Capítulo 37
Após alguns dias internada Helena recebe uma notícia um tanto surpreendente.
— Bom dia Helena, vim lhe fazer um check-up matinal. — o mesmo pega a prancheta e faz suas análises conferindo a saúde da moça. Assim que tudo feito o mesmo para próximo a cama guardando a prancheta enquanto fala. — Helena, um amigo meu anda estudando umas tecnologias avançadas incríveis. Ele retornou ao nosso país a uns dias e me contou sobre seus estudos...
Helena estava muito curiosa sobre o que tudo aquilo tinha a ver com ela. Por isso ela nem se atrevia a impedi-lo de falar.
—... Ele ficou interessado em seu caso e se propôs a ajudá-la se você também estiver disposta é claro.
— Ajuda-lo? — ela fica sem entender.
— Ele é um médico de muito prestígio dos Estados Unidos, e ele está desenvolvendo um projeto onde ele está alcançando incríveis números de positividade em relação a pessoas paraliticas, e tem grandes chances de recuperação. Porém, até o momento ele não conseguiu nenhum paciente que tomace coragem em participar do projeto.
— Então ele precisa de cobaia... — ela suspira pensativa sobre o assunto.
— Não usamos esse termo na medicina, mas se assim ajuda lhe entender o que quero dizer. Ele retorna para os Estados Unidos em dois dias, e ele aguarda sua resposta em relação à proposta. Lembrando que ele arcara com as custas de tudo e você poderá levar um acompanhante. — após tais palavra o médico por fim sai do quarto.
— Dois dias para decidir minha vida... — murmura Helena poucos segundos antes da porta ser aberta novamente.
— Bom dia tiia Helenaaa... — a pequena Ana Clara chega correndo no quarto até próximo a cama da moça. Em seguida Max adentra o local também com um sorriso de canto.
— Olá Aninha, como está? — ela se esforça e consegue dar um beijo no topo da cabeça da garotinha.
— Estou muito bem, como você está? Quando sai deste lugar? Quando vamos passear de novo? — Max interrompe Ana Clara.
— Minha filha calma, são muitas perguntas de uma vez.
— São não papai, só fiz três perguntinhas. — ela conta os dedos e depois mostra para o pai. Ambos riem da situação e Helena se pronuncia.
— Estou bem... Só um pouco cansada. — Helena sorri gentil para a garotinha. — Mas talvez demore um pouco para passearmos minha pequena, provavelmente eu tenha que viajar.
Assim que Max ouve tais palavras seu olhar muda completamente e não se contêm em perguntar.
— Viajar? —ele fica completamente confuso. — Como assim do nada.
— Acho melhor conversamos sobre isso depois. — Ela olha a garota e depois para ele. — Mas por curiosidade, por que a pergunta? — ela sorri levemente com toque de sarcasmo, já que ambos não tinham nenhum "laço" afetivo aparentemente.
Ele é pego de surpresa pela seguinte pergunta e não sabia por que continuava se importando tanto com ela assim. Mas, antes que pudesse dizer algo Ana Clara volta a falar.
— Ahh mais vai voltar rapidinho? — ela sorri. — Papai e eu iremos esperar por você, não é papai? — a garotinha volta a olhar o pai dela rapidinho.
—... — o rapaz estava completamente confuso com o tema daquele assunto. Mas acabou concordando momentaneamente com a pergunta da filha. — Agora precisamos ir minha filha, ela precisa descansar.
— Mas papai... Acabamos de chegar... — ela faz biquinho fofo.
— Não se esqueça que a mocinha aí precisa ir para a escola também. — ele acaricia a cabeça dela quando diz. — Bom, vamos indo... Se precisar de alguém quando receber alta para buscar... Pode me chamar.
Helena acena com a cabeça e dando um sorriso feliz com a presença de ambos. Quando Max abre a porta dona Maria estava prestes a entrar, se cumprimentam e eles saem e ela entra.
— Bom dia querida, como está? — ela percebe leve rastro de sorriso da felicidade no rosto da filha. — Fico feliz que esteja de bom humor.
