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50° - Hokkaido!

As águas estavam bem calmas, o vento já não era tão forte como no início da viagem e o motor já havia parado há quase um dia, o que obrigou a Kaguya e Homura remarem todo o resto do caminho. A situação não era favorável, mas Kaguya acabou usando os movimentos para remar como um treino de braços. Já Kageyama cuidava das velas e direcionava o barco com mais precisão.

Os céus estavam nublados, porém sem sinal de chuva, mas o frio já se fazia presente naquela área. O grupo ainda conseguiu parar em uma ilha próxima onde pôde descansar e reabastecer com alguns mantimentos para viagem o que atrasou um pouco o percurso pelo mar.

Porém já pela manhã Kaguya e Homura já conseguiam ver Hokkaido, o grupo estava próximo de uma região de praia que ficava ao sul da ilha sendo o local mais próximo da província de Aomori e também mais ao sul de onde se localizava o famoso porto de Hakodate. Rapidamente todos se ajeitaram para que pudessem guiar o barco até as areias.

Hokkaido era uma das maiores ilhas da terra do sol nascente localizada no extremo norte do país próxima da região que faz parte do território soviético, e assim como outras províncias seu clima era totalmente extremo sendo o inverno um dos mais frios.

O centro de Hokkaido era lar de muitas montanhas e planaltos vulcânicos hoje inativos, Hokkaido também era cercada pelo mar em todas as direções de sua costa sem exceção, o que facilitava em muito a vida dos pescadores e também dos portos que transportavam a carga de peixes e outros frutos do mar para o resto do país.

Hokkaido também era uma terra que além de um temido shogun abrigava um povo indígena que há muito tempo viviam naquela fria região, os Ainus era um povo com culturas e costumes bem diferentes das habituais onde acreditavam que tudo que estava na terra tinha um propósito enviado pelos deuses, se espalhavam por Hokkaido vivendo em diversas aldeias pelas florestas e próximos de montanhas, se sustentando principalmente da caça e do artesanato.

Antes do shogun atual se estabelecer em Hokkaido seus antecessores entraram em guerra muitas vezes contra os Ainus em disputas por territórios, porém esses conflitos foram cessando com o passar do tempo, o atual shogun de Hokkaido estabeleceu um acordo de paz e não agressão aos Ainus e hoje os povos vivem certo período de tranquilidade.

Não demorou muito para o grupo de Kaguya estar finalmente em terra firme, o lugar em volta era cercado por algumas pedras e altas colinas onde mais a frente havia uma floresta. Kaguya e Homura se viraram em seguida para pegar suas coisas e agradecer pela ajuda de Kageyama.

O homem iria ficar um pouco pela região ao oeste de onde estavam agora e depois voltaria para o sul do país. Kaguya e Homura agradeceram o homem e logo se separaram.

Mestre e aluna seguiam com sua viagem rumo à caverna Ryuusei, porém antes Homura sabia que precisava se preparar afinal o clima em Hokkaido não era brincadeira. Homura estava com um mapa aberto mostrando a localização de algumas aldeias e pequenas cidades por toda Hokkaido, Homura logo indicou para irem para a região mais próxima e assim descansarem ao menos um pouco.

Já havia se passado algumas horas desde que ambos começaram sua caminhada, a floresta era de mata aberta com muitas pedras de tamanhos diferentes pelo caminho o que faziam mestre e aluna redobrarem o cuidado onde pisar, pois qualquer descuido seria perigoso.

Perto da região onde estavam um pouco de neve preso no galho das árvores já começava a ser visto assim como um pouco espalhada pelo chão. Kaguya e Homura pararam perto de um rio para se hidratarem, ainda faltavam alguns minutos de caminhada até estarem no vilarejo mais próximo.

- O clima está bem favorável hoje... Porém mais ao norte acredito estar cada vez mais frio. – dizia Homura.

- Sim, o inverno está chegando seria uma boa época para aproveitar a neve. – afirmou Kaguya se alongando.

- É verdade... A Hikari ficaria feliz de visitar um lugar assim. – afirmou Homura se lembrando de sua filha.

- É ficaria sim... – disse Kaguya com um sorriso forçado. – Bom... Estou pronta para continuar Sensei. – concluía Kaguya.

- Ótimo, ainda temos um pouco de comida, mas será bom pararmos em alguma vila para podermos descansar melhor, afinal quando chegarmos lá você vai precisar estar 100%. – afirmava Homura.

- Onde exatamente fica localizado o templo Ryuusei? – perguntou Kaguya.

- Ao centro-leste de Hokkaido depois da capital do lugar. Ainda temos um longo caminho. Se estivéssemos a cavalo seria melhor. – respondia Homura olhando o local em volta.

- Só espero não encontrar problemas até chegarmos ao templo. – disse Kaguya.

- Eu também não... Esse lugar tem ursos famintos, e além do mais não sei ao certo como anda o clima entre o Dragão Branco de Hokkaido e o povo Ainu. – afirmou Homura.

- Eu me lembro de ter visto algo vagamente sobre eles em pergaminhos antigos... Já que nada de conflito chegou aos ouvidos do Shinsengumi e de outras províncias acredito estar tudo resolvido entre as duas partes... – dizia Kaguya enquanto voltava caminhar.

- Realmente, mas não podemos baixar a guarda. Vamos continuar. – disse Homura voltando a caminhar.

Ambos passaram um breve momento caminhando por entre as árvores até saírem em um bosque, onde mais a frente ficava um vilarejo de porte médio. Seus moradores vestiam vestimentas mais apropriadas para o frio que fazia na região, o local ainda contava com alguns bares e também uma fonte termal mais ao norte daquela vila.

Além das pessoas andando pelas ruas e das crianças brincando, muitos outros moradores começavam a sair da vila com carroças levando consigo materiais de artesanato e também a colheita do dia para que pudessem vender na capital ou até mesmo no porto de Hakodate.

Homura e Kaguya caminharam até a região das fontes termais onde puderam tomar um bom banho relaxante. O local era grande e devidamente dividido entre homens e mulheres. Durante o banho ao ar livre com aquelas águas devidamente aquecidas Kaguya pensava em várias coisas ao mesmo tempo.

Não só sobre o Templo Ryuusei, mas também sobre Akemi. O assunto sobre a filha de Midori ainda rondava sua mente, seus objetivos, seu estilo de luta, e seus atos faziam Kaguya se perguntar se ainda existia bondade em Akemi. Ver Akemi matando o próprio pai e julgando ser um passo para ser livre do passado não era um ato vindo de alguém de bom coração, e isso deixava Kaguya irritada.

Kaguya levantou lentamente sua mão e olhou para ela vendo a água escorrer por entre seus dedos e logo a fechando em seguida, Kaguya sabia que teria que ficar mais forte para enfrentar seus novos inimigos, sua determinação em continuar em frente estava mais forte do que nunca, Kaguya estava disposta a se tornar a guerreira que desejava ser para impedir que o país caísse nas mãos de Katsuo e quem sabe da Orochi.

Durante o banho Kaguya ainda pensava se sua mãe estava bem em Saitama, Kaguya esperava o dia em que poderia enfim sentar em sua casa e contar suas aventuras pelo país para Kushina, mostrar que enfim havia se tornado uma guerreira samurai poderosa e de respeito. Kaguya também se perguntava como estariam seus colegas no Shinsengumi, se perguntava se sua mensagem já havia chegado ao local indicado e se eles já haviam se movido até a província de Aomori.

Kaguya olhou para aquele céu nublado vendo as nuvens se mover lentamente onde neve começava a cair aos poucos na região e de maneira lenta. Kaguya sorriu e então buscou relaxar mais um pouco para que pudesse seguir viagem com as forças renovadas.

Depois de quase uma hora de descanso Kaguya saiu do banho onde se secou e vestiu suas roupas. Ao sair à garota viu Homura com alguns mantos novos em suas mãos. O homem havia saído do banho mais cedo e conseguido com alguns moradores roupas para se aquecerem no frio.

- Vista isso assim como esse cachecol, vai fazer bem para continuarmos a viagem. – dizia Homura enquanto Kaguya pegava as coisas.

- O cachecol... É da mesma cor daquele que eu usava... Rosa da cor das cerejeiras. – dizia Kaguya com um sorriso.

- O pessoal daqui é um povo gentil, consegui isso sem pagar por nada, o cachecol veio de brinde de uma senhora que estava bordando dentro da loja. – afirmou Homura.

- Entendo... Obrigada Sensei... É bom saber que existem pessoas assim no mundo... – disse Kaguya colocando seu manto branco com detalhes em vermelho e logo depois o cachecol rosa em volta do pescoço.

- Bom... Vamos continuar... Aliás, a partir de agora estamos zerados. – afirmava Homura.

- Sem problemas, pois agora é que iremos começar pra valer. – afirmou Kaguya com seriedade.

Após saírem da casa de banho Kaguya e Homura seguiram em direção à saída norte do vilarejo. Ambos ainda possuíam um longo caminho até o templo Ryuusei e agora que estavam devidamente protegidos do frio o caminho se tornaria um pouco mais confortável.

As florestas de Hokkaido principalmente naquela região abrigavam muitos animais nativos, lobos, cervos e muitos outros vagavam por ai em busca de se protegerem do frio, porém um deles era um pouco mais perigoso que o normal.

Os ursos de Hokkaido eram perigosos e selvagens, todos os viajantes tomavam muito cuidado com eles, principalmente com aqueles que não hibernavam. Esses ursos em questão que vagavam pelas terras geladas se tornavam uma criatura feita para matar, Homura sabia disso e pelo que se lembrava de sua época andando por Hokkaido, o homem sabia como evitar possíveis rotas onde tais ursos mais atacavam.

Conforme andavam a vegetação lentamente mudava se adaptando cada vez mais ao frio e a neve, o verde entrava em contraste com o branco e o marrom das árvores criando uma paisagem única naquele local, ao atravessar alguns pequenos riachos à dupla percebeu a água esfriando cada vez mais. Homura alertou Kaguya para redobrar a atenção nos rios, pois cair nas águas geladas de Hokkaido poderia ser fatal.

Ao mesmo tempo em que andavam pela floresta, a dupla de mestre e aluna não notou que de longe, ambos estavam sendo observados por alguém.

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