53 - Tomado pelo medo
☆Oie... quase não chego aqui hj, MEU TELEFONE APAGOU O CAPITULO DO MEU CELULAR SEM MOTIVO NENHUM KKKKK rindo de nervoso. Fiquei um pouco desesperada pq tem um ano que escrevi isso e tipo COMO QUE EU IA REESCREVER DE NOVO E FAZER IGUAL? Impossível, Mas aí lembrei que tenho salvo em arquivo no word hahaha então tudo resolvido e estamos aqui. Sem pânico crianças não perdi nada. É isso tenham uma boa leitura meu amores.
"Nos dias onde eu estava triste,
Você era a pessoa que sorria pra mim.
O que aconteceu? Sua expressão não parece boa.
Você está escondendo algo, deve ter algo te machucando.
Confie em mim, me abrace.
Confie em mim, me fale.
Eu te amo.
Eu nunca vou te decepcionar,
Confie em mim.
Continue olhando pra mim com calor em seus olhos,
Confie em mim.
Meu amor nunca vai mudar,
Confie em mim.
Não importa o que aconteça,
Confie em mim.
Eu sempre irei te proteger,
Confie em mim."
Trust Me - KARD
- JK? - O Jin Hyung chamou assim que abriu a porta da minha sala.
- Hyung - falei animado. - A gente pegou ele - sorri satisfeito. Meu Hyung entrou na sala balançando os braços animado também com as descobertas.
- Yah! - Ele exclamou arrastado. - Sério? - Sentamos um de frente para o outro no sofá da minha sala.
Finalmente esse dia havia chegado. O dia em que pegamos a pessoa que roubou os documentos da empresa há meses atrás e que havia expostos as fotos da Eun. A mesma pessoa que me fazia ligações de chantagem, que estavam me deixando louco.
- Hyung o fotógrafo abriu o bico - sussurrei, eu não estava conseguindo confiar na minha própria sala, o clima na empresa era tenso, pois a transição para a presidência estava se concluindo e com os segredos recém descobertos não era bom confiar em ninguém. - Foi ele mesmo. - Falei confiante. O Jin Hyung bufou.
- Sinceramente JK, eu torcia para que não fosse ele, é decepcionante demais - ele parecia chateado com a notícia, mas era compreensível.
- Eu quero expor ele! - Anunciei. - Na reunião, quero mostrar todas as ligações de chantagem e a prova de que foi ele quem roubou a empresa, quero escurraçar ele daqui para sempre. - Na verdade eu sentia muito mais que apenas raiva por tudo o que tinha acontecido. Principalmente as ligações ameaçando meu casamento, ameaçando a Eun, dizendo que poderia fazer coisa pior que apenas expo-la se eu não desistisse da presidência, eu estava sempre de olho nela e a perguntando se estava tudo bem, me certificando de que eram apenas blefes.
Aparentemente tudo não passava de chantagem barata, afinal ninguém mexia com ela, se mexessem ela certamente me contaria e eu confiei nisso. Então eu apenas continuei com o processo de transição presidencial.
- Hoje ainda? - Ele me perguntou me tirando dos meus devaneios.
- Não hyung, ele não vem hoje - falei. - Amanhã. Amanhã todo mundo tem que estar aqui, ai vai ser hora do show - encarei a parede atrás do hyung imaginando como será o dia de amanhã, aonde eu vou acabar de vez com esse problema.
- E a...? - Ele começou a falar, voltei meus olhos para ele, eu sabia que isso o atingia e me sentia preocupado sobre, mas não podia protelar por nem mais um segundo esse assunto.
- Ela vai ficar bem - assegurei. - Ela vai precisar de você hyung, então fique por perto.
- Coitada, não tem culpa do pai que tem - ele falou.
- Você já teve algum progresso? - Perguntei mudando um pouco de assunto.
- Não muito - ele sorriu tristinho.
- Será que no fim das contas eu terei que te dar umas aulas sobre como conquistar uma mulher? - Perguntei debochando dele.
- JK... - Ele me encarou apoiando os cotovelos nas coxas, se inclinando em minha direção. Eu quis rir. - Você só está com a Eun Bin-ssi porque eu ajudei, se não fossem meus empurrões talvez vocês até hoje não tocassem nem meia dúzia de palavras. Ao menos eu não sou virgem - debochou cruzando as pernas e recostando as costas no sofá, parecendo vitorioso.
- Antes virgem e casado, do que apaixonado e não correspondido - joguei de volta.
- Ai, essa doeu - ele disse ficando de pé. - Eu sou um cara ocupado JK, não tenho tanto tempo assim pra conquistar mulheres, mas essa, eu não vou deixar passar - alertou caminhando até a porta da minha sala. Fiquei de pé e o acompanhei. Abri a porta para que ele pudesse sair e me assustei ao ver a Min Hye praticamente inclinada, como se tentasse ouvir algo por detrás da porta, atitude no mínimo suspeita. Ela nos olhou surpresa, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
Olhei para o Jin Hyung e depois para ela de novo.
- Hye-ah - o Hyung falou, seu tom de voz baixava alguns volumes perto dela e eu quis rir disso. Será que eu também era assim com a Eun?
- Oppa - ela devolveu sorrindo angelicalmente, era um clima estranho de flerte entre eles dois. Não dava pra saber exatamente se era recíproco ou não. - Eu estava passando e já ia bater - se explicou rapidamente.
- Vamos tomar um café? Quero falar-lhe algo - o Hyung era sempre tão educado com ela. Rolei os olhos.
- Claro. Kookie... - Ela me cumprimentou brevemente, antes de dar as costas e sair sendo seguida pelo Jin Hyung que deu uma piscadela em minha direção antes de acompanha-la de vez.
Fechei a porta e em seguida me joguei em meu sofá. Eu estava realmente feliz em poder finalmente resolver esse problema que me tirava o sono toda noite, que me fazia até mesmo beber para desestressar. Eu queria voltar a ter minha vida pacata ao lado da Eun sem precisar pensar em todos esses problemas. Peguei meu celular para ver a hora, mesmo estando com um relógio no braço. Eu deveria ir busca-la na escola hoje? Meu humor estava ótimo hoje, poderia leva-la para jantar? Talvez um cinema? Fazer amor com ela! Eu sorri para mim mesmo me sentindo aliviado, agora eu tinha ela para partilhar os bons momentos comigo.
Queria comemorar e seria bom que fosse ao lado dela.
- Ok - exclamei para mim mesmo - Eu vou busca-la mais tarde - espreguicei meu corpo ouvindo minhas costas estralarem antes de voltar para meu computador. Eu tinha que preparar o show de amanhã.
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Peguei a chave do carro e fui até o estacionamento cantarolando uma musica que eu gostava muito, cantar elevava ainda mais meu estado de espirito. Peguei o elevador e senti meu celular vibrar em no bolso dianteiro da calça. Peguei o aparelho não reconhecendo o número, ignorei a chamada. Não deu nem meio segundo e o celular vibrou se novo. Encarei o ícone da mensagem e a abri.
"É sobre a Bin-ssi, me ligue." Vinquei as sobrancelhas intrigado. Sai do elevador assim que as portas abriram e pus o celular no ouvido enquanto caminhava em direção do meu carro, ouvindo chamar apenas uma vez.
- Quem é? - Perguntei quase como quem exige uma explicação.
- Kim Taehyung - um voz masculina falou. Levei meio minuto para lembrar quem raios era Kim Taehyung. Suspirei sabendo que o nome me era familiar.
- O que tem a Eun? - Perguntei ainda autoritário, a verdade é que eu não engolia a amizade dela com esse cara.
- Ela... - Ouvi ele respirar impaciente do outro lado da linha. - Eu vi ela sendo agredida, fui atrás de ajuda e quando voltei ela tinha sumido, não encontro ela em lugar nenhum - ele disse tudo rápido demais.
- Que? Como assim agredida? - Perguntei caminhando apressadamente para o meu carro.
- Eu cheguei bem no momento que duas garotas estavam agredindo ela, eu já procurei ela pela escola toda, mas não consigo encontrar, não sei o que pode ter acontecido - ele soava realmente preocupado.
- Eu não estou entendendo nada, por que agrediram ela? - Perguntei enquanto já dirigia como louco para fora do estacionamento do prédio. - Estou à caminho, me espera na estrada do Colégio.
Alguns poucos minutos passaram como horas e a escola parecia mais longe do que nunca. Eu não conseguia absorver uma só palavra do que ele tinha dito, porque eu não conseguia imaginar minha Eun sendo agredida e os motivos por detrás disso. Me neguei veementemente a pensar que fosse verdade, tinha que ser um mal entendido. Liguei para o celular dela mas apenas chamava e ninguém atendia, isso me deixou realmente nervoso.
Parei o carro com uma freada brusca em frente a escola e o rapaz chamado Taehyung me esperava no portão com uma expressão confusa e os braços cruzados sobre o peitoral.
- O que de fato aconteceu? - Perguntei saindo do carro e batendo a porta com força.
- Tinha duas garotas batendo nela... - Ele começou a falar.
- Por que raios bateriam na Eun? - Perguntei o interrompendo tentando entende o que estava acontecendo de fato. Ele suspirou impaciente e pela forma como seus ombros decairam tive a sensação de que não ia gostar do que ele estava preste a dizer.
- Não devia ser eu a pessoa a contar isso mas, a Eun vem sofrendo bullying na escola, desde que aquelas fotos vazaram, eu não sei bem o porquê, mas as garotas do Colégio cismaram com ela, a marcaram e... - Ele soltou uma lufada de ar. Eu o encarei pasmo.
- Está me dizendo que estão mexendo com a Eun há um mês e eu só estou sabendo disso agora? - Perguntei entredentes com as mãos na cintura. Ele aquieceu lentamente. Dei as costas para ele tentando recobrar a sanidade que fugia de mim nesse momento, eu não sentia o chão de tanta raiva e choque. Uma adrenalina estranha correu por minhas veias me fazendo tremer. - A Jeon Eun Bin está sofrendo bullying na escola há um mês e eu não sabia de absolutamente nada? - Voltei a encara-lo quase como se o culpasse.
- Eu mais de uma vez pedi para ela te contar. Temia que isso ficasse pior, exatamente como está agora, mas isso não é hora de discutir isso, ela sumiu! - Disse enfatizando a última parte. O encarei por um momento, meu cérebro tentando processar as informações que não se encaixavam.
Depois de um minuto sem sequer conseguir respirar peguei meu celular e disquei um número conhecido.
- Preciso de homens na cidade agora procurando pela Eun - falei assim que a chamada foi atendida.
- O que aconteceu Sr.? - O secretario Kang perguntou do outro lado da linha pacientemente.
- A Eun sumiu depois de ser agredida na escola. - Expliquei sem conseguir acreditar no que eu mesmo dizia e sem sentir minhas pernas, dado meu nível de nervosismo.
- Tudo bem, vou mandar homens agora para os arredores da escola - ele disse. Encerrei a ligação.
- Por que deixou ela sozinha? - Me voltei para o rapaz, eu ainda tentava entender o que tinha acontecido.
- Ela estava muito machucada, eu não sabia o que fazer, então fui atrás de ajuda - pensar na minha Eun, minha frágil Eun machucada era como receber um soco na boca do estômago, me deixava sem ar e me fazia querer cair de joelhos. - As coisas dela ainda estão aqui na escola, por isso eu...
- Faz tempo isso? - Indaguei o interrompendo novamente.
- Cerca de meia hora!
- Meia hora? - Eu quase gritei, dei as costas para ele caminhando para o meu carro. - Vá para casa, quando eu achar ela eu aviso. - Ordenei entrando no carro. Eu sabia que não tínhamos idades muito diferentes, mas nesse momento tratei de me comportar como alguém mais velho, mesmo sem ser.
Acelerei o carro me sentindo um idiota. Não conseguia imaginar para aonde ela poderia ter ido, nem por onde comecar a peocura-la, me sentia pior ainda de imaginar que ela estava sendo machucada por minha causa, porque queriam me derrubar, porque queriam me afetar usando ela e essa deveria ser a única explicação plausível para isso estar acontecendo.
Cada parte de mim nesse momento estava em alerta. Isso doía profundamente. As palavras do amigo dela não saiam da minha cabeça enquanto eu dirigia sem rumo pelas ruas em torno do colegio: "Ela estava muito machucada." Machucada como? Qual a gravidade? Aonde ela estava machucada? Tantas novas perguntas e eu fui tomado pelo medo. Como a Eun escondeu isso de mim? Como ela teve coragem? Como teve forças para me esconder algo tão grave? Como eu não desconfiei?
Lembrei-me do arranhão que eu havia visto antes da minha viajem, seria aquilo resultado de agressões? Como eu não reparei? Estive tão ocupado tentando evitar o pior, que o pior aconteceu e eu nem notei.
Um misto de pensamentos emaranhados e sentimentos confusos se passam por minha cabeça, eu era um fraco inútil, incapaz de protege-la, incapaz de impedir que ela fosse afetada. No fundo eu sabia que não conseguiria. Eu subestimei a capacidade dos meus inimigos.
- Sr? - A voz vinda dos auto falantes do meu carro me assutou. Meu telefone tocou e eu atendi sem sequer ter percebido.
- Hãn? - Murmurei.
- Achamos ela - ele falou.
- Aonde? Ela tá bem? - Perguntei ansioso.
- Melhor vim até aqui - o secretário Kang falou. A acelerei o carro enquanto ele dizia a localização exata, meu coração batia à mil e eu apenas queria vê-la, saber se estava tudo bem, abraça-la e pedir-lhe perdão por não ter sido capaz de protege-la. Em seguida iria lhe dar uma bronca daquelas por ter escondido algo tão grave de mim e depois abraça-la de novo.
Estacionei o carro na esquina de uma praça e pude ver o secretário Kang em pé atrás de um carro, desci do meu veículo olhando para a mesma direção que ele olhava, ao longe do outro lado da enorme praça a Eun estava sentada em um banco de madeira.
- Sr. - O secretário falou assim que me viu.
- O que...? - Um homem de cabelo vermelho se aproximou dele jogando um casaco por cima de seus ombros.
- Ela estava dentro desse carro desacordada e há poucos segundos saiu de dentro do carro, estávamos esperando o Sr. para chamarmos a Polícia, não sabíamos se ele era o sequestrador ou não... - Se justificou enquanto eu olhava a cena atordido. O que a Eun fazia aqui com esse cara? Ele não soava como um sequestrador.
- Eu chamo a Polícia? - Levantei a mão negando.
De repente a Eun desatou a chorar e eu podia ouvir o som do seu choro na distância em que estava dela. Um nó se formou em minha garganta e cerrei os pulsos, por que raios ele estava dando tapinhas em suas costas? Ele estava consolando ela? Por que ele? Por que não eu? Por que ela era capaz de contar a verdade para qualquer um, menos para mim?
Então ela o abraçou.
Ela.
O.
Abraçou.
Minha Eun. Estava se consolando nos braços de outro homem, após esconder de mim o que tinha acontecido com ela esse tempo todo. Como eu deveria me sentir agora? Eu não deveria estar aliviado porque ela parecia bem? Então por que eu estava com essa raiva infinita em meu peito agora? Eu me sentia humilhado e pior excluído.
- Eu vou acabar com essa palhaçada agora - falei para mim mesmo começando a caminhar, porém no segundo seguinte o secretário Kang segurava em meu braço me fazendo girar para encara-lo. Eu o olhei consternado, já ia começar a ordenar que me soltasse, porém sua expressão me impediu.
Ele tinha o celular no ouvido e me olhava de olhos arregalados eu nunca tinha visto aquela expressão em seu rosto.
- Que foi? - Falei esquecendo-me por um momento de tudo em minha volta a expressão dele realmente não era boa.
- O... - A voz dele estava embargada. - O... - Ele repetiu parecendo lutar com as palavras e isso sim me assustou. O secretário Kang sempre sabia o que fazer ou falar.
- Que merda! Fala de uma vez - exigi nervoso.
- O Sr. Jeon... Acabou de ter outro infarto e faleceu - disse tudo rápido demais para que eu pudesse processar.
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