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2- My Fights

"Olha como você me achou, uma parte quebrada o suficiente para dois." - Messages From Her, Sabrina Claudio

Jimin

Eu sempre tive pouca facilidade em fazer amizades, principalmente quando era criança. Mesmo que eu fosse e ainda seja um pouco extrovertido, ainda é meio difícil me aproximar para conversar com alguém com o intuito de fazer amizade.

Bom, isso quando o assunto é outros tritões e sereias. No caso, quando se trata de animais marinhos é tudo maravilhoso. Meu povo consegue conversar com qualquer ser marinho, e isso sempre foi uma coisa extraordinária para mim, porque eu sempre conversei muito com eles, e isso explica o porquê de eu ter tantas estrelas marinhas no meu quarto, eu gosto de conversar com elas.

Então, não é surpresa para ninguém entrar no meu quarto e me ver conversando com as estrelas, assim como não é surpresa para ninguém me encontrar na rua e me ver falando sozinho, porque eu com certeza vou estar falando com algum peixe ou algo assim.

Porém, não são todos que gostam de fazer isso, e a maioria até ignora o fato de que os animais também falam, por isso alguns sempre dizem que eu sou meio doido. Mas eu nem ligo, eu gosto do que faço e não vou parar de fazer para agradar aos outros.

Do mesmo jeito que me julgam por falar com alguns animais, também me julgam por sempre ir até a superfície para observar a lua. O certo seria eu não ir, porque é realmente perigoso, e se algum humano me ver eu com certeza vou estar encrencado.

Mesmo assim, eu gosto muito de fazer isso, e sempre tomo todo o cuidado para que ninguém me veja. Mas, infelizmente, eu devo dizer que Politéia é uma das que não gosta que eu vá até a superfície, e quando não consegue me impedir, sempre vai atrás de mim para me chamar. Eu gosto muito da Politéia e a considero uma irmã, mas eu detesto quando ela briga comigo por algo que é tão simples. E, infelizmente, é algo que estamos fazendo nesse exato momento.

— Politéia, eu já te disse: eu estou tomando cuidado! — eu exclamei, tentando me defender.

Eu estava saindo para ir até a superfície mais uma vez, porque hoje é o segundo dia de lua cheia e eu não queria perder.

— Mas é perigoso, e você não deveria ir, você sabe que não pode. Me diz, o que acontece se um humano te ver? — ela perguntou, cruzando os braços.

— Eles não vão me ver, é claro que não, eu sempre fico em um lugar afastado.

— Sim, afastado, mas também é perto o suficiente para conseguir escutar as músicas que passam em algum barco.

Sim, é verdade, eu sempre escolho um lugar que eu sei que passa barcos, porque eu gosto de ouvir música, e assim é o único jeito que eu consigo.

— Poli, eu só não quero ficar brigado com você, sabe que é minha melhor amiga — eu disse, diminuindo a intensidade de minha voz.

— Olha, Jimin, eu tenho que pensar, você me deixou muito estressada — ela disse, antes de sair dali, me deixando sozinho.

Tudo bem, não é o fim do mundo, e não é a primeira vez que brigamos por causa disso. Nós vamos ficar bem, assim espero. Mesmo assim, eu não consigo evitar de ficar triste, então também não evito minha vontade de procurar Jeongguk e desabafar sobre isso, porque é ele quem sempre me escuta quando eu brigo com Politéia.

Jeongguk sempre me ajuda como pode, mesmo que às vezes eu perceba seu desconforto em sempre ter que me consolar por causa de minha amiga, e sinceramente, às vezes eu acho que ele tem ciúmes.

Claro, tem um motivo. Eu vou me casar com Jeongguk, e isso implica na questão de que não vamos poder ter filhos, porque nós dois somos tritões, e o completo oposto aconteceria se eu ficasse com Politéia, porque ela é uma sereia e com certeza pode ter filhos. Mas eu nunca gostei muito de crianças mesmo, e Gguk sabe disso, então ainda não consigo entender toda a sua implicância. Mas eu também não tenho certeza de que esse é o real motivo para ele ficar incomodado quando eu desabafo sobre Poli sempre que nós brigamos.

Ainda pensando sobre isso, eu nadei calmamente até onde eu sei que meu noivo está. Eu iria falar com ele mais uma vez, e é bem possível que eu leve uma bronca por insistir em ver a lua, porque como já foi dito: é perigoso.

Então, quando finalmente chego na casa de meu noivo, eu bato na horta tranquilamente, esperando que ele venha atender.

Ele já tinha me dito que eu tenho intimidade suficiente para entrar sem precisar bater, mas eu insisto em dizer que não quero entrar e atrapalhar se ele estiver ocupado, apenas pelo motivo de eu realmente não gostar de atrapalhar a privacidade das pessoas, independente de quem seja.

Uma pequena fração de tempo depois, Jeongguk finalmente abriu a porta, sorrindo quando percebeu que sou eu ali.

— Jimin, que bom que veio. Mas eu já disse que não precisa bater — ele disse, me dando passagem para entrar em sua casa, e foi o que eu fiz.

— É, mas eu já disse que prefiro bater — eu rebati, repetindo o que eu já tinha dito. — Eu quero um abraço... — eu pedi, com um biquinho nos lábios.

Sem dizer nada, ele apenas se aproximou de mim, me abraçando pelos ombros, enquanto eu o abraçava pela cintura.

— O que aconteceu? — ele perguntou, com um tom de voz manso. Ele sabia que algo havia acontecido.

— Eu briguei com a Politéia, de novo — eu disse em um tom baixo, quase resmungando.

Eu senti seu corpo ficar meio tenso, e pensei que fosse ser apenas isso, ao menos até que ele se afaste cuidadosamente, virando de costas para mim.

— Gguk? — eu chamei, meio assustado e confuso com seu afastamento repentino.

— Você só fala da Politéia ultimamente — ele se mexia de um lado para o outro, passando sua mão direita em seus cabelos. — Você não pode ficar um momento sem falar dela?

— Ela é minha melhor amiga, brigar com ela me magoa. Eu pensei que você entenderia — eu disse, um pouco magoado.

— Eu sei disso, mas você já percebeu que são poucas as vezes em que conversamos e você não cita ela? E ultimamente vocês estão sempre brigando, também.

— É porque ela não gosta que eu vá ver a lua, e ela briga comigo por isso — eu ainda estava parado no mesmo lugar, me sentindo totalmente indefeso.

— Você ainda vai até a superfície? — ele perguntou, com seu tom indignado. — Não posso acreditar nisso...

Ah, meu Deus, qual é o mal que todos vêem em ir até a superfície? Ninguém nunca vai me ver! E também, eu gosto de ver as estrelas, o céu e a lua, não há mal algum nisso.

Mas ninguém entende, ninguém sabe o quanto isso me faz feliz e ninguém percebe o quanto me magoam sempre que me julgam por gostar de observar o céu.

— Você tem ciúmes da Poli? — eu perguntei, meu tom de voz mais baixo do que antes.

Ele não disse nada por alguns instantes, mas eu conseguia ver por seus gestos e olhares que era exatamente isso.

— Nós nunca brigamos assim, Jeongguk, então por que precisamos brigar agora? — eu realmente estava magoado, e acho que ele conseguiu perceber isso, tanto pela forma em que suavizou seu olhar como também acabou se acalmando um pouco.

— Eu não queria brigar com você — mesmo que ele tenha suavizado sua expressão, eu conseguia sentir por sua voz que ele ainda não estava cem por cento calmo. Ele ainda estava com ciúmes e ainda estava nervoso.

— Eu vou deixar você se acalmar... Venha conversar comigo depois — eu disse, antes de nadar em direção a sua porta, saindo da casa em seguida.

Como eu havia imaginado, ele não me impediu de ir embora, mesmo que eu quisesse que ele me impedisse. Então, a única coisa que eu poderia fazer é ir para casa, porque eu não tinha mais o que fazer ali e nem estava com vontade de ficar zanzando por aí. E também, eu sei que ele precisa de um tempo, então foi uma boa decisão.

Então, quando cheguei em minha casa, eu fiz de tudo para me esquivar de minha mãe, que não parou de perguntar o porquê de eu estar triste nem por um minuto. Quando finalmente consegui arranjar uma desculpa para ficar sozinho — eu tive que dizer que estava com dor de cabeça e que iria dormir um pouco —, eu fui para meu quarto, fechando a porta atrás de mim assim que entrei.

Bom, o dia de hoje não está sendo um dos melhores, e não é sempre que eu brigo com duas pessoas importantes para mim no mesmo dia, então não é de se admirar que eu vá ficar triste, porque é óbvio que isso iria acontecer.

Por que você está triste? — eu escuto a pergunta, mas não vejo de imediato quem perguntou. Não vejo porque é uma de minhas estrelas marinhas que perguntam, quando eu me encolhi em minha cama.

— Todo mundo que eu gosto está brigando comigo hoje — eu respondi, olhando para a pequena estrela-do-mar na parede ao meu lado.

Mas por que eles fizeram isso? Você é tão amável — a voz dela era fina, e até chegava a ser fofa e adorável.

— Eu gosto de ir até a superfície, estrelinha, e ninguém gosta que eu faça isso — eu expliquei, suspirando.

Eu esperei que ela desse sua resposta, mas isso acabou não acontecendo. Nossa conversa foi interrompida por minha mãe, que deu duas batidinhas na porta antes de entrar em meu quarto.

— Filho, seu pai quer conversar com você — ela disse, e eu sabia que não seria uma conversa fácil. Era possível perceber seu tom de voz um tanto preocupado.

Sabendo que não poderia adiar o assunto de meu pai, seja lá qual fosse, eu respirei fundo umas três vezes antes de finalmente me levantar da minha cama, parando ao lado de minha mãe, para que assim pudéssemos ir juntos até onde meu pai está.

Então, minha mãe me conduziu pela nossa casa, me levando para o escritório de meu pai. É raro as vezes em que eu venho aqui, porque é um lugar tão sério que eu raramente tenho vontade de estar ali, é como se fosse um lugar sem alegria. Mas, mesmo que eu não goste, é um pouco obrigatório que eu esteja aqui nesse momento, então eu sigo em frente.

Parando de frente para a porta, eu bati duas vezes antes de entrar, encontrando meu pai encostado na mesa ao centro, com os braços cruzados sobre o peito e um olhar que é obviamente tudo, menos agradável ou algo do tipo.

— O senhor queria falar comigo? — eu perguntei, controlado o tom da minha voz.

— Você não parou com aquela sua mania de ir até a superfície, não é? — ele disse, como uma pergunta retórica. Seu tom de voz grave me fez estremecer.

Não que meu pai fosse ruim, mas ele é realmente bravo, e eu não gosto de desapontá-lo. Por isso, eu sempre tento fazer coisas que sei que vai deixá-lo feliz... Bom, menos o fato de eu ir para a superfície.

— Me desculpa, pai, é que eu gosto tanto...

— Eu quero ver se vai continuar gostando se algum humano te ver e tentar te capturar.

— Eu não deixo eles me verem — eu disse, repetindo o que já cansei de dizer para Politéia e Jeongguk.

— Isso não interessa, você não vai mais lá — ele simplesmente disse, em um tom que deixava óbvio que a conversa iria acabar nisso.

— Mas... — eu tentei argumentar, porque eu realmente não queria parar de ver a lua e as estrelas.

Mesmo assim, meu pai não me disse nem mais uma palavra, apenas sinalizou para que eu saísse do escritório.

Completamente triste por causa disso, eu saí. Mas não fui direto para meu quarto como era o planejado. No meio do caminho, eu decidi que não queria ficar dentro de casa agora, isso iria apenas me deixar pior. Dessa forma, para não deixar claro a minha saída, eu decidi que iria sair pela janela de meu quarto, e foi o que eu fiz.

Já estando do lado de fora, eu não sabia para onde eu poderia ir, porque não queria ir em um lugar óbvio ou que alguém já tivesse me visto. Então, eu apenas nadei sem um rumo certo, observando as coisas à minha volta.

Depois de um tempo, eu já estava um tanto afastado da nossa cidade, e olhando em volta, eu conseguia ver apenas alguns poucos animais marinhos e algumas vegetações.

Sem querer, eu me lembrei de um lugar que Politéia me disse uma vez. Segundo ela, era um lugar calmo e que tinha uma ótima vista para o céu, mas era afastado e ninguém ia até lá, porque era perigoso. Mas ela disse que valia a pena.

Então, é óbvio que eu fiquei curioso, e é mais óbvio ainda a minha determinação para achar esse lugar. E por sorte, eu sabia em que direção seguir, já que Politéia havia me explicado.

Eu sei que ela disse que é perigoso, mas a essa altura do campeonato, tudo é perigoso para todo mundo, então não tem como eu saber o real sentido de 'perigo'. Por isso, eu nado até o lugar, mesmo sem ter a certeza de que estou indo para o lado certo. Agora, não há nenhum animal por perto, o único por aqui sou eu mesmo.

E, mesmo distraído, talvez eu devesse ter percebido para onde estava indo antes mesmo de chegar lá, porque assim teria conseguido fugir daquele lugar a tempo.

Mas infelizmente já era tarde: eu fui para o lugar errado, me deixei levar por acreditar em um lugar calmo onde eu poderia ter alguns resquícios de paz. Mas eu estava errado.

Eu não deveria estar aqui, em um lugar tão afastado e nas profundezas do oceano, e estando, é inevitável que ela me encontre. E ela me encontrou.

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Só teve briga no capítulo de hoje... Espero que tenha ficado bom.

Não esqueçam de comentar e deixar a estrelinha, é muito importante ^^

Se cuidem direitinho.

Obrigada por estarem lendo, até a próxima ♥️

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