37° - O Porto das Serpentes!
Kaguya e Homura caminhavam tranquilamente pela estrada em direção ao porto onde poderiam seguir viagem rumo à ilha de Hokkaido. Segundo Homura, ambos poderiam seguir pelo mar através de um antigo amigo do mestre de Kaguya que cuidava de barcos na região do litoral. Alguém que poderia ser confiável o suficiente para que fizessem ambos seguirem viagem tranquilamente. Ao mesmo tempo Kaguya já planejava escrever um pergaminho e enviar de alguma forma a capital Kyoto, para que avisasse ao Shinsengumi sobre determinadas situações que presenciou no caminho.
Tudo parecia tranquilo durante a viagem, a floresta estava bem calma, pássaros voavam pelo céu azul, alguns animais nativos da região podiam ser vistos vagando por entre as árvores, alguns caçando algo para comer ou apenas andando pela floresta sem rumo. Ainda faltava cerca de algumas horas para a dupla de mestre e aluna chegarem a seu destino, foi quando algo interrompeu a caminhada de ambos.
Um homem surgiu parando alguns metros a frente da dupla, Kaguya e Homura pararam logo em seguida, observando aquele homem com Kimono azul, cabelos amarrado para trás e segurando a empunhadura de sua espada. Logo em seguida, outros quatro cercaram a dupla de pontos diferentes totalizando cinco misteriosos inimigos, tendo o homem de azul como o líder do misterioso grupo.
- Para onde pensam que vão? - questionou o homem.
- Somos apenas viajantes, não queremos problemas. - respondeu Homura enquanto Kaguya ficava tensa.
- Viajantes é? Não parecem ser isso, afinal estão portando espadas... Fizemos bem em ficarmos de olho em vocês na casa de chá... Bando de Ronins imprestáveis... - dizia o homem com um pouco de raiva sacando sua espada.
- Olha quem fala... O sujo falando do mal lavado. - disse Kaguya deixando os homens surpresos.
- Ora sua... Você vai pagar por isso. - disse o líder do grupo.
- Vocês não vão passar daqui! - gritou outro dos inimigos ao fundo.
- Só queremos ir ao porto nada mais, se nos deixar seguir você poderá evitar problemas também. - disse Homura.
- Hahahaha... Parece que vocês são de longe, não conhecem essa área pelo visto. - ria o líder do grupo.
- Como assim? - perguntou Kaguya.
- Nada do que vocês precisem saber... Mas saibam que o porto está inacessível para meros viajantes. - dizia o líder do grupo. - Acabem com eles! - concluiu enquanto todos sacavam suas espadas.
- Será que aconteceu alguma coisa com o porto para eles falarem assim? - se perguntava Kaguya.
- Provavelmente... Kaguya... Eles parecem ser perigosos... Deixe ao menos um vivo. - alertava Homura retirando seu chapéu de palha.
- Pode deixar Sensei! - afirmava Kaguya fazendo o mesmo.
Kaguya e Homura ficaram de costas um para o outro, enquanto isso os cinco inimigos circulavam ambos dando passos lentos, apenas esperando algum movimento vindo de alguém, esperando um primeiro e simples sinal para que pudessem enfim atacar seus inimigos. Homura e Kaguya analisavam todos os passos dos inimigos, a posição das pernas e como seguravam as espadas, a tensão tomava conta de todos quando o primeiro resolveu atacar.
Vindo do fundo pelo centro de frente para Kaguya, o homem desferiu um corte que foi bloqueado pela garota, Kaguya o empurrou com sua força e logo se voltou a atacar com cortes rápidos, seus movimentos obrigavam seu oponente a se manter na defensiva, enquanto os ataques de Kaguya se intensificavam, outros dois surgiram pelos lados, Kaguya afastou o primeiro combatente inimigo lhe acertando com um chute, ao ver o segundo se aproximar, bloqueou o golpe com sua espada, e logo o afastou também bloqueando assim o golpe do terceiro que se aproximava.
Após uma troca rápida de golpes entre Kaguya e dois oponente, seu primeiro inimigo surgiu também a cercando, Kaguya agora se via relembrando suas batalhas durante o teste do Shinsengumi onde passou por uma situação parecida. Três inimigos contra Kaguya, uma batalha intensa se desenrolava com movimentos rápidos de ataque e defesa, Kaguya conseguia se movimentar bem e contra atacar seus oponentes que não paravam de atacar. Após bloquear um ataque cruzado, Kaguya teve uma ideia e assim correu para dentro da floresta saindo da trilha, seus três inimigos logo a seguiram reiniciando assim o confronto.
