twenty three ⊰᯽ stars!
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N/a: aaaa, cheguei 🌷❤
Perdoem essa pobre alma pela demora.
Estão prontas para mais um capítulo? Hehehe.
Votem, por favor ❤ não esqueçam!!!
Let's Go, baby!🍷
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Eram exatas 01:30 da tarde, o almoço estava totalmente atrasado, mas foi o horário que meus pais apareceram em casa.
Era estranho.
Tudo era estranho.
Meus pais estavam calados enquanto comiam vagarosamente como se não se importassem em chegar atrasados no trabalho. Eles haviam brigado, eu sabia que aquele silêncio representava uma discussão pesada entre os dois.
Alice estava trancada no quarto, o som abafado do rock que colocara era capturado por todos na sala de jantar, vi meu pai suspirar impaciente.
Outrora, meu prato ainda continha o pedaço inteiro da coxa de frango assada e o arroz bem temperado, observei sem realmente me importar a vasilha de vidro com a salada de brócolis e aspargo. Odiava saladas.
ㅡ Mas que droga! Mande sua filha desligar aquele som! - meu pai murmurou insatisfeito fazendo minha mãe o olhar de súbito.
ㅡ Você a ensinou a gostar de rock, lembra? - falou mordendo o canto dos lábios e apoiando os cotovelos sobre a mesa, um ato que a mesma sempre nos repreendia caso o fizéssemos.
O clima se tornara tenso. Era nítido que as coisas não estavam bem entre eles, não que eu tivesse muito tempo perto deles para observar os pequenos detalhes, mas eu os conhecia muito bem.
ㅡ Sim, eu ensinei, ShanYe, e também ensinei Kate a gostar de rock, mas ela por acaso está me irritando com o barulho?! - citou alterado.
ㅡ Escuta, não levante essa voz para mim!
ㅡ Eu levanto a voz para quem eu quiser!
ㅡ Cale essa boca, Robert! Você acha quem tem algum DIREITO AQUI?
dei um sobressalto quando ela levantou-se e abruptamente e apontou o dedo no rosto de meu pai. Escolhi ficar em silêncio, não iria adiantar me meter, mas eu não me encolver não significava que eu não estava sofrendo.
Quem no mundo gosta de ver seus pais brigando?
ㅡ Você acha que eu tenho culpa de tudo, continua me culpando inteiramente por erros que NÓS dois cometemos, não seja egoísta!
ㅡ VOCÊ É O ÚNICO CULPADO, ROBERT. VOCÊ NÃO QUIS SE IMPORTAR COM OS SENTIMENTOS DELA...
Então percebi que o motivo já não era mais sobre quem havia a ensinado a gostar de Rock. Era algo mais sério e que infelizmente eu não sabia...
Minha mãe continava gritando enquanto meu pai respirava fundo passando as mãos no rosto até puxar os fios dos cabelos para trás.
Eu não conseguia entender os reais motivos para aquela discussão, mas imaginei que fosse mais uma das brigas pelo estado atual de Alice. Meus pais costumavam tentar decidir quem tinha mais culpa por Ali estar no mundo das drogas, mas acabavam sempre machucando um ao outro com palavras duras e maçantes.
Por vez, eu sofria ao escutar os insultos e xingamentos horrendos, tinha vontade de morrer somente para não poder vê-los como dois inimigos debaixo do mesmo teto. Era um tanto desmotivante e entristecedor.
ㅡ EU NÃO ME IMPORTEI COM OS SENTIMENTOS DE ALICE? - soltou um sorriso de sarcasmos e nervosismo. ㅡ EU A PROTEGI DE TUDO...
ㅡ VOCÊ É UM PÉSSIMO PAI, ROBERT!
ㅡ Vá à merda!
ㅡ Eu odeio ter te escolhido para ser o pai dos meus filhos, EU ODEIO VOCÊ! - minha mãe arremessou um copo de vidro contra a parede fazendo um barulho horripilante atingir meus tímpanos. Me encolhi e meus olhos queimaram pelas lágrimas.
ㅡ Não briguem, por favor...
Murmurei quase inaudível, um soluço doloroso quase rasgou minha garganta.
ㅡ Kate não é como Alice, então é uma prova de que não as criamos errado. Alice se afundou sozinha...
