leonidas então me puxa pela cintura e me beija, um beijo carregado de emoção, como se quisesse selar nossas promessas com mais do que apenas palavras.

                                                                              ...

— Koan, onde você estava? — Procuro saber, enquanto ele se junta a nós.

— Estava procurando por você, majestade. — Responde ele, visivelmente apressado.

— Conseguiu ver algo? Suas visões voltaram? — Observo sua expressão preocupada. Sei que de alguma forma ele sabe de algo.

— Majestade, você precisa... — Koan começa a falar, mas hesita.

— Diga o que viu! — Insisto, notando a urgência em sua voz.

— Tem algo a nos dizer, Koan? — Leonidas nos interrompe, sua presença imponente consumindo o lugar.

— Não, majestade. — Koan abaixa a cabeça e nos segue, mantendo uma certa distância.

— Acho que Koan viu algo, Leonidas. — Cochicho para ele, quando me puxa para caminhar ao seu lado.

— Não acho que seja isso. — Ele responde com convicção.

Finalmente, chegamos à sala do trono, onde o líder dos nossos atacantes nos aguarda.

— Ora, ora. Então, o autor desse espetáculo é você? — Leonidas diz, se voltando para o inimigo com um olhar de desprezo.

— Espero que nossa flecha não tenha perfurado muito fundo, majestade. — Retruca o homem, fingindo uma lamentação que soa mais como escárnio.

O homem que se apresenta à nossa frente é de estatura imponente e exala um ar de autoridade. Está vestido com um traje elegante e meticulosamente cuidado, que destaca sua posição e prestígio. A coroa que repousa sobre sua cabeça é uma obra de arte requintada, adornada com pedras preciosas que refletem a luz de maneira hipnotizante, conferindo-lhe um brilho majestoso. Ele se posiciona no centro da sala, com o queixo erguido e um olhar desafiador que revela confiança e domínio. Ao seu redor, há aproximadamente sete guardas ou guerreiros, todos com máscaras douradas que escondem suas identidades. Suas armaduras são de um prateado lustroso, projetadas não apenas para proteção, mas também para impressionar. O metal brilhante das armaduras e o contraste com as máscaras douradas criam uma aura de solenidade e poder. Cada movimento desses soldados é sincronizado e preciso, evidenciando a disciplina e o treinamento rigoroso que receberam. 

— Richard, você sabe que precisa de muito mais do que isso para me derrotar. — Leonidas ri, a voz ressoando com confiança.

— Este é apenas um aquecimento. A verdadeira diversão será com a flecha de ouro. — Richard responde, seu tom desafiador e ousado. Por um momento meu peito arfa. Quem é Richard e o que ele sabe sobre a flecha de ouro?

— Boa sorte para encontrá-la. — Leonidas saúda com um sorriso sarcástico.

Nos dirigimos para nossos tronos e nos acomodamos, os olhares fixos nos nossos adversários.

— Ataques e mais ataques. Que criatividade. — Leonidas elogia, sua ironia evidente.

— Isso é só o começo, Derek... ou melhor dizer Leonidas. — Richard zomba, seu tom carregado de desprezo.

— Ainda está irritado com a morte do seu filho bastardo? — Leonidas provoca, seu sorriso desdenhoso.

— Ele não era bastardo! — Richard exalta-se, o fervor de ira evidente em sua voz.

— O que você quer, afinal? — Interrompo, tentando mediar a rixa entre os dois.

— Quero muitas coisas, majestade! — Richard responde com um sorrisinho arrogante.

— Mate minha curiosidade. Você é rei de...? — Pergunto, tentando entender melhor o meu adversário.

— Vhigor. — Ele responde com orgulho, o peito estufado como um pavão.

— Então desenrole e diga o que quer em Treeland. — Leonidas demonstra impaciência com as provocações.

— Quero vingança e uma luta justa! — Richard afirma com firmeza, seu olhar intenso.

— Está propondo uma guerra? — Pergunto, a tensão aumentando no ar.

— Não! Estou anunciando uma. — Ele responde, a voz carregada de desafio enquanto ergue uma sobrancelha.

— Não quero uma guerra. Apesar de que seria interessante tomar Vhigor de você, porém tenho assuntos mais importantes para tratar. — Leonidas sorri, seu tom desdenhoso.

— Você não entendeu, mas não querer não é uma opção. — Richard fecha a cara, a convicção do que veio fazer em Treeland clara em seu rosto.

— Então, se entendi corretamente, você veio até nosso reino para anunciar que vai nos atacar? — Encaro-o com um olhar penetrante.

— Rainha esperta. — Responde um dos homens mascarados ao lado de Richard, a voz abafada pela máscara.

