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1 - Garoto de argolas.


Era só mais um dia na minha vida.

Era para ser, não é?

Era, mas a ligação da minha mãe toda preocupada com sei lá o quê deixou claro que não seria apenas mais um dia.

Eu estava no meio do meu dia de aula — bem no meio da aula — quando ela me ligou, pedindo para que eu voltasse para casa, visto que teríamos um assunto urgente para resolver e tipo... Qual é a mãe que te arranca da escola no meio do dia para resolver assuntos? Ela não deixava me faltar nem quando eu estava doente, portanto, isso me preocupou.

Eu estava com o coração na mão, para não dizer outra coisa. Mandei uma mensagem para meu namorado, Park Jimin, avisando que mataria o restante das aulas, e entrei no carro.

Nosso motorista já me esperava. O caminho até a minha casa não era muito longe, mas, devido ao trânsito no horário de almoço, demorei mais do que deveria para chegar, ou poderia ser meu nervosismo. Não sei.

— O que aconteceu, mãe? — perguntei assim que passei pelos portais da sala, encontrando minha
mãe na soleira da porta, arrumada como se fosse ver o presidente da república.

— Vá para seu quarto se vestir, já separei uma roupa para você. Use a que eu escolhi e passe alguma coisa nessa cara, para ver se melhora. — Ela sequer olhou para mim, apenas seguiu para o escritório do meu pai. Confesso, às vezes odiava o temperamento da minha mãe.

Joguei minha bolsa no chão do meu quarto, vendo meu vestido amarelo tomara-que-caia em cima da cama. Eu nunca usava aquele vestido, a não ser que fosse em um casamento ou coisa parecida. Para que diabos minha mãe queria que eu vestisse aquilo em plena quinta feira ao meio dia?

Sem conseguir perguntar o que diabos estava acontecendo, apenas vesti o tal vestido, passei um pouco de base, rímel, pó compacto e uma sombra clarinha nos olhos, passando uma escova no meu cabelo liso e colocando toda a lateral do lado esquerdo detrás da orelha, porque favorecia meu melhor ângulo, para, na sequência, passar um pouco de batom rosado.

— Eun Bin-ah, você está pronta? — Minha mãe apareceu na porta do meu quarto. Virei-me para ela.

— Estou, mesmo não sabendo porque estou me arrumando, mãe. — Coloquei meu celular dentro da
pequena bolsa da mesma cor do meu vestido.

— Vamos a um almoço de negócios que surgiu de última hora — explicou, apressando-me. Dei mais
uma olhada no espelho antes de segui-la.

— Custava ter me dito isso na ligação? — perguntei, enquanto descia as escadas. — Eu quase tenho um infarto pensando que era a terceira guerra mundial, mamãe. Pai! —Meu pai nos esperava na soleira da escada, vestido em um de seus muitos ternos escuros.

— Princesa. — Ele me abraçou quando o alcancei. — Tão linda. — Ele passou a mão por meu rosto, fazendo uma pequena carícia antes de se voltar para minha mãe. — Podemos ir? — minha mãe assentiu e começou a caminhar para a saída da casa, eu os acompanhei.

Meu pai era um homem de negócios muito bem sucedido e, por isso, eu entendia que, de tempos em tempos, era necessário levar sua família para jantares e almoços de negócios, mesmo no meio de uma semana e mesmo sendo tão de repente.

O restaurante escolhido também não era nenhuma novidade, era o mesmo sofisticado e caro restaurante de sempre. Meu pai caminhou na frente, de braços dados com minha mãe, e eu atrás deles, até que os mesmos pararam diante de uma porta de madeira escura onde uma mulher
esperava para nos receber. Ela abriu a porta, parecendo saber exatamente quem éramos.

Meus pais entraram primeiro e eu em seguida. Dentro da sala reservada, havia um senhor já idoso e um jovem rapaz que eu não fazia ideia de quem era, mas era bonito, muito bonito. Usava argolas nas orelhas, o cabelo repartido de lado. Seus olhos bem desenhados e escuros que logo vieram de encontro aos meus, medindo-me. Medi ele de volta, quase me sentindo ofendida pela avaliação descarada.

— Jeon-ssi. — Meu pai foi o primeiro a falar, cumprimentando-o com uma reverência, minha mãe me puxou pelo braço para baixo, a fim de fazer eu me curvar também. Então, assim eu o fiz.

— Então essa é a garota — o mais velho falou, olhando para mim. — Sentem-se.

E foi o que fizemos, sentamos nas três cadeiras de frente para ele. Meu pai, minha mãe e eu. E, apesar de ter achado a afirmação inicial do velho estranha, não falei nada. Eu sempre era instruída a ficar calada em reuniões de negócios, portanto era o que eu faria.

Enquanto eu levava o copo de água até a boca, permiti-me olhar para o jovem à minha frente, ele olhava para meu pai enquanto conversam sobre algo que inicialmente não prestei atenção. Tinha um jeito rude na postura e até mesmo no modo de falar que eu não gostei.

Mas não tinha como negar, o rapaz de argolas era mesmo muito bonito.

— Então, filha... — A voz do meu pai me chamou de volta a realidade.

— Hm? — falei, voltando-me para o meu pai.

— Esse é o jovem Jeon Jungkook. — Ele apontou para o rapaz, como se eu precisasse saber quem ele
era.

— Ah! — Limitei-me a cumprimentá-lo com a cabeça rapidamente. Ele não devolveu o cumprimento.

— Filha, preciso que você entenda algo — meu pai pigarreou e acabei por olhar para todos que, agora, me encaravam.

— Pode falar — eu disse, sentindo-me inicialmente nervosa com o tom dele.

— O Jungkook-ssi, ele... Filha, eu sei o que eu estou fazendo, certo? O Jungkook-ssi é, a partir de
hoje, o seu noivo — meu pai falou em um jorro de palavras rápidas, e eu até pensei ter ouvido a palavra "noivo", porém, me permiti franzi o cenho confusa.

— Não é ótimo, filha? O Jungkook-ssi é um dos dez melhores partidos do país — minha mãe falou, e eu realmente achei ter ouvido a palavra "partido".

— O que está acontecendo, gente? Eu não estou entendo nada! — falei.

— A gente vai casar... — A voz grossa e rouca do rapaz cortou meu jorro de perguntas. — Mês que vem! É isso. — Eu bufei.

— Casar? Como assim casar? — perguntei. Era pegadinha, não era? Onde estavam as câmeras que agora nos filmavam? Porque não podia ser verdade.

— Filha, o Jeon-ssi e seu pai agora são sócios, e o casamento faz parte do acordo de negócios deles, filha. Não é nenhum bicho de sete cabeças — minha mãe falou entredentes, como se estivesse envergonhada pela minha pergunta.

— Não! — falei. — Impossível. Vocês... Não. — Eu não poderia acreditar que meus pais me venderiam como um pedaço de carne no mercado, não era possível. Não mesmo. Fiquei de pé,
dando um tapa na mesa e olhando para os meus pais. — Vocês estão loucos se acham que isso vai
acontecer. — Empurrei a cadeira atrás de mim e dei as costas para todos, indo para a porta.

— Eu falei que ela não ia aceitar. — Ouvi minha mãe falar, antes que eu abrisse a porta com toda a minha força e saísse dali, marchando em direção à saída.

Eu teria conseguido fugir dali se uma mão não tivesse segurado meu braço com certa força e me girado para olhá-lo.

— Pai, me larga — quase gritei ao encarar o mais velho. — Eu não vou casar com ninguém.

— Você vai. Vai sim. Porque esse é o negócio das nossas vidas! Se você quer ainda ter a vida de conforto de todos os dias, você vai. — Eu nunca tinha visto meu pai falar assim comigo.

— Não ligo para a vida de conforto.

— Claro que não — ele sussurrou, porque passavam algumas pessoas. — Você nunca soube o que é precisar de nada. Se eu não fechar esse negócio, vou ter que demitir mais de 10 mil funcionários. É isso mesmo que você quer? Levar 10 mil famílias a falência junto a nossa? — Arregalei os olhos,
ultrajada com a chantagem do meu pai. Minha respiração pesada e carregada de raiva não me deixava nem sequer pensar.

— Não estou nem ai, não é responsabilidade minha. — Puxei meu braço.

— Se você se recusar a casar, vai ser responsabilidade sua, sim. Nós vamos perder tudo. Tudo! — explicou.

— E eu que tenho que me sacrificar?
— perguntei.

— Não é grande sacrifício, pelo amor de Deus. Olha para aquele rapaz. Ele é bonito, rico, educado, cheio de talentos, jovem... Seria pior se você tivesse que casar com o velho. — Seu tom irônico me enojou.

— Pai! O senhor está se ouvindo? — indaguei-o.

— Acredite, eu já pensei em outras soluções, mas não tem jeito. Eu adiei como pude, filha. Não tem outra opção. E, se você não quiser perder a sua liberdade, é melhor não me causar problemas. Eu te tranco dentro de casa por um mês até o dia do seu casamento! — Eu nunca tinha visto meu pai falar daquela forma em tom de ameaça, mas parecia sério. E a menor hipótese de passar um mês
trancada dentro de casa, sem poder sair, me assustava. — Agora, vamos voltar, você vai pedir desculpas ao Jeon-ssi e ao seu neto e vamos almoçar civilizadamente, entendeu?

Eu queria gritar, brigar, retrucar, fazer um escândalo, Mas, como eu faria isso? Pelo visto, eu era voto
vencido. Eu tinha uma vida, minha juventude, sonhos, desejos. Eu não estava preparada para abrir
mão de nada, não dessa forma.
Meu pai segurou meu punho e me rebocou de volta para a sala onde minha mãe, o velho e o rapaz de argolas me esperavam. Todos me olhavam com curiosidade, mas minha cabeça estava oca. De uma forma que eu não conseguia pensar em nada, em uma saída, em um plano, uma contraproposta... Tudo que se passava em minha mente nesse momento era:
Park Jimin. Meu namorado.

A pessoa com quem eu me via dividindo a vida, a pessoa com quem eu planejei ir embora para a faculdade, morarmos juntos. Ele sendo um engenheiro; eu, uma arquiteta. Montaríamos nosso
próprio escritório, trabalharíamos juntos. Já tínhamos planejado isso uma dúzia de vezes.

Eu o amava. Como diria tal coisa para ele? Ele nunca me perdoaria. Nunca. Daí então eu teria, sim, perdido tudo de uma vez só. Minha liberdade e meu amor. Isso não podia ser bom. Não mesmo.

Enquanto meu pai conversava com o velho Jeon, eu apenas encarava o meu prato remexendo a minha comida com meus pauzinhos de aço sem realmente ver o que estava fazendo. Isso não era possível. Tinha que ter um outro jeito. Como um dia normal simplesmente tinha se transformado em um pesadelo?

De repente, eu senti.

Senti aquela força estranha que nos informa que alguém nos olha, então, foi inevitável não levantar a cabeça para saber quem me atravessava com os olhos. E era ele. O rapaz das argolas. O tal Jeon alguma coisa... Seus olhos negros me encaravam com uma certa curiosidade e intensidade
inigualáveis, quase como uma hipnose estranha, como um imã que atrai mesmo quem não quer ser
atraído. E me perguntei que tipo de pessoa ele era.

Encarei de volta, mostrando a ele que eu mediria forças com ele se necessário, e que eu não estava
nem um pouco contente com aquilo. Ainda me encarando, ele levou mais comida até a boca e, ao começar a mastigar, desviou o olhar. Mas eu continuei olhando para ele. Nem morta eu facilitaria as
coisas.

Ele era bonito? Era rico? Bem provável. Tinha talentos? Talvez. Mas eu não me importava, porque, se dependesse de mim, esse casamento seria um total inferno.

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