E L A
P.O.V JUSTIN BIEBER
— Justin! — Ouço a voz de Hailee e o barulho da porta ser aberta. — Ai está você.
— Sim? — Digo confuso desviando os olhos do computador. — O que foi?
— Preparei todo o cronograma da viagem. — Diz ela adentrando o escritório e se aproximando da mesa. — Só preciso entregar para a Selena mas, não a encontro em lugar algum desde ontem, você viu ela?
— Ela está com o Chaz, fazendo a seleção da Coca-cola. — Digo voltando a focar na foto que eu estava editando no computador.
Desde aquele beijo estou tentando evitar pensar na Selena mas, parece que sempre que alguém me ve, tem a obrigação de perguntar sobre ela a mim, como se eu devesse saber onde ela está a todo momento.
— Okay. — Ela diz conferindo a prancheta que carregava. — E eu também preciso saber quando você pretende voltar, pra poder fechar o hotel em datas.
— Eu não sei quando vou voltar. — Digo seco, ignorando o assunto.
Eu não quero falar sobre essa viagem, eu não quero nem ir nessa viagem.
— Acredito que será rápido. — Ela diz colocando uma pasta azul marinho, sobre minha mesa.
A encaro pegando a pasta lentamente, e a primeira folha dentro dela me faz travar.
Sinto meu coração acelerar dentro do peito enquanto passo meus olhos rapidamente pelo artigo, vendo o sorriso dela logo abaixo da frase de destaque: "Super modelo de volta a Chicago".
Fecho a pasta com rapidez.
— Aposto que é por causa dela que a Marie Claire exigiu que fosse você. — Diz Hailee.
— Vou ficar no máximo até terça. — Digo sem mais detalhes, voltando a ignorar o assunto.
— Certo. — Hailee diz e se vira para sair da minha sala. — Vou fechar as datas.
Ela caminha até a porta à abrindo mas, antes de sair olha pra trás e me encara.
— Não se perca de novo. — Ela diz me olhando com pesar.
Eu sabia do que ela estava falando mas, não queria acreditar no real sentido daquela frase.
— Por que me perderia? — Digo engolindo em seco. — Morei naquela cidade por, quase, 4 anos.
— E eu trabalho aqui à 3, Justin. — Hailee diz como se fosse óbvio. — Eu sei de muitas coisa e, você sabe disso.
A encaro tentando me acalmar para não gritar com ela, não precisava disso, não hoje.
— Só não volte vazio. — Ela diz e sai por fim, sem mais palavras.
Mas, antes dela bater a porta, lá estava aquela expressão facial que me dava nos nervos. Pena.
Quando a porta finalmente é fechada, não consigo evitar a raiva por aquela maldita pasta e me levanto, jogando a mesma contra a parede, com tanta força que ela se desmancha.
Fotos e mais fotos, manchetes e mais manchetes. Tudo jogado no chão do escritório.
2013, 2014, 2015, 2016... 2017.
— Eu odeio Chicago! — Grito me jogando de volta em minha cadeira e esfregando o rosto com as mãos.
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Oi meus amores, desculpa pelo capítulo pequeno e não esqueçam daquele votinho maroto.
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