Capítulo 1
https://youtu.be/h7BCOvwHonM
Se tem uma coisa que eu amo mais que chocolate são os livros. Eu amo ler, amo sentir aquele cheiro que as páginas amarelas carregam entre si, amo folhear cada folha, sentir a textura das palavras cravadas na brochura da capa. Quando o livro é capa dura então, misericórdia! Fico apaixonada! Não a nada melhor que um livro, acredito que livro deveria ser até um elogio. Já pensou chegar na pessoa amada e dizer: Você é tão livro! Iria ser um baita de um elogio!
Quando estou triste sempre leio um livro. Leio algo engraçado e leve? Não! Procuro livros que me causam uma enorme sofrência, aqueles livros bem clichês em que um dos protagonistas tem câncer ou uma doença fatal e que você sabe que ele vai morrer, mas acaba lendo até o fim porque é trouxa demais para abandonar uma leitura, e porque é mais boba ainda por se apaixonar por um cara (personagem) que nem existe. E aonde alguém como eu, fanática por livros poderia trabalhar? Em uma livraria é claro! Desde que eu tinha dezesseis anos que eu trabalho na livraria dos sonhos. O dono (ou melhor a dona) do lugar era a senhora Joana, uma senhorinha gente fina que me dava um livro de graça todo fim do mês. Trabalhar lá era um sonho, por isso nunca passou pela minha cabeça sair daquele emprego.
— Sabe, abriu um concurso público para dar aulas na prefeitura. Você poderia tentar — meu pai falou naquela manhã ensolarada enquanto tomávamos o nosso café, reunidos na pequena mesa de quatro lugares da cozinha. Eu já sabia aonde ele queria chegar, o meu pai queria que eu mudasse de emprego. Ele acreditava que eu não tinha futuro na livraria, que eu tinha potencial para conseguir alguma coisa melhor, mas ele não entendia que aquela era a minha vida e que eu queria ficar no meio dos livros.
— Sei... — não conclui a frase e dei um alto suspiro enquanto bebericava um pouco o leite com café.
— O salário é ótimo! E você não teria uma grande jornada de trabalho — ele disse orgulhoso com a cara redonda enfiada nas páginas amarelas do jornal.
— Hm — Revirei os olhos e tentei me concentrar no pão com manteiga.
Geralmente as nossas manhãs eram assim. Sentávamos a mesa para fazer o desjejum, e o papai sempre começava a tagarelar sobre política, economia e tinha alguma sugestão de emprego para mim. "Você viu? Estão contratando na cerâmica para trabalhar no escritório, eles pagam tão bem". " A loja de carros do Luís está precisando de vendedores, tem plano de saúde! Que maravilha! P L A N O D E S A Ú D E" Minha mãe sempre o observava de soslaio e o meu irmão nunca prestava atenção em nada já que o seu estômago era do tamanho de um avestruz. Jonathan estava sempre comendo, eu particularmente não me lembro de conversar com ele sem notar que a sua boca estava cheia. Eu e a minha mãe tínhamos que ser rápidas nas refeições, caso contrário ficaríamos sem comida, eu estou falando sério.
— Deixa a menina, homem — minha mãe falou assim que terminou o seu café da manhã, ela levantou da mesa, os seus cabelos ruivos iguais aos meus balançaram quando encontraram o vento suave que adentrou da cozinha através do vitrô da janela. Minha mãe era igualzinha a mim, toda vez que eu a observava eu conseguia me enxergar nela. — Ela gosta de trabalhar na livraria, desista. Margot só vai sair de lá morta.
— Acho um absurdo isso — papai retrucou. Ele era um homem alto e robusto, seu rosto era sério com grossas linhas de expressão além das sardas, pode parecer estranho, mas ambos os meus pais eram ruivos. Ambos tinham descendência escocesa. Mamãe e papai se conheceram na Escócia quando os dois foram visitar alguns parentes que ainda moravam lá. Tanto a minha mãe quanto o meu pai se apaixonaram no mesmo instante que se viram, resolveram juntar os trapos e hoje estão juntos tendo eu e o meu irmão como adoráveis filhos. — Ela se formou em letras, já era para estar dando aulas ou ter saído dessa cidade e procurado emprego em alguma editora grande da capital.
— Como se fosse fácil — me defendi. — Eu tentei estágios em editoras, tentei um emprego depois que eu me formei em uma editora em Campinas, mas não consegui. A gente sabe que só entra nesses lugares com recomendação.
