34 - Como uma onda me arrastando.
☆ Em minha defesa ainda são 23 horas aqui no Ceará, portanto estou dentro do prazo!!! Queria pedir um favorzao, votem muito na fic pra elas subir nas tags isso é muito importante pra mim. Por favorzinho.... Não vou falar muito já vi que tem uma penca de gente ansiosa. Tenham uma boa leitura.
"Quando você olha para mim,
Quando você sorri para mim.
Parece que meu coração vai parar.
O que devo fazer?
É realmente difícil para controlar.
Durante todo o dia eu penso em você.
Nós andamos em círculos por um longo tempo.
Mas, mesmo que seja agora,eu estou bem.
Oh, toda vez que eu te vejo.
Quando vejo seus olhos.
Meu coração continua tremendo.
Você é meu destino,
A única pessoa que eu quero.
Proteger ate o fim do mundo."
Chen feat Punch - Everytime.
- Não acha que está na hora de voltar pra casa? - Foi a primeira coisa que eu consegui falar assim que a porta abriu e ela apareceu em meu campo de visão, logo depois de medi-la como os olhos de baixo para cima sem nenhuma reserva. Sentindo indignação, tristeza, saudade e alívio ao mesmo tempo, por finalmente ve-la, por finalmente saber que ela estava bem.
Eu tinha passado todo o dia relutante, tentei me acalmar, acalmar meu coração e aquela sensação freneticamente estranha que tomava conta de mim, mas não consegui me manter calmo, não consegui não me sentir estranho ao ver ela. Eram muito sentimentos, em sua maioria desconhecidos para mim.
Todo o trajeto até aqui tinha sido uma batalha mental. Eu estava magoado, e isso doía de uma forma estranha, nunca tinha sentido aquilo, nunca tinha sentido nada daquilo.
Era estranho.
Era estranho porque gastei quatro dias preocupado com ela e ela estava na casa do seu ex, fazendo sabe-se lá o que, e minha imaginação fértil me torturou nessas últimas horas. Escolhi não ser precipitado e não tirar conclusões antes de saber da boca dela o que a tinha levado à vim procurar ele, mas dado ao fato de que tínhamos brigado, eu não conseguia pensar em nada mais que não fosse vingança da parte dela. Acho que no fundo esse pensamento me ocorria pelo fato de achar que eu merecia, deixei as coisas chegarem em um ponto difícil de lidar.
Me sentia um tolo. Ah! Como era ruim me sentir um tolo, minhas mãos pareciam estar amarradas e eu mesmo enrolei a corda, se relacionar não era fácil e isso estava ficando mais claro à cada minuto.
Estava me sentido muito mais tolo ainda depois de ver o rosto dela, perceber que ela tinha perdido algum peso e usava um vestido que eu nunca tinha visto e tinha olheiras embaixo de seus olhos negros. Eu queria abraca-la, porque estava aliviado de ver seu rosto, porque estava me sentindo triste por termos brigado, porque algo dentro de mim doía e eu não sabia dizer o que era, porque eu estava enlouquecendo enquanto sentia a falta dela, mas não achei que tivesse espaço para isso nesse momento. Olhei brevemente para o rapaz atrás dela e não sabia se devia me sentir agradecido ou enfurecido. Eu não tinha um posicionamento sobre isso, talvez sobre nada.
- Jungkook como...? - Ela começou a falar. Certamente não sabia que o indivíduo atrás dela tinha me ligado.
- Apenas pegue seus pertences e vamos embora. - Falei. - Não importa como eu cheguei até aqui. - Eu falei isso no sentido interno, sentimental da coisa. Não importava mesmo como eu me sentia agora, eu só queria sair daqui e consertar as coisas ou enlouqueceria. Não aguentaria passar nem mais uma hora nessa situação. Ela concordou brevemente com a cabeça.
- Você... Quer... Entrar? - Semicerrei os olhos e travei o queixo. - Digo, enquanto espera...
- Vou esperar no carro. - Anunciei dando as costas para ela, caminhando à Passos largos de volta para meu carro. Sentei na poltrona do motorista soltando o ar. Porra Jungkook! Por que você esta tão abalado? O que esta acontecendo cara? Você não é assim! Você não...
Quem eu era afinal? Diante de todas as situações inusitadas e únicas em que a Eun me colocava diariamente, eu não me reconhecia. Desde de que ela entrou na minha vida, eu não era capaz de dizer que era o mesmo. Os sentimentos que são nutridos dentro da nossa mente por alguém nos mudam, nos sensibilizam, derrubam nossas paredes. Era esquisito, mas eu não conseguia lutar contra, quanto menos aceitava essas mudanças, mais eu me afundava no que sentia por ela. Eu não perdoava fácil, mas então por que estava querendo apenas te-la em meus braços? Eu deveria ficar com raiva e brigar, mas nesse momento eu só queria beija-la. Que tipo de idiota se sente assim depois desse rebaixamento barato? Ah sim! Eu! Eu era esse tipo de idiota! Um idiota que eu olhava no espelho e não reconhecia mais, um idiota capaz de abrir mão de si mesmo por ela.
A porta do carro abriu fazendo meu corpo surpreso minimamente tremer. Ela usava uma camisa branca de algodão, que eu desconhecia, e a saia de seu uniforme, mas estava tão frio para ela usar tão pouco. Quando liguei o carro para sairmos apertei disfarçadamente o botão do aquecedor.
O silêncio entre nós era estranho. Sua presença perto de mim era estranha. Mas eu sabia exatamente o porque, era apenas porque eu queria toca-la, mas queria parecer bravo também e isso trazia estranheza para o ambiente.
- Ah! Tão quente. - Soltei baixinho, fingindo reclamar do aquecedor, enquanto virava todos as gradezinhas do ar para ela. Afinal ela não podia adoecer.
Idiota! Trouxa! Isso mesmo eu assumia e reconhecia meu novo status como o homem apaixonado que eu era.
- Para... - Ela quebrou o silêncio - Para onde estamos indo? - Perguntou analisando a nossa volta provavelmente percebendo que eu não estava indo em direção à casa do meu avô onde residiamos atualmente.
- Para nossa casa. - Respondi. - É melhor para conversar lá. - Era um lugar calmo e sem mais ninguém, que não fôssemos nós, para resolvermos nossos problemas. Ela pigarreou.
Estacionei o carro na vaga de sempre e estiquei meu braço na direção dela, a olhando antes de dirigir minha visão ao porta luvas do carro e tirar o cartão do elevador para podermos entrar. Abri a porta do carro e fui seguido por ela, sempre em silêncio, até o elevador. Assim que as portas de ferro se abriram e tivemos o vislumbre do nosso apartamento ela falou:
- Preciso ir ao banheiro, eu... - Concordei com a cabeça vendo ela correr em direção do quarto. Caminhei à passos lentos, jogando meu terno em cima do sofá, indo em direção do quarto também. Lá ela não poderia escapar de uma conversa.
Fechei a porta do quarto e me encostei na soleira da porta, olhando para o chão, tantos pensamentos nublavam a minha mente nesse momento.
- Ai que susto. - Ela falou assim que saiu de dentro do closet. Talvez minha imagem encostado na porta com uma das mãos no bolso tenha sido intimidadora demais para ela. Ajeitei minha postura e tirei a mão do bolso a fim de ao menos parecer mais relaxado.
- Por que lá? - Perguntei sem hesitar. Me referindo a sua ida a casa do seu ex. Ela suspirou e sentou na cama de frente para mim, como quem esperasse exatamente essa pergunta.
- Na verdade não foi planejado, eu só, acabei indo parar lá. - Deu de ombros.
- Como achava que eu iria me sentir? - A encarei.
- Eu que pergunto. Como achava que eu ia me sentir? Jungkook, eu estava realmente magoada. - Falou.
- Eu já disse, eu não planejei nada disso. - Uma verdade, apesar do descontrole sobre a situação, nada tinha sido planejado.
- Então me diz, como a gente veio parar nessa situação? Porque sinceramente eu não consigo achar o ponto aonde as coisas se perderam. - Ela cruzou os braços, sua expressão era séria, eu nunca tinha visto ela assim tão séria.
- Eu-eu não imaginei que as coisas chegariam aonde chegaram. Eu não previ que você se apaixonaria por mim e que muito menos eu me apaixonaria por você. Quando eu assinei aquele maldito contrato eu achei que você me odiaria para sempre, não esperei nada diferente disso. - Falei calmamente esperando ter sido claro.
- Por que não me contou então? - Questionou.
- Eu... - Parei um momento, procurando as palavras certas para falar. Não queria piorar o que já não estava muito bom e minha total falta de noção de comunicação com ela, até aqui, tinha estragado tudo. - Eu fui arrastado para isso... Quero dizer, - encarei o chão. - Você é uma pessoa que se mete em tantos problemas e eu comecei a achar que tinha que te proteger e me preocupei com você e... - Encarei o teto suspirando. - E eu não conseguia parar de pensar em você... Foi como uma onda me arrastando mais para dentro e quando eu vi já estava sem jeito. Eu... - Voltei meus olhos para ela. - Eu não percebi que estávamos tão apaixonados, até estarmos. - Os olhos grandes dela me fitavam, parecendo meio céticos.
- Eu ainda não entendo porque você não foi claro sobre isso...
- Eu esqueci, - a interrompi, fechando os olhos por um momento, era tão difícil me expor. Tomei ar para falar. - Era tão bom estar com você, te abraçar, te beijar, sentir o que eu estava sentindo que... Eu esqueci! Eu não achei que chegaria tão longe, mas ignorei tudo, Eu-eu me deixei levar porque não sabia como isso funcionava, ou como proceder, Eun... - a olhei nos olhos. - Eu só queria aproveitar cada bom momento com você. Só isso.
- Sabe Jungkook, - o queixo dela deu uma leve tremida enquanto ela falava e seus olhos encheram-se de lágrimas, ela parecia lutar para não deixa-las cair. - Eu ouço isso e é tão bom de ouvir, mas por que eu me sinto como se não fosse o suficiente? - Uma lágrima escorreu de seu olho solitária, se desfazendo no canto de seu lábio. Cerrei meus punhos tentando desesperadamente conter minha vontade de seca-la e afaga-la.
- Eu não entendo. - Falei.
- Sabe, eu... - Ela suspirou - Eu constatei, enquanto estava na casa do Jimin, o tanto de espaço que você ganhou na minha vida. Longe de você eu me senti sufocada, perdida, triste. - Exatamente da mesma forma que eu me senti. Ela secou as lágrimas que agora caiam aos montes. - Eu sinto que seria capaz de me jogar na frente de uma bala por você, mas não tenho segurança nenhuma de que isso é recíproco. É como se para mim eu só tivesse você, mas pra você 10 mil funcionários viessem antes de mim. - Era esquisito ouvir isso, porque eu era capaz de muito mais por ela, mas não conseguia não deixar de concordar com suas palavras, me senti culpado, verdadeiramente culpado de ser um fardo para ela.
- Você não entende e eu não espero que entenda. Eu tenho em uma mão o resultado de 50 anos de trabalho de outras pessoas e na outra um sentimento e um desejo incontrolável por alguém. Eu seria capaz de dar a vida pelos dois, porque ambos são preciosos demais para mim e... Um eu passei 20 anos alimentando como um sonho, outro eu não idealizei, mas aconteceu e é tão tortuosamente bonito que eu não consigo mais viver sem. Eun... É como estar entre a cruz e a espada. O que eu devo escolher? Que caminho seguir? A que pressão eu devo ceder? - Ela se levantou e caminhou vagarosa até a minha direção, eu permanecia na soleira da porta. Seus braços pequenos e delicados passaram em volta da minha cintura, o abraço que tanto desejei juntava os pedaços de mim e me tornavam completo.
Eu carregava um mundo de responsabilidades e pressões, mas nesse momentos com seus braços em volta de mim e seu corpo pequeno junto ao meu, eu parecia flutuar, tudo se tornava estranhamente calmo. Eu era realmente capaz de esquecer tudo quando nossas peles se tocavam.
- Jungkook, eu quero te ajudar. - Ela falou abafado em minha camisa, na altura do meu ombro. Repousei meu queixo em sua clavícula. - Eu ainda não sei como. Mas eu vou obrigar meu pai a cancelar esse contrato. - Me afastei dela e a encarei.
-Você faria isso por mim? - Perguntei. Ela concordou com a cabeça.
- Apesar de nossos sentimentos serem de níveis diferentes eu realmente sou capaz de tudo por você. - Aquelas palavras me magoavam. Eu realmente gostava dela, tanto que gostar parecia uma palavra erma, ínfima, parecia não traduzir o que eu realmente queria dizer. Peguei em seus ombros a sacudindo levemente.
- O que eu tenho que fazer para você acreditar que eu realmente gosto de você? - Perguntei a encarando.
- Confia em mim. - Ela falou levando seus lábios aos meus me beijando com verdadeira vontade. Passando seus braços pelo meu pescoço e me inebriando com seu sabor, fazendo-me esquecer de tudo e introduzir minha língua em sua boca, aprofundando o nosso tao desejado beijo, seus dedos ágeis agarraram os fios de cabelo em minha nuca, me fazendo arrepiar e deixou todo meu corpo em alerta. Como sempre ficava quando estávamos nos beijando, causando pensamentos irracionais e instintivos, fazendo com que as minhas mãos formassem para tocar no corpo dela. Novamente quando eu estava à segundos de perder o controle sobre minhas ações eu parei.
Ela me olhou, aquela frustração da outra noite em seus olhos de novo, eu não conseguia mais negar isso a ela. O que eu faria? Jogar tudo para o alto e simplesmente me entregar ao desejo que me consumia nesse momento? Mergulhar de cabeça no desconhecido ao lado dela? Ou parar por aqui e estragar tudo de novo, mas até que pudéssemos estar seguros para fazermos isso? Parar uma terceira vez? Eu suportaria? Ela suportaria? Nosso relacionamento suportaria?
Eram tantas perguntas sem respostas claras, porque eu só as teria se tentasse e tentar significava arriscar e arriscar era perigoso demais.
Meu coração martelava à um tom que eu podia ouvir em meus ouvidos, minha respiração estava atordida. Partes muito específicas de mim latejavam exigindo que eu não parasse, que eu continuasse, que eu aprofundasse, que eu mergulhasse... Fechei os olhos buscando clareza, tudo isso acontecendo em um breve segundo. Em minha mente milhares de possibilidades se formando, porém apenas um se tornando real. Abri os olhos novamente a encarando, decidido por fim, era isso!
Um foda-se bem grande na cara de tudo e de todos, eu não conseguia mais resistir à vontade insana que eu tinha de me unir a ela, eu não conseguia mais parar, não dava! Não havia homem forte o suficiente para aguentar tantos quases e eu não queria ser o primeiro a conseguir.
Então a beijei sendo recebido pelos lábios dela com desejo, fazendo a primeira coisa que simbolizaria o fim de tudo o que passou, encarei ela por um segundo passando minha mão pela gola da blusa que ela usava e que eu sabia à quem pertencia. Com um solavanco de uma vez só parti a blusa em dois, rasgando-a ao meio a deixando de sutiã.
Eu sabia quem era o dono daquela blusa, então descontaria minha frustação no tecido de algodão, que encontrou o chão muito rapidamente esfarelado em dois. Ela me encarou surpresa, mas ao invés de dizer qualquer coisa apenas voltou a me beijar quase que ferozmente parecendo ter gostado da minha atitude.
Agora estava sem volta, eu já tinha tomado a minha decisão.
Essa era uma onda que continuava me arrastando e me afogando e não parecia adiantar nadar contra a correnteza. Quanto mais eu lutava contra, mais me cansava e mais me afogava. Eu não sabia como parar então, mesmo não sabendo como, eu apenas faria amor com ela essa noite e amanhã a gente via o que acontecia.
Eu não podia mais me freiar. Estava decido.
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