Todos ao redor riem com uma confiança sinistra.

— Você não ousaria. — Leonidas se levanta do trono, a raiva evidente em sua postura.

Do meu ponto de vista, posso sentir um desconforto crescente, um leve tremor de medo. Olho para Koan, mas seu olhar está vazio e distante. Acredito que ele teve uma visão, mas não posso perguntar devido à distância que nos separa. 

— Mas tenho uma proposta ao invés da guerra absoluta. — Richard joga sua carta da manga.

— E que proposta é essa? — Leonidas pergunta.

— Ouvi rumores de que você tomou Lós para sua rainha, outros reinos já pensavam em fazer isso após a misteriosa morte de Dempsey mas vocês foram mais rápidos. Isso significa que vocês se tornaram, automaticamente, o casal real mais poderoso de Sky e Aksum, o que nos coloca em perigo. Portanto, para evitar a guerra e esquecer minha vingança por ter perdido meu filho, proponho uma aliança justa, que vocês renunciem aos dois reinos e Sansalom, e me entreguem a coroa. — Richard faz a proposta com um tom desafiador.

Meu coração dispara, e uma sensação de cegueira me toma ao perceber que Leonidas parece considerar a proposta. Os três reinos são a minha história, a última herança de meu pai e de minha mãe. São parte essencial de quem eu sou.

— Como você ousa fazer uma proposta tão absurda? — Levanto-me furiosa do meu trono e avanço em direção a eles.

— Alinna! — Leonidas tenta me chamar, mas eu o ignoro completamente.

— Você realmente acha que eu iria entregar os três reinos assim, de bandeja? Eu poderia acabar com todos vocês agora mesmo sem o menor esforço! Quem vocês pensam que são para invadir meu reino, atacar meu povo e ainda nos ameaçar com uma proposta tão estapafúrdia? — Minha voz se eleva a cada passo que dou, transbordando com a intensidade da minha raiva.

Chego perto deles, pronta para atacar, quando...

— Guardas! — Leonidas grita de sua posição, e imediatamente seus homens se posicionam para me cercar, bloqueando meu caminho em direção aos "visitantes".

— O que você está fazendo? — Me direciono a ele, percebendo que ele também silenciou meus poderes.

— Se entregarmos os três reinos, vocês desistiriam da guerra? — Leonidas questiona, sua voz carregada de uma tentativa de negociação.

— Sim! — Richard sorri, como se já tivesse vencido.

— Leonidas, não se atreva! — Vocifero, minha voz transbordando com a urgência e a minha indignação ameaçando sair pelos meus poros.

Tento me libertar da roda de homens que me cercam, mas sua força é esmagadora.

— Saiam da minha frente! — Ordeno com firmeza, mas eles permanecem implacáveis.

— É uma proposta tentadora. — Leonidas pondera, sua expressão indecisa. — Mas devo admitir que estou com saudades de uma boa batalha. Lembra da última vez que brincamos assim, Richard? Lembra de quem saiu vencedor?

— Pense bem no que está fazendo. Tenho alianças poderosas de reinos influentes. O resultado pode ser bem diferente da última vez. — Richard avisa, sua irritação evidente.

— E eu tenho minha esposa. A mulher mais poderosa que todos os reinos existentes jamais viram igual. — Leonidas cruza os braços com uma expressão desafiadora. — É melhor vocês saírem antes que eu mande soltá-la.

— Então essa é a sua escolha? Guerra? — Richard confirma com um tom desdenhoso.

Leonidas se aproxima de Richard, encarando-o com uma intensidade que corta o ar.

— Que vença o melhor. — Sussurra, sua voz carregada de desafio.

— Nós vamos acabar com vocês, tolos! — Meu tom é alto, reafirmo nossa determinação.

Um dos soldados mascarados avança até a roda onde estou contida. Vejo que os rapazes se preparam para me proteger, mas levanto a mão para impedi-los.

— O que é seu está guardado, boneca. — Ele sussurra, sua respiração quente contra minha pele, fazendo meus pelos se arrepiarem. Conheço aquela voz.

— Estejam preparados. Em breve, tudo acabará para vocês. — Richard se retira, batendo os pés e levando seus soldados mascarados com ele.

Outro soldado para na minha frente e sussurra:

— Vida longa, Sky! Espero que tenha um soldadinho de chumbo para proteger você. Irá precisar de um na guerra majestade.

Fico tonta com o sussurro, o que exatamente quer dizer com "soldadinho de chumbo"?

— Vamos acabar com eles. — Me volto para Leonidas assim que eles se retiram, meu olhar carregado de convicção e hostilidade.

— Essa guerra já é nossa. — Leonidas me encara com um brilho feroz nos olhos.

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro