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twenty seven ᯽⊰ one, two, three...

Eu imagino a cabana dos avós da Lou assim:

Sala:

Cozinha:

Quartinho da Lou:

Quarto dos avós:

[Desculpem os erros. Como eu já informei: não tenho tempo para revisar]

Quero aproveitar o espaço para dizer que um garoto super fofo escreve fanfic's, ele faz cursinho de tattoo comigo e estudamos o ensino médio juntinhos, ele começou a escrever faz um tempo um livro Jikook aqui na plataforma e se chama "Suicidal Angel", se vocês puderem dar um espiadinha lá no perfil dele: LuccaYumi ele é muito atencioso, cof...e muito lindo..cof...cof...

Ele começou a ler Toy esses dias e disse que quando namorarmos ele será igualzinho o Tae nessa fanfic comigo, mas o Boy tá mais para 'pai do Clovis desaforado da vida' ksks.

Te amo, Lucca cerejinha!! 🍒
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ㅡ Está quentinho como o meu coração! - Taehyung confidenciou-me baixinho e assoprou a fumaça esbranquiçada que fugia da xícara em suas mãos.

Sorri e tomei um gole do meu café. Estávamos sentados, em uma das poltronas grandes revestida por pêlo de cabra, a neve caia lá fora e meus avós ainda dormiam em seu quarto.

O espaço limitado nos deixara tão próximos que eu conseguia mergulhar no perfume de Taehyung, sem precisar me esforçar para tal feito. Suspirei, jamais imaginara que o mesmo realmente iria ao meu encontro, não que eu duvidasse de sua palavra, mas parecia ter sido apenas uma promessa sem importância que poderia ser quebrada sem me magoar.

ㅡ E o seu trabalho, Tae? - Perguntei o fazendo virar o rosto e me encarar.

ㅡ É final de ano, neném. Eu tenho férias também! - sorriu simples. ㅡ Mas são férias de apenas um mês.

Assenti. De repente, temi o que meus avós iriam achar quando o vissem aqui, em sua casa. Céus, e se eles contassem para meu pai que um garoto, o mesmo pelo qual me castigara, fôra passar as férias comigo sem seu consentimento ?

Sem contar que os dois são muito tradicionais e poderiam não ver isto com bons olhos. E se por azar, meus avós me julgassem por estar na companhia de meu namorado em sua residência?

ㅡ Tae, eu não sei se meus avós irão te aceitar aqui...

ㅡ Aceitar? - tombou o rosto para o lado, surpreso. ㅡ Eles não irão querer que eu fique aqui ao seu lado?

ㅡ Eu não sei. - pressionei os lábios.

ㅡ Eu irei conversar com eles, tudo bem, Lou? Vou pedir permissão e com certeza eles irão me deixar com você. Ninguém pode nos separar, neném! - se inclinou e me surpreendeu com um beijo com gostinho de café.

Sorri contra seus lábios e suspirei em seguida.

ㅡ Beijo com gosto de café.

ㅡ É bom? - sondou, com um sorriso divertido.

ㅡ Eu amo café, Taehyung! - segurei seu rosto com a mão livre e selei seus lábios com devoção.

E depois de nos baijarmos, comemos torradas com geleia, conversamos um pouco sobre a neve e o friozinho danado que fazia. E os olhos de meus avós se arregalaram, quando entraram na cozinha e me viram com Kim Taehyung.

ㅡ Temos mais visitas, Kate? - vovô Myuk se aproximou com dificuldade, devido o problema na coluna, e ajeitou o óculos de armação antiga frente aos olhos.

ㅡ Não seja mal educado, Myuk! - Vovó Huana o repreendeu. ㅡ Bom dia, jovens! - nos cumprimentou, com um sorriso simpático.

ㅡ Bom dia, vovó e vovô! - sorri simplista, porém estava um tanto nervosa.

ㅡ Bom dia, me chamo Kim Taehyung, muito prazer avós da Lou! - Tae fez uma reverência e sorriu grande.

ㅡ A neve já veio? - meu avô encarou a janela, surpreso.

ㅡ Sim, vô Myuk! Está lindo lá fora, não é? - comentei animada.

Torci para Taehyung não se sentir ofendido por ter sido "ignorado", meu avô já se encontrava em um estado onde sua mente não funcionava da mesma forma quando em sua juventude. Tudo tirava sua atenção e sua audição limitada o deixara ainda mais desatento em relação aos acontecimentos ao seu redor.

