12 - Terno cheio de borboletas.
☆ Ah não gente, sério. Quase 2k de views? Eu tô vem feliz. Sério mesmo. Ainda bem que hj é um dos meus capítulos favoritos. Hahahahaha olha só quero todo mundo comentando hein? Esse capítulo é impagável!!! Boa leitura amores.
"Você é a luz, você é a noite.
Você é a cor do meu sangue.
Você é a cura, você é a dor.
Você é a única coisa que quero tocar.
Não sabia que podia ser tão importante."
Love me like you do - Elle Gouldin
Deitei na cama com meu livro em mãos pronta para abrir na página onde eu tinha parado para dar continuidade a minha leitura noturna. Morando agora com o Jungkook eu tinha adquirido esse hábito, uma forma de buscar me distrair. Deixei que meus olhos vagassem pelas linhas do livro lendo cuidadosamente cada palavra. A porta do quarto abriu e o Jungkook passou por ela. Hoje era dia de dormimos juntos, de novo e eu quase tinha esquecido disso. Ele entrou no closet e voltou alguns segundos depois vestido apenas com uma calça de moletom cinza, olhei de relance tentando me concentrar no livro.
Remexi-me na cama inquieta. Essa mania de andar por ai sem camisa estava começando a me irritar já. Por que ele tinha que dificultar as coisas? Bufei irritada e fechei o livro jogando ele em cima das minhas pernas, encarando a porta do quarto enquanto ele tirava seu relógio e repousava no criado mudo, sentando na cama antes de deitar de vez.
Aquela situação me deixava sempre tão inquieta. Fechei os olhos, mas aquela inquietação ridícula não passava de forma nenhuma. Remexi de novo na cama e minha perna tocou a dele despropositalmente. Aquilo me causou um arrepio estranho. Abri os olhos e encarei a silhueta dele na luz fraca.
Ele era gostoso e eu sabia disso, sempre soube disso, nunca quis foi admitir, mas eu sabia. E aquele corpo quente estava me deixando inquieta em partes do corpo que antes não deixava. Eu estava desejando Jeon Jungkook? Suspirei frustrada.
- Não consegue dormir? - ele falou de repente, me assustando. Me ajeitei na cama tentando disfarsar.
- Não - respondi com um fio de voz no silêncio. Meu coração martelada tão alto que eu comecei a achar que ele poderia ouvir.
- Nem eu... - ele se ajeitou na cama ficando de barriga para cima. - Algo me incomoda...
- O que? - perguntei. Uma tensão se instalando entre nós.
- Você... Você consegue sentir isso? - perguntou.
- Isso... O que? - me fiz de desentendida, mas eu sabia do que ele estava falando. Sabia muito bem. Porque nesse momento eu sentia. Ô se sentia.
- Essa tensão... Esse...
- Tesão? - soltei. Ele riu se virando pra ficar de frente para mim.
- Eu ia dizer clima, mas tesão é uma boa palavra também - sua voz rouca, apenas a sua voz, estava causando um calor entre minhas pernas inexplicável. Jesus o que era aquilo? Fiquei muda, corada de tanta vergonha. Um calafrio percorreu todo o meu corpo quando a mão dele pousou em minha perna, subindo vagarosamente.
Que atrevimento era aquele? Mas claro, com tais palavras que eu tinha acabado de soltar tinha ficado muito óbvio que eu estava muito afim nesse momento. Ah infernos! Eu estava mesmo a fim de fazer sexo com ele naquele momento.
-O que... - fui interrompida pela sua boca na minha, devorando meu lábio inferior, dando passagem para a sua língua enroscar na minha e eu ser inebriada pelo seu sabor, que droga até o hálito dele era bom e atrativo. Coloquei meu braço em volta do seu pescoço não deixando que ele saísse e aprofundando mais o beijo. Nesse momento eu não pensaria mais em nada, amanhã a gente via o que fazia.
Seu corpo se inclinou mais ficando por cima do meu, e graças a Deus ele estava de moletom. Ah! Aqueles moletons que marcavam tudo e que me permitiam sentir sua pulsante ereção já esfregando em mim. Salivei com o contato. Umideci de todas as formas. Talvez se eu tivesse percebido que ele era tão sexy e gostoso desde de sempre, eu não teria evitado esse momento. E que momento! Estava no céu e ainda nem tínhamos feito nada demais. Apenas nos devoramos em um beijo quente e úmido.
Suas mãos desligaram por minha cintura levantando o vestido de seda que eu usava. Até se livrar deles da forma como pode, corei por causa da vergonha, mas estava tudo semi iluminado e logo fui possuida por um tesão quase mortal. Aquela sensação de que você não pode viver a vida sem ter experimentado pelo menos uma vez uma transa quente com esse cara. E esse cara no meu caso era o Jungkook. Era bem provável que amanhã eu me arrependesse, mas agora... agora eu aproveitaria.
Arranhei suas costas marcando os nós nos músculos dele, enquanto ele beijava gentilmente meu mamilo, dando leves sugadas me fazendo gemer seu nome. Sua boca molhada fez uma trilha de beijos pela minha barriga me deixando arrepiada dos pés até o último fio de cabelo. Suas mãos agarram a laterais da fina calcinha que eu usava e a puxaram até ela desaparecer no chão em algum lugar do quarto.
Tudo em mim pusava. Minha intimidade doía de desejo. Uma mordida em meu monte venus me fez arquear as costas, ele beijou minha intimidade como se beijasse meus lábios tocando meu ponto inchado e sensível com a língua, brincando com a minha sanidade. Gemi seu nome mais uma vez.
O caminho de volta até a minha boca foi tortuso, novamente ele me beijou com verocidade, me fazendo provar do meu próprio gosto. E isso acabou me deixando ainda mais excitada.
- Eu vou fuder sua buceta, como você nunca sentiu antes na vida - ele falou rouco em meu ouvido dando uma mordida no lóbulo da minha orelha. Revirei os olhos em puro êxtase.
O corpo dele desceu de novo em direção a minha intimidade para mais uma vez passar a língua, antes mesmo do contato gemi seu nome mais uma vez.
- O que foi? - ele falou de repente.
- Não para - sorri falando.
- Han? Por que você esta me chamando? - ele olhou confuso. Pisquei confusa terminando de abrir meus olhos. Ele estava sentado na cama me olhando. Olhei em volta toda a situação.
Eu estava de pijamas, meu típico moletom velho, meu livro estava em cima da minha barriga, o Jungkook usava uma blusa branca e agora estava de óculos, seus habituais e já rotineiros óculos redondos e ele me encarava curioso.
Eu estava sonhando? Mas foi tão real, não estava acontecendo mesmo?
- Han? - falei me sentindo perdida, buscando acalmar meu coração e minha mente traiçoeira.
- Por que você estava me chamando? - ele perguntou novamente.
- Não estava - falei.
- Estava sim. Você chamou Jungkook, Jungkook... Jungkook... daí quando perguntei o que era você me falou para não parar... - agora eu realmente de fato queria enfiar minha cabeça em um buraco. Deus onde estavam as passagens para se teletransportar quando se precisava? Eu tinha chamado por ele enquanto sonhava com ele? Isso nunca tinha acontecido. Se ele acendesse a luz agora veria minha cabeça inteira da cor de um tomate bem vermelho.
Eu queria morrer.
Morrer por ter tido um sonho erótico com ele e por chamado por ele. Eu queria morrer porque ficaria muito óbvio para ele que eu estava tendo um puta sonho erótico. Alguém me mata por favor!
- Você deve ter sonhado - falei. Melhor eu gaguejei a porcaria das palavras. - Pode voltar a dormir. Eu... Eu... Vou beber água. - me levantei rapidamente da cama quase correndo para fora do quarto, descendo as escadas até chegar na cozinha.
Eu definitivamente poderia ser assassinada agora, que ia em paz. Que merda tinha acabado de acontecer? Por que raios eu sonhei com ele? Por que tinha que ser tão real e deixar meu corpo em chamas? Ah! Eu queria gritar.
Com que cara eu encararia ele agora? A nossa relação já não era das melhores ai ainda acontecia isso! Mesmo tendo passado um mês desde a nossa trégua, Não estávamos tento muito evolução no quesito amizade, ele estava muito ocupado e a nova escola me consumia muito mais tempo, era difícil me situar e ainda cheguei em uma semana de provas, eu não era a aluna mais perfeita, mas me esforçava, dava meu melhor.
Sentei no chão cruzando as pernas no meio da cozinha e fechei os olhos. Eu precisava me acalmar. Era capaz de amanhã ele nem lembrar de nada. Eu mesmo amanhã não queria lembrar de nada.
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- Finalizada - a cabeleireira falou dando um último retoque no meu cabelo. Suspirei. Eu tinha evitado o Jungkook de manhã, mas não conseguiria evita-lo agora de noite, eu só queria esquecer o episódio da madrugada, mas infelizmente ele estava vivissimo na minha memória, eu me sentia tão envergonhada.
Encarei meu reflexo no espelho. Hoje eu tinha que acompanhar o Jungkook em um evento beneficente, coisa de gente muito rica. Optei por um vestido mais romântico bege com as mangas e a gola de véu, com algumas pequenas flores arroxeadas bem discretas, meu cabelo estava preso em um coque frouxo com alguns fios soltos . Era um vestido bem a minha cara. Terminei de me arrumar no estúdio de beleza, o Jungkook vinha me buscar quando eu estivesse pronta.
Já me preparei mentalmente para a atuação, nesse evento teriam fotógrafos, jornalistas, socialites, até a minha mãe estaria lá, aos olhos de todos eu tinha que agir como alguém bem casada, mesmo tendo apenas 17 anos. Mandei uma mensagem para ele quando finalmente estava pronta. Não demorou quase nada para o carro escuro trazido por um motorista chegar. O Jungkook desceu da parte detrás do carro usando um terno cheio de borboletas, e era estranho, porque ele parecia ridiculamente bonito e moderno naquele terno tão chamativo. Ele era tão jovem e fresco vestindo aquela roupa.
- Você está muito bonita - ele falou assim que se aproximou de mim. Olhei em volta vendo todas as mulheres do estúdio se derreterem por ele. Para elas ele definitivamente soava como um príncipe.
- Obrigada - sorri timidamente.
- Vamos? - ele estendeu a mão para que eu pegasse e entrelaçou nossos dedos antes de sairmos do estúdio de beleza. O caminho foi silencioso até o evento, eu estava nervosa. Talvez fosse pelo mico da noite passada, talvez fosse por ter que atuar na frente de todas as pessoas, só sei que meu coração estava agitado. Sequer percebi quando o carro parou. O Jungkook desceu primeiro vindo abrir a porta para que eu descesse. Sua mão veio até o alto da minha cabeça para que eu não batesse no alto do carro a outra ele usou para segurar minha mão e me ajudar a ter equilíbrio naquele salto.
Tinha muito gente na entrada. E tinham muitos repórteres também. Alguns flashs vieram direto em nossa direção assim que o carro saiu. A mão dele pousou detrás das minhas costas para me guiar para onde devíamos ir. Eu nunca tinha tido atenção da mídia antes e era estranho. Muito estranho. Ele parecia um idol famoso. O evento tinha um tapete vermelho onde todos os convidados tinham que parar para tirar fotos oficiais. Foi o que fizemos lado a lado paramos onde devíamos para que fossem tiradas fotos.
A mão que repousava em minhas costas alcançou minha cintura me puxando suavemente para ficar com o corpo colado ao dele. Era isso que todos queriam, ver o mais novo e jovem casal de Seoul. Vários flashes foram disparados em nossa direção.
- Vocês podem dar um beijo por favor? Vai ficar bonito na capa. - um jornalista gritou. Respirei fundo. Não por favor, beijo não. Sorri amarelo, não conseguindo disfarçar meu incômodo. Olhei para o Jungkook. Ele primeiramente negou com a cabeça e eu suspirei soltando o ar dos pulmões. - Vai ficar bonito na capa - o jornalista insistiu.
O Jungkook me puxou para mais próximo, como se fosse possível, e beijou minha bochecha, automaticamente sorri enquanto tiravam as fotos, tentando parecer o mais natural possível. Em seguida o olhei ainda sorrindo e ele sorriu torto de volta. Suas argolas brilhando com os flashes. Mirei novamente a pintinha em baixo do lábio dele que aparecia quando ele sorria. O que era raro.
Mais algumas fotos e fomos liberados. Fingir era cansativo! Meu Deus, como cansava. O evento era uma ópera então fomos encaminhados para o camarote onde ficaríamos. Graças a Deus que longe dos meus pais, eu ainda não estava pronta para falar com eles, mesmo depois de um mês. Sentei ao lado do Jungkook que repousou o braços atrás da minha cadeira, cruzando as pernas.
Ópera era uma coisa que realmente me afetava. Eu achava tão bonito a capacidade vocal e a inveja era grande. Queria eu ter nascido com tais talentos. E claro, não demorou dois atos para eu já estar chorando. Solucei emocionada com a música.
-Você... - o Jungkook sussurrou. - Você tá chorando? - ele parecia incrédulo. Olhei para ele, que arregalou os olhos. - Sua maquiagem... Está um pouco... Borrada. - passei a mão. Ele fez cara de negação. - Deixa você vai piorar isso - ele tirou um lenço de dentro do bolso e ao invés de me dar passou em meu rosto. Ele mordeu o lábio inferior enquanto se concentrava em sua nova tarefa. Encarei as orbes verde musgo da lente de contato que ele usava. Ele não estava exagerando um pouco demais na atuação não? Era embaraçoso.
Enquanto o encarava tão de perto, as memórias inadequadas do sonho da noite passada vieram a tona. Porque tinha que parecer tão real e me deixar tão perturbada dessa forma? Por quê? Não podia ter sido só um maldito sonho que a gente esquece depois?
- Vou ao banheiro - falei me sentindo nervosa, por saber que ele sabia do mico que eu passei. Caminhei pelo corredor até o banheiro, retoquei minha maquiagem e voltei para o camarote.
Depois da ópera ficamos no salão um pouco para ele conversar com algumas pessoas me apresentando a uma dúzia de pessoas que eu não sabia quem eram e esquecia o nome praticamente imediatamente.
Abracei meu corpo com frio, quando finalmente estávamos do lado de fora do evento esperando o carro que estava demorando a chegar. Tomei um susto quando o pesado terno de borboletas dele foi colocado em cima dos meus ombros. Olhei assustada para ele que estava com as mãos dentro dos bolsos da calça, olhando para frente. Ele tinha feito isso mesmo? Ele colocou o terno em cima de mim para me proteger do frio? Olhei em volta não vendo muitas pessoas próximas a mim. E novamente eu me questionava, ele não estava levando essa atuação á sério demais não?
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