—Você deveria tentar outra vez — ele insistiu. — Não pode trabalhar a vida inteira na livraria. A Joana está doente, logo ela bate as botas e a livraria vai ter que ser fechada!
— Vira essa boca pra lá, homem! — minha mãe rebateu. — O que a Margot ganha pode não ser muito, mas é o necessário para pagar as nossas contas.
Mamãe olhou para mim e deu uma piscadela, assenti com um sorrisinho torto no rosto.
— Sim, papai. Se ficássemos dependendo do seu salário de aposentado estávamos todos mortos de fome.
Meu pai abaixou o jornal e fez uma careta.
— Você queria o quê? Esse país é horrível! Não trata bem os aposentados, e a propósito não é o seu salário que nos salva, mas sim o do seu irmão. Até a sua mãe ganha mais que você vendendo avon.
— Isso não é verdade! Mamãe deu sorte no mês passado, só isso. E Jonathan não ajuda tanto assim.
— Ajudo sim! — Jonathan se intrometeu. — Tive que pagar o conserto do carro e fiquei com todas as despesas do supermercado, já que o pouco que você ganha você gasta com livros.
— Não é justo! Eu não gasto todo o meu salário com livros! — Pensei um pouquinho, talvez eu gaste mais do que devia, mês passado comprei nove livros, mas eu não tive escolha, a Saraiva estava com uma mega promoção. — A questão é que estou guardando dinheiro para o meu casamento.
— Guardaria mais dinheiro se arranjasse um emprego que paga mais — Jonathan falou levantando da cadeira, ele se aproximou da mamãe e deu um beijo molhado no seu rosto enquanto ela lavava a louça, depois colocou a mão no ombro do papai. — Não sabia que você ia casar com o Rodrigo, corajoso ele ein!
Jonathan roubou uma maçã e piscou para mim antes de sair correndo para fora. Eu quis socar a cara dele, aquele guloso de uma viga!
— Vai mesmo casar? — Agora era a vez do meu pai perguntar.
— Esse é o plano — respondi. — Namoro há dois anos, já está na hora não acha?
— Gosto do Rodrigo, você gosta dele benzinho? — meu pai perguntou para a minha mãe que logo assentiu. — Ele é um cara ambicioso, sonha alto, e está crescendo na empresa de corretores, você devia aprender com ele.
— Não quero ser corretora — falei.
— Esse é o problema, Margot. Você não quer ser nada.
— Chega dessa discussão — minha mãe falou desligando a torneira e virando-se para nós. — Margot tem um bom emprego, Jonathan está indo bem lá na cerâmica, não somos ricos, mas graças a Deus nunca faltou nada. E agora a nossa filhinha mais nova vai se casar!
Ela sorriu para mim e eu devolvi o sorriso. Sim, vou me casar!
— Ele já fez o pedido? — ela indagou.
— Ainda não, mas a gente sempre está conversando sobre isso.
Na verdade, nós dificilmente conversávamos sobre casamento. Mas eu sabia que em breve ele me pediria, ás vezes Rodrigo comentava que havia visto no trabalho uma casa perfeita para nós dois morarmos. Ele nunca havia falado diretamente, mas eu sabia que o pedido logo aconteceria.
— Se ele quiser casar com a nossa filha ele precisa falar com a gente primeiro.
— Ele vai falar, homem. Rodrigo é um rapaz direito, eu sempre soube que ele iria fazer a nossa filhinha feliz.
Me senti mais leve depois disso. Tudo estava perfeito para mim. Eu tinha o emprego dos sonhos e o namorado perfeito, me senti igual as protagonistas de livros que eu lia. Levantei da cadeira com um sorriso bobo no rosto e peguei as minhas coisas. Beijei os meus pais no rosto e eles suspiraram e riram de mim quando eu fiz isso.
— Mulher apaixonada é fogo!
— O senhor me ama né, papai?
— Só um pouquinho. — Ele sorriu fazendo com que as suas covinhas aparecessem no canto dos lábios e então piscou.
Cantarolei durante todo o caminho até o trabalho. Eu ia trabalhar de bicicleta mesmo já que o insuportável do meu irmão não deixava eu dirigir o Monza, ele dizia que eu era um perigo no trânsito. Papai também não confiava muito em mim nesse quesito e nunca deixou que eu comprasse um carro ou uma moto. " Ainda bem que o Rodrigo dirige, assim fico mais tranquilo".
O dia estava uma delícia, com as nuvens brancas pintadas no céu, o sol quente beijando suavemente o meu rosto e a brisa fresca que dançava em torno de mim. Era difícil pedalar com aquele vento insistindo em levantar o meu vestido de chita para cima, uma mão no pedal e a outra na barra do vestido. Talvez eu não devesse pedalar de vestido, mas que se dane! Eu adorava os meus vestidos floridos de chita, eu me sentia livre com eles.
Eu e Rodrigo estudamos juntos no ensino médio, porém foi apenas depois que eu notei a existência dele. Rodrigo era um dos populares do colégio, e eu a nerd esquisita. Eu estava na faculdade quando o conheci de verdade, sem aparelhos e sem espinhas horrendas no rosto. Ele fazia administração e eu letras, como a faculdade era em outra cidade íamos de van. Com o passar do tempo começamos a conversar e quando eu vi já tinha um anel de compromisso no meu dedo direito. É, as idas aos barzinhos nas sextas feiras para descontrair funcionaram.
Quando eu cheguei na livraria Teodora já estava lá arrumando a vitrine colocando alguns lançamentos em destaque.
Ela era a minha única e melhor amiga. Eu tinha cinco anos quando a conheci, os pais de Teodora se separaram e ela foi morar com a mãe na rua de casa. Era uma tarde ensolarada, fim de verão quando eu a vi pela primeira vez. Ela estava sozinha sentada na guia da calçada encarando o tênis da Xuxa que ela havia ganhado do pai dela no seu aniversário, com o corpo inclinado e os braços entrelaçados nas pernas, os olhos cabisbaixos. Achei estranho quando notei que ela estava chorando, soluçando baixinho enquanto gritos que vinham da sua casa eram escutados por todos do bairro.
Eu parei a minha bicicleta do lado dela, minha mãe sempre disse que não era gentil ver alguém chorando e não tentar ao menos consolá-la. Eu a encarei esperando que ela erguesse os olhos, mas nada, ela não me olhava. Estava ficando impaciente com ela, eu queria continuar andando de bicicleta pelo bairro, naquele ano eu tinha ganhado uma bike da Penélope Charmosa, e eu simplesmente amava a Penélope charmosa e a corrida maluca.
— Você quer andar de bicicreta? — perguntei a ela depois de longos minutos em silêncio.
— Eu não tenho bi- ci-cle-ta — ela disse de um jeito rude, franzi a testa.
— Eu te empresto a minha — falei tentando ser gentil, eu nunca tinha nenhuma amiguinha para brincar comigo, as meninas do bairro preferiam andar com os garotos mais velhos e o meu irmão só sabia me bater e depois choramingar porque eu revidava.
Ela ergueu os olhos tristes, seu cabelo loiro claro estava partido ao meio prendido em duas marias Chiquinha.
— Como você se chama? — Quis saber esfregando as mãos sujas no rosto limpando assim as lágrimas.
— Margot — falei cheia de orgulho, pois eu amava o meu nome. — Você nunca mais na sua vida vai conhecer alguém com esse nome. E você? Como se chama?
— Teodora — ela também respondeu cheia de orgulho. — Você também nunca mais vai conhecer alguém com esse nome.
Nós rimos, ela levantou e ficamos andando de bicicleta a tarde inteira. Dividíamos a minha bike da Penélope Charmosa, depois no fim da tarde, tomamos sorvete, subimos em cima das árvores e ficamos espiando o cemitério que ficava ali perto. Eu contei a ela que eu queria ser filha única, pois Jonathan roubava a minha comida, e ela me contou que queria que os seus pais fossem amigos, pois mesmo separados eles ainda brigavam muito.
Aquilo foi só começo para o início da nossa amizade, os anos passaram e Teodora foi morar com o pai, pois a sua mãe tinha sérios problemas com a bebida. Passamos a nossa adolescência indo no shopping no fim de semana, nos shows do Grêmio da cidade e andando de skate no Lago Azul. Compartilhávamos da mesma paixão por livros e logo conseguimos o nosso primeiro emprego em uma livraria nova da cidade e então passamos a trabalhar juntas.
— Bom dia. — Ela sorriu quando me viu. — Sonhou com alguém especial? Está com a pele bonita.
— O que isso tem haver? — indaguei enquanto colocava o avental amarelo com o slogan da livraria.
— Minha mãe sempre diz que a pele fica linda depois de uma noite de amor. Mas como você é virgem, tenho certeza que sonhou com algum bonitão.
— Bem, eu sempre sonho com um certo rapaz cujo o nome começa com R e termina com O.
— Não me diga — Teodora falou com um certo sarcasmo em sua voz, eu ri.
— Acho que ele vai me pedir em casamento — falei animada.
— Sério? Até que enfim! Pensei que ele nunca fosse pedir, mas como você sabe?
— Eu não sei é só um pressentimento, já estou até guardando uns trocados pra pagar o vestido.
— Pressentimento? — Teodora balançou a cabeça e emitiu um estalo com a língua. — Querida você nunca leu nenhum chick list? Quando a mocinha pensa que o mocinho vai pedir ela em casamento ele não pede, e ela fica com cara de tacho.
— Não estamos em um livro Teodora, isso é vida real — falei enquanto me aproximava das caixas lotadas de livros novos, observei os títulos dos novos exemplares, já pensando em qual eu iria comprar.
— Bem, livros são escritos através de experiências reais.
— Nem sempre, Teodora.
— Enfim, o que eu estou tentando dizer é que você não deve se iludir, é melhor conversar com ele sobre isso.
— E pedir ele em casamento?
— E por que não?
Suspirei alto.
— Teodora eu quero muito me casar com o Rodrigo e sei que ele também quer se casar comigo, visto que nós namoramos há dois anos e nunca fizemos sexo. Rodrigo sempre respeitou a minha promessa de me casar virgem e às vezes ele comenta sobre alguns imóveis interessantes que ele acha que nós dois poderíamos morar juntos. É claro que logo ele vai me pedir em casamento.
— Tudo bem mocinha, só tome cuidado para não se decepcionar. — Ela colocou as mãos na cintura. — Você realmente parece aquelas protagonistas clichecentas que a gente lê nos livros.
— Quê? Não!
— É sim, vai até se casar virgem!
— Você sabe que eu sempre quis casar virgem, é tipo um sonho meu, algo que eu sempre quis pra mim. Mas quer saber? Foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida! Um relacionamento não pode ser baseado somente no sexo, é necessário que você conheça o cara, converse com ele, conheça suas reais intenções. Se ele te amar de verdade irá te esperar assim como o Rodrigo está esperando por mim.
— Rodrigo! Rodrigo! Esse cara é um santo! Ele não tem defeitos não?
— Tem sim, mas eu prefiro ignorá-los.
Teodora e eu passamos a manhã inteira arrumando as prateleiras que se estendiam por toda a livraria. Notei que o número de clientes havia diminuído e que no período da manhã havíamos vendido apenas um livro. Na hora do almoço Teodora e eu fechamos a loja e fomos comer na cozinha dos fundos. Enquanto nos deliciávamos com as nossas respectivas marmitas cuja a mistura era um ovo frito, Teodora lamentava o fato de estar grávida.
— Não posso nem pintar o cabelo, por isso essa raiz horrível — ela reclamou apontando para os fios verdes dos seus cabelos. Teodora sempre pintava o cabelo com as cores mais extravagantes que existiam, porém teve que parar com isso quando descobriu que estava grávida de três meses do seu marido Lucas.
— Eu não aguento mais, quero sempre fazer xixi. Estou enorme de gorda, cinco quilos a mais! Meus pés aumentaram, os meus seios estão sensíveis. E o sexo é horrível porque eu odeio sexo anal e oral, mas eu ando com muito desejo...
— Podemos mudar de assunto? — a interrompi enquanto engasgava com o refrigerante.
— Quer um conselho de amiga?
— Não.
— Vou dar mesmo assim: Não case! É um pesadelo. Meu marido não sabe usar a tampa da privada, ele pendura a cueca no registro do chuveiro. Fora que ele peida embaixo do cobertor, e toda vez que eu olho para ele eu lembro da minha mãe me dizendo no dia do meu casamento que eu deveria fugir para bem longe. Droga! Por que eu não ouvi a minha mãe? A gente devia ouvir mais as nossas mães. O pior é que todo domingo eu tenho que ver a cara dele enfiada na televisão assistindo ao jogo do Corinthians e se entupindo de cerveja e churrasco, aí depois a noite ele quer transar, e tenta me beijar com aquele bafo de cerveja horrível.
— Seu casamento é tão legal.
— Sim. — Ela concordou balançando a cabeça positivamente.
— Não entendo, por que os homens não são como nos livros? Românticos, cavalheiros, cheirosos...
— Eles continuam cheirosos, mas ainda arrotam e colocam o dedo no nariz.
— Argh! Você é nojenta!
— E você acha que o seu maravilhoso Rodrigo não faz essas coisas.
— Eu prefiro não descobrir.
— Mas vai descobrir quando se casar com ele.
— A questão é que não se fazem mais homens como o senhor Darcy.
— Acontece que nunca existiu um senhor Darcy. Mesmo naquele tempo os homens já eram uns cretinos.
*
Mais tarde na livraria Teodora e eu ficamos folheando os lançamentos já que não havia nenhum cliente, a não ser que as moscas contassem.
— Por que esses livros fazem sucesso? São tão ruins! — Teodora reclamou enquanto segurava um exemplar que havia um homem seminu na capa.
— Não entendo... por que os patrões nesses livros são tão bonitos? Na vida real o seu patrão é sempre um baixinho tarado e horroroso!
— Eu queria ter um patrão gostoso, mas você tem razão isso não existe, pelo menos não em Rio Claro.
— E por que as mocinhas desses livros são tão desastradas? Elas não conseguem nem andar sem tropeçar em alguma coisa! Será alguma doença?
— Mal de Bella — Teodora me respondeu.
— Mal de quê?
— A Bella do Crepúsculo, só porque ela era desastrada e o livro fez sucesso, todo mundo passou a copiar isso, entende?
— Passaram a copiar o Edward também, porque todos os caras de livro têm um segredo sombrio.
— O único segredo sombrio que o meu marido tem é que ele tem intestino preso e demora duas horas para conseguir fazer o número dois.
— Ai meu Deus! — Acabei rindo. — Não entendo também essa síndrome de sou perigoso, sofri no meu passado e agora vou tratar todo mundo mal. Se um cara fosse grosso comigo eu mandava ele ir pra China! Não estou nem aí se ele sofreu muito no passado, vá procurar um psicólogo querido!
— E não é — Teodora concordou comigo.
— Olha só! O que vocês duas tanto conversam? — Uma voz masculina falou atrás de nós.
— Rodrigo? — Me assustei quando o vi, mas logo pulei em seus braços e o beijei. Rodrigo era um dos caras mais lindos que eu já vi em toda a minha vida. Moreno, alto, braços largos e bem definidos, maxilar quadrado, olhos castanhos realçados por longos cílios espessos e uma boca bem desenhada em seu rosto cor de oliva. — O que faz aqui, amor?
— Vim convidar o meu raio de sol pra jantar.
Teodora revirou os olhos e sorriu com deboche.
— Raio de sol? — ela falou. — Que cafona!
Rodrigo piscou pra ela e me puxou para mais perto dele.
— Jantar? Não posso, tenho clube do livro hoje.
— Amor, eu marquei com um casal de amigos, por favor, vamos? — Repuxou os lábios e fez um beicinho charmoso.
— Que casal? Se for o Jefferson e aquela namorada dele pode esquecer — falei me lembrando do desastre que foi na última vez que saímos com outro casal. O tal de Jefferson ficou tão bêbado que discutiu com todos do restaurante.
— Não — ele disse de um jeito tranquilo. — São pessoas legais, você vai gostar deles.
— Mas e o clube do livro?
— Eu compro dois livros pra você.
Meus olhos brilharam quando ele disse isso, como resistir a algo assim?
— Dois? — perguntei sorrindo como se fosse uma criança que acabara de ganhar um doce.
— Sim — ele confirmou rindo de um jeito malicioso.
— Eu posso escolher?
— Claro meu raio de sol.
— Ok, então. — Pisquei para ele.
— Eu também quero um livro — Teodora resmungou, mas Rodrigo a ignorou.
— Eu passo às sete na sua casa, ok?
— Sim — respondi feliz porque ia ganhar dois livros, mas então me lembrei do encontro duplo. — Quem são esses seus amigos?
— Raul e Luana.
***************
OIII
CHEGUEI!!!! RSRS
RESOLVI COMEÇAR A POSTAR ESSA HISTÓRIA!!!
POIS BEM, ESTOU REVISANDO E REESCREVENDO ALGUMAS COISINHAS, POR ISSO VOU POSTAR UM CAPÍTULO POR SEMANA, OK? PELO MENOS ATÉ EU TERMINAR DE POSTAR ESTRELAS DE PAPEL. ENFIM, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DESSE CAPÍTULO E ME CONTEM NOS COMENTÁRIOS O QUE ACHARAM DA HISTÓRIA.
BEIJINHOS ♥
INSTAGRAM: @michelebatista1
OBS: ASSISTAM O BOOK TRAILER NO INÍCIO DO CAPÍTULO
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro