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41° - As Memórias de Aigami!

Akemi e Kaguya estavam frente a frente paradas naquele pequeno caminho de terra que levava em direção a segunda oficina de Aigami. Kaguya não fazia ideia de aquela jovem mulher era uma inimiga, porém Akemi já estava esperta e sabia sobre Kaguya afinal, na noite anterior Akemi e Midori conseguiram informações importantes que ajudariam em seus planos secretos.

Ao mesmo tempo em que ambas se encaravam Aigami teve uma reação diferente, seu rosto exibia uma surpresa sem explicação, era como se seus olhos tivessem se fixado a beleza que Akemi exibia, porém Aigami estava enxergando além daquela beleza, era como se Aigami tivesse um pequeno vislumbre de seu passado, um passado que há muito tempo o atormentava.

- Você deveria tomar mais cuidado, afinal pode acabar se machucando. - dizia Akemi.

- Me desculpe... Vou prestar atenção na próxima. - afirmava Kaguya com um sorriso envergonhado enquanto se curvava em pedido de desculpas.

- Tudo bem garota, não precisa disso, não vou mentir eu também estava distraída, eu também tenho que prestar mais atenção. - afirmou Akemi dando uma piscada com o olho direito. - Então... Vejo que você é nova por aqui, eu nunca a vi andando por essas ruas ou pela cidade... - concluiu.

- A-ah, sim, sou nova, na verdade vim visitar meu tio Aigami, eu sou de um vilarejo ao leste... - dizia Kaguya com um sorriso forçado.

- Seu tio... É um prazer conhece-los, meu nome é Akemi. - afirmou Akemi se curvando e logo depois olhando fixamente para Aigami com um sorriso maléfico, deixando aquele homem um pouco mais assustado e surpreso do que antes, era como se Aigami tivesse olhando para um fantasma de seu passado.

- Bom, eu sou Hotaru... Muito prazer. - afirmava Kaguya mentindo sobre seu nome por precaução.

Antes de saírem da casa de Aigami, o mesmo sugeriu a Kaguya usar um nome falso por precaução para evitar problemas com possíveis guardas os interrogando.

- Hotaru é? Muito prazer... Espero que aproveite o Porto das Serpentes... Bom eu tenho que ir, afinal eu tenho alguns compromissos perto do centro, foi bom conversar brevemente com vocês e tomem cuidado, esse cidade esconde perigos onde você menos espera. - alertou Akemi.

- S-sim, eu tomarei cuidado, até breve Akemi... - dizia Kaguya enquanto Akemi se despedia sem antes olhar uma última vez para Aigami.

Akemi foi se afastando aos poucos até sumir após entrar em uma curva a sua esquerda, enquanto isso Kaguya deu um breve sorriso e quando e virou para ver Aigami o mesmo estava tenso, suando sem parar e com as pernas tremendo, Kaguya estranhou e logo o ajudou a continuar o caminho.

- Está tudo bem senhor Aigami? - perguntou Kaguya.

- Sim... Merda... Não é possível... Não pode ser... - respondia Aigami. - Vamos para a oficina... Rápido! - alertava Aigami.

Kaguya estranhou e logo seguiu os conselhos de Aigami, juntos atravessaram a pequena estrada chegando quase à beira das areias da praia, a oficina de Aigami ficava de frente para o mar, onde uma grande porta de entrada de madeira era exibida, ambos entraram no lugar que estava escuro, e após Aigami acender as lamparinas nas laterais e abrir as janelas, Kaguya viu um barco de tamanho médio com algumas velas parado no centro, o veiculo marítimo tinha capacidade de levar até quatro pessoas a bordo pelo espaço que tinha.

Espalhados pelo local ainda havia muitas outras ferramentas de construção, algumas mesas com papéis espalhados, além de um suporte com rodas em baixo do barco para que o mesmo pudesse ser levado até as águas do mar, o lugar ainda contava com algumas escadas para uma plataforma que havia acima do barco e que servia para que outros equipamentos fossem guardados.

- Que lugar enorme... - dizia Kaguya impressionada.

- Merda... Merda... Não pode ser! Não pode ser... Como é possível? Como? Eu procurei tanto... - dizia Aigami se apoiando em uma mesa enquanto derramava algumas lágrimas.

- O que aconteceu senhor Aigami? O senhor está assim desde que esbarramos com aquela tal de Akemi... - perguntou Kaguya preocupada.

- Acho que a essa altura... Não adianta esconder... - disse Aigami enxugando o suor do rosto.

- Você a conhece? - perguntou Kaguya.

