prólogo
A garota da casa do fogo.
A garota respirou fundo pelo que lhe parecia a milésima vez naquele dia, seus olhos queimavam com as lágrimas que ainda ameaçavam a cair e seus lábios tremiam com a instabilidade emocional do momento, no salão principal do castelo todo o reino do fogo e os principais líderes dos reinos do ar,terra e água estavam reunidos para a cerimônia fúnebre, no altar improvisado o caixa de madeira avermelhada posicionado a frente das escadarias de mármore brilhava com o sol que entrava pelos vitrais e as inúmeras flores dos buquês perfumava todo o ar.
Ela se levantou de seu trono no topo das escadas, com as mãos seguras nas laterais do pesado vestido de veludo negro que acompanhado do mato de mesma cor e tecido transmitia todo o sentimento de luto, e caminhou até o peitoril chamando a atenção de todos para si.
- nos reunimos aqui nessa tarde sombria para o sepultamento do corpo do meu pai, rei Arthur da casa do fogo morto em batalha na guerra contra os Trolls - ela olhou pra sua lateral onde seu tio acenava cordialmente a encorajando sem nem notar o quão próximo o seu fim estava - em uma cerimônia como estava o comum seria sepultar o antigo rei sob a coroação do novo, e como eu herdeira única e direta do trono ainda não completei a idade adulta o próximo na linhagem, meu tio Rodolfo, deve ser coroado - ela apontou graciosa pra o homem,que de peito estufado demonstrou seu orgulho - então. Me. Tragam. O. Traidor - as palavras ditas de maneira pausada causou choque geral em todos ali presentes, Rodolfo encarou a sobrinha sem reação alguma e só notou a posição que estava quando os guardas o agarram pelos braços e o obrigou a se ajoelhar no mais alto dos degraus da escada.
- Enya, o que está acontecendo?- ele buscou um explicação nos olhos da garota que o encarou com frieza e nojo, ela caminhou pelo mármore branco até se ficar atrás do homem de joelhos e assustado e então pousou suas delicadas mãos nos ombros do mesmo que naquele momento soube...
Ele já acordará morto naquela manhã.
- meu amado tio, irmão mais novo de meu pai, sempre gostou de subjugar minha inteligência e capacidade de liderança mas, o seu orgulho e narcisismo o cegou para os riscos de suas ações - ela proferiu alta para seu povo que, chocados, aguardavam ansiosamente pelo desenrolar da situação - eu interceptei mensagem e telefonemas onde ele se comunicava com os líderes dos trolls em uma aliança que lhe garantiria sua reclamação ao trono. A Priore eu me recusei a acreditar, me forcei a crer que era coisa da minha cabeça que o meu tio que eu tanto amei não seria capaz de tal atrocidade, e então veio a notícia da morte do meu pai e quão estranhas foram as circunstâncias do assassinato onde só alguém com informações privilegiadas poderia tê-lo emboscado daquela maneira e dois dias depois da morte dele me veio a confirmação do traído quando o mesmo me preparou um jantar que matou um do meus animais e que por sorte ou pelo dor do luto eu não comi - ela finalmente encarou o tio que lavado em lágrimas implorou por perdão - tudo isso pela coroa, mas se é a coroa que ele quer é a coroa que ele vai ter - neste momento um dos guardas entrou trazendo a coroa oficial da casa do fogo, o arco talhado em formas de chama estava vermelho e fumaçava de tão quente, os ganchos fincados na parte interna do o deixava ainda mais letal, a arma perfeita pra um traidor - Deus salve o novo rei - ela sibilou antes de com as próprias mãos colocar a peça quente na cabeça do primogênito que urrou com a dor do ferro perfurando sua cabeça e arranhando seu crânio, os guardas tiveram que segurà-lo ainda mais firme enquanto, de dor, ele ser retorcia por inteiro. Não disposta a espera pelo fim da tortura, que demoraria demais até matà-lo, a princesa do reino vermelho da casa do fogo puxou a espada da bainha de um dos guardas e enquanto com uma mão esticava a cabeça do tio para trás expondo seu pescoço com a outra passou a lâmina afiada na fina camada de pele, banhando as escadas brancas de mármore um vermelho profundo que reluzia a ameaça e transmitia uma única e certeira mensagem.
Jamais traía a casa do fogo.
Desabotoando o broche de borboleta laranja ela soltou o manto que caiu de seus ombros que agora eram enfeitados apenas pelas finas alças do vestido e, descalça, caminhou pelo sangue descendo até metade das escada e de queixo seguindo, em sua habitual pode de superioridade, ela novamente se voltou para seus súditos e aliados sem muita cerimônia e disse;
- eu sou sou Enya da casa do fogo, e acredito que minha idade de nada muda meu poder e capacidade de governar, tendo isto em mente, reclamo aqui meu direito a coroa e tomo sem quaisquer medo de rejeição meu lugar no trono - o silêncio a fez se remexer minimamente, desconfortável, e tentando manter a postura ela tirou de seu pescoço o lindo colar de rubis que se revelou como sendo sua coroa e após pô-la em sua própria cabeça continuou - eu usarei de meus melhores artifícios para reinar com sabedoria e, assim como meu pai, farei o melhor pra meu povo sem temer ou recuar e eu prometo a vocês, sem falhas, já começando por ele - apontou para o corpo degolado.
Após mais alguns segundos de silêncio uma mulher, solo e destemida, se ergueu olhando ao seu redor internamente torcendo para que não fosse a única a apreciar o espetáculo a sua frente.
- vida longa a rainha!!!- ela esbravejou, incentivando os outros que um a um se ergueram repetindo o couro que fez a mais nova soberana sorri-se amplamente.
- vida longa a rainha!!!- repetiram novamente.
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- você tem que relaxar - sibilou o homem enquanto massageava os ombros tensos da garota - foi uma coroação e tanto dificilmente vão exitar em te levar a sério - a tranquilizou - eu preparei seu banho, venha que eu irei te limpar - ela se levantou ao pedido e tirou as alças do vestido dos ombros o deixando cair ao seus pés ficando apenas com a roupa íntima inferior, Aiden engoliu em seco se permitindo perder os olhos e muito suavemente os sentidos nas curvas da garota que o olhava furtivamente se deliciando com cada reação a ação que extraía do mais velho.
Aiden e Enya tinham uma relação bem mais íntima do que os rótulos que carregavam,o conselheiro, que tinha quase o dobro da idade da garota havia sido da mais nova a primeira grande paixão, o primeiro beijo e a primeira vez. Pra ele , era como se ela, depois de ter passado pela lua de sangue, tivesse se tornando irresistível confirmando assim a reputação das damas de fogo que de acordo com os boatos se tornavam sedutoras ferozes quando chegavam a sua fase adulta o que explicavam o porquê das mulheres terem uma presença tão forte e respeitada nos reino da casa do fogo.
As damas de fogo eram demoníacas e ao mesmo tempo... Celestiais.
Com os olhos ainda vidrados nos do mais velho, ela enrolou os braços no pescoço dele passando, com delicadeza, as pontas dos dedos em sua bochechas que estavam vermelhas de vergonha e excitação, de maneira leve e suave ela se pôs nas pontas dos pés alçando sua altura e selando os lábios do outro se demorando um pouco até sentir as mãos grandes contornar sua cintura a puxando para mais perto e mais adentro do beijo. Ela passou a mão pelo corpo dele se desfazendo das peças de roupas até que o mesmo estivesse tão vestido quanto ela e então se afastou caminhando, livre como era, para a porta que dava para os corredores da ala dos dormitórios e se voltou para ele.
- eu vou tomar banho e você vem comigo - proferiu deixando o quarto sem se preocupar em garantir que ele a seguiria, ela sabia que sim e apenas se preocupou e chegar a sala de banho mais próxima, onde a gigante banheira, que facilmente seria confundida com um lago, estava cheia de água e leite fresco borbulhando com o calor dos aquecedores.
Descendo os degraus da parte mais rasa ela se colocou em pose de mergulho se lançando na água nadando até a outra extremidade e emergindo bem em tempo de encontrar seu parceiro já dentro da água, caminhando até ela.
- você me deixa louco- ele sussurrou ganhando um sorriso sombrio de satisfação que o incentivou a se aproximar e colar os seus corpos - casa comigo - ele pediu e, com pesar, viu o sorriso morrer nos lábios da rainha. E quando acho que seria rejeitado, qual não foi sua surpresa quando ela voltou a encara-lo e simplesmente disse;
- caso!
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