17 - Spray analgésico para a dor.
☆ Oi gente, desculpa não ter aparecido ontem, é que eu tinha uma festa pra ir (ui me sinto tão adulta falando isso rs). Eu me diverti muito! Bom esse cap é um dos meus fav AMO. Deixem -me saber oq acharam. E dêem muito amor por Pdd por favor, é muito importante para mim que vocês deixem o votinho lindo de vcs aqui certo?
Boa leitura meus amores.
"Mas não é que você é algo para admirar?
Porque o seu brilho é algo como um espelho.
E eu não posso evitar reparar.
Você reflete neste meu coração."
Justin Timbarlake - Mirrors
Eu queria sumir.
Eu definitivamente queria desaparecer do planeta terra, da memória de todos, da vida de todos. Meu corpo ainda queimava de vergonha, mesmo que já tivessem passado algumas horas desde o dejejum e eu não tivesse colocado o corpo para fora do quarto. Eu só queria lamentar sozinha.
Eu continuava e continuava me sentindo estranha, mesmo depois de outro banho, mesmo depois de ter esperneado em cima da cama, mesmo depois de ter assanhado meus cabelos, mesmo depois de ter gritado com a cara enfiada no travesseiro, eu não conseguia parar esse sentimento estranho dentro do meu peito, me fazendo sentir o coração inflado, incapaz de bombear normalmente. Eu nesse momento era uma bagunça.
Sentia raiva, tristeza, alegria, vontade de esmurrar alguém, vontade de sorrir sem motivo nenhum, vontade de gritar e de cantar uma música alegre. O que estava acontecendo comigo? Levei minha mão ao peito suspirando pesadamente pela milésima vez nessa manhã. Eu estava estirada na cama do quarto sozinha nesse momento e não podia sequer fechar os olhos porque estava arduamente sendo traída pela minha mente idiota, que, não conseguia esquecer os olhos do Jungkook em direção aos meus e mais de uma vez nessas últimas horas. Por que ele tinha que ter os olhos tão intensos?
Eu queria ser amiga dele, mas, estava começando a achar que tinha sido uma péssima idéia, ele acabava sendo mais atencioso do que eu esperava e mais prestativo também, de certa forma ele tinha avisado que era invasivo só eu que não tinha reparado. Ah! Pra que eu me levantei essa manhã? Pra que eu fui inventar de jogar sinuca? Pra que eu aceitei vim nessa viagem? Pra que eu nasci?
Não sendo bastante lamentar por existir, eu agora tinha que lamentar por ter que ir jogar tênis, eu nem sabia jogar tênis e tinha aceitado isso não sei nem o porque, eu devia ter imaginado que essa era uma péssima idéia também. Nascer agora realmente parecia ter sido uma péssima idéia.
Adiei até onde pude, porém quando o Jungkook passou pela porta do quarto e trocou de roupa para ir jogar, eu não pude mais protelar.
- Vai querer que eu te espere? - ele perguntou com uma das mãos no bolso do short que usava e a raquete na outra mão, a dele, a especial. Evitei olhar para o rosto dele.
- Não, pode ir eu chego já - falei.
- Você pode mesmo fazer isso? - ele me encarou, mas evitei olhar especificamente para ele.
- O que? Jogar? Acho que posso! - respondi a mim mesma sem convicção alguma.
- Vou levar sua raquete - anunciou, abrindo a porta do quarto. - Só não demora. - Ele saiu e eu me joguei na cama de novo. Ah! Como eu conseguia falar com ele depois de tudo? Eu estava me saindo muito cara de pau!
Coloquei roupas confortáveis e calcei meu tênis, caminhei sem muita vontade até a quadra de tênis, lugar que eu nunca tinha estado antes na vida, só do lado de fora. O Jin me esperava em um dos lados da quadra sorrindo satisfeito ao me ver.
- Yah Bin-ssi pensei que você ia me abandonar - sorriu.
- Eu não sou de furar promessas - falei ignorando totalmente o Jungkook e a Min sei lá o que. - Mas esteja preparado pra perder - anunciei. Ele fez um bico com os lábios.
- Vocês deviam estar usando a roupa de casal - ele apontou pro Jungkook, mas eu não olhei.
- Está um pouco quente - menti, nem estava tão quente assim, mas eu não usaria aquele moletom nunca mais na vida.
- Melhor de três? - o Jungkook perguntou. Foi então que eu olhei para ele, seu cabelo castanho liso caindo até a altura do olhos coberto por um boné preto com algumas argolinhas prateadas, sua pele branca em contraste com a blusa preta que ele usava com uma pequena fenda mostrando um pouco do peitoral dele. Desviei o olhar chateada demais por enxergar os detalhes idiotas de novo como se viessem saltando para cima de mim e eu simplesmente não conseguisse evitar.
Ao lado dele a Min alguma coisa exibia um belo corpo magro em uma daqueles roupas de jogadoras de tênis profissional, seu cabelo ruivo pendiam em uma trança. Ela era bonita e olhando ela ao lado do Jungkook os dois ficavam muito bem juntos, peguei minha raquete com força. Hoje sangue ia rolar, eu ia me vingar do Jin pela vergonha que me fez passar e de quebra ainda ia acertar uma bolada nessa garota só pra me divertir, eu precisava extravasar e descontar minhas atuais frustrações.
O Jungkook começou jogando a bolinha que foi de encontro ao Jin que rebateu indo de encontro a outra garota que novamente rebateu mandando em minha direção, movimentei a raquete pesada em direção da bola, eu acertei a bola, mas foi de encontro a rede.
- Atenção Bin- ssi - o Jin pediu. Olhei para ele me perguntando se uma raquetada agora era uma má idéia.
O jogo processeguiu, na maior parte do tempo o Jin jogava sozinho, eu apenas rebatia algumas bolas devolvendo para o outro lado da quadra. Eu não estava indo mal para a minha primeira vez. Ninguém podia me chamar de Serena Williams, mas dava pra enganar. Pena que a outra dupla estava bem na frente no jogo. O Jungkook jogava concentrado como se fosse uma campeonato, pelo visto ele não gostava de perder. Eu também não, mas não estava conseguindo ajudar muito, nem cumprir meu objetivo de acertar a bola naquela sonsa e sem sal.
O Jungkook rebateu uma bola com muita força e ela passou por mim como um raio indo em direção ao fundo da quadra, corri para pegar a bola, tropecei em meus próprios pés quando estava voltando pra retomarmos o jogo e pedir o equilíbrio, tentei desesperadamente evitar de cair, mas acabei pisando em outra bolinha que estava no chão e caindo de joelhos. Ótimo.
- Bin-ssi - o Jin foi o primeiro a correr para me ajudar. Pude ver também o Jungkook pulando por cima da rede e correndo em minha direção.
- Tudo bem - eu falei de joelhos como uma idiota no chão. - Não foi nada. - quedas não eram uma excessão na minha vida, eu até que já estava meio acostumada, mas nesse momento senti muita vergonha por ser tão desastrada na frente de todos.
- Bin-ah - o Jungkook falou já ao meu lado estendendo a mão para que eu pegasse. Mais uma vergonha para o meu currículo. Que ótimo! Que maravilha!
Dispensei a ajuda dele e tentei levantar sozinha, só que fui tomada por uma forte dor no tornozelo, despenquei no chão soltando um gemido baixo.
- Bin-ssi... - o Jin falou. - Você se machucou?
- Não eu só... - tentei levantar novamente, mas a dor não deixou sequer mexer meu pé, fiquei sentada no chão querendo chorar. Levei minha mão ao pé que doía.
- Você deve ter machucado o tornozelo - a mão do Jungkook foi de encontro ao meu tornozelo tocando no local, me fazendo soltar outro gemido. - Vem, vou te levar pro quarto... - O Jungkook fez menção de me pegar no colo, mas eu não queria mais nenhum contato físico com ele, minha cota já estava esgotada eu não aguentaria me sentir estranha de novo, nem queria ter que enfrentar a humilhação que era ser carregada. Eu odiava a idéia com todas minhas forças.
- Não precisa - falei rapidamente. Fazendo toda a força possível do mundo em uma perna só pra ficar de pé quando finalmente consegui me equilibrar evitando ficar meu pé no chão, tomei um susto.
- Não seja teimosa - ele falou, passando rapidamente um braco por minhas pernas e o outro escorando minhas costas me puxando para junto dele em seus braços me erguendo no ar
- Me solta Jungkook - exigi falando baixo, batendo a mão em seu peito. Ele apenas me ajeitou em seus braços com um solavanco e mordendo o lábio inferior começou a caminhar sem nenhuma dificuldade. Passei a mão por cima do ombro dele para poder me segurar e a outra involuntariamente repousei sobre seu peito sentindo os batimentos cardíacos dele desregulados, fazendo assim com que os meus ficassem desregulados também.
Ah Não! A onda de sentimentos estranhos me invadiu com força quando me toquei que ele realmente me carregava nos braços até o quarto, sua respiração pesada em meus cabelos, seu cheiro marcante misturado ao suor que escorria pela pequena fenda na blusa preta, ate o barulho das argolas no boné enquanto ele caminhava me atingiram como uma onda por cima da outra me afogando.
Eu queria espernear e sair dali, sair dos braços dele. Eu queria evitar aquele contato, queria evitar sentir as coisas que estava sentindo, queria evitar aquela ânsia dentro de mim.
Rapidamente chegamos no quarto, ajudei ele a abrir a porta como pude e assim que entramos ele repousou meu corpo na poltrona no quarto. Me encarando por um momento, me encolhi no meu lugar sabendo que eu não estava conseguindo fazer nada para evitar, as coisas simplesmente estavam acontecendo e eu não as conseguia evitar de forma nenhuma.
Ele foi até o banheiro em silêncio e voltou com um spray analgésico para a dor, que lembrava desodorante. Então se ajoelhou em frente a Mim tirando meu sapato.
- O que...?
- Se não podia jogar era só ter dito. - Ele me interrompeu.
- Mas eu podia jogar - rebati enquanto cuidadosamente ele tirava minha meia.
- Percebi - ironizou aplicando o spray gelado em cima do meu tornozelo inchado. - Isso talvez sirva, mas temos que ir à um hospital - ele ficou de pé e eu o encarei.
- Não precisa. Logo isso vai ficar bom e nem deve ter hospital aqui...
- Vamos voltar pra Seoul - ele respirou fundo. - Vou arrumar nossas coisas - anunciou já me dando as costas e indo para o banheiro. Pisquei atônita. Também não era pra tanto, não precisava voltar agora, de qualquer forma se eu não melhorasse eu podia ir no médico depois.
- Jungkook, não precisa largar tudo aqui pra ir comigo, eu posso ir sozinha - falei encarando a parede. Ele apareceu na porta do banheiro segurando nossas escovas de dentes, arregalei os olhos ao ver que as cerdas das duas escovas se tocavam, que era aquilo? Uma espécie de beijo indireto?
- Claro... Porque você é menor de idade e faz todo sentindo ir sozinha para o médico - falou sarcasticamente, mas tudo o que eu conseguia pensar nesse momento era que minha escova e a escova dele se beijavam, estavam trocando bactérias e que quando eu fosse escovar os meus dentes iam ter as mesmas bactérias que ele, como se tivéssemos trocado sáliva, só que a gente não tinha feito isso!
Balancei minha cabeça. Deus no que eu estava pensando? Quando no mundo que isso ia ser importante? Me dei por vencida, Não ia adiantar argumentar com ele, e eu pelo visto não estava psicologicamente preparada pra nada, eu estava abalada.
Apenas assisti ele jogando todas as nossas coisas dentro das duas malas que tínhamos trazido.
- Vou fazer o check-out volto já - anunciou saindo do quarto com a carteira na mão. Joguei minhas costas na poltrona que droga! Que situação. Uma batida na porta fez eu me endireitar. Então o Jin apareceu em uma pequena fresta da porta.
- Jin-ssi - falei.
- Bin-ssi... Está tudo bem? - ele terminou de abrir a porta e entrou no quarto.
- Pelo visto eles ganharam o jogo, sinto muito - dei de ombros.
- Isso não importa. O importante é que você fique bem, depois continuamos o jogo - ele sorriu. - Ah! Claro! Tenho um presente para você. - Ele colocou a mão no bolso da calça que usava e tirou um pequeno envelope branco de dentro entregando em minhas mãos. - Por favor só abra quando eu não estiver aqui. Certo? - encarei o envelope e apenas concordei.
- Jin-Hyung - o Jungkook falou entrando no quarto. - Você pode cuidar do resto por mim?
- Claro Jungkook-ah nesse momento a Bin-ssi é mais importante - ele sorriu.
- Pronta pra irmos? - o Jungkook olhou para mim. Não, era o que eu queria responder, mas sequer conseguia colocar o pé no chão, então pelo visto eu teria mesmo que ir ao médico. Rolei os olhos, por que as coisas continuavam simplesmente acontecendo assim? Não dava pra ter machucado a mão? A cabeça? O ombro? Tinha que ser logo o pé pra eu ter que ser carregada por ele de novo? Apenas acenti derrotada.
Passei o braço por seu ombro quando ele se inclinou para mim e deixei que ele erguesse meu corpo e colocasse junto ao dele. O Jin abriu a porta do quarto para que ele passasse, sorrindo para mim. O Jungkook caminhava pelo corredor calmamente como se sequer me carregasse, eu queria chorar, por que nesse momento eu me sentia tão mexida com o contato dele? Com sua mão na lateral do meu corpo, com sua respiração calma e intensa em meu ouvido. Fechei os olhos tentando não me concentrar em meu corpo perto do dele, nem nas nossas escovas de dente se beijando.
Ele me ajudou a entrar no carro, acenei para os colegas de trabalho dele que me encaravam entristecidos por termos que ir mais cedo. E sem hesitar ele simplesmente deu a partida no carro e cantou pneu em direção da auto estrada.
Eu encarava meus dedos envergonhada demais, por tudo, tudo mesmo. Essa viajem tinha sido uma droga. Pelo menos pra mim. Acabei lembrando do envelope que o Jin tinha me dado, tirei do bolso do moletom que eu usava e encarei o pequeno envelope o abrindo em seguida.
Eram as duas fotos da câmera Polaroid.
Na primeira eu e o Jungkook nos beijando timidamente, encarei a foto incrédula, que vergonha, eu fiz isso mesmo na frente de muitas pessoas? Passei para a segunda foto, que era novamente nós dois nos beijando. Encarei as duas fotos lado a lado. Em uma o Jungkook praticamente apertava minhas bochechas e na outra ele parecia me beijar mais suavemente. Todas as sensações causadas por esse toque me invadindo. Um arrepio percorreu meu corpo. Balancei a cabeça tentando me concertar.
Segurei as fotos olhando mais de perto. Duas fotos... Algo não parecia certo. O Jin não tinha dito que uma das fotos não tinha ficado boa? Até por isso tivemos que beijar novamente. Se as duas fotos estavam boas... Então...?
Jin seu grandessíssimo filho da puta! Foi de propósito? A foto ficou boa e ele fez de propósito? Mas por quê? Encarei o Jungkook que dirigia concentrado.
- Acho que o Jin sabe da gente! - anunciei de repente. O Jungkook desviou os olhos um segundo da pista e olhou para mim, ergui as fotos. - Quer dizer, acho que ele desconfia que a gente...
- Ele sabe - ele falou calmamente me interrompendo. Arregalei os olhos.
- Como assim ele sabe? - bufei.
- Faz alguns dias que ele sabe, me obrigou a contar - ele me olhou.
- Então pra quê que ele mandou a gente se beijar na frente de todo mundo se ele sabia que entre nós não rola nada? - perguntei me sentindo alterada. Minhas última palavras saíram rudemente.
- O Jin-Hyung gosta de passar dos limites as vezes - ele suspirou.
- Passar dos limites? - Eu ri. - Não isso não foi passar dos limites, isso foi extrapolar todos os limites. - Não satisfeito com um beijo ele fez a gente dar dois! Agora meu corpo inflamava de raiva.
- Ele quis se vingar por termos mentido. Por eu ter mentido - o Jungkook permanecia sem alterar o humor.
Já eu me sentia alterada com tudo isso. Todas as situações em que eu tinha estado desde de que chegamos a esse bendito hotel. Definitivamente Kim Seok Jin tinha que me pagar por isso. Graças à ele meu coração não parava de palpitar idiotamente desde de hoje de manhã cedo. Graças a ele eu tive que beijar o Jungkook. E eu definitivamente sentia que essa tinha sido de longe de todas a pior ideia.
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