- Eu achava que não... Mas aquele sorriso... Não é possível que ela esteja aqui esse tempo todo... E eu nunca percebi... - respondeu Aigami com raiva.

- Não vai me dizer que...

- Eu vou lhe contar o que houve... Há muito tempo atrás eu vivia em paz com minha mulher e filha, depois da guerra consegui me afastar de Katsuo e suas forças e comecei uma nova vida como pescador em uma região ao oeste daqui...

Alguns anos atrás. Costa Oeste de Aomori.

A costa Oeste de Aomori era uma região com alguns vilarejos pequenos, sendo alguns deles próximos a região da costa perto do mar. Tais vilarejos conseguiam sobreviver da pesca, seus peixes eram vendidos com a melhor qualidade para outras vilas e até mesmo a capital da província. Porém muita das vezes as vendas não eram o suficiente para cobrir algumas despesas básicas e muitos desses vilarejos foram obrigados a achar uma alternativa para que pudessem se auto sustentar.

Em um desses vilarejos que ficava a beira do mar, Aigami vivia tranquilamente com sua mulher e filha, o homem depois da guerra civil havia se estabelecido na região e agora vivia estritamente da pesca, sua vida de batalhas havia ficado para trás, sua espada foi abandonada e agora Aigami poderia viver livre sem um mestre para seguir.

- Pai! Pai! Veja! Achei uma concha! - gritava uma garotinha correndo pela areia com uma concha em mãos, possuía um Kimono marrom para crianças e seus cabelos estavam soltos.

Aigami estava saindo do barco onde estava com uma rede com alguns peixes presos a ela, aparentemente a pesca do dia havia sido melhor que o esperado, e Aigami esperava conseguir um bom dinheiro vendendo pelas vilas a fora, ao olhar para os gritos de sua filha, Aigami logo sorriu vendo a pequena correr em sua direção.

- Vejo que conseguiu pegar um dos grandes... Akemi. - dizia Aigami com um enorme sorriso de ponta a ponta no rosto.

- Sim, hehe! Estou ficando boa nisso, acho que já posso ir pescar agora! - afirmava Akemi ficando animada.

- Talvez daqui a alguns anos garota hahaha! Vamos para casa! - afirmou Aigami deixando o barco na areia da praia e caminhando com os peixes até sua casa.

A pequena Akemi o acompanhava saltitante com a concha que encontrou em suas pequenas mãos, ver sua filha alegre e animada deixava Aigami com uma felicidade que não conseguia explicar, este era um dos momentos que mais gostava de ver durante o dia, para Aigami a felicidade de sua filha era mais importante do que a sua própria.

Aigami desejava do fundo do coração que a pequena Akemi se tornasse uma bela mulher forte e determinada no futuro e para isso, o homem trabalhava em prol de fazê-la feliz. A casa de Aigami ficava perto da entrada da floresta, não era muito grande, possuía apenas dois quartos além do banheiro e da cozinha. Ao se aproximar da porta de entrada Aigami já podia ver sua mulher o esperando, em suas mãos havia algumas ervas que foram colhidas em um bosque nas redondezas.

- Vejo que estão bem animados hoje! - dizia Midori.

- Sim, hoje a pesca foi produtiva, pretendo ir até as vilas vizinhas para ver se consigo vender. - afirmou Aigami.

- Ótimo, mas antes descansem um pouco, principalmente você pequena Akemi, passou o dia brincando na praia. - afirmou Midori.

- Sim, pode deixar! - disse Akemi correndo para seu quarto.

- Precisa de ajuda querido? Posso deixar a Akemi com a senhora Miko e ir com você. - dizia Midori.

- Dessa vez não precisa meu amor... Eu vou com o senhor Ishida e o Shino, estarei bem. - respondeu Aigami.

- Certo, se você está dizendo... Agora entre preparei um prato especial. - afirmava Midori sorrindo.

E ali estava o segundo momento que para Aigami foi fundamental para estabelecer sua nova vida, Midori Suzuki com seus cabelos esverdeados, uma mulher alegre e sorridente que vivia em um vilarejo ao sudeste de Aomori. Aigami a conheceu durante uma de suas viagens pela província vendendo seus peixes na vila onde Midori morava.

Midori desde sempre era uma mulher misteriosa cheia de segredos e não costumava revelar muito sobre si mesma nem mesmo para o recém-conhecido Aigami, o homem sabia pela reação de Midori que havia coisas que ela não gostava de comentar, porém em vez de perguntar Aigami resolveu não se intrometer nos segredos da mulher e deixar tudo como estava. Aigami também escondeu dela o fato de já ter sido um samurai durante a guerra para evitar atrair atenção desnecessária para sua nova vida, mas também Midori em nenhum momento se demonstrava interesse no passado do homem e sim no que poderiam construir juntos.