Eu o admirava profundamente, os traços ocidentais eram mais presentes que os poucos indícios faciais de sua descendência asiática. Minha bisavó, fôra uma bailarina conceituada, nascida em Estados Unidos, conheceu meu bisavô, Coreano, em uma de suas passagens pela Ásia, e aquele romance perdurou pelos restos de suas vidas. O resultado daquele amor, fora meu avô Myuk-ah, que viveu por anos no país onde nascera sua mãe, e como em um destino paralelo e incompreensível, apaixou-se por Huana, assim que retornou para a Coreia do Sul.

Meu pai, Robert, foi fruto do amor entre os dois. E não supreende saber que o mesmo, mestiço, se encantou por uma coreana que o atendeu em uma loja de roupas no centro, minha mãe.

Então minha família era uma mistura bonita, ocidental e oriental. Eu gostava daquilo, amava na verdade. Olhar para vovô Myuk, era estar vendo meu pai, os traços semelhantes era a pricipal razão e eu gostava dos olhos grandes e azulados dos dois.

ㅡ Não ligue para ele, jovem! - minha vó encarou Tae. ㅡ Vive no mundo da lua e da teimosia.

ㅡ Tudo bem, eu entendo. - meu namorado sorriu, compreensível.

ㅡ Taehyung é meu namorado, vovó! - falei quando vi espaço, segurei-me para não corar, era estranhamente bom chamar o Kim de namorado em voz alta.

ㅡ Ôh, seja bem vindo, garotinho! - ela caminhou até a cafeteira e serviu café em duas xícaras, entregou uma para o esposo e segurou a outra firmemente. ㅡ Eu não sabia que tinha um namorado, Kate.

ㅡ Faz pouco mais de um mês que começamos a namorar...

ㅡ Ah, o amor é tão lindo. Como se conheceram? - tomou um gole de café e nos encarou, ansiosa por uma resposta.

ㅡ Er...

Encarei Taehyung de súbito. Eu não diria que o conheci em um corredor e que a primeira frase dirigida à mim, fôra: "Oh, você tem camisinhas?" e muito menos diria que o mesmo é um brinquedo sexual que estava sendo mantido em sigilo no quarto de Alice.

ㅡ Eu a conheci no corred-

Antes de Taehyung terminar de falar, o interrompi nervosamente.

ㅡ Nos conhecemos em uma biblioteca. Eu estava é...procurando um livro e tropecei no garoto, ele era o popular da escola e eu a nerd, daí a senhora sabe, né? Nos apaixonamos como nos livros de ficção adolescente previsíveis.

De onde diabos eu havia tirado aquilo? Droga, eu queria me arremessar contra a janela e me afundar na neve até ter uma hipotermia. Outrora, Taehyung me encarou com os olhos arregalados, tomado pela incredulidade e nítida confusão.

ㅡ Biblioteca? Nerd? Ficção adolescente? Eu não entendo, Lou...

ㅡ Que bonita história de amor, Kate. - minha avó sorriu largo. ㅡ Robert não avisou que ele viria também...

ㅡ O papai não sabe que Taehyung e eu somos namorados.

ㅡ Não?

ㅡ Não, vovó Huana! Ele não aceita nossa relação...

ㅡ Mas por quê? Esse garoto parece ser tão adorável.

ㅡ Ele é. Mas meu pai anda muito diferente ultimamente, vó. Talvez seja o desespero por Alice ainda estar da mesma forma.

ㅡ Ele não pode te impedir de ser feliz, Kate. Seu avô e eu iremos conversar com ele, não se preocupe.

ㅡ Taehyung veio para passar as férias comigo. Sempre ficamos dias separados e essas férias é uma das poucas oportunidades que temos de ficar juntos, vó. - suspirei. ㅡ Não diga para o papai que o Tae veio, por favor!

ㅡ Ôh, claro que não irei dizer, meu bem. - se aproximou e afagou minha bochecha com uma mão enquanto a outra ainda segurava a porcelana.

ㅡ Obrigado, vovózinha.

ㅡ De nada, meu bem. Você sabe que te amamos muito e que jamais impediríamos sua felicidade, Kate.

ㅡ Muito obrigado...

ㅡ O Tae pode ficar. Os dois podem ficar e serem felizes sem se importar com o amanhã. - encarou Taehyung com carinho.

ㅡ Eu posso lhe dar um abraço? - Tae pediu e minha avó assentiu.

ㅡ Cada cristal de gelo que cair lá fora pelos próximos dias será um silencioso agradecimento do meu coração, tá? - o garoto falou enquanto a abraçava fortemente, o sorriso quadrangular estampado na face.

ㅡ Ôh, que fofo! - minha avó sorriu, maravilhada.

E com um sorriso mais que contente, observei a cena em silêncio. E quando os olhos bonitos de Taehyung me encararam com um brilho descomunal, eu soube que os próximos dias, seriam os melhores da minha vida.