— Estou bem sim mãe, que bom que chegou... Precisamos conversar. — Helena fica seria quando inicia o assunto.
— Pois diga minha filha, o que deixa você tão preocupada assim?
— Doutor Marcos me disse que um amigo médico especialista em paralíticos está desenvolvendo um projeto onde possivelmente cura as pessoas desta situação. Mas não é nada certo de que funcione e nem quanto tempo levara esse processo.
— Meu Deus minha filha! Isso é incrível, onde fica o escritório deste doutor... Podemos nos informar mais... — a filha a interrompe.
— Esse é o problema mãe, fica nos Estados Unidos. Teríamos que abandonar tudo por uma incerteza.
— Você sabe que já vivi muito né? Se estiver preocupada comigo... Não deveria! Eu irei com você aonde for, se temos uma chance de resolver esta situação estaremos juntas!
— Eu sei mãe... — ela sorri com os marejados prestes a chorar. — Eu estava certa de tudo isso a poucos minutos atras, até que Aninha e Max entraram aqui e me abalaram muito, me deixaram com inúmeras dúvidas sobre o que fazer.
— Filha, creio que isso que você esteja sentido é amor, você os ama muito e tem medo de deixá-los. Mas pensa por um momento em quantas coisas você poderá fazer com eles quando estiver saudável? — a senhora tenta convencê-la.
— Mas se não der certo? E se quando voltar já nem se lembrem de mim? — a jovem fica triste mais uma vez.
— Você sabe que já faz parte da vida deles né? Sabe que vejo que ele também sente algo por você, mas só não notou ainda.
— Eu teria apenas dois dias antes de partir, como vou contar algo sobre isso com ele? Você acha mesmo que ele gosta de mim?
— Tenho certeza disso minha filha. Bom vou indo para casa, vou ajeitando as coisas por la. Se caso mudar de ideia me avisa.
— Está bom mãe, espero que dê tudo certo mesmo. Vou ver se peço para ele vir me ver para conversamos.
A senhora se despede e vai se embora para arrumar as malas para a possível viagem.
No dia seguinte Helena conversa com o doutor e aceita a sua proposta, ela viajaria no dia seguinte para os Estados Unidos para fazer seu tratamento.
A jovem resolve por fim mandar mensagem para Max.
Helena: Olá, bom dia... Tudo bem?
Max: Bom dia, estou bem sim, mas e você? Vai receber alta hoje? Quer que te busque?
Helena: ...Eu receberei alta mais tarde, queria sim que pudesse vir me buscar. Precisamos conversar sobre algo também. Mas venha sozinho.
Minutos de silencio entre os dois, nenhuma única mensagem no momento.
Max: Tudo bem, vou sim... Só vou organizar umas papeladas e já vou indo.
Depois de algumas horas Max chega ao hospital e espera a papelada da alta ficar pronta. Assim que tudo ok ambos saem do hospital e enquanto dirigia Max pergunta.
— Está com fome? Q uer almoçar algo?
— Um suco cairia bem... — concorda ela.
Após uma caminhada de carro, Max para em uma lanchonete e ajuda Helena descer do carro. Encontram uma mesa se sentam.
— Qual suco gosta? — pergunta ele.
— Pode ser de maracujá.
A moça anota os pedidos de ambos e sai.
— Vou viajar para fazer um tratamento de saúde...
— Está mal? Foi por causa daquele dia? — ele a interrompe.
— Não... É um tratamento para ver se consigo voltar a andar...
— Sério? Que incrível Helena. Mas não parece muito animada com isso.
— Viajo para o Estados Unidos... Amanhã!
Max fica sem palavras momentaneamente, ele mal tinha compreendidos seus sentimentos ultimamente. Mas sentiu um aperto tão grande em seu peito naquele momento que se segurou para não chorar.
— Assim do nada? — ele pergunta de repente. — Achei que teríamos mais tempo...
— Foi muito difícil decidir, mas se tem alguma chance de realizar o meu sonho é fazendo isso neste momento.
— Mas porque tão longe assim? Quanto tempo isso vai levar? — ele fica sério desta vez.
