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49° - Mensageiros!

Sul do país. Um dia depois. Região de Shizuoka.

A noite havia chegado e a lua pairava alto no céu estrelado e um vento gelado percorria a região, os animais noturnos começavam a vagar pela floresta envolta de um enorme lago, onde suas belas águas refletiam a beleza dos céus logo acima.

A região de Shizuoka contava com uma área verde bem extensa tendo um clima bastante equilibrado entre o calor e o frio, se tornando um local com belíssimas paisagens. Shizuoka era considerada uma das melhores províncias para se morar e um ponto comercial importante no país, muitas rotas de comércio passavam pela capital e também por diversos vilarejos espalhados por seu território o que fazia sua economia girar com mais facilidade.

A província era também conhecida por ter mais ao norte uma região cercada por inúmeras montanhas, montanhas essas que chegavam aos 3.000 metros de altitude, sendo também o local em que ficava o famoso vulcão adormecido, o belíssimo Monte Fuji.

Porém naquela bela noite as margens do rio seguindo em direção a floresta, um grupo de cinco pessoas vagava com cuidado à procura de algo. Os homens eram membros do esquadrão de Hijikata do Shinsengumi. Seus cavalos estavam parados em uma região ao norte para evitar serem vistos com facilidade.

Hijikata liderava seu grupo com cautela. A missão era investigar a região próxima do enorme lago onde segundo alguns viajantes, havia bandidos escondidos na região que assaltavam diversas carruagens. Porém o que chamou a atenção do Shinsengumi era o fato de um dos sobreviventes dos ataques ter visto algo tatuado no braço de um dos homens.

O Shinsengumi já havia iniciado as investigações sobre a misteriosa gangue das serpentes, mas ainda não havia encontrado nada de suspeito ou que fosse de grande importância, afinal a Orochi sabia o que fazia e poucos membros da organização acabavam fora da província de Aomori.

Com um sinal de mão Hijikata indicou para três de seus homens seguirem por entre as árvores, enquanto o quarto membro seguia junto com Hijikata. O grupo chegou à entrada de uma caverna, todos se posicionaram a cerca de cinco metros um dos outros ficando escondidos atrás das árvores.

Hijikata observava bem a entrada da caverna que estava iluminada por algumas lanternas, mesmo de longe Hijikata conseguiu ver apenas uma. Com cuidado o capitão indicou para seguirem até a entrada ficando de lados opostos e assim o fizeram.

Ao chegarem ao local todos puderam ouvir risadas vindas de dentro, risadas não só de homens, mas também de mulheres e pelo jeito que as coisas iam dentro daquela caverna a noite seria longa e prazerosa para aqueles bandidos, pensou Hijikata. Após esperar mais alguns minutos, Hijikata indicou para todos invadirem.

Rapidamente os homens sacaram suas espadas e correram para dentro da caverna atravessando um extenso corredor iluminado por lanternas. Os homens do Shinsengumi chegaram a um enorme salão, onde os tais Ronins ficavam com as cargas roubadas e se divertindo com algumas mulheres e bebida.

O líder dos homens logo vestiu sua roupa e sacou sua espada, observando a figura de Hijikata surgir no meio dos soldados do Shinsengumi. Ao olhar seus inimigos Hijikata contou seis homens e seis mulheres que correram de medo para os fundos do local.

- Parece que estraguei a festinha. – dizia Hijikata.

- Maldito! Shinsengumi! Como ousam invadir? – questionou o líder do grupo.

- Sabe, eu me pergunto quanto você pagou para ter aquelas mulheres? Aposto que eram bastante caras, afinal elas eram belíssimas, isso justifica o alto índice de roubos na região. A princípio nós achávamos que estavam vendendo para outros lugares por isso investigamos regiões próximas, mas a julgar pelas coisas aqui e pela comodidade em que viviam com aquelas prostitutas parece que estão fazendo isso por lucro próprio... Mas agora acabou. – afirmava Hijikata apontando sua espada para o inimigo.

- Acha que temos medo do Shinsengumi? Homens acabem com esses palermas do governo! – gritou o líder enquanto seus soldados avançavam.

- Ótimo sem conversa então. – disse Hijikata com seriedade avançando até o líder inimigo.

O local rapidamente foi tomado por batalhas, o som do metal se chocando ecoava pela caverna, os homens do Shinsengumi contra aqueles bandidos travavam uma batalha intensa, a carga aos poucos foi sendo acertado pelos golpes de tais homens que tentavam matar uns aos outros.

Hijikata combatia o líder inimigo aos fundos do local, o Ronin era habilidoso usava de movimentos rápidos para deferir ataques precisos e assim tomar vantagem na batalha. Já Hijikata se mantinha na defensiva, o capitão do Shinsengumi estava primeiro analisando as habilidades de seu oponente, vendo do que tal homem seria capaz de fazer antes de realmente partir ao ataque, analisando seus movimentos e vendo seus golpes criarem diversas aberturas para um contra-ataque rápido.

Os ataques continuavam a todo vapor, esquerda, direita, cima, baixo, o líder dos Ronins tinha total vantagem da batalha, o sorriso em seu rosto demonstrava toda sua felicidade em estar em pé de igualdade contra alguém famoso dentro do Shinsengumi. Porém após desferir um corte cruzado de cima para baixo Hijikata desviou dando um salto para trás, os dois homens se encaravam friamente após a troca de golpes se preparando para continuarem o combate.

- Vejo que o grande Hijikata não é tudo isso que me falaram. – dizia o Ronin.

- Bom... Eu estava me aquecendo... Agora vou levar a sério. – afirmou Hijikata avançando.

Hijikata se aproximou surpreendendo seu inimigo com um corte rápido, o Ronin teve dificuldade de se defender e quase caiu para trás, aos poucos Hijikata começou a atacar com ainda mais força e velocidade deixando seu inimigo totalmente na defensiva. Os golpes de Hijikata aos poucos foram acertando de raspão o corpo do Ronin que tentava contra-atacar, mas sem sucesso, seus golpes não eram mais efetivos como antes.

O homem começava a se irritar por perder toda a vantagem que tinha e com seu excesso de raiva o homem começou a atacar novamente tentando retomar sua vantagem na batalha. Primeiro desferiu um corte na horizontal, porém Hijikata se defendeu com a espada bloqueando tal movimento e dando um soco no rosto do homem logo em seguida. Depois o inimigo tentou acertar outro ataque cruzado, mas Hijikata moveu sua espada com agilidade evitando o golpe e atacando ao mesmo tempo, onde acertou o braço esquerdo do inimigo com um corte de raspão.

O homem perdia ainda mais a paciência e começava a atacar Hijikata usando toda a força e velocidade que tinha, Hijikata bloqueou o primeiro e o segundo golpe com precisão e quando o terceiro veio em sua direção, Hijikata girou seu corpo ao mesmo tempo em que se abaixava, quando a lâmina inimiga passou por de baixo de sua cabeça, Hijikata se levantou e com um corte preciso arrancou o braço do Ronin que segurava a espada.

O homem caiu no chão com sangue escorrendo de sua enorme ferida, Hijikata pisou no homem apontando a espada para seu pescoço com uma expressão séria. Atrás de Hijikata seus homens haviam derrotado os outros bandidos que rapidamente foram dominados pelo esquadrão de Hijikata.

- Alguém ferido? – questionou Hijikata.

- Apenas ferimentos leves senhor! – respondeu um dos homens.

- Ótimo, mande alguém na frente para que possa trazer o esquadrão de limpeza, prendam os que ainda estão vivos e reagrupem na entrada da caverna, formem uma linha de defesa no entorno da entrada. – ordenava Hijikata.

- E senhor... E sobre elas? – questionou outro homem apontando para as mulheres ao fundo.

- Vocês... Saiam daqui! Acredito que já devem ter sido pagas por esses idiotas... Saiam e não prenderei vocês. – alertava Hijikata.

- Pode deixar... Fomos muito bem pagas por eles, não queremos problemas com o Shinsengumi, só estávamos aqui a serviço... Vamos meninas. – afirmou a mulher que parecia liderar as outras. – Quem sabe talvez nós não passemos em Kyoto em senhor capitão. – disse a mulher dando um beijo no rosto de Hijikata enquanto o mesmo a ignorava.

Assim que as mulheres saíram da caverna, Hijikata voltou sua atenção ao homem a sua frente, afinal havia informações a serem retiradas de tal Ronin.

- Certo... Agora você vai me contar tudo... Quem são vocês? – perguntou Hijikata com seriedade.

Manhã do dia seguinte. Quartel General do Shinsengumi, sala de reuniões. Kyoto.

- Então... Mais um membro que não revelou nada... – dizia Matsudaira dando um longo suspiro enquanto deixava seu cigarro de lado.

- Sim senhor... Encontramos toda a carga roubada, prostitutas que foram pagas por eles, além de mapas e rotas de viajantes da região. Porém nenhum deles respondeu onde ficava o esconderijo da tal Orochi. – dizia Hijikata.

- Desse jeito vai complicar as coisas... Se fosse um incidente em um local isolado tudo bem, mas este já é o quinto caso que resolvemos relacionado a eles, e o pior, o quinto caso em um quinto local diferente, todos aqui para o sul... Desse jeito fica difícil sabermos a real localização do possível líder deles e de sua base. – dizia Matsudaira.

- Sim, em todo caso teremos que começar a ampliar as buscas e investigar outras regiões além daquelas afetadas pelos ataques que conseguimos identificar. – disse Hijikata.

- Forme pequenos esquadrões e mandem cobrir as regiões próximas aos ataques num raio de 15 quilômetros, assim que encontrarem algo quero que reportem imediatamente. Vamos agir com poucos homens para evitarmos sermos descobertos, acredito que cinco esquadrões de quatro guerreiros será o suficiente, sem contar que precisamos manter outros ativos nas missões diárias e na proteção da cidade e do senhor daimyo. – ordenava Matsudaira.

- Concordo, irei formar os grupos agora mesmo. Não podemos perder tempo. O índice de roubos está aumentando após as batalhas recentes, mesmo com as províncias se recuperando com nossa ajuda como é o caso de Saitama, temos que ter cuidado... Sem contar que ainda estamos procurando as relíquias roubadas junto com o Katsuo. – disse Hijikata.

- Sim, acredito que o time de busca deve retornar em breve com novas informações, porém não estou muito esperançoso, afinal Katsuo sabe bem como se esconder nesse país, mas esse esconde-esconde não vai durar para sempre, em breve ele vai cometer algum erro e assim conseguiremos pega-lo de alguma forma. – disse Matsudaira.

- Assim espero senhor... – disse Hijikata.

- Nós também esperamos por isso. – dizia Okita entrando na sala de reuniões com alguns pergaminhos em mãos.

- Vejo que retornou Okita, o que traz ai? – perguntou Matsudaira.

- É o relatório sobre a equipe de investigação de Katsuo... Parece que acharam uma possível pista sobre ele depois que investigaram a área onde ocorreu aquela incidente do qual ouvimos falar em Chiba. – respondia Okita entregando o primeiro pergaminho.

- E esse outro ai? O que é? – perguntou Hijikata enquanto Okita lhe entregava o pergaminho.

- Enquanto o Yamaguchi voltava com o relatório de Katsuo ele encontrou um senhor viajante que dizia estar vindo para Kyoto... Segundo ele parece que uma garota do Shinsengumi lhe ordenou que entregasse isso para nós em Kyoto. – respondeu Okita com um leve sorriso.

- Garota? Não vai me dizer que... – disse Matsudaira surpreso.

- Sim, eu também acho que seja ela. – dizia Okita.

- E parece que não resta duvidas, é ela senhor. – dizia Hijikata lendo o pergaminho. – E parece que ela está bem... – de repente Hijikata parou de falar se concentrando um pouco mais na leitura até que se surpreendeu pelas informações descritas por Kaguya.

- Algo errado? – perguntava Okita com uma cara de desconfiança para Hijikata.

- Senhor Matsudaira... Okita... Parece que ela achou algo interessante. – afirmou Hijikata dando um sorriso de canto.

Centro leste da Província de Iwate.

O local era um vilarejo perto do mar, vários pescadores e outras pessoas vagavam pela vila realizando seus mais diversos trabalhos. Muitos barcos pequenos navegavam pelas águas em busca dos peixes que seriam vendidos mais tarde, crianças brincavam nas areias da praia e outras corriam pela floresta.

Dentro de uma enorme casa de madeira revestida com palha, Katsuo e seus dois generais estavam diante do líder daquela vila e também do ancião que possuía as informações que procurava. Katsuo estava recuperado dos ferimentos de suas batalhas anteriores, porém algumas faixas brancas ainda eram visíveis por debaixo de sua gloriosa armadura de guerra vermelha.

Katsuo e seus dois generais, Koga e Takanori haviam seguido as pistas que encontraram achando assim o ancião em que acreditavam ter informações sobre a última das três relíquias dos deuses antigos. O trio deixou suas tropas estacionadas em um ponto específico da província de Iwate longe de atraírem a atenção de inimigos e principalmente do Shinsengumi.

O líder da vila e o ancião usavam vestimentas bem diferentes dos outros habitantes, enquanto ancião usava um Kimono vermelho e dourado, o líder da vila usava um Kimono azul com detalhes em vermelho aparentando ter seus 37 anos.

- Katsuo Nobuhara... – dizia o líder da vila. -... Eu me chamo Endo, este é meu pai, Masuda... Nossa família, o clã Mizu serviu ao lendário Oda Nobunaga na grande guerra, hoje, nossa parte guerreira se perdeu com o tempo, mas nossas informações não. – concluía.

- Eu sei disso, e fico honrado por nos receber líder do clã Mizu. Creio que eu dispenso apresentações... – dizia Katsuo.

- Sim, Katsuo Nobuhara, o herdeiro e líder da família Nobuhara, um herói de guerra que busca essas coisas. – afirmou o ancião apontando para as relíquias ao lado de Katsuo.

- Sim, e ficamos sabendo que o senhor pode ter informações sobre a última peça... As joias. – dizia Katsuo com um sorriso de canto.

- Sim, mas saiba Katsuo que eu não tenho sua localização, mas sim, uma pequena pista de onde ela possa estar. – dizia o ancião.

- E sobre o que fala essa pista? – perguntou Katsuo.

- Desde os tempos antigos, segundo as escrituras deixadas e traduzidas, as joias Yasakani no Magatama são especiais... São elas que ativarão as outras e assim elas receberam uma atenção especial... Sendo mantidas em segredo em algum lugar do país... A pista que nós temos pode levar a localização dela, assim como também pode levar a um local vazio, sem nada a encontrar, as chances são de 50%... Segundo as escrituras e pelo que traduzimos delas... As joias se encontram onde o branco cai do céu, em um lugar onde os dragões repousam eternamente nos berços de seus criadores. – dizia o ancião.

- Uma espécie de enigma a essa altura. – dizia Koga levando sua mão ao queixo pensando.

- Onde o branco cai do céu... E onde os dragões repousam sobre seus criadores... No momento nada me veem a mente. – dizia Takanori.

- Interessante... Eu já imaginava que não seria fácil encontra-las. – afirmou Katsuo.

- Isso é tudo que sabemos meio jovem Katsuo... Creio que agora o resto é com vocês... – dizia o ancião.

- Sim... Eu agradeço a vocês por compartilharem conosco essa informação, isso será de grande ajuda para nós e também agradeço por ainda sermos aliados. – dizia Katsuo.

- Não se preocupe... Nosso clã pode não ser o mesmo de antes, mas ainda servimos aos princípios que você e Oda compartilhavam. – disse o líder da vila.

- Fico grato por isso... Agora se me derem licença, tenho algo a caçar. – dizia Katsuo se levantando e caminhando para fora.

- Katsuo... Uma última coisa... Leve isso como um conselho meu... O poder dessas armas é grande demais... Tome cuidado, pois controlar uma força espiritual como essa não será nada fácil, nem mesmo para você... A energia que repousa nessas relíquias está além da compreensão de nós pequenos humanos... Tome cuidado Katsuo, pois a sede de poder que você tem, pode lhe fazer mal... – alertava o ancião. Com um olhar sério e frio para Katsuo.

- Eu estou preparado velho... Não preciso de seus conselhos... Eu vou dominar esse poder... Custe o que custar. – afirmou Katsuo saindo junto com seus generais.

Katsuo estava determinado a conseguir poder e dominar o país a todo custo, sua vontade e seu desejo por ter a gloria do passado retomada era grande, e finalmente o guerreiro samurai estava diante de uma oportunidade que não poderia deixar passar, conseguir as relíquias lendárias e então controlar tudo e a todos.

Ao mesmo tempo em que Katsuo deixava aquela vila, do alto de um desfiladeiro a oeste, um grupo de cerca de seis guerreiros vigiava o vilarejo de longe, mas atrás parados por entre as árvores da floresta, havia mais duas tropas pequenas cada uma com cerca de sete guerreiros samurais. E no meio dos seis guerreiros que vigiavam a vila de longe estava à temida Midori líder da Orochi.

Depois de alguns dias de investigação desde o incidente do castelo das serpentes, Midori veio usando sua rede de informações através de espiões nas províncias para tentar achar uma pista sobre Katsuo e sua localização, até que finalmente seus métodos deram frutos encontrando Katsuo naquele pequeno vilarejo.

- Senhora Midori o que vamos fazer? – questionou um de seus tenentes.

Midori não respondeu, seus olhos estavam fixados naquela vila diante de seus olhos. Conforme o vento batia em seu corpo fazendo seus cabelos balançarem, Midori enfim sorriu.

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