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Capítulo 39- #VEDANOWATTPAD22

Oi amores, tudo bem? Sofri pra escrever esse capítulo :( No final vocês vão entender.




Livro A garota que eu nunca vou ter página 275

Meu pai estava sentado na sua cadeira preferida. Estávamos em Hamptons em nossa casa que ficava de frente para o mar.

Ventava muito naquele dia fatídico, o mar estava agitado, as ondas estavam furiosas e o céu era um show de cores escuras. Liguei a lareira para aquecer um pouco o lugar e coloquei uma manta em cima do meu pai que estava quase cochilando na sua cadeira favorita. Ele estava com uma aparência lamentável, os últimos estágios do câncer acabavam com a pessoa. Meu pai perdera todos os fios de cabelo, seu rosto estava pálido e os seus lábios estavam rachados e secos, ele bebia muita água para se hidratar, porém não era o suficiente. Suas linhas de expressão estavam mais grossas e as rugas de sua testa insistiam em ficar lá, além disso, ele perdera muito peso, por causa da quimioterapia, e acabara ficando mais magro do que eu. George Connor, meu pai, estava morrendo.

Os últimos meses foram tão difíceis. Ter que lidar com a gravidez da Lisa e acompanhar o meu pai nas seções de quimioterapia foi tão exaustivo, contudo eu fazia de tudo para ficar perto dele. Eu absorvia cada momento, cada detalhe do seu rosto cansado, da sua voz trêmula, do som grave da sua risada, e até mesmo a sua imitação perfeita do bob esponja. George sorriu durante todo esse tempo, ele manteve o bom humor e nunca reclamou de absolutamente nada.

Ele havia sido um guerreiro durante todo esse tempo, lutando bravamente para sobreviver. Teve várias noites que eu pensei que ele iria partir, mas ele me enganara e acabara voltando. Ele queria ver a Agatha nascer e viu. Ele chorou quando a segurou no colo pela primeira vez e eu chorei enquanto segurava a máquina fotográfica e registrava o momento, eu vou lamentar todos os dias da minha vida por não ter aproveitado o meu pai, foi preciso ele ficar doente para eu perceber o quanto a figura dele era importante na minha vida. Eu vou amá-lo para sempre e eu sei que ele nunca vai se esquecer de mim.

A vida é muito curta ao lado das pessoas que nós amamos, meu pai me ensinara isso. Mas agora eu sabia que ele iria ir embora, ele esperou ver o rosto da minha garotinha para partir. Insistiu que viajássemos para Hamptons em plena segunda feira, minha mãe queria vir conosco, mas ele não deixou, disse que era uma viagem somente para meninos. Ele se despediu dela e lhe deu um beijo apaixonado, ele usava cadeira de rodas, mas mesmo assim levantou e a beijou do jeito mais apaixonado que um homem pode beijar uma mulher. Ele a pegou em seus braços e cheirou o pescoço dela e sussurrou em seu ouvido algo que eu não consegui escutar, acredito que tenha sido um abafado "eu te amo". Quando ele se despediu minha mãe caiu de joelhos no chão e chorou desesperada. Eu a olhei com pena enquanto caminhávamos para o carro, mas meu pai não. Ele não se virou para encarar o rosto banhado de lágrimas da minha mãe. Ele continuou preso na sua cadeira e fechou os olhos e começou a cantar baixinho uma música do queen para tentar abafar dos seus ouvidos o choro dela.

Partimos para o litoral, já fazia um dia que estávamos aqui, e ele parecia cada vez mais debilitado. Não fazia nem um mês que eu havia enterrado Lisa, eu não queria ter que lidar com mais uma perda tão cedo, ainda mais uma perda tão grande quanto essa. Eu ficava pensando sobre isso também, como eu criaria uma criança, sozinho? Minha mãe estava me ajudando e ela havia contratado também uma babá, mas eu gostava tanto de cuidar do meu bebê que a coitada da babá acabara se tornando inútil. Minha mãe me ligava a cada meia hora para saber como estava o meu pai. E toda a hora que eu dizia que ele estava bem, ela chorava baixinho do outro lado da linha e dava graças a Deus porque o seu marido não havia morrido ainda. Era uma angústia terrível, porque infelizmente nós sabíamos que ele não iria durar, mas mesmo assim ainda tínhamos esperança.

Logo começou a chover os raios lá fora dançava no céu, um trovão caiu o som dele era tão forte e assustador que o meu pai pulou da cadeira e acordou assustado do seu cochilo.

- Pai, você está bem? -Me aproximei dele que se esquentava perto da lareira.

Ele olhou para a enorme janela que dava vista direto para o mar.

-Me leve até lá - ele falou apontando para a janela.

Eu não neguei seu pedido. Segurei-o em meus braços e o coloquei na cadeira de rodas com muito esforço. O levei até a janela e falei:

- O senhor não comeu nada, vou fazer uma sopa quente para nós - falei assim que o deixei onde ele queria pronto para ir à cozinha.

- Fique, por favor - ele pediu com os olhos presos em mim, havia algo em seus olhos, algo que eu não sabia explicar. - Pegue uma cadeira e se sente aqui ao meu lado. Não estou com fome.

Fiz o que ele pediu e coloquei uma cadeira ao lado dele. A janela era tão grande que ambos acabamos cobrindo-a.

- Abra a janela - meu pai pediu.

- O quê? Não posso...

- Abra a janela, por favor - Ele tocou no meu braço, sua mão estava tão fria.

Eu estiquei minhas mãos e abri a janela e tomei um susto com a beleza extraordinária que invadiu os meus olhos ao ver o deslumbre do mar sendo invadido por raios enquanto o céu era cinza e tinha pequenos toques de preto. Algumas gotas de chuva molharam os nossos rostos, entretanto a maior parte da chuva molhava a varanda. Era fim de tarde e um pequeno vestígio do sol ainda estava no céu. Meu pai olhou admirado para aquela pequena miragem, ele assim como eu estava admirado com o vento forte balançando as ondas do mar que vinham furiosas em nossa direção, entretanto quebravam quando chegavam à praia. O contraste do azul do raio e do cinza do céu era tão melancólico e belo que eu acabei falando um palavrão baixinho. Meu pai sorriu e eu vi quando ele fechou os olhos, pensativo.

- Pai? - perguntei a ele fazendo com que ele olhasse para mim.

- Jace. - Ele sorriu. - Obrigado.

Ele voltou a olhar para o mar que estava raivoso.

- Eu sei o que você está pensando - ele falou.

- Em o que estou pensando? - perguntei olhando nos olhos dele.

- Em o que você vai fazer. Você não tem a mínima ideia de como vai criar a minha neta.

Eu assenti e sorri, isso era verdade.

- Eu pensei o mesmo quando você nasceu. Fiquei apavorado, e olha que eu tinha a sua mãe.

- Eu não sei - falei. - Antes o plano era a Lisa cuidar da Agatha e eu vê-la nos fins de semana, enquanto isso eu estaria na faculdade, mas a Lisa não seguiu os nossos planos. Eu sabia que a gravidez era de risco, mas nunca pensei que...

Eu abaixei a cabeça e senti quando uma lágrima desceu e percorreu o meu rosto, eu não queria que ela tivesse morrido. Lisa era tão jovem, Agatha nunca irá conhecer a mãe.

- Você ficaria com ela se ela não tivesse morrido?

- Não - respondi -, eu nunca a amei desse jeito, mas eu e ela éramos amigos. Foi só uma noite e essa noite mudou tudo.

Ele respirou fundo e lambeu os seus lábios querendo umedecê-los.

-Você nunca vai saber como criar a sua filha, nem mesmo quando ela tiver grande. A única coisa que eu sei é que você sempre vai saber o quanto você a ama, e esse amor só vai aumentar ao longo dos anos.

- Foi assim comigo? - perguntei com o coração inflado.

- Sim, é assim todos os dias. A cada dia que passa esse carinho só aumenta.

Ele pausou para recuperar o ar, seu pulmão estava fraco.

- Você vai conseguir Jace, você vai ser um bom pai e um dia vai ser um bom marido também, vai lançar o seu livro e eu vou estar lá te observando. Você vai ser feliz meu filho, sabe por quê? Porque pessoas boas são felizes.

- Eu...

Não consegui falar, segurei as lágrimas porque eu não queria que isso dificultasse ainda mais pra ele.

- Eu te amo, filho.

- Eu também te amo, pai. - Olhei para o mar sentindo o meu rosto inflamar.

- Um dia a gente vai se ver de novo.

- Ok - arfei.

Logo depois a brisa fria do mar atingiu o meu rosto, enquanto as ondas se acalmaram milagrosamente e um pequeno raio de sol iluminou os nossos rostos. Naquele momento eu soube que o meu pai havia partido junto com o pôr do sol.



Recado: Logo depois que AGQVNQ acabar vou postar um conto spin off do Lee, em breve posto mais informações. O conto já está disponível para vocês adicionarem na biblioteca. Será uma história em que conheceremos mais sobre esse personagem polêmico kkkk Logo depois da postagem desse conto será a vez do Landon ter sua história contada, também em formato de conto. Que outros personagens secundários vocês gostariam de conhecer mais?

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