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08 | Wow, isso aqui é novo

Quando fechei a porta e pus meu pé dentro do chalé de Hipnos senti uma "vibe" meio diferente. Senti-me mais leve e pura, livre de problemas. Ata, como se eu fosse pura. Ata.

Josh nos guiou pelo lugar. Podia até parecer pequeno por fora, mas por dentro era gigantesco.
Seguimos em frente, as camas eram posicionadas no lado direito e do outro, janelas com cortinas escuras e pesadas.

O lugar era confortável, o ar cheirava a lavanderia. Ao contrário do que pensei, a maior parte das camas estavam vazias.

— Nós filhos de Hipnos não dormimos o dia inteiro, se é isso que está pensando — Josh disse sem olhar para trás. Pude ver um meio sorriso das bochechas rosadas de Aimee. — Exceto a Maddie.

Como se respondesse, passamos por outra cama, com uma garota vestida toda de roupas pretas e longas, o cabelo e franja bagunçados. Ela lia um livro e reparei que debaixo da sua cama, havia vários. Maddie desviou o olhar das páginas e nos olhou com uma certa preguiça.

— Ela lê o dia inteiro. Acorda, toma café, volta para cá e lê de novo — Josh sussurrou e pude avistar uma lareira mais a frente — Quando acaba o livro, dorme por horas. Aí acorda e faz tudo de novo.

— Não é muito saudável — Mike falou baixo. — Ela sai para caminhar, se alimentar...?

— Ninguém sabe. A menina parece uma sombra — Aimee que responde e desvia o olhar para algo no fundo do chalé. — Ah, finalmente!

Alguém estava repousado em uma poltrona, com um jornal bem no rosto. Havia uma lareira pequena bem atrás de si e um pequeno galho de árvore, que se estendia pelo teto, estava pingando em algumas taças. Achei aquilo bem estranho, mas comparado às coisas que já vi desde que cheguei, nem era tão esquisito.

— Sente esse cheiro? — Mike perguntou olhando ao redor. Seus joelhos fraquejam e o seguro.

Esse lugar também estava me dando sono. Queria me deitar com esses travesseiros de pluma e...

ACORDE!

Pisquei os olhos e vi Josh cutucar a pessoa na poltrona diversas vezes. Suponho que seja Jonathan (Johnny), o conselheiro do chalé.

— Que cheiro? — perguntei à Mike.

— Aqueles cookies. Os da sua avó — ele coça os olhos por baixo dos óculos. Não sinto cheiro de nada.

O rosto do conselheiro chefe surgiu quando abaixou o jornal. Ele usava a camisa do acampamento com um moletom por cima. O cabelo longo cacheado todo bagunçado e um sorriso de dar uns nervos em qualquer um.

— Aimee Ronan! — ele exclamou. — Quanto tempo, não é? Devia passar aqui mais vezes. Sabe que não saio muito. Senti sua falta.

Johnny desvia o olhar e olha para mim e Mike com curiosidade.

— Preciso de um favor, Johnny — Aimee diz. — Esses são Daphne e Mike.

— A nova herdeira e o lunático. As notícias correm rápido — ele diz erguendo a sobrancelha, olhando para nós três como se assistisse um jogo de tênis. — Precisa de mim para quê?

— Os dois tiveram sonhos com descendentes desaparecidos. Mas até que Quíron e Helena arranjem uma solução, eles não podem mais estar aqui!

— Entendi. Já sei aonde quer chegar — disse devagar e franzi a testa; ainda não tinha ideia do que eles diziam. — Em troca de um favor, o que ganho?

Aimee revirou os olhos, tirou a mesma caixinha com o chá que pegou do chalé e jogou para Johnny, que pegou com rapidez e sorriu maliciosamente.

— Muito bem! Você teve o sonho primeiro? — ele pergunta para mim, já se levantando da poltrona com mais animação.

— Sim, mas não tive nada ultimamente.

Johnny segura meu rosto e estica as minhas olheiras para baixo.

— O que tá fazendo? — Mike pergunta e boceja.

— Meu trabalho — retrucou e semicerrou os olhos. — Você está péssima! Olhe para cima.

Obedeço. Acabo vendo o galho da árvore pingando de novo.

— Faz quantos dias que não dorme?

— Eu durmo, mas não toda a noite. — Deve ser porque você sente enjoo e vomita quase toda noite, disse a voz e me segurei para não grunhir.

— Tipo...?

— De três a cinco horas, mais ou menos.

Johnny me larga e começa a pensar. Mike vai à direção da lareira, com Josh apenas vigiando. Aimee ri e se joga na poltrona.

— Sai da poltrona, Ames — Johnny repreende a chamando por um apelido. — E você, carinha, nem encostar nessas taças! Ficou maluco?

— Por quê?

— Isso aí pingando é água do rio Lete — Josh diz arrastando o moreno para trás. Aimee apenas ri de novo. — Não vai querer esquecer—se de toda a sua vida.

Meu amigo estremeceu com o pensamento. Josh deixou Mike sentar—se em uma das camas livres, segurou sua cabeça com uma das mãos e com a outra, estalou os dedos na sua frente. Mike caiu para trás.

— O que fez com ele? — falei alto.

— Relaxa, Daphne — Aimee respondeu. — Ele já estava quase dormindo mesmo. Bocejando, sentindo cheiro dos cookies da vovó, os joelhos fraquejando... Fala sério! Além do mais, Johnny só vai precisar de você.

Me sentei em outra cama, sentindo a colcha macia. Johnny e Aimee ficaram de pé.

— Não confio nele — apontei para o conselheiro.