— Não conversei sobre isso com o doutor, mas, pode levar de seis meses até um ano talvez...
— Ana Clara ficara triste em saber disso... — comenta ele.
— Só a Aninha? — ela o questiona.
— O que espera que eu faça? Que me lembre não estamos tendo nada. — ele resmunga.
—... Nossa... — ela tenta se segurar, mas uma bendita lagrima escapa pela lateral dos teus olhos e acaba caindo.
— Por que está chorando? — pergunta esquecendo a cara de bravo.
— Só achei que você... Que você... sentia algo... — ela não termina esta frase e acaba encerrando com outro. — Me leva para casa por favor.
Ele sente o clima pesado que deixou sem a intenção. Não questiona e ajuda a moça a voltar para o carro.
Após um longo caminho com silencio tenebroso o carro para enfrente a casa de Helena. A rua estava vazia, o clima ainda era o mesmo. Depois de tanto tempo que se conhecem era a primeira vez que ambos não sabiam o que dizer ou fazer. Era inúmeras sensações para sentirem em poucos segundos.
Quando enfim Helena toma coragem e diz.
— Vou entrar, obrigada pela carona...
Antes que pudesse retirar o cinto do carro Max a segura pela mão a impedindo. O silencio se torna parte da situação novamente. Momentos depois Helena via ele se aproximando cada vez mais da sua pessoa. Seu coração acelerava a cada mililitro de aproximação.
Quando Max chega bem próximo ambos podiam sentir a respiração um do outro. Foi neste momento que não pensou duas vezes e acabou lhe selando um beijo calmo e cauteloso.
A princípio Helena constrangida não fez nada, mas acabou cedendo e correspondendo. Após pouco segundos Max se afasta e limpa a garganta constrangido pela situação.
Helena cora no mesmo instante sem o que fazer ou dizer.
— Devo me desculpar... ou... me declarar? — a voz rouca de Max soa estas palavras enfim.
Helena acaba sorrindo ainda corada e volta a se aproximar dele selando outro beijo carinhoso. Ele retribui sem questionamentos.
Em seguida Max ajuda Helena a descer do carro e olha ela pensando no que dizer.
— Você consegue me esperar? —Helena acaba tomando a iniciativa. — Pretendo mesmo ir, mas com mais certeza ainda de voltar. Só quero saber se vou ter para quem voltar...
— Como a Aninha mesmo já disse, esperaremos por você... — ele se agacha ficando visível melhor a ela e olha em seus olhos. — Só toma cuidado tá... Qualquer coisa me avisa que lhe busco na hora!
Helena sorri aliviada por enfim estarem de acordo com algo que pudesse melhorar o futuro de ambos juntos.
— Amanhã venho cedo te levar para o aeroporto, pode ser?
— Adoraria! — sorri novamente.
Max então lhe dá mais um selinho antes de ver ela entrar e vai embora. No caminho para sua casa Max sente se mais leve. Estava tão eufórico que não via a ora de poder vê-la novamente no dia seguinte.
No dia seguinte bem cedo, como prometido Max foi junto com Ana Clara levar Helena e sua mãe ao aeroporto. La eles encontraram com o médico que já os esperavam.
Para despedida Ana Clara fez um desenho para Helena onde tinha as duas com roupas de balé dançando juntas.
— Tia Helena, promete não demorar? — a garotinha pergunta meio manhosa.
— Vou tentar meu máximo Aninha. — ambas se abraça e depois foi a vez da despedida de Max.
Como tinha muita gente em volta não acabou rolando cena carinhosa, apenas trocaram algumas palavras.
— Não esquece de mandar mensagens quando chegar e se precisar de algum dinheiro pode ped... — médico o interrompe.
— Elas serão bem tratadas, não lhes faltara nada, prometo.
Helena segura a mão do Max ao perceber que não gostou do comentário do médico.
— Vai ficar tudo bem, não se preocupe. Enviarei mensagens todos os dias, ok? — ela sorri.
Depois de tudo embarcam do avião e partem para uma nova jornada.
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