Capítulo 7
Kora on
Fui acordando aos poucos, minhas costas ainda doem e não me lembro onde estou. Abri os olhos e vi que estava numa Floresta, olhei ao redor e vi os outros dormindo.
Sílex: bom dia.
Eu: o que aconteceu?
Sílex: você desmaiou por causa do ferimento, mas cuidamos dele.
Eu: valeu.
Eu me levantei com um certo esforço e comecei a andar pelos arredores para me acostumar com a dor nas costas enquanto ando. Eu parei por causa do som de passos e prestei bastante atenção em todos os sons ao redor.
?????: Quem é você?
Eu me virei e vi uma loba preta de olhos brancos e uma mancha em forma de lua crescente no pescoço.
Eu: me chamo Kora.
?????: Me chamo Gabi, e sou da alcatéia Terrariders. E você, de onde é?
Eu: como sabe que não sou daqui?
Gabi: eu ando muito pela floresta, nunca vi nenhuma loba preta de olhos violetas. Nem ouvi falar de uma.
Eu: bom, não tenho alcatéia, e sou das terras geladas ao norte.
Gabi: nossa, lá é muito frio, é quase impossível alguém sobreviver lá sem comida.
Eu: era bem difícil.
May:*ao longe* KORA...
Eu: OI.
Jaqueline:*chega correndo* TE ACHAMOS SUA LOKA. NAO SAIA MAIS ASSIM.
Kint: poderia não gritat toda hora?
Jaqueline: EU GRITO SE EU QUISER!
Benner: há, quem é a loba?
Gabi: me chamo Gabi, da alcatéia Terrariders.
Kint: haaaa. Sua alcatéia tem uma aliança com a nossa.
Gabi: voces são da Solstice?
Benner: sim.
May: sou May, estes são Kint, Benner, Sílex, Jaqueline e a Kora.
Gabi: uma fada também?
Sílex: sim, algum problema?
Gabi: nenhum. Só foi imprevisto.
Benner: vamos logo, chegaremos amanhã em nossa alcatéia.
Eu: será que vão me aceitar?
Jaqueline: claro que vão.
Kint: talvez nosso alfa saiba de que alcatéia você é.
Eu: legal...
*Pensamento: espero que não saiba!*
May: estão todos prontos?
Todos: sim.
Jaqueline: EU PRONTA, ESTAMOS PRONTOS. ESTOU PRONTA, ESTAMOS PRONTOS....
Todos: JA CHEGA!
Jaqueline: desculpa.
Eu: vamos.
Nos fomos andando floresta a dentro, eu olhava tudo ao redor, eu estava maravilhada, eu nunca vi um lugar tão bonito.
Continuamos andando até que chegamos num lugar com algo tão transparente que dá pra ver meu reflexo. Eu fui andar por cima dessa coisa mas eu caí e afundei, é muito frio. Eu subi pra superfície, eu estava com frio e tinha pequenas coisas transparentes pingando do meu pelo.
Eu: o que diabos é isso?
Benner: é água.
Eu: água? Água é assim?
Benner: claro que É.
Gabi: calma, ela não disse que era das terras geladas?
Kint: sim.
Benner: e dai?
May: e dai que naquelas terras, água só aparece congelada, incapaz de ser bebida, e se é capaz de andar por cima dela.
Eu: como faço pra tirar toda essa água de mim?
Sílex: se sacuda.
Eu: tá.
Eu me sacudi e só vi a água que estava nos meus pelos pingarem mais rápido, quando parei já não pingava mais, eu apenas estava úmida.
Eu: né que isso é útil.
Kint: vamos continuar.... temos de chegar logo na alcatéia...
Gabi: eu conheço um atalho, mas teremos de ir correndo.
Jaqueline: então vamos continuar com o caminho longo.
Benner: porque?
May: a Kora ainda está ferida, viram o que aconteceu por causa da corrida?
Silex: não podemos ir andando?
Gabi: lá é um pântano, se passarmos andando podemos ser devorados por crocodilos.
Eu: vamos então. Eu aguento um pequeno esforço.
Kint: então vamos, mas temos de ficar atentos a tudo.
Eu: Sílex, para não ser muito arriscado pra você, eu quero que vá voando alto e rápido, e cuidado com pássaros.
Sílex: pode deixar.
Gabi: por aqui.
Nós começamos a andar pela floresta até que chegamos a uma parte dela onde os troncos das árvores são tortos e caídos, tem grandes e densos arbustos e um lago raso, porém com água muita escura.
Gabi: se preparem... 1. 2. 3. Já...
Nós saímos correndo seguindo a Gabi enquanto a Sílex voava alto o suficiente pra não ser pega por nenhum crocodilo ou sapo. Minhas costas começaram a doer e eu senti algo escorrendo por ela, aposto que é sangue, eu ignorei a dor e acelerei o passo para alcançar os outros, mas eu senti uma presença e um enorme crocodilo aparece em minha frente com a mandíbula aberta.
Crocodilo: ROARRRRR
Eu: AHHHHHH.
Eu dei uma freada e pulei por cima do crocodilo caindo em suas costas, então eu continuei correndo até sair do pântano.
Cheguei no final dele e vejo os outros ofegantes, a Sílex veio até mim e pousou no meu focinho.
Sílex: VOCÊ ESTA MALUCA? AQUILO QUE VOCÊ FEZ FOI TOTALMENTE IRRESPONSÁVEL! VOCE PODERIA TER VIRADO JANTAR!
Eu: mas não virei.
Kint: eu conheço essa parte da floresta. Estamos bem perto. Chegaremos em casa ao anoitecer
Eu: então vamos.
Jaqueline: suas costas....
Eu: é só aquele velho ferimento, nada demais. Não vou morrer por causa dele.
Benner: vamos.
Nos voltamos a andar, o ferimento está doendo mas nada que faça com que eu me preocupe.
Depois de andar por umas duas horas já está anoitecendo e mais pra frente eu vejo um brilho no final da floresta.
Eu: que brilho é aquele?
Kint: chegamos.
Eu olhei adiante e vi vários lobos lá, conversando, brincando, jantando. Kint, May, Benner e Jaqueline correram pra lá e foram recebidos calorosamente pelos outros lobos. Gabi foi em seguida e recebeu um abraço de uma loba de meia idade. A Sílex ficou em pé na minha cabeça e a Jaqueline me chamou...
Jaqueline: pode vir. Eles não mordem.
Eu olhei pra Sílex e ela pra mim, acentimos uma pra outra e eu andei até lá, com a guarda levantada mas fui. A Sílex se escondeu atrás da minha orelha direita e eu fiquei entre o Kint e a Jaqueline. Todos os outros lobos me olhavam desconfiados e surpresos. Até que um grande lobo marrom se pronunciou.
Lobo marrom: o que significa isso? Trouxeram uma loba de uma alcatéia desconhecida para a nossa. E se ela for uma espiã da Alcatéia Darkest?
Kint: a encontramos nas terras geladas sendo atacada por um grande tigre.
Jaqueline: ela nunca machucou nenhum de nós.
May: ela mostrou que se importa com os outros.
Benner: não possui maldade no coração.
Gabi: escuta os outros.
Jaqueta: e tudo isso que citamos, um membro da Darkest nunca demonstrou não importa o quão treinado fosse.
Lobo marrom: mesmo assim, ela é uma desconhecida e provavelmente...
Ele foi interrompido por um grande lobo cinza claro.
Lobo cinza claro: se acalme Jon, ela não parece ser um perigo. Qual seu nome minha jovem?
Eu: Kora.
Lobo cinza claro: me chamo Lúcifer, e sou o alfa da Alcatéia Solstice.
Eu: muito prazer.
Lúcifer: de onde você é?
Eu: das terras geladas ao norte...
Jon: MENTIRA! É praticamente impossível sobreviver por lá durante uma semana se quer pó causa do frio e a falta de alimento, imagine Vivier lá...
Lúcifer: calado Jon. Como foi parar lá Kora?
Eu: eu ainda era um filhote, não me recordo bem. So me lembro de gritos, sangue e fuga.
*Pensamento: por favor acredite*
Lúcifer: hum... Seja bem vinda a Alcatéia Solstice. Você e sua amiga fada
Silex:*aparece* como sabia sobre mim?
Lúcifer: da para ver seu brilho mesmo você estando escondida.
Sílex: me chamo Sílex.
Lúcifer: bem vindas a familia.
Jaqueline:*pulando* IUPY. VAMOS COMEMORAR....
May: melhor não. Ainda temos que cuidar dos ferimentos da Kora.
Gabi: bom... Eu ja vou indo...
Velha loba: fique minha pequena
Gabi: a tia Zilda.
Zilda: hoje você fica.
Gabi: ta legal tia.
Lúcifer: Benner, por favor, leve a Kora para a toca da Dr. Nélia.
Benner: sim senhor. vem, a toca da curandeira é por aqui.
Eu: obrigada.
Eu segui Benner até uma toca camuflada e nós entramos, lá dentro eu vi uma loba branca cinza com alguns detalhes pretos nas costas.
Loba: a. Ola Benner, quem é ela?
Benner: é a nova membra da alcatéia, seu nome é Kora.
Eu: prazer.
Loba: eu sou Nélia, a curandeira. Wow... tem um belo ferimento nas costas minha linda.
Eu: é. Mordida de tigre.
Nélia: se deite naquela cama de folhas, eu trarei as ervas medicinais próprias para ferimentos assim, espere aqui*sai da toca*
Benner: não se preocupe, ela parece doidinha mas sabe das coisas.
Eu: ok.
Benner: já tô indo. Ve se melhora*sai da toca*
Fiquei esperando uns cinco minutos e a Dr. Nélia voltou cheia de ervas e uma vasilha com água.
Nélia: pronto, eu fiz um remédio, só vou despejar em seu ferimento. Vai arder por que seu ferimento vai cicatrizar bem rápido. De manhã já vai está totalmente cicatrizado.
Eu: o-ok.
*Pensamento: só espero que esse treco não me deixe pior do que ja estou*
Ela virou o líquido nas minhas costas e comecou a queimar, eu comecei a rosnar e arranhar o chão com minhas garras. Depois que todo o líquido foi despejado a dor foi aliviando e acabei adormecendo.
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