···꧁🍒 ꧂····

Minha avó conversou bastante com Taehyung, fizemos o almoço, comemos e passamos a tarde sentados na sala, jogando conversa fora e tentando esquecer um pouco o frio.

E ao final da tarde, mostrei meu quarto para o garoto e resolvi ajudá-lo a desfazer a mala.

ㅡ Isto é pra você! - Tae tirou um urso branco de pelúcia da mala e estendeu em minha direção.

ㅡ Ah, obrigado, anjo! - agradeci pegando presente e abraçando o urso com carinho.

O quarto era pequeno e a obviamente a cama também, mas iríamos dar um jeitinho para nos acomodarnos no espaço limitado. E começamos pelo pequeno armário de madeira rústica, consegui desocupar uma das gavetas para Tae e coloquei as roupas que haviam na mesma de volta em minha mala.

Sentados no chão, eu o ajudava a tirar suas poucas roupas da mala grande e colocar cuidadosamente na gaveta.

ㅡ Isso também é para você! - puxou uma caixinha de som de silicone no formato de panda e me entregou.

Sorri contente, eu havia esquecido de levar a minha e saber que iríamos escutar música me deixara eufórica.

ㅡ Tão atencioso. - beijei rapidamente a bochecha morna. ㅡ Obrigado, TaeTae.

ㅡ De nada, neném! - deu uma risada gostosa.

Coloquei a caixinha ao lado do ursinho sobre o tapete e voltei a organizar as roupas de Taehyung, o mesmo gostava de tudo bem arrumadinho e tratei de dobrar com bastante dedicação imitando sua maneira de cuidar das próprias peças de roupas.

ㅡ Para você, Lou! - tirou uma blusa vermelha de mangas longas com uma borboleta dourada estampada na parte frontal e estendeu em minha direção.

ㅡ Tae...

Sorri, sem jeito. Eu definitivamente não estava acostumada com tantos mimos. De repente me senti nervosa. Será que Taehyung havia usado seu salário apenas para me comprar presentes? Tudo parecia ser caro e aquilo me deixou pensativa.

ㅡ Comprou algo para você também? - sondei e ele fez um bico nos lábios.

ㅡ Para mim?

ㅡ Sim. Você comprou tantos presentes para mim. E para você mesmo? Comprou algo, Tae?

ㅡ Quando recebi meu salário, comprei minhas passagens, fui em algumas lojinhas e comprei seus presentes. E o que sobrou eu guardei aqui! - ergueu sua carteira que se encontrava no bolso menor da mala.

ㅡ Mas...não comprou nadinha para você, anjo?

ㅡ Não, neném. Eu tenho tudo o que preciso porque Jungkook-ssi, mesmo que eu tenha dito que não queria incomodá-lo, continua comprando várias coisinhas para mim.

ㅡ Ele é muito bondoso.

ㅡ Sim. Eu disse que agora iria comprar minhas coisas, mas ele me disse que se eu não aceitasse mais que ele me ajudasse, ele iria exterminar todas as borboletas do mundo.

Segurei um riso. Jungkook era um caso peculiar de bondade extrema e ameaças absurdamente estranhas. Ah, eu amava tanto aquele ser de cabelo rosa, mesmo quando as vezes ele me tirava do sério.

ㅡ O Jungkook é bem exagerado, você não acha? - perguntei e Tae riu um pouco.

ㅡ Ele é raro.

ㅡ Raro?

ㅡ Sim.

ㅡ Como assim, Tae? - me vi curiosa.

ㅡ Cada pessoa tem um jeito diferente de ser. Nunca haverá duas pessoas iguaizinhas, entende? Então cada pessoa é uma raridade, cada coração é único e cada sorriso é uma estrela diferente no universo da vida, Lou.

Pisquei algumas vezes, totalmente perplexa com as palavras de Taehyung. É perfeita a maneira que o mesmo enxerga o mundo, as vezes chega a ser intrigante demais para a minha mente.

O que mais me deixava aturdida, era saber que Tae pouco conhecia sobre o mundo e seu conteúdo, mas em diversas vezes, parecia conhecê-lo como a palma da própria mão. O quanto aquilo poderia ser instigantemente curioso?

Em meio meus devaneios, escutei a resposta inocente para minhas infinitas perguntas internas. Como se ele soubesse sobre minhas dúvidas transitórias.

ㅡ Eu conheço muito pouco sobre mundo, Lou. Mas quando eu te conheci, eu soube que nem todas as pessoas eram iguais. E eu também soube, que você era a raridade pela qual eu tanto procurei...

Entreabri meus lábios, incapaz de dizer o quanto aquilo me tocara. Meu coração bateu loucamente, a umidade tomava meus olhos rapidamente e eu só queria gritar para o mundo o quanto o amava.

Fraca e desestabilizada pela doçura e sensibilidade de Taehyung, me impulsionei para frente e o abracei com todas as minhas forças, sendo recebida pelos braços fortes e aconchegantes do meu namorado.

Empurrei a mala para o lado e me ajeitei em seu colo, afundando meu rosto na curva do seu pescoço. Ficamos um bom tempo abraçados e só nos afastamos quando minha vó bateu timidamente na porta, anunciou que o jantar estava quase pronto e que deveríamos tomar banho enquanto não havia anoitecido totalmente, pois a noite era ainda mais fria naquele lugar.

Saí do colo de Tae, contragosto, e separei roupas limpas, meias e tudo o que precisaria para depois do banho. Peguei minha toalha, saboneteira e agradeci aos céus por meu cabelo estar limpinho e não precisar ser lavado.

ㅡ Até já! - acenei saindo do quarto. Andei um pouco pelo corredor minúsculo e entrei no único banheiro da casa.

Ao terminar o banho, precisei respirar fundos antes de voltar para o quarto, coberta apenas por minha toalha. Adentrei e vi Taehyung em pé, perto da janela. Notando minha chegada, virou o rosto e os olhos encontraram os meus.

ㅡ Se quiser eu posso sair...

Começou a falar, compreensivo. Tae, sabia que eu era tímida e sempre queria me ver bem com as situação que envolvia nossa intimidade. Então eu sabia que, não importava quantas vezes nos tocássemos, ele sempre visaria o meu bem-estar acima de tudo.

Mas eu estava pronta para mudar aquilo, eu queria que ele soubesse que o passo que havíamos dado naquela noite estrelada, não fôra apenas um passo irrelevante. Havíamos nos entregado um ao outro, e com efeito, pertenciamos um ao outro.

ㅡ Fica! - pedi, certa de minhas próprias palavras.

Taehyung assentiu, testemunhei as bochechas corando quando tirei a toalha do meu corpo, seus olhos brilharam e estremeci por inteira.

ㅡ E-u posso me sentar na cama? - perguntou, a voz trêmula, afetada.

ㅡ Pode. - falei, engolindo a seco.

O garoto se aproximou, e sem parar de me encarar sentou-se na beirada da cama, perto de mim, tão perto que eu precisei segurar a respiração para não surtar.

Peguei minha calcinha ao seu lado no colchão e vesti a peça, meu rosto era brasa ardente. Respirei pesadamente e capturei meu sutiã, o coloquei e desejei morrer de vergonha quando percebi que Taehyung analisava cada pequeno movimento meu com a boca entreaberta e as pupilas dilatadas.

ㅡ Ah! - arfou e se levantou abruptamente. ㅡ Eu v-vou tomar b-banho, até mais, Lou! - falou rapidamente e me assustei quando mesmo tropeçou e caiu de joelhos no chão.

ㅡ Você está bem, Tae? - aproximei de si e seus olhos se arregalaram quando meus seios tomaram seu campo de visão.

Ah, Kate Lourence...

Choramingou mordendo os lábios com força e fiquei ainda mais confusa. Ele estava excitado, mas por quê estava tão nervoso e parecia se controlar tanto?

ㅡ Taehyung, o que houve? - toquei sua bochecha e ele se levantou do chão.

ㅡ Minha toalha e meu shampoo de morango! - falou e percebi que o mesmo estava fugindo do assunto. Ele pegou suas coisas na mala e saiu do quarto sem me dar nenhuma explicação sobre o episódio anterior.

Terminei de me vestir e o esperei por um tempo. Estranhando sua demora, resolvi ir para a cozinha, oferecer minha ajuda nos detalhes para o jantar. Minha avó sorriu pequeno assim que me viu e contou, um tanto tristonha, que avô Myuk estava com dores de cabeça e febre.

ㅡ Não seria bom o levarmos ao médico? - perguntei preocupada e ela terminou de colocar os pratos sobre a mesinha,que coincidentemente, tinha quatro lugares.

ㅡ Ele sempre tem essas dores, meu bem. As dores nas costas estão cada vez piores, mas não há nada que possa ser feito a não ser tentar acalmá-lo com morfina receitada pelo médico da família.

Abaixei o rosto, triste por saber que não poderíamos fazer nada para sanar suas dores. Minha vó notou minha feição e se aproximou, as mãos trêmulas e enrugadinhas tocaram minha bochecha.

ㅡ Não fique triste, Kate. A tristeza é escura, e a escuridão é desmotivante demais para o coração.

ㅡ Ele vai ficar bem? - um nó estava formado em minha garganta.

ㅡ Vai, ele é muito forte! - sorriu reconfortante. ㅡ Sempre passa por isso e retorna com mais teimosia ainda. Seu avô é um homem extraordinário.

Esboçei um sorriso e assenti vagarosamente. Taehyung surgiu depois de um tempo e nos sentamos para jantar. Vó Huana pediu desculpas e disse que iria jantar com o esposo no quarto, pois o mesmo estava impossibilitado de nos fazer companhia. Eu disse que estava tudo bem e Tae também, então ela carregou as duas tigelas com sopa até seu quarto.

Taehyung e eu comemos em silêncio, e ao terminar, lavamos as louças, as guardamos e deixamos a cozinha limpinha. Passamos no quarto dos dois para desejar boa noite e entramos em nosso quarto.

A luz fraca do quarto iluminava um pouco o lugar, as cortinas brancas dançavam ao tocar do vento e Tae tratou de fechar as janelas, evitando a entrada da brisa congelante. Finalmente os aquecedores estavam funcionando, e meu corpo se esquentava aos poucos.

ㅡ Que horas são, Lou? - perguntou e olhei no relógio de madeira fixado na parede.

ㅡ Oito horas.

ㅡ Ainda é cedo, mas o sono parece mesmo vir...

ㅡ Acho que é a calmaria do lugar que deixa o sono vir mais cedo. - sorri me aproximando de Taehyung.

Envolvi seu pescoço com meus braços e suas mãos repousaram em minha cintura. Meus dedos acariciaram a nuca com carinho, a quentura de sua pele era aconchegante.

ㅡ Eu gosto de lugares calmos. - confessou, apertando minha cintura com suavidade.

ㅡ Eu também...

ㅡ Está com frio? - se aproximou do meu ouvido e fechei os olhos de súbito.

ㅡ Só um pouquinho. O aquecedor já está tornando tudo mais agradável. - sussurrei, afetada.

ㅡ Como costuma dormir? - questionou se afastando para me olhar nos olhos. Tombei a cabeça para o lado, confusa.

ㅡ Como assim?

ㅡ Com roupas, sem roupas, de camisola...

ㅡ Ah! - soltei, surpresa. Minhas bochechas ruborizaram e dei um risinho nervoso.

ㅡ Eu só quero saber para te ajudar! - falou, em um despudor inocente.

ㅡ Eu durmo com meu pijama que está na primeira gaveta. - apontei para a cômoda e ele assentiu com um manear de cabeça.

Taehyung girou nos tornozelos e caminhou até a cômoda, abriu a gaveta e tirou minha blusa e meu short de tecido acetinado na cor rosê. Ficou na minha frente, com minhas roupas em mãos.

ㅡ Posso cuidar de você, Lou?

ㅡ Tae...

ㅡ Eu sei que está triste por causa do seu avôzinho doente. Então me deixe acalentar seu coração um pouco, por favor.

Pisquei algumas vezes, encantada.

ㅡ Tudo bem, Tae.

Lhe dei permissão e ele sorriu com carinho antes de depositar um beijo em minha testa. O garoto colocou minhas roupas de dormir sobre a cama atrás de mim e afastou meus cabelos cuidadosamente quando voltou a ficar em minha frente.

Fiquei estática, mas não mais por constrangimento, mas sim pelos gestos tão despretensiosos do garoto. Taehyung só queria cuidar, talvez estivesse tentando buscar uma cura para a tristeza que eu tentara esconder, mas que ainda era visível em minha face.

Tirou minha jaqueta moletom e minha calça de tecido encorpado. Minha pele tremeu quando segurou a barra da minha blusa de malha e a argueu, retirando-a do meu tronco. Analisei meticulosamente seu rosto, o mesmo estava concentrado, o nariz franzido e os lábios unidos firmementes um ao outro.

Eu agora estava apenas com minha calcinha e o sutiã. Segurei minha respiração, quando envolveu minhas costas com os braços fortes e colou o corpo ao meu em resultado da aproximação.

Senti sua respiração pesada contra meu ombro e entreabri os lábios quando os dedos longos desuniram os feixes do meu sutiã e o retiraram vagarosamente, percorrendo o tecido por meus braços e o colocando sobre a cama.

As batidas do meu coração se elevaram quando Taehyung, sem deixar meu olhar, se afastou e levou o polegar até meu lábio inferior, pressionando-o com firmeza.

ㅡ Eu queria tanto poder te amar agora, Lou. - sussurrou com dificuldade devido a respiração descompassada.

Meus lábios tremiam sob o toque de sua digital. Segurei a barra de sua camisa com força e senti meus pulmões puxando o ar com mais dificuldade. Eu queria me acalmar por completo com seu toque, eu queria ser amada para finalmente ter a certeza de que tudo iria ficar bem no dia seguinte.

ㅡ Então me ame, Taehyung...

O puxei e selei seus lábios com fervor, meu corpo quase totalmente nu colado ao seu. Meus dedos seguraram seu cabelo com força e antes de eu conseguir aprofundar o beijo, Tae segurou-me pelos ombros e me afastou de si.

ㅡ O que houve? - pisquei algumas vezes, confusa.

ㅡ Não po-podemos! - deu um passo para trás e fechou os olhos quando esbarrou na cômoda com força. ㅡ Ai!

ㅡ Céus, Taehyung! Você está se machucando! - o repreendi e ele ainda fazia uma feição de dor.

ㅡ Isso dói! - falou manhoso massageando a própria costela esquerda.

ㅡ Deixe-me ver!? - aproximei-me e seus olhos repousaram em meu busto despido.

ㅡ Se cubra, por favorzinho! - parecia querer chorar.

ㅡ Aish, garoto. O que está acontecendo?

Peguei minha blusa de cetim e vesti a mesma rapidamente. Caminhei em sua direção e levantei sua camisa sem sua permissão, ele chiou de dor quando toquei sua costela, estava com uma marquinha vermelha que supostamente ficaria roxa depois de um tempo.

ㅡ Eu vou morrer? - me encarou apreensivo e mordi os lábios para conter uma risada.

ㅡ Ninguém vai morrer, Taehyung. Foi só um henatoma causado pelo esbarro. Vai ficar tudo bem, anjo.

ㅡ Você me deixou nervoso. - fez um bico insatisfeito e cruzou os braços, irritado.

ㅡ O quê?

ㅡ Eu iria só cuidar de você e estava me controlando, mas você me quer e está me fazendo ficar excitado com o jeito que me olha, me beija e quando se aproxima nua assim. - choramingou.

ㅡ Mas você mesmo quis tirar minhas roupas, Tae. - franzi o cenho.

ㅡ Eu quero me acostumar com sua nudez sem me excitar.

ㅡ Por quê?

ㅡ Aish, Lou. Se toda vez que você for ficar peladinha na minha frente eu ficar quente, nunca dará certo, você me entende?

ㅡ Mas você não quer ficar quente ao me ver?

ㅡ Quero, Claro que eu quero, meu amor. Mas eu preciso me controlar às vezes porque eu acredito que nosso amor não pode ser baseado apenas no sexo.

ㅡ De onde está tirando essas coisas, Tae? - semicerrei os olhos e cruzei os braços.

ㅡ Lou! - bateu o pé no chão como uma criança mimada. ㅡ Não me pergunte mais, eu já estou muito choroso e irei chorar a noite todinha se você insistir em saber...

ㅡ Mas você nunca foi assim. Quero saber o que está acontecendo, anjo.

Abaixou o rosto e limpou a camada fina de suor que escorria em sua testa com o dorso da mão. Alguma coisa estava muito errada, e eu estava decidida a descobrir o que estava o afetando daquela forma.

Ao chegar perto de si, segurei suas bochechas e o fiz erguer o rosto até me encarar, ainda assim seus olhinhos castanhos tentavam fugir do meu olhar à todo momento.

Seguindo meus impulsos, desci a visão por seu pescoço, peitoral, abdômen e suspirei quando meus olhos capturaram o volume protuberante em sua calça, seu desejo despontado sem censuras. Minhas mãos formigaram para o aliviar, mas antes, eu procuraria saber os motivos de seu desconforto.

ㅡ Você confia em mim, Tae? - sussurrei calmamente.

ㅡ Confio, meu amor! - sussurrou de volta, convicto.

ㅡ Então me diga o que está te incomodando, uh? - propus e ele suspirou longamente.

ㅡ Tudo bem, neném.

ㅡ Pode dizer, anjo...

ㅡ Eu estou com vergonha de fazer amor com você com seus avós dormido ao lado. Os gemidos iriam ser escutados e escute... - caminhou até a cama e pressionou o colchão em um vai e vem fazendo um barulho enorme ecoar pelo quarto. ㅡ ...A cama faz muito barulho.

Torci o nariz. Mas eu sabia que ele não se sentia bem com tal coisa, já havia me dito que pedia para Alice ligar uma música quando estava transando no quarto ao lado do meu, mas a mesma sempre o ignorava.

E eu jamais iria ser como Alice. Taehyung só faria o que se sentisse bem em fazer, e se ele não queria que meus avós escutassem qualquer coisa, eu iria respeitá-lo sem hesitar.

ㅡ Tudo bem, Tae. Eu entendo que não poderemos fazer...

ㅡ Me entende mesmo?

ㅡ Sim. Não se preocupe.

ㅡ Mas eu quero que saiba de uma coisa, Lou. - Tae se aproximou do meu ouvido, a voz grave e penetrante causou o arrepio traiçoeiro em minha pele.

ㅡ O q-quê, Tae?

ㅡ Quero que saiba que você é a razão de eu estar assim! - sussurrou e segurou minha mão, quase gemi quando me fez tocar sua própria ereção.

ㅡ Taehyung-ah, por favor! - pedi algo que nem eu mesma sabia o que era, sentia-me tonta pelo tesão repentino. Ele ainda segurava minha mão, friccionando-a contra seu membro.

ㅡ Tenha uma boa noite, minha borboletinha! - soltou minha mão e sorriu simplista.

Me mative no mesmo lugar e observei, perplexa, Taehyung se deitar na beirada da cama e se cobrir com o edredom macio. E eu quis muito entender sobre a personalidade peculiar do meu namorado.

ㅡ Eu juro que não te entendo, Sr. Kim! - reclamei, sem estar realmente irritada.

Terminei de vestir minhas roupas de dormir e me aconcheguei ao seu lado. Fui surpreendida quando Tae me abraçou por trás, me puxando para ficar de conchinha consigo.

Seu nariz roçara meu pescoço diversas vezes e a quentura do seu corpo penetrava cada centímetro da minha pele. Juras de amor foram ditas no meu ouvido e eu me senti mais que feliz quando um eu te amo fôra sussurrado em meio às palavras apaixonadas do garoto.

Minutos depois, havíamos adormecido e as preocupações se dissiparam para dar espaço aos sonhos.

···꧁🍒 ꧂···

ㅡ Lou?

A voz parecia distante, resmunguei qualquer coisa e virei o rosto para o outro lado. Mas quem quer que estivesse me acordando, não desistia tão fácil.

ㅡ Lou? Acorde...

Reconheci que era a voz de Taehyung. Mas ainda assim, a vontade de acordar por completo, estava bem longe de mim. Então só me remexi na cama e continuei com os olhos fechados.

ㅡ Lou, meu neném! Acorde, meu amor lindinho. O dia está tão bonito. - eu sentia que agora seu rosto estava perto do meu, mesmo que eu não o visse de verdade.

Meu corpo só queria mais um pouco de descanso. Mesmo estando acordada mentalmente, me mantive na mesma posição.

ㅡ Eu fiz chocolate quente para minha borboletinha... - Falou e abri os olhos abruptamente.

ㅡ Chocolate? - arqueei uma sobrancelha e Tae sorriu largo. Se afastou e ergueu a xícara grande, de onde escapava uma fumaça esbranquiçada pelo ar.

ㅡ Sim, tome! - estendeu em minha direção, sentei-me na cama, recebi o chocolate quente e o tomei devagar.

ㅡ Dormiu bem? - o questionei.

ㅡ Muito bem. - estava radiante.

ㅡ Que bom, Tae. - tomei mais um gole da bebida cremosa. ㅡ O chocolate está maravilhoso.

ㅡ Eu fiz especialmente para você! - se inclinou e afastou uma mecha do meu cabelo para trás de minha própria orelha.

ㅡ Estou me sentindo especial! - brinquei e ele sorriu simples.

ㅡ você é.

ㅡ Você também é muito especial, Tae.

ㅡ Está aprendendo muito nas aulas de dança? - sentou-se ao meu lado na cama.

ㅡ Sim, eu já aprendi alguns passos...

ㅡ Quero que você me mostre o que já aprendeu. - sorriu grande fazendo os olhos se comprimirem.

ㅡ Talvez eu mostre em algum momento.

ㅡ Que momento? - tombou a cabeça para o lado.

ㅡ Não sei.

ㅡ Hm.

ㅡ Hm, o quê?

ㅡ Eu estou imaginando você dançando só para mim.

Quase cuspi o chocolate assim que tomei um gole e escutei sua confissão. Eu nunca iria me acostumar com a fofura e sensualidade dos pensamentos de Taehyung. Como ele conseguia tal façanha? Como ele conseguia ser daquela forma? Céus, era tão intrigante.

Eu não deveria dar corda, eu iria me manter firme e não cair na lascividade daquele ser adorável e sexy ao mesmo tempo. Eu, Kate Lourence, não iria cair nas armadilhas de Kim Taehyung.

ㅡ Como você me imagina dançando para você, Taehyung? - soltei e me repreendi em seguida.

ㅡ Termine seu chocolate, meu neném! - beijou a ponta do meu nariz e se levantou.

ㅡ Está mesmo me ignorando? - questionei, um tanto incrédula.

ㅡ Estou mantendo distância para não acabar fazendo o que eu quero fazer desde que bati naquela porta e você foi me atender ontem, Kate Lourence.

ㅡ Eu não estou gostando de ser ignorada.

ㅡ Eu não estou te ignorando.

ㅡ Então prove. - provoquei.

ㅡ Eu não sei como provar, meu amor.

ㅡ Está vendo? Não há provas de quê você não está mesmo me ignorando.

ㅡ Eu nunca irei te ignorar, neném!

ㅡ Então faça o que quer fazer comigo. - joguei e arregalei os olhos diante de minhas próprias palavras.

ㅡ Lou, não complique minha situação. - fez um bico grande demostrando sua chateação.

ㅡ Ok. Me desculpe.

ㅡ Tudo bem.

Terminamos nossa pequena discussão sem muita lógica e fiz minhas higienes matinais ao terminar meu chocolate quente. Me senti feliz quando saí e encontrei minha avó na cozinha, a mesma me disse que avô Myuk estava melhor e que as dores haviam sanado um pouco.

Taehyung e eu nos oferecemos para buscar lenha na cabaninha que ficava à alguns metros do chalé. Devidamente cobertos por roupas fornidas, andamos pela neve até encontrarmos o depósito de lenha. Coloquei as lenhas no trenó e Taehyung o puxou até a casa dos meus avós.

Assim que colocamos os pedaços de madeira na lareira acesa, vi Tae fazer uma feição de dor e pressionar a mão na costela machucada pelo choque contra a cômoda na noite anterior. O encarei, preocupada.

ㅡ Está doendo muito?

O mesmo assentiu com um manear de cabeça e levantei-me para analisar o ferimento. Levantei sua camisa e vi que a marca agora já se encontrava arroxeada, com certeza estava doendo horrores.

ㅡ Irei buscar um pouco de gelo. - anunciei e andei em passos apressados até a cozinha, passei por minha vó que preparava um lanche e capturei uma garrafinha com gelo dentro da geladeira.

Voltei para a sala e pressionei a garrafa contra a pele machucada. Tae mordeu os lábios com força, tentando segurar a dor e meu coração se apertou dentro do peito. Me doía vê-lo daquela forma.

ㅡ A dor vai passar, anjo! - encarei seu rosto e vi os lábios tremendo. ㅡ Não chore, Taehyung! Não.

ㅡ Dói muito, Lou. - os olhos lacrimejavam.

ㅡ Eu sei. Mas vai passar, eu prometo! - beijei sua bochecha demoradamente.

ㅡ M-me desculpe, Kate! - pediu em meio as lágrimas silenciosas.

ㅡ Desculpar pelo quê, Tae?

ㅡ Por eu ser um garoto fraco. Com certeza os outros garotos não são tão sensíveis como eu sou, e eles sabem ser fortes. Me desculpe por eu não ser forte o suficiente...

ㅡ Ei, o que está dizendo? - o repreendi com carinho. ㅡ Você é muito forte, Tae. Meu anjo, você é o garoto mais bondoso e forte que eu conheço, então não se menospreze.

ㅡ Mas...

ㅡ Sua sensibilidade é a coisa mais preciosa que existe, Taehyung-ah. Eu sou apaixonada pela forma como você demonstra seus sentimentos e eu aprendi, com você, que as pessoas mais fortes também choram.

ㅡ É verdade? - soluçou e me encarou, esperançoso.

ㅡ Claro que é verdade!

ㅡ Então minhas lágrimas não me fazem fraco?

ㅡ Não, anjo.

ㅡ Me abrace, meu amor!

Atendendo ao seu pedido, o abracei, deixando a garrafa sobre o sofá. Ficamos namorando por vários minutos, nos beijamos e depois de um tempo o deixei na sala, para buscar uma pomada para passar em seu machucado.

Quando retornei, segurando um tubinho de pomada, me deparei com Taehyung sentado no sofá, segurando duas caixinhas coloridas, uma em cada mão. Me senti nostálgica, sorri sem perceber e me aproximei do garoto.

ㅡ Eu trouxe para comermos juntinhos na contagem de três. - me entregou uma das caixinhas e assenti.

Retirei o cupcake do recipiente e meu namorado fez o mesmo com o seu e ele sorriu radiante antes de começar a contar:

ㅡ Um, dois, três...










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VOTEM, Por favor!

Beijos e até a próxima 🔥cof..+18...cof🚫

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