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3 - Nada doce lua de mel.

E o circo não acabou com a cerimônia de casamento e atroca de alianças.

Ainda tive que posar pra fotos. Cortar o bolo e dançar uma valsa desengonçada com o Jungkook.

Por que mesmo eu tinha deixado minha mãe fazer tudo? Por que eu não me meti e impedi que esse circo fosse montado e eu fosse feita de palhaça? Nesse momento eu não odiava só toda essa situação, eu odiava também a mim mesma, por ter dormido nessa situação e deixado esse casamento virar uma vitrine pra minha mãe. Nada disso devia ter acontecido. Nada!

Agora eu estava entrando no conversível do Jungkook, depois de ter nossas malas colocadas no porta malas no carro, para irmos a nossa "Lua de Mel" e só de pensar nessa situação meu estômago já revirava.

Ele era a porra de um ator muito bom e muito convincente. Parecia mesmo feliz por estar casando, parecia ate mesmo gostar do que estava acontecendo, mas assim que o carro deu partida ele desabotou a gravata borboleta que usava e abriu um botão da camisa. Agora enquanto estávamos a sós, ele parecia irritado.

A capota do conversível subiu e ele subiu os vidros do carro ligando o ar condicionado.

O silêncio era ensurdecedor.

Eu podia ouvir a respiração pesada dele e a minha também e mais nada. Eu odiava aquele silêncio. Mas não tinha nada que pudesse dizer. Ele se manteve concentrado na direção todo o percurso de Seoul até a Haeundae Beach onde ficaríamos hospedados em uma casa que parecia ser da família dele.

Acabei dormindo.

Acordei com ele me chamando, avisando que já tínhamos chegado. Eu ainda usava a porcaria do vestido de noiva, sai do carro com muita dificuldade. Um empregado veio pegar nossas malas enquanto ele ia na frente. Alonguei meu pescoço que doía um pouco por causa da dormida desfavorável. Todo esse estresse emocional tinha sido bem ruim pra mim. Tropecei na barra do vestido soltando um palavrão fazendo ele olhar para trás, uma vez checado que eu estava bem ele voltou a caminhar para dentro da casa.

Era uma mansão na verdade. Uma enorme mansão daquelas que a gente vê em filmes americanos.

  - Boa noite Sra. Jeon - uma ajoomma falou. - Sra. Jeon? - Me encolhi ao ouvir isso. A cumprimentei com a cabeça tentando ser educada. - Desejam jantar?

  - Eu não - o Jungkook se jogou no sofá abrindo os botões da manga da blusa que  usava e levantando até o meio do antebraço. A ajoomma me olhou cheia de expectativas.

  - Não, só quero tomar banho e dormir - falei.

  - Claro, vou mostrar o seu quarto depois disso estamos saindo. Preparamos tudo conforme o patrão pediu - ela sorriu materna e começou a caminhar em direção das escadas. Acompanhei ela dando uma boa observada na casa de cor clara e espaçosa. Minha casa era grande, mas essa casa era muito maior. Muito maior mesmo. Chegamos a um corredor do lado esquerdo da escada com 4 portas. Ela caminhou até a última porta abrindo-a. Ficando na soleira da porta gesticulando para que eu entrassem.

  - Obrigada - falei. E ela deu meia volta saindo do meu campo de visão. Entrei no quarto. Devia ser a suite principal da casa, era enorme e estava todo enfeitado com muitas pétalas  de rosas espalhadas em cima da cama e várias velhas acesas. Parecia um quarto preparado para um casal em lua de mel. Estremeci. As cortinas de seda lisa balancavam de leve com o vento que entrava pela janela e eu podia ouvir o som do mar ao longe. Tirei minha sandália que estava apertando meus pés e sentei na beirada da cama.

O silêncio daquela casa enorme era perturbador. E deixei que finalmente algumas lágrimas se permitissem cair. Eu me sentia sozinha e sem saída.

Depois de algum tempo chorando resolvi tomar um banho depois de muito lutat com dificuldade para me livrar do vestido de casamento e relaxei na banheira preparada com sais. Vesti um roupão que tinha ali no banheiro e tirei o resto de maquiagem que ainda tinha no meu rosto.

Dei um grito com o susto que tomei ao ver o Jungkook dentro do meu quarto mechendo em uma das malas. Ele arregalou os olhos surpreso.

  - Que susto! Quê que você esta fazendo aqui? - cobri mais meu colo com o roupão cruzando meus braços.

  - Vim pegar minha mala - falou.

  - Essa aí é minha - falei porque ele segurava o zíper da minha mala.

  - Acabei de ver. Eu não sabia qual era  a minha - ele pegou a outra mala me dando as costas e saindo do quarto. Ele era uma pessoa de tão poucas palavras. Era estranho. Fui até a porta e passei a chave só para ter certeza que não teria mais nenhuma surpresa desagradável.

Vasculhei em minha mala algo descente para dormir, mas minha mãe tinha enchido minha mala de camisolas transparentes e sensuais, calcinhas fio dental, e lingeries sexy demais. Quem ela achava que eu era? Peguei um short e uma camiseta e vesti. Teria que comprar algo pra vestir porque definitivamente essas roupas não combinavam comigo, cadê meus moletons velhos e macios? Minha mãe achou mesmo que eu só faria sexo durante esses 5 dias?

Me joguei na enorme cama, depois de ter empurrado as pétalas de rosas para o chão, cansada demais para sequer me importar com nada. Não demorou muito e eu peguei no sono.

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Acordei com os raios de sol esquentando a pele da minha perna, rolei na cama tentando me livrar do pesadelo da noite passada, onde eu me casava sem querer com alguém que eu não conhecia direito. Sentei na cama esfregando os olhos não reconhecendo o lugar em que eu estava. Ótimo. Não tinha sido um sonho.

Passei às mãos nos cabelos e abri a porta do quarto caminhando silenciosamente pela casa vazia. Desci as escadas e acabei indo direto para a varanda da que dava para o mar. Uma grama verde se estendia até uma cerca de madeira com um portão onde começava a areia branca da praia. O vento forte e a maresia me acertaram trazendo uma sensação de calmaria instantânea. Como era bonito.

  - Pensei que ia passar o dia todo na cama - uma voz atrás de mim me tirou do meu momento de apreciação. Me virei para encarar o Jungkook vestido em uma camiseta branca tão informal como eu nunca imaginei vê-lo.

  - Ah... - pigarreei - que horas são?

  - Duas da tarde - falou. Arregalei os olhos.

  - Duas da tarde? - Eu quase gritei. Jesus como eu tinha dormido tanto assim?

  - Eu já estava saindo pra ir comer. Você vem? - analisei ele por um minuto, ele ia comer sem mim?

  - Não tem ninguém aqui? - perguntei.

  - Não, só a gente - concluiu. - Por que?

  - Nada - pigarreei de novo. - Vou  me trocar e ja volto. - Passei por ele praticamente correndo. Subi as escadas e em poucos minutos voltei vestindo algo mais apresentável. Em silêncio caminhamos para o carro onde eu entrei e logo ele saiu. Fomos a um restaurante que servia macarrão como especialidade, comi uma tigela grande.

Mais uma vezes fizemos tudo no mais perfeito silêncio. Olhei em volta suspirando de barriga cheia, enquanto ele bebia um copo com água. Era estranho ficar perto dele.

  - Você pode voltar sem mim se quiser - falei. Ele me olhou curioso. - Vou dar uma volta - falei mesmo sabendo que eu não precisava me explicar pra ele.

  - Sabe voltar? - perguntou.

  - Não, mas qualquer coisa eu ligo - respondi. Ele deu de ombros. Quando eu ia me levantando para sair ele colocou um pequeno envelope em cima da mesa. Encarei o envelope antes de voltar meus olhos para ele. - O que é isso?

  -Meu presente se casamento! - falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. Olhei de novo pro envelope, eu não sabia que tínhamos que trocar presentes.

  - O quê?

  - Só pega. - praticamente ordenou. Peguei o envelope e coloquei dentro do bolso da calça. - Não vai perder. É valioso.

  - Tá tá... - falei dando as costas pra ele e saindo do restatuante. Assim que cruzei as portas do estabelecimento e achei que estava longe o suficiente dele para não me ver, peguei o pequeno envelope no meu bolso e abri. A curiosidade falou mais alto que qualquer coisa.

Era um cartão Black Edition com o nome  Unlimited saltando aos olhos. Bufei. Então era isso? Quer dizer era isso! Nosso casamento se tratava apenas de dinheiro. E agora o que era dele era meu também. Se não fosse tão bom ter grana ilimitada eu me sentiria ofendida. Atrás um post it pregado no cartão continha a senha.

Caminhei pelas ruas abarrotadas de pessoas alegres e sorridentes sem um rumo certo. Comecei a pensar no que uma pessoa com um cartão ilimitado faria no meu lugar. Agora que o casamento tinha acontecido eu poderia fugir? Se a gente só precisava estar casados como garantia, tudo bem eu estar casada bem longe dele certo?

Bufei. Impossível. As vezes eu tinha impressão de que esse casamento era mais do que só um negócio. Apesar de não ter certeza de nada.

Caminhei por bastante tempo apreciando o belo calçadão ao por do sol. Pelo visto minha companhia seria a única coisa que eu teria nesse casamento. Meu celular tocou tirei do bolso encarando o visor. Era o Jungkook.

  - Hmmm? -falei.

  - Vai demorar? - ele falou parecendo entediado.

  - Não sei. Por quê?

  - Traz alguma coisa pra jantar. Não tem ninguém aqui pra cozinhar e eu não sei cozinhar nada - justificou.

  - Tá -  rolei os olhos desligando o celular. Olhei para os lados procurando um restaurante e o único visível foi uma pizzaria. Entrei lá e comprei minha pizza favorita de frango. Enquanto esperava a pizza ficar pronta mandei uma mensagem pra ele pedindo o endereço da casa para que eu pudesse pegar um táxi.

Assim que cheguei na casa o avistei na soleira da porta, era provável que ele tivesse ouvido o barulho do táxi e tenha vindo olhar se era eu. Assim que o alcancei ele me encarou.

  - Pizza? - perguntou.

  - Não, churrasco! Claro que é pizza - talvez eu tenha sido rude demais, mas não me arrependi.

  - De que é? - perguntou.

  - Frango - falei entrando na casa.

  - Ao menos você tem um gosto bom. - ele já tinha colocado dois pratos na mesa e duas taças. Coloquei a pizza entre os pratos.

  - Vou lavar as mãos - fui até a cozinha, lavei as mãos e peguei um refrigerante para mim. Quando dei um passo para tras a fim de fechar a porta da geladeira esbarrei nele que estava atrás de mim. Me virei para encara-lo a centímetros de mim. - Quê que você...?

  - Pega uma cerveja ai pra mim - falou calmamente como se fosse normal estar tão proximo. Pisquei por alguns segundos tentando entende-lo, depois me virei sem objeção e peguei uma latinha de cerveja para e entreguei na mão dele.

Ele saiu em direção à sala de jantar e eu o segui, como estava fazendo no último dia. Antes de sentar ele teve a brilhante ideia de abrir a latinha que, sem uma razão explicável, explodiu na mão dele o molhando todo com a cerveja.

  - Merda! - espraguejou. Sentei olhando para ele que ainda usava a blusa branca, que agora estava encharcada de líquido dourado e colava em seu corpo, deixando em evidência a sua boa forma.

Não vou mentir, sou humana, e não resistir olhar para o tanquinho marcado com a blusa molhada dele, quem não olharia? Até se eu fosse homem eu olharia. O analisei, enquanto ele colocava a latinha amassada em cima da mesa e pegava na barra da própria blusa, só entendia que ele a tiraria ali na minha frente no momento em que ele começou a fazer isso.

  - O que...? - falei cobrindo meu rosto.

  - Se eu não tirar logo o cheiro de cerveja vai ficar empreguinado no meu corpo e definitivamente não quero ficar cheirando a mendigo bêbado - afastei os dedos dos olhos o vendo esfregar a blusa na barriga, marcada com gominhos definido, e porra como ele estava sensual enquanto fazia isso! Nunca imaginei que sua silhueta esguia sempre escondida por peças mais largas, escondia na verdade um corpo tão sensual.

  - Melhor... - pigarreei. - Melhor você ir tomar um banho não?

  - Claro que não... - me encarou. - a
  - A pizza vai esfriar. Ele foi até a cozinha e alguns minutos depois voltou com outra lata de cerveja, já aberta. Sentou na cadeira despejando a bebida em sua taça, depois abriu a caixa da pizza e tirou o primeiro pedaço, logo levando a boca e mordendo com vontade. Enquanto ele mastigada me encarou e de boca cheia falou:

  - Não vai comer? - só percebi que eu o encarava descaradamente agora. Mas eu fazia isso por me sentir entranha estando sentada á mesa com ele sem camisa comendo pizza, como se já nos conhecêssemos há anos.

Sem falar nada apenas desviei o olhar dele e peguei um pedaço da pizza levanto até a boca e mordiscando. De novo comemos em silêncio e isso já estava me irritando um pouco. Depois de comer ele levantou da mesa levou seu prato e a taça para a pia, pegou mais uma latinha de cerveja e passou por mim com a mão no bolso da calça subindo as escadas, quase como se eu não existisse.

Foi ai que percebi  que essa era a realidade da minha nada doce lua de mel. Eu e ele éramos estranhos e era normal não conversarmos abertamente. Mesmo tendo jurado que faria desse casamento um inferno eu me senti triste por simplesmente ser ignorada.

Sentei em um degrau da varanda abraçando minhas pernas enquanto admirava a lua, o vento frio vinha de encontro ao meu rosto e assanhava  meus cabelos. Não consegui deixar que uma lágrima de saudade escapasse.

Ah Park Jimin, como você nesse momento estava fazendo falta!

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