— Nem eu! — Aimee riu. — Olhe, se não for por você, faça por Quíron, pelos descendentes desaparecidos, sua mãe, o futuro. É o único jeito.

Suspirei pesado. Talvez isso não seja tão ruim. Talvez seja o certo. Se não for assim, estamos ferrados.

— Ok, eu faço.

Johnny deu um sorriso largo e quase me arrependi.

Ele me pediu para reclinar na cama, igual quando você vai ao médico. Obedeci e fechei os olhos.

— Certo, agora tente relaxar. Você vai ficar acordada, mas dormindo ao mesmo tempo — ele disse e assenti lentamente. — Ok! Então... Vamos tentar acessar seus sonhos até chegar aos descendentes e encontrar alguma pista.

— Vou estar aqui e lá?

— Sim. Vai se sentir igual a quando tem as visões nos sonhos, mas dessa vez você vai estar no controle — deu de ombros. — Preciso acessar suas memórias e lembrar do sonho. Vai ser meu estranho, mas vai entrar dentro da sua própria mente, digamos assim.

Assenti, fingindo que entendi tudo. Fiquei deitada na cama, com Aimee de um lado e Johnny do outro. Ele fechou meu olhos e estalou os dedos na minha frente, do mesmo jeito que aconteceu com Mike.

Tudo era escuro, não consegui enxergar nada. Eu estava imóvel.

— Certo você precisa se concentrar no som da minha voz, Daphne — ele disse e ouvi. Que sensação estranha. — Consegue ver alguma coisa?

— Não.

— Tente de novo.

Fechei os olhos e contei dois segundos. Quando os abri de novo, estava na mesma cama do chalé, mas sozinha no lugar.

— Que viagem é essa, véi — falei sozinha. — Gente, eu tô' no chalé.

— Ótimo. Tente se guiar por si só. Encontre alguma coisa a ver com os descendentes.

Caminhei pelo lugar, nada parecia de meu interesse. Abri a porta para o lado de fora e era apenas isso: um campo de grama verde, com nada além do horizonte, sem nuvens, sem sinal de vida.

— Isso vai ser um daqueles truques da mente, não é? — falei para mim mesma e dei um passo para frente. Pisei na grama e olhei para trás, o chalé sumiu.

Semicerrei os olhos. Já sei como vai ser. Olho para frente e lá está o chalé de novo. Depois olho para trás e ele aparece mais uma vez. Para onde eu for, o chalé vai estar lá. Não tenho tempo para isso. Caminho em busca de algo que me interesse e piso em algo.

O som metálico chama atenção. Uma porta pequena no chão.

— Gente acho que encontrei algo — eu disse e senti algo tocar meu nariz, mas não era nada. — Au!

— Aimee! — ouço Johnny repreender. — Tira a mão do nariz dela! Daphne continue.

Abri a porta. Parecia uma descida longa. Pena que não tinha nada para jogar e calcular a altura — o relógio sumiu. Tomei coragem e me jogo lá dentro. Uma descida curta, mas bati o traseiro no chão com força. Minha visão tenta se adaptar ao escuro.

De repente, tudo virou de cabeça para baixo e escorregou.

É difícil explicar a sensação. Parecia que eu estava dentro de um cubo e me girassem. Caí do outro lado e agora ao invés de paredes, havia um corredor estreito.

— Subterrâneo! — digo em voz alta. — Estou em um lugar assim, escuro.

— Pode ser uma pista. Continue.

Levanto—me e sigo em frente, encostando as mãos nas paredes para me guiar pelo corredor. Depois de um tempo no escuro, uma pequena luz amarela surge ao longe, consigo ouvir vozes.

Vou mais afundo à espreita. A luz vem de uma grade de ventilação de ar, e eu estou dentro dela, aparentemente. Quando chego lá e paro para observar, vejo uma sala pequena. Uma mesa de madeira e, em volta, tem Charlotte, outro garoto que não conhecia e devia ser Corey, descendente de Vênus. Do outro lado, a garota loira, Brenda e Lucas. Parecem exaustos.

Tentei prestar atenção ao máximo que conversa e fiz silêncio. Já não é um sonho, e uma visão, pensei. Se conseguem me ouvir ou não, não sei. Se pudesse, os chamava de uma vez e levaria todos de volta agora mesmo.

— O cara não está sozinho nessa — Brenda diz como se contasse um segredo. — Tem mais gente, semideuses principalmente. Eu e Lucas o escutamos algumas vezes, conversando com mais gente, e tenho certeza de que não eram monstros.

— Não significa que não tem mais monstros aqui. Deve tê—los subornado com essa história de poderes de descendentes — Corey diz e ela assente. — Ele é um traidor.

— Verdade. Já ouviram histórias de Luke Castellan e Ethan Nakamura? — Lucas diz.

— A diferença é que eles foram heróis — Charlie diz. — Esse caso é diferente. Ele tem semideuses e monstros aliados, a maioria aqui dentro... Os outros vão voltar e buscar mais descendentes em breve!

— Como a descendente de Saturno — Corey disse. — Perdão, Cronos. Ela pode ser a próxima.

— Espero que não. Nesses dias houve um jogo no acampamento, vieram alguns semideuses que nunca vi antes, exceto Ada. Eles estão todos aqui, posso sentir.

— Temos que nos concentrar em sair daqui — Brenda diz. — E logo. Vai saber o que farão conosco!

— Não vou deixar — falei para mim mesma. — Vou garantir isso.

Charlotte respirou fundo. Um barulho de batidas de ondas foi escutado de longe. Quase senti o cheiro da água salgada.

Eles estão em algum lugar no mar? — Se controla, Jackson — Brenda diz. — Você acabou de chegar.  

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