Já Homura enfrentava dois inimigos incluindo o líder do bando de ladrões, o primeiro atacava com movimentos rápidos, ataques vindos de cima e das laterais tentavam atingir Homura que os bloqueava com certa precisão, as espadas se chocavam em uma dança de metal e faísca pelo caminho, foi então que o líder do grupo se juntou a batalha. Após afastar seu oponente com cortes rápidos que o derrubaram no chão, Homura se viu encarando o líder do grupo.
Homura sentia a cada troca de golpes que o homem possuía um pouco mais de experiência em combate, seus movimentos eram precisos, e a posição das pernas e a firmeza com que segurava a espada com as duas mãos demonstrava isso, ataques rápidos e cruzados obrigavam Homura a se manter na defensiva, porém Homura estava atento, durante a troca de golpes contra seus dois oponentes, o mestre de Kaguya esperava o momento certo para atacar com mais força, Homura enquanto se defendia estudava qual seria a melhor forma de finalizar o combate contra meros Ronins que impediam seu caminho.
E foi então que Homura teve sua chance. Durante a troca de golpes com os dois inimigos Homura recuou um pouco tomando certa distância de ambos, o primeiro veio ao seu encontro pronto para desferir um ataque rápido de cima para baixo, o líder do grupo veio pelo outro lado cobrindo a retaguarda de seu subordinado e pronto para desferir um golpe no momento em que seu servo desferisse seu golpe.
Homura se posicionou e se concentrou, com um movimento rápido de sua espada Homura bloqueou o golpe do primeiro homem e em seguida, Desferiu um corte cruzado rápido que fez o inimigo cair com um corte que cruzava seu corpo, o líder inimigo surgiu logo em seguida acertando Homura de raspão no ombro, Homura havia conseguido desviar no ultimo instante dando um rolamento para sua direita.
- Você é bom... Vamos ver como lida comigo Ronin! - dizia o líder do grupo voltando a atacar Homura.
Enquanto isso, Kaguya havia derrotado um dos seus oponentes com ataques cruzados mortais, a garota havia usado as árvores como apoio para que pudesse ter uma vantagem perante seus três inimigos. Agora a garota enfrentava seus dois oponentes restantes em uma troca rápida de golpes, Kaguya se movia bem e tomava cuidado com o espaço que tinha, afinal qualquer descuido seria fatal naquele momento.
Kaguya desviou indo para sua esquerda de um golpe vindo de baixo para cima e logo depois atacou seu outro oponente com um corte rápido cruzado. O homem recuou ao bloquear o ataque de Kaguya, porém a garota não parava. Kaguya dava mais ataques na tentativa de fazer seu oponente dar passos para trás.
Após alguns instantes o homem se viu cercado entre a árvore e Kaguya e por um momento de descuido, Kaguya desferiu uma rasteira que o jogou no chão o surpreendendo, em seguida sem hesitar Kaguya perfurou o homem na região do braço para impedir seu movimento com a espada, e logo depois deu um golpe na cabeça do inimigo caído para que ficasse desacordado.
O segundo oponente de Kaguya se aproximou golpeando a garota com ataques rápidos, Kaguya conseguiu desviar por muito pouco, porém alguns arranhões surgiram em seu braço e rosto, Kaguya se irritou um pouco, mas sem perder o foco. Primeiro se afastou e retomou sua posição de batalha, depois correu em direção ao inimigo dando golpes rápidos cruzados que foram bloqueados, Kaguya sabia que sua tática de antes não daria resultado uma terceira vez, então durante a troca de golpes Kaguya focou em outro ponto.
Depois de ver seu ataque sendo bloqueado, o inimigo desferiu um corte de cima para baixo seguido por uma estocada, Kaguya evitou os golpes indo para o lado, foi quando a garota viu ali sua chance, Kaguya se aproveitou da estocada para se aproximar e desferir um corte rápido na horizontal que derrubou o homem sangrando pelo chão. Para evitar mais problemas, Kaguya pensou bem no que fazer e mesmo com um pouco de remorso, Kaguya o finalizou com um golpe preciso em um ponto vital.
Kaguya sabia e já havia sentido como era matar alguém em uma guerra, em uma batalha, as memórias de sua raiva no castelo de sua família meses atrás era prova disso, Kaguya sabia que era a sua vida que estava em jogo e se manter viva em períodos conturbados era fundamental. Kaguya limpou o sangue da espada, mas não a guardou, Kaguya seguiu até o caminho vendo seu mestre em uma luta quase no fim contra seu oponente.
Homura atacava e defendia com precisão, porém seu inimigo dava trabalho, seus movimentos eram de alguém habilidoso, mas Homura sabia que podia vencer. O líder inimigo tentou dar ataques rápidos, porém Homura os evitava ao mesmo tempo em que tentou atacar com o mesmo golpe. Seu oponente se defendeu com um pouco de dificuldade, foi então que Homura intensificou seus golpes atacando com cada vez mais força obrigando o inimigo a se manter na defensiva.
O líder inimigo se irritava, seus golpes não encaixavam direito, e Homura conseguia evita-los com precisão, após um momento de descuido do oponente, Homura viu a sua chance de finaliza-lo, com um movimento preciso de suas pernas se aproximando com velocidade do corpo do homem, Homura conseguiu retirar a espada da mão do inimigo com um movimento cruzado preciso e depois desferir uma estocada no peito de seu oponente que caiu no chão.
Homura retirou a espada e viu o homem sorrindo enquanto sangue escorria por sua boca, Kaguya respirou fundo e guardou sua espada se aproximando de seu mestre que fazia o mesmo.
- Está tudo bem garota? - questionou Homura.
- Sim... Esses caras eram bons. - respondia Kaguya.
- Sim, mas pelo jeito não possuíam muita experiência em combate, o líder deles era prova disso... - afirmava Homura achando tudo muito estranho, principalmente pelo símbolo da serpente tatuado no braço dos homens.
- O que significa isso? - perguntou Kaguya vendo o mesmo no outro homem caído.
- Merda... Pelo pouco que sei de homens assim... Eles devem fazer parte de um grupo ou organização criminosa... Se for mesmo isso, enfrentamos uma equipe de baixo porte a julgar por suas habilidades. - respondia Homura.
- Não seria mais sábio ter deixado o líder vivo? - perguntou Kaguya.
- Sim... Seria, mas eu me empolguei um pouco... - respondeu Homura.
- Deixei um desacordado ali atrás, podemos arrancar informações dele. - afirmava Kaguya apontando o local.
- Certo... Vamos ver o que ele sabe. - disse Homura indo ao local indicado com Kaguya logo atrás.
Após alguns minutos, o homem desacordado despertava, porém não conseguia se mexer, Kaguya e Homura estava com as espadas apontadas para seu pescoço e qualquer movimento por parte do homem seria fatal para ele. O medo tomava conta de seu rosto e ele sabia que todo cuidado ali seria pouco, afinal agora sua vida dependia dos dois samurais a sua frente.
- Por que não me mataram ainda? - perguntava o homem assustado.
- Por que precisamos de você... Seu grupinho nos deixou com algumas perguntas que devem ser respondidas. - respondeu Homura.
- E você vai respondê-las... Ai quem sabe te libertamos. - dizia Kaguya dando uma piscada para o homem.
- N-não... V-vou... F-falar nada... - dizia o homem tremendo de medo.
- Tem... Certeza? - questionou Homura dando um leve arranhão no pescoço do homem.
- Certo! Certo! Só não me matem! - dizia o homem com medo.
- O que vocês disseram sobre o porto? O que significa? - perguntou Homura.
- Vocês... Não devem saber, mas o porto... Está sob nosso controle... - respondeu o homem.
- Como assim nosso? O que são vocês? - perguntou Homura novamente.
Algumas horas depois. Colina próxima à cidade portuária ao norte de Aomori.
- Mas... O que é isso? - questionava Kaguya surpresa.
- O que significa isso? - perguntou Homura para o homem ao seu lado que os acompanhou até a colina onde estavam.
- É exatamente como estão vendo forasteiros... Mesmo que chegassem aqui... Vocês não teriam acesso ao porto... Por que nós estamos sob o controle da região... Bem vindos... Ao Porto das Serpentes. - dizia o homem com um leve sorriso.
Do alto da colina, Kaguya e Homura possuíam uma visão ampla da cidade portuária à frente, suas casas espalhadas por uma vasta região se conectando a região do mar onde os barcos estavam estacionados, algumas fábricas e lojas de marceneiros que produziam os veículos marítimos, galpões de pesca, e algumas pessoas e samurais nas ruas, sendo estes guerreiros em patrulha ou dando ordens as outras pessoas.
Porém o que chamava a atenção do local e da cidade em si, era o fato de haver um castelo recém-construído na região mais ao norte, mas seu design era diferente, afinal, havia uma serpente esculpida rodeando o castelo.
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro