Capítulo 20
Max estava sentado no sofá enquanto conversava com Dona Maria, o clima não era um dos melhores mas estava suportando.
Para quebrar o silêncio Maria pergunta.
— Então Max, como anda sua filha?
— Ana Clara? bem... - por costume e sem intenção desta vez ele acaba dando uma "patada". - Por que a pergunta tão repentina?!
— Nada de mais, é que Helena fala tanto dela que parece até que a conheço. - Olhou seria para ele - O senhor deveria trazer ela as vezes aqui para Helena ver.
— As duas estão muito próximas até demais. Isso não me agrada.
— Por que este pensamento Max?! Minha filha é uma boa pessoa. E ela ama a Ana Clara.
— Ama sem necessidade. Ela só deveria ter feito o trabalho dela, mas nada!
Dona Maria fica furiosa. E diz.
— Você ainda irá chegar no fundo do poço. E se continuar assim ninguém irá querer te ajudar. Pode surpreender com quem resta em querer te ajudar. - Diz seria deixando a xícara de lado e completa sua frase - Vou acordar Helena, pois não tenho paciência de Jô. - Com um tom sarcástico ela sai da sala e vai em direção do quarto de Helena.
Ela entra de vagar abre a janela com calma, deixando aquele solzinho invadir o espaço, com isso alguns resmungos foram possíveis de se ouvir, era Helena começando a acordar.
— Bom dia minha menina...
— Tão cedo mãe... - Falou tão baixo que quase não se houve sua voz..
— Helena minha filha, Max está lá na sala.
— Essa praga me persegue até em casa!?
— Sabe bem que ele tem quer vir, vocês querendo ou não.
— Diz a ele que nao estou. -Meio sonolenta e com o travesseiro já em seu rosto tentando conter a claridade.
— Meio impossível né meu anjo?
— Tá bom mãeee - Falou manhosa.
Helena tirou dos olhos o travesseiro e tentou se sentar. Com o tempo ela foi se acostumando que a vida dela seria sempre aquilo. Por isso começou a se esforçar para aprender.
Logo que se sentou, a mãe de ele ajudou a trocar de roupa e depois a pois na cadeira.
Quando tudo pronto Helena foi sozinha girando as rodas para chegar até a sala.. Quando lá Dona Maria pergunta.
— Filha quer tomar alguma coisa?
— Só um suco mãe, obrigada.
Dona Maria vai até a cozinha preparar. Logo em seguida Max vê Helena chegando.
— Bom dia Flor do dia - o sarcasmo sempre a vista em sua voz.
— "Bom" não sei o que. O que faz aqui tão cedo?
— Tive que vir mais cedo. Daqui a pouco tenho uma entrevista com uma emissora de televisão e não quero me atrasar.
— Engraçado, que quando é com sua filha ou comigo não se importa tanto assim.
— Ana Clara entende bem que não tenho todo tempo do mundo e olha que ela é criança e você?! - Resmusga baixo.
— Super!! - Helena sorri secamente. - Quando acaba mesmo está palhaçada de eleição? -revira os olhos um pouco sem paciência.
— Semana que vem minha querida. Não se esqueça de votar em mim - ele da uma leve picadinha.
— Nem que você fosse o último político da terra! Eu não votaria.
Quando Max ia responder, talvez não tão educado assim Dona Maria entra na sala com uma bandeja e nela continha uma jarra com um líquido amarelo, provavelmente o suco preferido de Helena, maracujá e dois copos.
Os dois se entre olharam suspirando pesado.
Dona Maria sabia da situação mas como uma boa velinha sempre fingia não estar vendo o clima ruim.
A senhora preenche os dois copos de suco, um ela serve Helena e o outro ela oferece a Max. Ele aceita e devolve A xícara e pega o copo.
— Bom Helena minha filha vou dar uma saída. Vou dar uma passada no estúdio de balé dar uma limpada e depois de lá passarei ao mercado para comprar mistura.
— Tá bom mais. Obrigada.
— Max, você deveria jantar algum dia com a gente..
— Mãe?!!?! -Helena sem entender este convite de sua mãe.
— O que é?! Tá vou indo. - Antes que Helena tivesse tempo para responder sua mãe sai de cena rapidinho.
Max apenas observava a situação tomando aos poucos seu suco. Por incrível que pareça era também seu suco preferido.
Max em seguida pega seu celular após dar alguns toques, provavelmente mensagens chegando.
Ele digita algumas coisas e depois guarda o celular no bolso.
— Precisa de ajuda pra alguma coisa? - Ele diz sério.
— Por enquanto ainda não. Por que? Já vai sair correndo?
— Não te devo satisfação moça. Mas preciso ir. Adiantaram minha entrevista.
Max se levanta ajeitando sua gravata. Ele olha os copos sujos põe na bandeja e leva até a cozinha. Helena não sabia se ele chegaria ao ponto de lavar las só observou.
Max lavou toda a louça e logo saiu da cozinha. Pegou seu blazer e foi até a porta e disse.
— Sua médica.. Camila me disse que amanhã retorna suas terapias esteja pronta cedo para eu buscar.
— Okay Papai - Ela zoa ele.
Max revira os olhos e sai. Helena olha a volta e se sente muito só. Sua vida sempre foi em torno de correria.
Ela não sabia se acostumaria com aquela nova vida.
Ficou perdida por horas em seu pensamento até ouvir o som da porta.
Olho em direção da porta e viu que a pessoa estava tentando abrir a mesma. Não saberia se era sua mãe ou não.
Helena começou a ficar com medo, como ela se defenderia? Sua respiração estava pesada e seu coração acelerado.
Quando finalmente a pessoa abriu a porta Helena pode ver que na verdade era sua mãe. Cheia de sacolas na mão e que não estava conseguindo abrir a mesma.
Logo que entra despesa as sacolas no sofá mais próximo e volta para fechar a porta.
— Mãe! Que susto mulher. -suspira aliviada. - Comprou o supermercado inteiro?
— Por que o susto? Estava aprontando minha filha? - Dona Maria sorri brincando com a filha. E logo pergunta. - Ué cadê o Max?
— Como sempre... Tem compromisso.
— Aquele..... - a pobre senhora ficou sem falas de tanto nervoso.
— Mãe calma. Não fique assim.. Não vale a pena.
Fazia tempo que Dona Maria não via sua filha sorrindo e animando alguém. Ela sabia que muita coisa havia mudado estava torcendo que poderiam aprender muito com isso.
Dona Maria fez o almoço e logo serviu a mesa. As duas se sentaram e passaram a conversar e saber como iria ficar as coisas a partir daquele momento. Que rumos Helena teria que tomar.
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro