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Portal para o Inferno

Susan pvo---

O nevoeiro finalmente baixou. Conseguimos já ver a cidade toda e mesmo com o nevoeiro a dar pelos nossos joelhos vemos a praça repleta de pessoas armadas e à frente de todos eles estão Eleanor, John e Jack.

- Eles julgam que estão a fazer o quê?- pergunta a minha mãe atrás de mim enquanto corremos na direção deles.

- O QUE SE PASSA AQUI?!- pergunto quando chego, exausta por correr e curiosa.

- Decidimos tomar uma iniciativa. E as pessoas da cidade também. Parece que querem lutar.- diz Eleanor a sorrir. Quando tento dizer algo ouço um estrondo enorme, outra vez, e vejo um monstro enorme junto à antiga barragem.

- O QUE É AQUILO?- pergunta Eleanor assustada. Ouço os gritos de lamento e de medo da população atrás de nós.

- Aquilo é o Lúcifer.- diz Jack de boca aberta.

- Ele vai matar-nos a todos, como nos diziam no Inferno!- diz John. Corro para os rapazes.

- ALGUÉM VOS DISSE COMO ENVIÁ-LO DE VOLTA PARA O INFERNO?- pergunto a abanar John. Ele faz uma careta e diz por fim.

- NÃO SEI!!- ele abraça Jack.

- Temos que fazer qualquer coisa. O Richard e o pai dele ainda estão desaparecidos.- com tanta confusão reparo que os outros pais já chegaram e apenas o meu namorado e o seu pai continuam desaparecidos. E depois lembro-me de Cristine e de Fred mas sou puxada para fora destes pensamentos.

- AQUELA... A ANGRBODA ESTÁ MORTA!- grita a minha mãe chocada.

- CUIDADO!- grito e empurro-a para o lado, a tempo de escapar da cabeça da demónio que Lúcifer tinha arremessado contra nós, vindo a embater na biblioteca e provocando o colapso do edifício.

- CRISTINE!- grito para o ar. Estou assustada. Não posso perdê-la, não a ela. Começo a correr na direção da biblioteca mas John impede-me, agarrando-me pela cintura.- LARGA-ME! ELA ESTÁ EM PERIGO!

Ouço alguns pedidos de ajuda mas ignoro-os pois preciso de me focar na minha irmã até que a minha mãe chega.

- Susan, filha, de certeza que ela está bem! Agora temos coisas mais importantes onde nos focar! Precisamos de um plano!

Tento abstrair-me de tudo e todos. Começo a formar um plano, não excelente, mas bom o suficiente para funcionar.

- John, Jack, vão procurar a Cristine e o Fred. Não sabemos se eles escaparam da biblioteca!

Eles acenam e levam um pequeno grupo de pessoas para a parte de trás da câmara municipal.

- Ok, o que temos de fazer é atirar o Lúcifer para a ravina. Ela é... digamos, um portal para o Inferno. Se ele cair, nós vencemos.

E assim é feito. Distribuo as pessoas por setores e apesar do demónio ser enorme, com as nossas armas é possível empurrá-lo um pouco para trás. Se fizermos isso de forma sistemática ele vai acabar por avançar sempre um passo para trás. Em caso de emergência uso o Anel Esmeralda.

- Corram o mais depressa possível para as vossas posições!- grito a todos. Parece que Lúcifer está mais focado em algo ou alguém junto à barragem.

22:58

- Espero que estejam todos em posição e que o Richard esteja bem...- murmuro para o meu pai.

- Tem esperança querida.

- Obrigado por tudo.- digo momentos antes de ver Lúcifer a aparecer por entre as árvores. Eu, o meu pai e Eleanor estávamos na zona mais próxima da ravina prontos a atuar caso necessário.

- VOCÊS NÃO ME PODEM VENCER! EU SOU O REI DO INFERNO, O REI DA MORTE, O REI DA DOR E DO FOGO!- ele diz enquanto lança bolas de fogo do tamanha de camiões contra algumas pessoas. Vejo alguns a serem carbonizados e outros feridos, aos gritos.

- Temos que os ajudar...- digo inutilmente, pois sei que eles estão ali cientes dos riscos.

- PREPAREM-SE! – digo para Eleanor e alguns homens que estavam escondidos mais atrás.

No entanto, o Diabo vira-se rapidamente e olha diretamente para mim.

- A PORTADORA DO ANEL ESMERALDA... INTERESSANTE. É UMA PENA QUE NÃO VIVERÁS TEMPO SUFICIENTE PARA VER A TUA FAMILIA MORRER DE FORMA DOLOROSA!

Faltam poucos passos para ele cair no abismo mas quando lhe faltam dar mais 2 para cair ele abre as asas, negras e fumarentas, cegando por momentos algumas pessoas. Eu não, eu já estou preparada para este contra ataque e tapo os olhos e a boca. Corro para a zona descoberta e com o Anel já posto no dedo anelar levito, chegando à altura da cara dele.

- VOU DESTRUIR-TE E SALVAR TODAS ESTAS PESSOAS! E NÃO ÉS TU QUE ME IRÁS IMPEDIR!- digo determinada, mesmo que com algumas dúvidas.

- QUEM JULGAS QUE ÉS? SUSAN, TU NÃO PUDESTE SALVAR O TEU TIO. CENTENAS DE PESSOAS MORRERAM, QUASE QUE MATAVAS OS TEUS AMIGOS.- ele sorri para mim como se soubesse algo de que eu não sei.- E ALIÁS, SE PENSARES BEM... OS TEUS AMIGOS TIVERAM O TRABALHO QUASE TODO. FORAM ELES QUE DERROTARAM O RUMPELSTILTSKIN, FORAM ELES QUE SALVARAM QUASE TODOS AQUI, FORAM ELES QUE FORAM AO INFERNO E VOLTARAM!

- Podes dizer isso, mas eu sei que foi tudo trabalho de equipa!- digo, pouco confiante. Sei que o que ele diz tem um fundo de verdade e à medida que ele fala parece que o tempo pára lá em baixo, como se aqui em cima o tempo passasse mais depressa.

- TU, TU ÉS UMA DESCENDENTE. EU SEI QUE TENS MAL DENTRO DE TI! AQUELE FEITIÇO QUE O RUMPELSTILTSKIN FEZ, ELE NÃO CRIOU O MAL, ELE SIMPLESMENTEO O DESPERTOU!- ele sorri e por vezes os seus cornos ficam mais vermelhos.

- Tu...tu não me conheces!- será que ele está certo? Eu não ajudei muito, os verdadeiros líderes foram a Cristine o Richard. Nem defender a pequena Kira consegui.

- MUITO PELO CONTRÁRIO! EU SOU O DEUS DA MORTE! EU SEI QUANDO VAIS MORRER, O TEU PASSADO, O TEU PRESENTE E FUTURO! JULGAS QUE O TEU QUERIDO NAMORADO TE AMA?! ELE? COMO É QUE ELA SE CHAMA... AH, ELEANOR MILLS. SIM, ELES ESTÃO DESTINADOS A FICAR JUNTOS!

Não, não, não, não... Ele está a confundir-me! É impossível!

Tens a certeza querida?- ouço a voz que já não ouvia à muito tempo.

Susan má... o que estás aqui a fazer?

Vejo que me deste um bom nome.- ouço-a a rir mas não respondo. Ela continua.

Lúcifer tem razão. Eu sempre estive contigo. Tu não és especial, apenas sortuda. Tiveste sorte em ser Descendente mas não te esqueças, tu és não és ninguém em especial. Vais morrer sozinha, dentro de um hospital, rodeada pelo cheiro da morte e quando pedires pelo teu querida namorado, ele não vai estar presente!

- NÃO, NÃO SOU!- olho furiosa para o Diabo que sabe exatamente o que se passava na minha cabeça.- Vocês, seres mitológicos, julgam-se ser os melhores. Eu tenho a minha família ao meu lado, tenho os meus amigos e o meu namorado. Confiamos uns nos outros e sabem porque é que vocês vão perder? Porque nós temos Amor e vocês não. Nós somos mais fortes e irei mostrar-vos que sou eu que escolho o meu destino.- esta última frase é mais dirigida ao facto de não ficar com Richard no futuro, algo que estou disposta a mudar.

- MUITO BEM, A MIÚDA TEM CORAGEM!- ele dispara uma bola de fogo mas consigo desviar-me dela, voando para o seu lado direito. Não lhe dou tempo para fazer outro ataque e estendo o Anel, pronta para mostrar que eu tenho o que é preciso para vencer.

- VAI-TE FUDER!- grito o mais alto possível. Esforço-me o máximo para vencer a batalha invisível que está a acontecer. A força do Anel contra a força mental de Lúcifer, que pelos vistos não se deixa abalar pelo poder do Anel Esmeralda.

Nunca irás vencer! Vais morrer hoje!- ouço a voz da Susan má dentro de mim e começo a perder poder. Sinto a pressão sobre mim e sinto a morte a aproximar-se quando ouço uma voz masculina também dentro da minha mente.

Susan, tu tens o que é preciso para vencer! Lembra-te de todos os teus amigos, do teu namorado e dos teus pais. Lembra-te de mim!- a voz de Merle nunca foi mais clara na minha cabeça. Não sei como ele consegue falar comigo, talvez pelo poder conjugado do Diabo e do Anel mas não importa agora. Dou o derradeiro grito e volto a dar outro impulso com o Anel.

E por fim, consigo. Lúcifer perde poder e cambaleia para trás até à borda do buraco. Então ele cai. Ele cai e urra. Um urro que leva todos a tapar os seus ouvidos com dores insuportáveis. Neste último momento antes de ele ser enviado de volta para o Inferno ele amaldiçoa-nos. Não uma maldição horrível, mas frustrante. Pois todos dentro desta cúpula ouvimos a sua voz na nossa mente a desvendar uma das coisas que menos gostaríamos de ouvir: quando é que a nossa pessoa mais querida vai morrer, onde e como.

- RICHARD!- corro para ele que estava a descer da colina, com um corte feio no braço. O seu pai trazia as suas coisas. Abraço-o e tento não pensar na forma como ele vai morrer, pois ele é a pessoa que mais amo acima de tudo e saber como ele vai morrer... não é coisa bonita.

- Susan! Está feito!- ele diz a chorar.- Tu... tu ouviste a maldição...?

- Não vamos ligar a isso ok? Vamos viver as nossas vidas como quisermos e sem medo do futuro.- digo enquanto o beijo.

- Ok, tudo bem. Eu amo-te muito Suse, não te esqueças disso.- ele diz depois de nos afastarmos.

Pisco-lhe o olho.

- Eu também mas acho que o meu pai vai fazer-te um interrogatório severo para saber se és apropriado.- ele ri mas a conversa termina com a chegada do resto do grupo.

- Não acham que foi demasiado fácil derrota-lo?- pergunta Bill enquanto limpa o suor da testa.

- Sim, acho mas o melhor a fazer é esquecer-nos disso e...

Sinto algo a impulsionar o meu corpo, atirando-me para o chão, tal como todos os que estavam em redor da ravina. Levanto-me confusa e ainda desnorteada. Quando finalmente consigo manter o balanço reparo num enxame de monstro a sair do precipício. Monstros grandes e pequenos, vermelhos, pretos ou azuis, cada um mais deformado que o outro.

- TEMOS QUE SAIR DAQUI!- grito para o ar o mais alto que posso. Algumas pessoas já se levantaram mas não todos, sendo que esses começam a ser agarrados pelos monstros e levados para a ravina. Outros morrem simplesmente na boca dos demónios. Começo a disparar contra eles, rezando para que não se dirijam à cidade mas é tarde de mais. Muitos já estão a atravessar a floresta.

- O QUE DEU ERRADO?!- pergunta Richard ajudando um homem a levantar-se.

- O PORTAL PARA O INFERNO DEVE TER-SE ABERTO COM A ENTRADA DE LÚCIFER! NÃO DÁ PARA O FECHAR!- diz a minha mãe que disparava contra alguns dos monstros.

- Então o que fazemos?- pergunto cansada.

- Temos que proteger todos e matar os demónios!

- A Morte está quase a chegar e nós temos que matar demónios! Vamos acabar mortos!- diz Bill acertando em vários demónios com a sua metralhadora.

- Não se nos dividirmos!- Cristine chega por fim, juntamente com todos os outros. Ela faz pontaria a um demónio que se parece exactamente como Merle. Ela hesita e percebo que não vai disparar. Miro então no monstro e disparo, fazendo-o explodir em pedaços.

- Desculpa Susan... eu... eu não era capaz.

- Eu sei, eu sei. Mas agora temos mesmo que ir! Eles são muitos!- ignoro o facto de ela poder ter sido morta na biblioteca mas os abraços ficam para depois.

Começamos a correr e quando chegamos aos primeiros edifícios da cidade a minha mãe vira para o lado esquerdo, sem dizer nada.

- O QUE ESTÁS A FAZER?!

- Vou matá-los!- diz ela com um sorriso no rosto.- Vou matá-los no Nemeton!

- Eu vou com ela! Nós vamos levar as pessoas.- diz o meu pai chamando alguns habitantes mas parando para se despedir de mim, o que espero não ser permanente.

- Não podemos pô-los a enfrentar a Morte. Tens de ser tu querida.- a minha mãe sorri.

- Eu sei, e vou fazer os possíveis para enviá-la de volta para onde ela pertence.- digo tentando parecer confiante.- E desculpa as discussões mas eu... eu estou assustada...

- Eu entendo, mas tu vais conseguir. Pega na Kira e leva-a para o combate. Ela é uma criança mas é também uma Descendente, deixa-a usar o Anel.

- Certo. Amo-te mãe.

- Também te amo querida.- ela abraça-me uma última vez antes de partir para o Nemeton, seguida pelo marido e pelos habitantes da cidade, onde alguns me desejam boa sorte, mesmo não os conhecendo. Entre eles está a Mrs. Perkins.

- Eu posso ser uma velha, mas ainda vivo aqui e ainda sei curar pessoas!- diz ela caminhando o mais depressa que pode e ajudando alguns feridos.

- Richard, vamos procurar o último desastre.

- Onde é que a Morte pode estar?- pergunta Eleanor ao meu lado. Nem me dou ao trabalho de olhar para ela.

- Acho que é óbvio...- diz Bill como se já soubesse tudo, o que talvez tenha um fundo de verdade.

- Num cemitério.- murmuro, pronta para o combate final.

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