Meu pai começou a falar mas foi interrompido por mais um barulho, minha mãe havia jogado seu próprio prato contra o piso polido. Seus olhos lacrimejavam e um sorriso incrédulo desdenhava seus lábios.
ㅡ Você sabe que teve culpa, Robert! - falou baixo, repleta de mágoa.
Meu pai respirou fundo e encarou minha mãe com nítido ressentimento e ódio.
ㅡ Vamos discutir isto no quarto...
E saiu da sala em passos firmes, minha mãe me olhou rapidamente e o seguiu. Mordi os lábios, estava tão nervosa e temia o que pudesse acontecer caso aquilo se tornasse ainda mais tenso.
Esqueci meu prato, não tinha mais apetite. Quase corri até meu quarto e assim que entrei no mesmo me senti aliviada, obviamente ainda tinha medo, mas tentei me convencer de que tudo daria certo.
Caminhei até minha mesinha do computador, peguei meu celular e vi algumas mensagens de Seungwoo e de Jungkook. As diferenças das mensagens dos dois eram gritantes:
✨🐦JungKlovis🐇:
Lourence? Mano, tu morreu foi? Eu já tentei te ligar milhares de vezes, por quê não me atende? 😡🔪
[12:30 pm]
[Chamada de vídeo perdida]
Quando eu te ver, eu vou esfregar a tua cara no asfalto até você aprender a atender seu hyung quando ele ligar. 😾👊
[12:32 pm]
[Chamada de voz perdida]
Olha, se você não atender minha ligação nas próximas 1 horas, eu terei que usar minha linda faquinha de cortar pão. E não será em você o estrago não, será no pingulim do seu namorado... 👉🔪
[12:33 pm]
Suspirei tentando segurar o riso e abri as mensagens de Woo.
🍦✨Woocute✨🍦:
Olá, Kate, como vai?😘
[12:50 pm]
Tenha um ótimo almoço e saiba que eu te amo muito.
[12:50 pm]
Hoje a noite...você quer ir comer um sorvete comigo? Eu consegui um dinheiro extra e quero gastar com você 🍦🌌🙈
[12:51 pm]
Assim que puder, me mande a resposta
[12:51 pm]
Respondi Woo cautelosamente lhe avisando que não poderia sair consigo pela noite. Precisei mentir e dizer que estava cansada e que dormiria cedo, afinal, iria a um encontro com Kim Taehyung.
E meu estômago esfriou ao me lembrar que teria meu primeiro encontro e fiquei ainda mais nervosa ao me lembrar do garoto com quem sairia naquela noite.
Encarei minhas roupas escolhidas que deixara sobre o colchão. Será que Tae iria gostar? Me preocupei um pouco, mas franzi o cenho assim que meu celular tocou.
Imaginando ser Jungkook fiquei confusa quando vi ser uma chamada de vídeo com um número desconhecido. Ponderei um pouco, mas movida pela curiosidade atendi rapidamente.
Descobri que Taehyung gostava de vídeo chamadas, mas percebi que ele gostava ainda mais de me deixar totalmente suspresa e aturdida.
A imagem havia se expandido em minha tela, a cabeleira castanha inconfundível estava molhada assim como o rosto e os ombros nús. Julgando pelo azulejo branco atrás de si imaginei ser um dos banheiro da casa de Jungkook.
ㅡ Olá, Neném! - a voz grave me fez ter um pequeno calafrio.
Tentei prender minha visão nos olhos fixos nos meus pela tela, mas não me contive e desci a visão pela clavícula e ombros. A tatuagem em seu pescoço deixava a imagem de Taehyung ainda mais difícil de lidar.
Era perturbador a minha capacidade de sentir tesão apenas com uma imagem transmitida pela tela do meu celular.
Taehyung jamais deveria saber sobre o meu tesão acumulado. Merda! Seria constrangedor e provavelmente ele iria me achar uma adolecente assanhada e pervertida.
Mas estava cada vez mais complicado lidar com meu corpo. Eu era virgem, ainda não havia tentado tocar meu corpo ou qualquer coisa do tipo, na verdade nunca havia tido interesse, porém Taehyung estava despertando sentimentos diferentes em mim e meu corpo parecia cada vez mais necessitado de algo que eu não conseguia explicar sem me sentir envergonhada.
Suspirei pesadamente...
ㅡ Olá, Taehyung...
ㅡ Você está bem?
ㅡ Sim, e você?
ㅡ Estou também.
Sorriu largamente e sentou-se em algum lugar, sorri minimante ao perceber a descarga pouco acima denunciando onde o mesmo havia se sentado.
Afastou um pouco o celular revelando seu peitoral desnudo, a pele molhada tinha minha total atenção. Tae jogou os fios do cabelo para trás com uma mão livre e sorriu 'pra mim.
ㅡ Eu estava tomando banho.
Senti minhas bochechas queimando quando sem querer imaginei o mesmo debaixo do chuveiro. Choraminguei baixinho. O que estava acontecendo comigo?
Eu definitivamente nunca fui daquela forma e me assustava as vezes me pegar imaginando impurezas e perceber meu corpo reagindo à todos os meus pensamentos.
Eu deveria me julgar por aquilo?
Era errado?
ㅡ Eu percebi, Tae! - sorri nervosa, completamente sem jeito.
ㅡ Eu gosto de te ligar por vídeo, parece menos artifícial, parece que estamos mesmo um de frente para outro... -sorriu- ㅡ pessoalmente! -concluiu.
ㅡ Por que não esperou terminar o banho para me ligar? - questionei e ele fez um biquinho nos lábios, parecia pensativo.
ㅡ Eu já terminei meu banho, Lou.
ㅡ Então vista-se, por favor! - pedi desviando o olhar da tela.
ㅡ Eu já me vesti.
ㅡ Já? Você está sem camisa...
ㅡ É normal garotos ficarem sem camisa, não é? - aquilo não era uma pergunta. ㅡ Jungkook-ssi anda o tempo todo sem camisa pela casa, então eu acho que também posso...
ㅡ Er...
ㅡ você me disse que eu também sou humano, Lou. Então me deixe fazer o que humanos fazem...
Ele abaixou o olhar e me repreendi. Era fato, eu sempre seria a idiota que o deixaria triste e que estragaria todos os nossos momentos que deveriam ser agradáveis. Tentei encontrar as palavras certas, era o que eu sempre deveria fazer: procurar as palavras e a maneira certa de dizer algo à Taehyung.
ㅡ Me desculpe, TaeTae! Você pode ficar sem camisa, pode fazer tudo o que quiser, eu que sou uma idiota as vezes e peço perdão por ser tão miolo mole, você merece o universo inteiro de tão bondoso e maravilhoso que é. Você é um garoto humano, meu anjo!
Falei e um sorriso discreto nasceu no canto de seus lábios gordinhos e róseos.
ㅡ Anjo. Eu sou o seu anjo? - ignorou todas as minhas falas anteriores e focou somente em minhas duas últimas.
ㅡ Sim, você é. - deixei um sorriso escapar.
ㅡ Anjo da guarda. Eu sou seu anjo da guarda, porque irei te proteger de tudo como prometi.
ㅡ Sim. Você é meu anjo da guarda.
Quase suspirei apaixonada, me contive antes de o fazer. Taehyung aproximou a câmera em seu próprio rosto me permitindo ver cada detalhe de sua face. Tão imprevisível e precioso.
ㅡ mas eu não tenho asas, Lou. Anjos têm asas...
ㅡ Existem anjos sem asas também, Tae, e você pode ser um deles.
ㅡ Posso? - perguntou esperançoso.
ㅡ Você pode tudo.
Sorriu mas depois ficou um tanto sério me deixando um pouco tensa.
ㅡ Posso tudo mesmo? - sussurrou e engoli a seco.
ㅡ É.
ㅡ Então eu...quero que você leve uma garrafa de café hoje a noite no nosso encontro.
Falou rapidamente e desligou a ligação me deixando completa e absurdamente confusa. Respirei fundo, sorri e neguei com a cabeça. Taehyung me odiava, ele queria me deixar louca?
Apertei o celular contra meu peito e só então me permiti suspirar apaixonada.
Voltei à realidade quando escutei alguém bater na porta. Dei permissão para quem quer que fosse entrar e me arrependi assim que vi Alice adentrar vagarosamente.
Comecei a tremer em desespero.
Ela havia descoberto que eu fuçara seu quarto a procura de algo?
Ela tinha sentido falta da fotografia que pegara?
Iria me ameçar novamente?
Milhares de possibilidade passaram por minha cabeça, o medo se instalava por todo meu ser me fazendo arregalar os olhos a cada passo que ela dava.
Parecia cena de terror, onde a vítima observa seu assassino se aproximar em passos maçantes, frios e cautelosos.
ㅡ O que você quer aqui? - questionei apreensiva e ela sorriu ladino enquanto os olhos percorriam por todo o meu quarto.
ㅡ Ele gosta de borboletas! - falou olhando fixamente a parede cinza que Taehyung e eu enfeitamos com borboletas de papel. Me senti desconfortável.
ㅡ Eu sei.
ㅡ O que ele viu em uma pirralha como você? - os olhos caem sobre mim agora demonstrando superioridade e nojo. Movimento meus dedos desconfortável.
ㅡ Pergunte isto à ele e não à mim!- dei um sorriso óbvio e ela crispou os lábios.
ㅡ Acha mesmo que ele é tão inocente quanto aparenta ser, sua cega?
ㅡ Eu acho que você deveria se importar em se curar das drogas e dar um pouco de orgulho para nossos pais. Você sabe o que eles estão fazendo agora, Alice? Brigando! E por sua causa...
ㅡ Não me culpe pelas discussões daqueles dois! - diz entre os dentes.
ㅡ Você também não gostava de os ver brigando...
ㅡ Eu realmente não gostava, Kate. Mas agora não me importo. Por mim que se matem! Os dois.
Tampo minha boca com o punho, totalmente consumida pela incredulidade. Ela tira um cigarro do bolso da calça jeans surrada e o leva até os lábios róseos. Alice sempre fôra uma moça bonita, os cabelos negros e longos, sorriso radiante e persuasivo, mas aquele cigarro roubava sua beleza.
ㅡ O que aconteceu, Alice? - mordo os lábios e fecho os olhos para evitar as lágrimas.
ㅡDo quê está falando?
ㅡ O que fizeram com você para se tornar como é agora?
ㅡ Se eu te contasse, você passaria a odiar seus pais também, Kate! - falou e abri os olhos a encarando pasma.
ㅡ No-nossos pais?
ㅡ Você acha que eles se importam com a gente, Kate? Acha que trabalhar o dia todo e dizer que é somente para nos dar uma vida boa é demonstrar amor por nós?
ㅡ Eu não en-entendo...
ㅡ Eles gostam de manipular nós duas, eles nos odeiam, Kate. Eles não amam a gente.
Ela acendeu o cigarro e tragou uma boa quantidade da fumaça depois a expeliu de uma única vez fazendo o cheiro ruim se impregnar em minhas narinas.
ㅡ Não é verdade...
ㅡ Eles também irão te manipular.
ㅡ Do quê você está falando? - fiquei ainda mais confusa, minha cabeça estava uma verdadeira zona.
Ela sorriu sem humor e tirou um cigarro, jogou-o no chão e o esmagou com a sola do tênis.
ㅡ Eu não vim para falar desses dois imbecis!
A maneira que se referia à nossos próprios pais me causara ânsia de vômito, era amedrontador e eu passava a não reconhecê-la cada vez mais.
ㅡDo quê veio falar? - sondei com a voz falha, desestabilizada.
ㅡ Quero perguntar sobre o branquelo de cabelo azul que você estava conversando mais cedo.
Demorei um pouco para entender, mas me recordei de quem a mesma falava. O garota da casa branca com o jardim e borboletas. O mesmo está procurando alguém em nosso bairro.
ㅡ O quê que tem ele? - questionei e ela se aproximou da mesa de meu computador, passou a mão pela madeira e analisou os próprios dedos como se procurasse algum tipo de sujeira no móvel, suspirou e me encarou com desdém.
ㅡ O que ele te falou antes de eu chegar?
ㅡ Por quê quer saber?
ㅡ Só me responda! - falou pausadamente como se quisesse se controlar.
ㅡEle estava procurando por alguém...
ㅡ Quem ele procurava?
ㅡ Eu não sei.
ㅡ você é uma inútil! - alterou-se e me encarou com irritação.
ㅡ Não me chame assim!
ㅡ Não suporta a verdade, não é, irmãzinha? - sorriu sarcástica.
ㅡ Saia do meu quarto. - ditei e ela deu de ombros, virou-se e me encarou por cima dos ombros.
ㅡ Aproveite bastante. Em breve eu irei pegar o que é meu...
Foi a última coisa que disse antes de sair completamente.
ㅡㅅ🌷ㅅㅡ
🌷⭐Play na mídia? Yes⭐🌷
Meus dedos passeavam pela fotografia, era tão intrigante. As duas crianças usavam roupas de frio e boinas em suas cabeças, o balanço parecia completamente emferrujado e meu pai tinha um sorriso no rosto.
Estava decidida. Iria perguntar para meu pai -assim que encontrasse o momento certo- sobre as crianças e a fatografia em si. Torci para que Alice não sentisse falta da mesma ou eu teria um grave problema para lidar.
A tarde estava calma e bonita, o sol já sumia no horizonte deixando o céu em tons inigualáveis de laranja, roxo e azul escuro.
Um sorriso surgiu em meus lábios e caminhei saltitante até o banheiro, tomei um banho demorado e cuidadoso. Saí e vesti a camiseta preta, a saia rodada na cor vinho e uma jaqueta curta de couro escuro. Coloquei meias brancas e uma botinha caramelo que findava pouco acima de meu tornozelo.
Frente ao espelho, penteei os fios levemente ondulados do meu cabelo, deixei-os soltos. O batom cereja deixou meus lábios um pouco mais volumosos e sutilmente brilhantes. Cuidei de não colocar muito perfume para não parecer desesperada e coloquei um blush nas maçãs do rosto.
Estava pronta.
Limpei o suor causados pelo nervosismo nas mãos em minha saia e saí do quarto com passos cautelosos.
Eu não sabia onde estava Alice, meus pais ainda estavam trabalhando. Suspirei, eu não havia avisado minha mãe ou sequer pedido permissão para sair, mas me convenci de que não era totalmente errado...
ou era?
ㅡ Fique calma, Kate! Você tem 18 anos...pode fazer o que quiser...
Sussurrei para mim mesma, ponderei um pouco, cogitei desistir, mas em um ímpeto de coragem andei até a saída e me vi inteiramente fora de casa.
E não havia esquecido a garrafa de café quentinho que Taehyung me pedira para levar misteriosamente.
A noite estava um tanto fria, mas ainda assim era agradável. Caminhei pela calçada enquanto viumbrava as luzes que se acendiam nas casas, era quase impossível notar as estrelas no céu noturno se Seoul, sentia-me triste por não poder ver as luzes mais belas já criadas.
Parei à poucos metros do ponto de ônibus, Jungkook havia mandado uma mensagem dizendo que Taehyung já estava a caminho para me buscar. Distraída encarei o outro lado da rua onde estava coincidentemente a casa branca com o jardim, estava com todas as luzes apagadas. Será que ele havia encontrado quem procurava?
Lembrei-me impulsivamente dos cabelos azuis e a pele lúcida e transcendente. Ele era...intrigante. Tanto quanto...
Meus pensamentos foram desmanchandos ao escutar o barulho reconhecível da caminhonete de Jungkook. Franzi as sobrancelhas e vi o carro parar frente à mim.
Jungkook também iria conosco?
O vidro do passageiro frontal abaixou e me inclinei para encarar quem estava no banco do motorista. Taehyung sorriu e piscou.
ㅡ Quê? Você sabe dirigir? - questionei realmente curiosa. Tá, eu realmente tinhas as perguntas mais idiotas do mundo.
ㅡ Eu era o motorista de Yoongi as vezes.
Entreabri os lábios. Uma caixinha de surpresa, Tae era uma caixinha impressionante e intrigante de surpresa. Motorista de Yoongi? Ele então fazia algo além de aprender sobre o sexo, pelo visto o tal de Yoongi cuidara para que o mesmo aprendesse alguma coisa fora de toda alienação que o impuseram.
ㅡ legal! - foi a única coisa que falei.
Abri a porta e entrei no carro, logo o aroma inconfundível, penetrável e torturante de Taehyung invadiu meus sentidos. Era bom, sempre fôra...
ㅡ Você está linda, Lou! - falou em um sussurro e o encarei. Um sorriso grande e quadrangular conduzia toda a atenção para si.
ㅡ Obrigado.
Desci a visão impulsivamente por suas roupas. Tae usava uma camisa de mangas longas preta em um tecido aparentemente grosso e bonito, a estampa no peitoral denunciava o quão refinada ela era, Gucci. A calça em um Jeans claro ressaltava as coxas e mostravam a pele imaculada pelos rasgos propositais nas coxas e joelhos.
ㅡ Você também está muito bonito, Tae...
Um suspiro quase inaudível deixou meus pulmões. A mão veio em minha direção lentamente e lutei para não paralisar, porém já era tarde, eu não conseguia mexer um músculo sequer.
Quando fechei os olhos para sentir seu toque, minhas expectativas quebraram so senti-lo puxar a cafeteira de minha mão.
ㅡ Você trouxe mesmo o café!
Abri os olhos e escondi minha frustração com um sorriso pequeno.
ㅡ Sim, eu trouxe.
Ele colocou o recipiente no banco de trás se esticando para o fazer. Depois se ajeitou no banco e me encarou esperançoso.
ㅡ Você está pronta?
ㅡ Estou! - o sorriso foi inevitável.
ㅡ Ah, Jungkook-ssi me mandou te entregar isso...
Ele tirou uma caixinha pequena do porta-luvas e me entregou. Fiquei sem compreender, mas peguei a caixa e analisei a mesma, era simples e após abrir percebi um bilhete minusculo dentro.
Taehyung estava distraído fazendo a manobra então li o bilhete que continham poucas palavras:
"Usem e abusem!"
voltei a olhar a caixinha sem compreender e engoli a seco, minhas bochechas queimaram, entreabri os lábios e juro que se o carro não estivesse em movimento eu teria me arremessado pela janela.
ㅡ Ele não quis me dizer o que era... O que é, Lou? - Taehyung perguntou sem me encarar propriamente, estava focado na direção.
Escondi a caixinha dentro do bolso da jaqueta e esbocei um risinho nervoso.
ㅡ Não é na-nada!
Agradeci aos céus quando ele assentiu e não insistiu mais em procurar o quê era. Jungkook definitivamente estava ficando louco. Louco!
ㅡ Para onde vamos, Tae? - perguntei curiosa quando depois de alguns minutos ele seguiu uma estrada deserta perto de um posto de gasolina.
ㅡ É uma surpresa!
Falou simplesmente e depois disto nenhuma palavra mais fôra pronunciada. Tae estava totalmente focado em dirigir e temi chamar sua atenção, chegava a ser engraçado os olhinhos atentos e concentrados.
Fiquei ainda mais curiosa quando percebi que estávamos nos afastando das luzes e prédios, a estrada era escura e tinha árvores pelos dois lados que a cercavam. Fui ficando apreensiva e tentei afastar os sentimentos de desconfiança que surgiam naturalmente, eu deveria confiar, Taehyung era confiável.
ㅡ Ainda vai demorar muito? - perguntei impulsiva quebrando o silêncio.
ㅡ Estamos quase lá, meu amor! - informou sem me encarar, os dedos longos seguravam firmemente o volante.
ㅡ Como conheceu esse tal lugar que está me levando?
ㅡ Jungkook e eu o encontramos, ele me ensinou o caminho hoje de manhã logo quando você saiu sem se despedir e foi para a escola.
ㅡ Ah sim. Me desculpe por não ter me despedido, você estava dormindo e eu não quis incomodar.
ㅡ Tudo bem, neném! - a mão direita deixou o volante deixando apenas a outra trabalhando e os dedos mornos se entrelaçaram aos meus.
Ele me encarou brevemente com uma sobrancelha franzida.
ㅡ Sua mão está tão fria, Lou. Está nervosa?
ㅡ É o ar.
ㅡ É?
ㅡ É.
Okay, eu estava deixando aquilo tudo muito estranho, então quebrei o clima com um sorriso grande. Ele obsevou meus lábios por um tempo e acabou sorrindo também.
Voltando à direção da caminhonete, passaram-se mais ou menos 15 minutos até Tae parar o carro e descer me deixando confusa. Só então notei que ele havia saído para abrir um tipo de portão que impedia a passagem do carro na estrada.
O observei voltar e guiar o carro pelo portão. Repetiu a saída e fechou o mesmo.
Quando finalmente retornou para o carro avisou que estávamos mesmo chegando. Entrou em uma curva e seguimos em uma estrada de terra, depois virou o carro mais uma vez o colocando sobre o campo enorme coberto por grama.
Era imenso e bonito, ao longe havia algumas montanhas e árvores, mas a superfície ampla e aberta permitia enxergar o céu estrelado perfeitamente em toda a sua magnífica tela em azul profundo.
A caminhonete andava sobre a grama, e quando estávamos aparentemente no centro do campo , Tae parou o carro e me olhou brilhantemente.
ㅡ Chegamos!
Fiquei maravilhada e ele desceu do carro, antes que eu pudesse abrir a porta do passageiro ele correu e a abriu segurando em minha mão e me ajudando a sair completamente.
A brisa agradável perpetuou-se em minha face fazendo uma risada escapar de minha garganta. Tombei a cabeça para trás e então tive a sensação de estar perto das estrelas, como se as galáxias pudessem ser alcançadas apenas com um esticar de braço.
A completa falta de luzes dos prédios, casas e faróis permitia-nos ver toda a beleza oculta do céu. Percebi que ainda segurava a mão de Taehyung, ele estava em silêncio.
ㅡ É tão lindo.
Falei emocionada, hipnotizada pelos tons de roxo e os pontinhos incontáveis e brilhantes sobre nossas cabeças.
ㅡ Não tanto quanto você.
Foram as pslavras ditas em convicção e devoção que me fizera apagar o sorriso aos poucos. Abaixei a cabeça lentamente e encarei a imensidão acastanhada, tão brilhante quanto as próprias estrelas.
ㅡ Você é maravilhoso, Kim Taehyung! - confessei afetada e ele sorriu fraco.
ㅡ Lembra que eu perguntei se queria sair eu, você e as estrelas? - falou baixinho.
ㅡ Claro que lembro!
ㅡ Então agora somos só você, eu e as estrelas, Meu amor.
Era como uma das cenas cravadas em livros de romance, dois jovens apaixonados, buscando desesperadamente entender seus próprios sentimentos, talvez jovens demais para compreender a amplitude do amor...
Taehyung e eu estávamos nos arriscando, provavelmente cegos demais pela paixão para pensar nos dias seguintes e no que poderíamos causar à nossas próprias vidas.
Queríamos apenas aproveitar, caminhar na estrada desconhecida da qual não sabíamos onde acabaria. Era profundamente poético e romântico a maneira que seguíamos, mas será que deveríamos nos preocupar?
Existem inúmeras histórias de amor por aí que não contém um final como o leitor desejara ler...
ㅡ Lou?
Os dedos ainda mornos repousaram suavemente sobre a pele da minha bochecha, a palma aos poucos reivindicava parte do meu rosto, fechei os olhos me permitindo deleitar-me com a castidade do toque.
ㅡ Hum? - consegui murmurar quase totalmente tragada pelo calafrio e os arrepios que Tae me causava.
ㅡ Eu sei que você as vezes parece não gostar que eu fale do amor, mas...eu quero muito te dizer algo...
Percebi a voz vacilante, estava nervoso e eu podia sim sentir. Esbocei um sorriso em reflexo, sem humor algum. Meus olhos ainda fechados se abriram e o fitaram.
ㅡ O que você quer me dizer, Tae?
Eu tinha medo do que ele poderia dizer, mas boa parte de mim estava eufórica, ansiando, me levando à um completo êxtase e felicidade.
ㅡ Eu sei nuito bem que não conheço o amor como deveria ser, mas eu tenho certeza do que sinto. Meu coraçãozinho não me engana...
Arfei maravilhada.
ㅡ Sim...eu entendo o que você está sentindo, Tae.
ㅡ Lou? Me escuta direitinho... Irei falar lentamente para você ter certeza de que eu estou seguro do que digo, okay?
ㅡ Okay.
Suspirou audível, os olhos presos aos meus, eu mal conseguia respirar direito, o rosto próximo ao meu, o coração acelerado e ironicamente quase parado. Taehyung então abriu a boca e o som da voz grave surgiu:
ㅡ Eu. Te. Amo!
Lentamente, três palavras pequenas ditas lentamente...
O que três palavras pequenas poderiam causar em alguém?
Eu não sabia...
Até escutar alguém dizê-las para mim.
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😘🌌🐦✨ Haters, eu amo vocês! Obrigado por me xingarem, foi um combustível para eu continuar escrevendo.
nhaaaaaa!!!
Aquela coisinha de autora: Só parar na parte boa. Rsrs...
O "EU TE AMO" SAIU!!!!!!uhuuuu
O que acharam?
VOTEM, please!!!!
Então né...próximo capítulo e o meu preferido 🌷🌌✨⭐vou ficar aqui quietinha, tomar meu vinho e só observar 🍷
Beijos e até mais!
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