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39° - Perigo!

Perto da entrada do castelo das serpentes, alguns soldados da Orochi começavam a se preparar para sair, o grupo era formado por cerca de 10 pessoas sendo dois esquadrões de cinco cada, todos eles portando armaduras de combate com capacetes, tendo suas espadas embainhadas na cintura. Após alguns minutos o líder dos dois grupos começou a guiar os samurais para fora do castelo seguindo em direção à região das fábricas.

Ao mesmo tempo outra equipe de samurais este vindo de fora da cidade começava a adentrar as dependências do castelo, onde os guardas fecharam os portões logo após a passagem daqueles guerreiros. O grupo era formado por quatro guerreiros, tendo o líder no centro usando uma armadura vermelha com detalhes em verde nos braços e no capacete que cobria seu rosto inteiro. Todos estavam a cavalo e assim que chegaram próximos a entrada, outro grupo veio de encontro.

Os homens e mulheres que se aproximavam de outras áreas do castelo, recolheram os cavalos até o estábulo enquanto aquela equipe se espalhava pelo lugar seguindo ordens do líder. Após alguns minutos o líder da equipe retirou o capacete mostrando seu rosto, revelando ser uma bela mulher com cabelos amarrados de cor avermelhada, tendo uma pequena franja a frente da testa e aparentando ter por volta de seus 23 anos.

A mulher seguiu para dentro do castelo com tranquilidade e um olhar sério no rosto, sendo recebida pelos servos que vagavam pelos corredores e a cumprimentavam. Seu nome era Akemi Suzuki e mesmo jovem comandava um esquadrão de samurais da organização Orochi, seu olhar passava confiança e todos ali a respeitavam. Akemi possuía uma personalidade calma, porém era justamente essa calma e tranquilidade de Akemi que a fizeram se tornar uma guerreira a ser temida por todos na Orochi, se tornando muitas das vezes imprevisível em seus combates com a espada, sendo treinada pessoalmente por sua mãe.

Akemi seguiu até o banheiro onde retirou toda sua armadura e tomou um longo banho relaxante nas águas do local. No caminho até o banheiro, ela ainda avisou algumas empregadas para deixar roupas limpas para ela prontas para serem vestidas e recolherem sua armadura de combate e sua espada a limpando e guardando-a no seu quarto.

Após o banho, Akemi se vestiu com um Kimono verde com detalhes em vermelho e dourado, deixando parte de suas costas à mostra onde uma tatuagem da serpente de oito cabeças era exibida indo até a região da cintura e parte dos ombros. Seus cabelos foram amarrados em um coque preso com presilhas de folhas, tendo duas longas mechas de cada lado do rosto.

Akemi atravessou alguns corredores, subiu três lances de escadas até estar no terceiro andar do castelo, local onde ficava o seu quarto e o quarto de Midori que possuía vista para toda a cidade e parte do mar do outro lado. O quarto de Midori era enorme possuindo uma cama com tecidos caros de cor verde, sendo decorado com algumas plantas, livros, espadas e uma estátua de um guerreiro samurai.

Akemi adentrou o local caminhando a passos lentos até a varanda, onde a líder da Orochi Midori observava a noite na cidade, e também seus homens partindo em uma missão.

- Minha mãe... Eu retornei. - disse Akemi se curvando em respeito.

- Minha querida Akemi... Fico feliz com o seu retorno ao castelo. - dizia Midori sem olhar para sua filha, porém dando um longo sorriso.

- E eu em revê-la finalmente minha mãe. - disse Akemi ficando ao lado de Midori.

- E como foi com o inútil do Shimura? - perguntou Midori.

- Tudo certo... Segundo os relatórios nenhum problema foi registrado e estamos conseguindo fazer os negócios voarem como os falcões nos céus. O próximo carregamento deve chegar dentro de três dias na área oeste da província. Já mobilizei três equipes para escolta, além de mais duas para vigiar algumas vilas próximas a capital de Aomori. Com isso vamos conseguir mover a carga sem preocupações até o ponto de encontro. - respondia Akemi sorrindo enquanto observava a lua no céu.

- Excelente... Tudo ficou mais fácil desde que matamos o shogun de Aomori... Aquele velho achou que poderia me seduzir e então nem suspeitou do veneno que coloquei na comida dele e de seus conselheiros durante aquele patético jantar... O trabalho foi silencioso, rápido e fácil, e ninguém sequer desconfia de que ele realmente morreu... Tudo por que colocamos o velho do Shimura em seu lugar e o ordenamos a não mostrar o rosto em público, ainda conseguimos enganar os corruptos os fazendo ficar do nosso lado e dominar a província em silêncio total. - afirmava Midori com um enorme sorriso.

- E para melhorar conseguimos apoio de seus homens, aumentando ainda mais nossas forças... Tudo está indo conforme o planejado... - dizia Akemi.

- Sim minha querida filha... Mas ainda faltam algumas peças importantes a serem encontradas, afinal sem elas não poderemos realizar nosso maior objetivo... Fiquei sabendo que certo alguém também está as caçando. - dizia Midori ficando séria.

