two ⊰᯽ sex + toy
___ O que está fazendo exatamente em minha casa? - o empurrei espalmando as mãos em seu peito, ele tombou a cabeça para o lado como se não me compreendesse.
___ Eu moro aqui.
___ Não. Minha irmã e eu moramos aqui, você é um intruso.
___ O que é 'intruso' ? - perguntou coçando a testa, parecia cada vez mais confuso para o garoto.
Por vez, eu me pegava imaginando o quanto o menino era estranho, parecia mesmo ter problemas para entender ou ficar ciente da gravidade do que acontecia ao redor. Kim Taehyung era ingênuo, tinha a curiosidade de uma criança descobrindo o mundo, ele era... intrigante.
___ Você finge não saber ou...realmente não sabe? - sondei com os olhos semicerrados.
Embora transpassasse segurança, uma imagem tão esclarecida e olhar tão inocente, eu sabia que era um pervertido que tocava minha irmã todas as noites a deixando com várias marcas ao amanhecer, marcas essas que Alice nunca escondeu, era como um troféu ou uma prova de sua noite calorosa com um homem que fazia as coisas de maneira satisfatória.
___ Eu não sei, Kate.
Meu nome. O estranho que fez sexo com minha irmã durante todas as últimas noites sabia a droga do meu nome e aquilo me deixou um tanto perplexa e com certa raiva.
Alice havia falado para o garoto? Obviamente sim.
___ Quem te contou meu nome, Toy? - questionei lentamente encarando seus olhos castanhos que desviaram dos meus e demonstraram certa tristeza.
___ Você também vai me chamar assim, não é? - sua voz estava baixa e suavemente embargada.
Me senti abismada por sua chateação tão repentina, talvez eu não devesse mesmo o chamar daquela forma, ainda que não soubesse os motivos daquele nome tão estranho, sentia que o magoava, sem contar que um pseudônimo como o seu poderia acender curiosidade de outros.
___ Irei te chamar de...hm... estranho!
___ Parece bom! - deu um sorriso iluminado e fiz uma feição incrédula.
Todas as minhas tentativas de o fazer sentir o quanto eu estava desconfiada e totalmente confusa com sua "aparição" em meu corredor foram para o ralo, Taehyung não conseguia captar nada do que eu queria transpassar, não sabia a gravidade e muito menos parecia se importar com o quê eu dizia de forma sarcástica ou apenas para testá-lo.
___ Você não me respondeu, estranho. Eu lhe perguntei como descobriu meu nome...
___ Sua irmã me contou uma vez quando estávamos tomando banho juntos. Ela disse que você é uma chata, burra em matemática e que seu nome é Kate, nome da bisavó de vocês que morreu de leptospirose durante a segunda gerra mundial, também me disse que você é virgem e riu muito da sua cara por vários minutos seguidos.
A seriedade em seu rosto foi quebrada quando ao terminar minha biografia e a entrega de minha irmã em sua total falta do que fazer, sorriu como se houvesse dito a coisa mais normal do mundo.
Encarei fixamente um ponto aleatório da parede, processando suas palavras e senti o rubor de meu rosto se concentrando em minhas bochechas. Alice havia rido por ser virgem. pior! Havia dito para um estranho que eu era virgem.
Awn.
Cruzei os braços e choraminguei levando uma mão até minha testa, desolada pela vergonha em sentir o olhar avaliativo do moço à minha frente.
___ Você quer água? - perguntou juntando as mãos frente ao corpo demonstrando uma feição preocupada.
Arqueei uma sobrancelha o avaliando. Ainda estava desconfiada, não era cabível me deixar levar por suas palavras fofas e rosto tão unicamente belo. Podia ser um ninfomaníaco ou um psicopata.
Talvez uma versão coreana do Norman de Bates Motel.
___ Quanto tempo está em minha casa? Como veio parar aqui? Quem é sua família? Por quê o chamam de Toy? Porquê age como se o mundo fosse desconhecido aos seu olhos? Você é um serialKiller?
Tentei o intimidar seguindo em sua direção, seus olhos se tornaram assustados com minhas bombas de perguntas diretas, dava passos para trás em um ímpeto de defensiva enquanto apontava um dedo em sua direção e fazia uma feição desconfiada e firme.
___ Tudo o que precisa saber sobre mim é que sou um brinquedo. Um brin-
O grito de minha irmã chamando meu nome anunciando sua chegada o fez arregalar os olhos, vejo-o desesperado, aturdido.
___ O quê...
___ Me desculpe. - falou me empurrando para dentro do meu quarto, entrando junto comigo, tentei o afastar mas logo o vi fechando a porta.
___ Eu vou gritar. ALI-
Não conseguir completar Taehyung tapou minha boca com os dedos longos e fixou seus olhos nos meus.
___ Ela não pode saber que estou aqui. Ela...ela...ela...
Tentava falar mas tudo o que fazia era corar e desviar o olhar dos meus, parecia estar imensamente envergonhado com seja lá qual fosse sua revelação.
___ Ela o quê? - com minha voz abafada por sua palma o excitei à continuar e o garoto soltou minha boca com suas bochechas vermelhas e olhar atento.
___ Hoje ela quer colocar algo em mim...
Não compreendi sua posição. Franzi o cenho e o encarei com uma incógnita do qual eu odiava de todo o coração e ele por fim compreendeu minha nítida confusão.
___ Enfiar é...algo...no meu...
Batidas na porta quebrara o momento em que iria entender o que o deixava aflito.
___ Kate? Posso entrar? - Alice se pronunciou do outro lado da porta e olhei atentamente o estranho em meu quarto.
Eu poderia o denunciar ali mesmo, entregar aquele homem que sem nenhum tipo de censura me pedira camisinhas mais cedo, porém, o olhar suplicante e as mãos unidas em um pedido silêncioso de clemência e segredo, fui persuadida.
___ Estou ocupada fazendo trabalho escolar, mais tarde desço para o jantar.
___ Kate!? Depois preciso que ligue para o papai e a mamãe, eles querem te desejar feliz aniversário, atrasados, mas isso não importa, sabe que são ocupados.
___ Tudo bem. Irei ligar.
___ Ah, eu vou sair para uma festa daqui a pouco e se não se importar em ficar sozin-
___ Tudo bem. - a interrompi.
___ Okay. Tchau.
Depois de não escutar mais nenhuma palavra sua vinda de trás da porta, com a lei natural de todas as coisas cruzei os braços e encarei a figura de grande estatura à minha frente.
___ Agora responda todas as minhas perguntas, estranho!
___ Certo! - suspirou. ___ Posso me sentar?
Assenti e o mesmo se abaixou grudando sua bunda no chão frio do meu quarto, em posição índio. O encarei mais uma vez com os olhos semicerrados e depois de alguns segundos também me sentei no chão ficando frente a frente com Taehyung.
___ Então...comece...
___ Eu estou em sua casa a dois meses, eu vim de carro, eu não tenho família, meu nome é Toy...porque eu nasci Toy, eu não vejo o mundo como você vê e..e... O que é um serialKiller?
Franziu o cenho demonstrando curiosidade, bufei internamente.
___ É um assassino em série, mata várias pessoas durante a vida ou todas de uma só vez...
___ Ôh! - parecia chocado com minha revelação.
___ De onde veio?
___ Da loja.
___ Que loja? - aquilo estava me irritando profundamente.
___ De brinquedos.
___ Você trabalha lá?
___ Não. Eu sou um dos brinquedos.
___ Você o quê? - não escondi o paradoxo que se formava em minha mente a cada palavra dita.
___ Eu estava no estoque para a próxima remessa de brinquedos da mais alta qualidade e refinação, mas então sua irmã me comprou...
___ MINHA IRMÃ TE COMPROU? - o tom de minha voz saira tão alto que o garoto precisou colocar o dedo indicador frente aos meus lábios.
O contato de seu dedo frio com a pele sensível da minha boca me fez sentir um leve formigamento onde o mesmo repousara fazendo-me o afastar de subito, me deixando um tanto aturdida.
Tudo aquilo parecia perturbador. Milhares de perguntas se formavam em minha cabeça, não conseguia compreender um terço de todas as palavras e explicações ditas.
Mordi meus próprios lábios tentando recaptular as informações, as coisas estavam se tornando piores do que os testes de matemática do qual eu teria que enfrentar no dia seguinte.
___ Seu quarto é tão diferente do quarto de sua irmã! - analisei seu rosto, os olhos atentos e pequenos agora faziam um percurso por cada canto do meu quarto.
Aproveitando sua total distração estreitei os olhos para uma melhor visão em seu pescoço onde duas palavras em vermelho estavam posicionadas abaixo de uma cereja desenhada em seu pescoço longo e levemente dourado.
Sex + Toy.
Estranho. Aquilo ia além de toda estranheza existente. O que significava o "+" no meio? O Por quê das palavras e o erostismo em uma delas?
Como se um raio surgisse e esclarece toda e qualquer duvida que me atingia, finalmente pude entender, pude juntar tudo como se houvesse montando um quebra-cabeça desde que o conheci.
Eu sequer sabia se aquilo era possível. Era um tanto horrendo e desumano, mas...não podia esquecer a possibilidade de Taehyung ser um robô.
Sim, um robô!
Sem me conter e sendo totalmente consumida pela descrença e sentimentos confusos agarrei seu braço e o dei um beliscão na intenção de tirar certas dúvidas e me vi perplexa quando o ouvi gritar e sua pele ficar avermelhada com minha leve "agressão"
Taehyung não era um robô.
Ele era humano.
Humano.
___ Você é um brinquedo sexual? - minha voz saira baixa, com resquícios de tristeza e pena.
Esperava escutar um "não". O quanto aquilo poderia ser traumatizante e desumano? O quanto era monstruoso descobrir um garoto tão jovem que foi comprado para realizar desejos sexuais de outros de forma assustadora!?
Mas ao encarar seus olhos castanhos o vi sorri sem humor algum.
___ Sim. Eu não passo de um brinquedo qualquer...
💕💕💕
N/a: aaaaa
Oi.
Os capítulos iniciais serão curtos mas a história vai se desenvolvendo aos poucos, e pah! Cresce.. Rsrs..
Votem e comentem muito 💕quero muito incentivo para continuar..rsrs...
O que estão achando desse livro?
Em breve retorno com novas att's. I promisse.
Beijooooos de girassol 🌻💕💘
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