Não demorou muito para que ambos ficassem cada vez mais próximos um do outro, construindo assim uma relação de amor que Aigami não esperava sentir tão cedo, e após um ano e meio Aigami e Midori já estavam juntos, e o fruto de seu amor acabou gerando a pequena Akemi.

O dia de Aigami estava completo, ver a felicidade de sua filha e esposa, ver aqueles dois sorrisos a sua frente o deixava com o coração mais leve, Aigami sentia até mesmo todo o peso por ter matado pessoas durante a guerra indo embora, sua mulher e sua filha eram os dois sóis que iluminavam seu caminho rumo a um amanhã mais tranquilo.

Durante a tarde Aigami junto com dois homens, Shino e Ishida, foram até os vilarejos mais afastados da costa para que pudessem vender os peixes que haviam sido pescados durante a manhã. As carroças movidas a cavalo logo foram se afastando cada vez mais da vila onde moravam, porém foi ali onde tudo começou a desmoronar.

A viagem de Aigami havia durado ao todo uma semana, a principio se esperava apenas três dias, porém algumas vilas pelo caminho haviam sido saqueadas e achar compradores para os peixes foi uma tarefa um tanto difícil. Aigami, Ishida e Shino já estavam próximos do vilarejo onde moravam quando tiveram uma surpresa. O local havia sido atacado, as casas estavam queimadas e algumas árvores estavam quase que destruídas por completo, pequenos focos de incêndio ainda rondavam algumas áreas do local.

Os três homens logo correram procurando por alguém, depois de uma busca intensa na região o trio achou sobreviventes perto de uma caverna no lado leste do vilarejo. Alguns dos moradores disseram que Ronins haviam saqueado a vila e destruído tudo pela frente, os que não conseguiram fugir ou que não tiveram chances de se esconder foram mortos no ataque de dois dias atrás.

Naquele instante após ouvir os relatos dos sobreviventes Aigami saiu desesperado atrás de sua esposa e filha, ambas não estavam com o grupo escondido e não foram encontrados nem restos mortais entre os mortos pelo ataque. Aigami vasculhou primeiro as redondezas, mas não havia encontrado nada, pediu ajuda de alguns moradores que se disponibilizaram para encontra-las, porém tudo foi em vão, depois de dias e dias de uma busca incessante, todos menos Aigami já haviam desistido de encontra-las.

Mesmo já sem o que fazer Aigami não perdeu as esperanças, o homem usou cartazes desenhados a mão por um artista de rua de uma vila ao centro-norte de Aomori para ajudar nas buscas, procurou por outras províncias próximas indo até a região sudeste do país, mas mesmo depois de tanto tempo procurando Aigami não havia encontrado nada, nenhuma informação que sequer o ajudasse a ter as duas novamente em seus braços.

Após alguns anos, Aigami se mudou para a região da cidade portuária ao norte da província de Aomori onde começou a trabalhar da pesca e também na construção de barcos, função que há muito tempo não exercia. Aigami passou a viver tranquilamente movido pela culpa de deixar sua esposa e filha para traz aquele dia, e pela tristeza de não ter as encontrado após o misterioso ataque de Ronins na vila onde morava. Todos os dias Aigami olhava para os desenhos de ambas, esperando um dia revê-las sãs e salvas, rever as duas pessoas que mais lhe fizeram feliz depois da guerra civil.

O tempo foi passando e Aigami viu de perto a organização Orochi tomar conta da cidade portuária aos poucos, seus soldados samurais rapidamente controlaram a cidade sob ordens de seu misterioso líder vestindo uma armadura verde que cobria todo o seu corpo, o guerreiro comandava tudo com uma determinação forte e inabalável que fez Aigami se lembrar dos grandes shoguns durante a guerra.

Os guerreiros da Orochi controlaram também as regiões em volta da cidade, determinavam o que era certo e errado, controlava o acesso à cidade portuária, as mercadorias que chegavam e saiam do local, montaram fábricas e mais oficinas para que barcos mais resistentes pudessem ser feitos, e logo depois de um tempo haviam firmado seu tratado com o shogun responsável por Aomori. Assim o castelo das serpentes foi erguido e o lugar passou a ter o nome de Porto das Serpentes, e quem ousasse desobedecer a Orochi, era punido com a morte.

Atualmente.

- Então foi isso que aconteceu... - dizia Kaguya surpresa.

- Sim, desde aquele dia eu tenho me culpado por isso, não consegui encontra-las, de alguma forma aceitei isso e tentei viver, mas sem perder as esperanças, mas hoje, quando vi aquele sorriso, eu paralisei, foi como se eu tivesse voltado para aquela época, e visse na minha frente à pequena Akemi novamente. - afirmou Aigami derramando algumas lágrimas.

- Mas será que não foi engano? Por que... O que ela estaria fazendo aqui na cidade com esse perigo todo lá fora? - - perguntou Kaguya.

- Não sei garota... Mas eu não me enganaria, não com aquele sorriso... Eu sei que era ela, eu senti isso em meu coração... - dizia Aigami enquanto Kaguya ficava sem reação.

- Sabe senhor Aigami... Eu não sei o que dizer nessas horas, mas acho que agora o senhor deveria ficar feliz, pois você finalmente a achou, depois de tanto tempo, você encontrou ela... Então levante sua cabeça... Pois agora é hora do senhor voltar a ser feliz, de rever sua filha e quem sabe sua esposa... - afirmava Kaguya.

- Sim... Agora eu posso enfim revê-las... Se a Akemi está aqui... Significa que a Midori também... Mas por que ela não falou algo para mim? Por que não me disse nada? - perguntava Aigami.

- Isso eu não sei lhe responder... Mas deve ter acontecido algo... Talvez o tempo sem se verem a fez não reconhece-lo, ou algum incidente... Mas o que importa é que ela está bem, e agora o senhor tem a chance de tirar um peso enorme de suas costas. - disse Kaguya.

- Tem razão... Não é hora para ficar aqui chorando... Eu preciso revê-la o quanto antes. - dizia Aigami.

- Sim, mas antes... Meio que temos trabalho a fazer se não for incomodar. - afirmou Kaguya um pouco envergonhada.

- Sim, ajudar aquele idiota do Homura... Venha, vamos começar não temos muito tempo. - disse Aigami enxugando suas lágrimas. - "Espere por mim Akemi... Vou acabar aqui... E depois irei revê-la... E descobrir o que ouve com você... E com minha querida Midori." - pensava Aigami consigo mesmo.

Do outro lado da cidade. Próximo a uma casa de chá.

A casa de chá ficava perto da entrada do castelo, era pequena e possuía alguns bancos do lado de fora. Sentada em um desses bancos estava Akemi aproveitando seu chá com alguns dangos feitos pela senhora dona do local, Akemi estava tranquila e apenas aproveitava a visão que tinha das casas e pessoas a sua frente. Não demorou muito para que outra mulher surgisse ao seu lado ficando encostada na parede da casa de chá com os braços cruzados.

- E então? Como foi o reconhecimento? - perguntou Midori.

- Ela até que é legal, passa o ar de boa moça, é determinada e educada, e não parece ter grandes habilidades vendo o jeito que se comportava, ela está com ele... O papai está aqui. - respondeu Akemi.

- Bem que desconfiei daquele nome... Então eles estão realmente juntos nessa... Aigami... Pobre homem achava que me conhecia, mas na verdade não sabia nada sobre mim ou de onde eu vim... Eu realmente o amava, mas infelizmente nossos caminhos se divergiram... Foi inevitável... - dizia Midori.

- Sim... Aqueles dias realmente foram divertidos... Mas agora os tempos são outros... Eu cresci e não sou mais a menina ingênua que costumava ser... - dizia Akemi.

- Realmente... Você cresceu e tenho orgulho do que se tornou minha pequena Akemi. - afirmou Midori enquanto Akemi sorria com o elogio de sua mãe.

- O que faremos? Não o vemos há muito tempo... - questionou Akemi com uma expressão séria no rosto enquanto encarava seu chá.

- É verdade... Faça o que deve ser feito... Precisamos captura-la antes que ela atraia mais gente do sul para cá... Sobre ele... Traga-o também... Eu cuidarei dele pessoalmente... - respondia Midori com um olhar sério.

- Como quiser minha mãe... Será feito... Tudo pela Orochi! - disse Akemi ainda mais séria acenando de longe para um dos guardas que passava na rua e entendeu o recado.

- Tudo pela Orochi! - dizia Midori caminhando rumo ao castelo, porém tomando um caminho que ninguém a visse.

Após tomar o seu chá e comer os dangos Akemi caminhou na direção contraria a de sua mãe sendo seguida por dois guardas que disfarçaram para não levantar suspeitas. Ambas estavam agora dispostas a capturar Kaguya e Aigami, e assim seguir com os planos secretos da misteriosa organização das serpentes.

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