- Isso pode vir a ser um problema não acha? - questionou Akemi um pouco preocupada.

- Sim, porém... Eu tenho uma carta na mangá e você sabe qual é... Em breve esse país ficará muito agitado. - afirmava Midori.

- Realmente... Agora... O que eram aquelas duas equipes saindo do castelo? - perguntava Akemi ficando bem curiosa com o assunto.

- Foram fazer uma limpeza para mim, alguns ratos entraram na cidade escondidos... Venha... Vamos ao salão principal, em breve saberemos quem são. - dizia Midori se virando e caminhando rumo à saída do quarto.

Akemi Suzuki observou mais uma vez a vista noturna da cidade e sem pressa seguiu sua mãe rumo ao salão principal do castelo.

Região das fábricas. 1 hora depois.

Homura e Kaguya estavam atentos no lugar a sua volta e neste momento, ambos se encontravam ao lado da entrada da oficina da qual o suposto Aigami havia entrado. Após confirmar que não havia guardas nos arredores, ambos resolveram entrar rapidamente no local que estava pouco iluminado, a frente perto de uma mesa, um homem vestindo roupas um pouco velhas com cabelos brancos aparentando ter seus 40 anos se preparava para descansar.

- O que vocês querem? Eu já terminei por hoje. - reclamava Aigami sem se virar para ver quem era enquanto retirava seu capacete da cabeça.

- Aigami... É você não é? - perguntou Homura enquanto o homem olhava lentamente para ele.

- H-homura? - questionava Aigami surpreso por rever um velho amigo.

- Sim, sou eu... E preciso de sua ajuda. - dizia Homura fechando a porta de entrada e junto com Kaguya retirando o chapéu de palha que cobria suas cabeças.

- Quem é essa garota? O que você faz aqui depois de tanto tempo? - perguntava Aigami ainda um pouco assustado.

- Como eu disse preciso de ajuda... Temos que ir até a ilha de Hokkaido, mas para isso precisamos de um barco... Achei que você pudesse nos ajudar com isso, já que fiquei sabendo sobre seu novo trabalho. - respondia Homura.

- E-espera... Vamos com calma... Eu não estou entendendo muita coisa... - afirmava Aigami um pouco tonto enquanto se sentava em um banco que estava próximo. - Como assim... Ir para Hokkaido? - questionou.

Homura com calma explicou toda situação a Aigami, sobre o que estava acontecendo ao sul do país, dos conflitos gerados até o momento, e também sobre Kaguya e seu treino na caverna Ryuusei. Ambos os amigos conversavam e discutiam sobre os acontecimentos enquanto Kaguya apenas observava em silêncio, a garota notou que o lugar era um pouco bagunçado, afinal boa parte do lugar estava cheio de madeiras e equipamentos de diversos tipos e tamanhos, Kaguya então decidiu explorar o lugar vendo os equipamentos mais de perto.

- É impossível fazer um barco com o tempo que tenho Homura... Não posso abandonar o serviço na fabrica ou os homens da Orochi podem desconfiar e me silenciar. - dizia Aigami com um pouco de medo.

- Não precisa fazer um do zero, só precisamos de um barco que nos leve para lá. - afirmava Homura.

- Vai ser difícil escapar Homura... Eles vigiam tudo, inclusive a praia, mesmo com o barco se quiser escapar você vai ter que ser mais experto do que eles. - dizia Aigami.

- Isso me lembra dos tempos de estratégia durante a guerra... - disse Homura dando um longo suspiro.

- Sim... Nunca pensei que Katsuo pudesse estar se movendo novamente e atrás daquelas coisas... E essa garota... Você acha mesmo que ela pode dominar seu Seihō? - perguntava Aigami observando Kaguya com um olhar sério.

- Sim, ela a usou mesmo que sem domínio completo, acredito que com o treino na caverna Ryuusei ela possa domina-la... Como eu disse ela está determinada a isso, determinada a tentar parar Katsuo. - respondia Homura.

- Hahahaha... Nunca imaginei que um mercenário como você pudesse pegar alguém como discípulo... Realmente esse mundo não é mais o mesmo. - Brincava Aigami enquanto ria. - Podem ficar nos fundos até eu conseguir um barco, e não saiam de lá por nada... Não sabemos do que a Orochi pode ser capaz de fazer. - alertava Aigami ficando sério.

- Eles são tão perigosos assim? Perguntou Kaguya o fundo.

- Sim, são... É fácil perceber só de ver o que fizeram nesse lugar... - respondeu Aigami com um pouco de medo.

- Mas o que eles buscam? Dinheiro? Poder? Gloria? - perguntava Homura.

- Eu diria meu velho amigo que controlar tudo... Do jeito que as coisas andam, eles pretendem controlar todo o país, ao menos é o que eu acho, nunca vamos saber o que o líder da Orochi pensa. - dizia Aigami.

Enquanto a conversa seguia, Kaguya chegou a uma das paredes laterais do lugar onde ficavam algumas máquinas feitas para cortar e nivelar as madeiras, enquanto as observava, Kaguya notou algo de errado vindo do lado de fora. Pelas pequenas brechas que havia na madeira da parede e com ajuda da luz do lado de fora, Kaguya notou algo se movendo, um vulto havia passado por seus olhos rapidamente.

Logo em seguida, Kaguya foi até perto da entrada e lentamente abriu a porta, tentando olhar para fora por uma pequena brecha que se formou, Homura e Aigami estranharam a movimentação de Kaguya e logo ficaram de pé. De repente e devagar Kaguya fechou a porta e a trancou deixando seu mestre e Aigami com olhos assustados.

- O que foi Kaguya? - perguntou Homura.

- Sensei... Acho que estamos cercados... - respondia Kaguya ficando tensa.

- Como? - perguntou Homura fazendo um pequeno buraco na parede com sua espada e olhando para o lado de fora.

- E... E então...? - perguntou Aigami.

- Tem pelo menos 10 deles... Não parecem ter nos encontrado... - dizia Homura.

- Acha que estão nos procurando? - perguntava Kaguya.

- Pode ter certeza garota... Esse é o estilo da Orochi, sempre que forasteiros entram na cidade eles ficam sabendo de um jeito ou de outro, escapar da visão dos guardas e vigias é uma tarefa difícil. - dizia Aigami.

- Aigami Udogawa! Saia da oficina agora! Pelas ordens da grande Orochi vamos revistar o local! - gritava um dos homens do lado de fora.

- Mas... Como? Tomamos cuidado para não sermos vistos... - se perguntava Kaguya ficando tensa.

- Deve ter sido aquele cara de mais cedo... Ele deve ter reportado aos guardas... Se for mesmo isso, vacilamos feio. - dizia Homura com raiva.

- O que vocês farão? Se nos pegarem não vão poupar ninguém. - alertou Aigami.

- Aigami Udogawa, este é o segundo aviso! Vamos entrar a força! Homens em posição! - gritou o homem enquanto o som de passos podia ser ouvido cercando o local.

- Kaguya se esconda... Como você é a única de nós que faz parte do Shinsengumi eles podem estar visando você primeiramente... E isso pode ser um problema... Posso contar com você Aigami? - perguntava Homura.

- S-sim... Eu também não sou a favor dos métodos deles, mas sou obrigado a servi-los para sobreviver... Não sou mais como antigamente na época das grandes guerras, mas lhe ajudarei nem que seja meu último serviço. - dizia Aigami com um olhar sério.

- O que você vai fazer Sensei? - perguntou Kaguya preocupada.

- Não se preocupe... Vou lhes contar o que planejo... É arriscado, mas é o único jeito que temos de passar por esse cerco e chegar a Hokkaido! Prestem atenção só vou dizer uma vez... - respondia Homura explicando seu plano.

Alguns minutos depois.

- Senhor... Acho que está na hora. - afirmou um dos soldados do lado de fora para o capitão.

- Sim... Aigami Udogawa! Nós vamos entrar! Preparem-se! - gritou o líder do grupo enquanto todos sacavam suas espadas.

De repente, quando dois dos homens se aproximaram da porta a mesma se abriu os fazendo recuar alguns passos para trás, de dentro Aigami saia e a sua frente estava Homura com sua espada na cintura e suas mãos amarradas para trás. Os homens se surpreenderam e logo olharam para o líder que se aproximou de Homura e Aigami.

- Este... É o invasor, ele tentou me convencer a trabalhar para ele... Mas eu sou leal a Orochi... E então aproveitei a chance para captura-lo. - dizia Aigami com uma voz séria.

- Temos informações de que havia mais um... Uma garota... Onde está? - perguntou o líder dos soldados.

- Ela escapou... Não consegui prendê-la... - respondeu Aigami encarando o soldado nos olhos.

- Vocês quatro... - disse o líder apontando para seus homens. - Revistem tudo! - concluiu.

Os homens não demoraram e entraram na oficina de Aigami, cada canto do lugar era observado com muita atenção. Depois de alguns minutos de uma busca intensa os homens retornaram com a informação de que não havia ninguém em lugar algum.

- Vamos leva-lo para o castelo, equipe dois faça uma busca nas redondezas, se ela fugiu não deve ter ido longe, capturem-na viva! - gritava o líder do grupo para seus homens que responderam. - Aigami Udogawa... Volte para dentro, você receberá sua recompensa em breve, porém deixaremos alguns homens de vigia do lado de fora de sua oficina. - concluía o líder.

- Sim, tudo pela grande Orochi. - disse Aigami se curvando em respeito.

- Tudo pela grande Orochi! - disse o líder dos soldados levando Homura amarrado.

Os solados rapidamente se moveram buscando por Kaguya, enquanto Aigami observava Homura ser levado pelo líder do grupo que pegou sua espada, após tomar certa distância Homura olhou para trás e acenou com a cabeça para Aigami que acenou de volta.

E assim o plano arriscado de Homura começava, uma ideia que seria uma faca de dois gumes, porém se desse certo seria a única chance de conseguir realizar seu objetivo.

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