Cap. 26 - Monte Fuji
Matt POV
Rugi, avançando com minhas garras no monstro. Enrolei minha cauda em seu pescoço, apertando, enquanto mordia e arranhava seu rosto. O monstro rugiu, segurando minhas patas traseiras, em resposta minhas garras atravessaram suas eacamas.
Fumaça foi liberada para todos os lugares, e desapareceu no ar, deixando o monstro sem sia regeneração. Mesmo com a dragonia rachada, Drago o atacou pelas costas, mordendo com força e batendo as asas, o erguendo no ar. Para que nao se ferisse, comecei a bater as asas, o ajudando a erguer o bicho. Em uma altura considerável, o deixamos cair com um estrondo, sendo empalado pelas árvores maiores e abrindo fendas na terra.
Pousei com Drago. Ele estava cansado, respirando com força, e o brilho da sua draconia desapareceu juntamente com o resto da sua força, fazendo-o se deitar. Suspirei, fechando as asas e olhando ao redor, olhando a destruição que o ataque de Devourer causou.
Olhei para a minha pata dianteira esquerda, vendo que sangrava. Assim como a pele estava aberta na forma humana, as escamas estavam abertas, mostrando as marcas de garras que rasgaram meu braço. Olhei para a fenda perto da torre, abaixando a cabeça e olhando para meu pai em seguida, mas ele sequer me olhava, apenas...encarava o nada com o olhar vazio. Nem parece mais vivo...
????? POV
Olhei para o portal que se abria. O Dragão serpente olhou em minha direçao e assentiu, liberando minha passagem. Atravessei o portal, saindo no topo de uma montanha, tão alta que tinha neve em todo o topo apesar do céu limpo.
Reconheci o lugar por causa das construções ao longe. Era o Monte Fuji, no Japão. O portal desapareceu, e me dirigi para o topo total da montanha, ou melhor, a boca do vulcão adormecido. Entrei na boca, deslizando pelo gelo e pedras, chegando a uma fina camada de gelo que fechava a passagem ao fundo. Andei com cuidado para nao rachar o gelo e fui ate um canto, vendo uma enorme porta dupla de pedra.
Com força a empurrei, a abrindo, revelando uma caverna com piscinas de lava. Uma figura enorme, com passos que estremessiam a caverna, saiu das sombras, me fitando com aqueles olhos vermelhos. Puxei minhas pistolas da armadura e atirei contra ele, no entanto, as balas ricocheteavam, e isso apenas o deixou irritado.
O monstro de pedra urrou, avançando contra mim, cada passo rachando o chão de pedras e fazendo uma estalactite cair. Ele se parecia com uma estatua de samurai, no entanto, havia apenas a forma da armadura de um. Entao acho que é a estatua gigante de uma armadura samurai. É, com certeza é isso. Uma esta rua qualquer nao iria tirar uma katana de pedra do nada.
Saltei para trás, fazendo-o errar e golpear o chao. Subi em sua espada, escalando seu braço e golpeando seu rosto, conseguindo arrancar um pedaço da quina do elmo. Pouso atras dele, me virando para mais um golpe, mas a estatua foi mais rapida e se virou, me acertando um murro com tudo, me fazendo atingir o chao algumas vezes e me chocar contra a parede, derrubando algumas rochas em mim.
- Esta enferrujado. - diz a voz masculina em minha lente.
- Eu to velho, Rocky. - respondo, saindo dos escombros e me levantando.
Segurei o ombro esquerdo, o movimentando e o sentindo estalar.
- Devia ter deixado isso para as crianças. - ele resmunga, mas nao dou ouvidos.
Estalei o pescoço e me abaixei. Pus um joelho no chão, tocando o chao com as pontas dos meus dedos. A estatua caminhou vagarosa em minha direçao, arrastando sua espada de pedra no chao, liberando faíscas. Ergui o olhar, encarando seus olhos vermelhos, o desafiando.
Urrou, avançando contra mim numa velocidade absurda. Senti meu corpo endurecer por baixo da armadura, e avancei também, desviando de sua katana e acertando um soco em seu peito.
Vi sua carcaça rachar, mostrando o magma em seu interior, entao, continuei o atacando varias vezes seguidas, abrindo outras rachaduras, vendo pedaços da sua pele pedrosa cair no chão e se tornar poeira. Com um ultimo golpe, destrui seu corpo de pedra, vendo ele se desfazer e o magma se espalhar, ameaçando se juntar e reerguer.
- Rápido - disse Rocky.
- Eu sei!
Fui para os fundos da caverna, vendo rochas vulcânicas fundidas a metais preciosos. Sorri ladino, arrancando as rochas com facilidade e carregando o maximo que podia nos ombros. Das rochas e poeira, uma figura amarronzada surgiu. Um dragao feito de rochas, com dentes tao grandes que se cruzavam fora do focinho.
- Se abaixa ai.
Rocky, vulgo Dragão de terra e rochas, se abaixou, deixando que eu pusesse tudo o que precisava em suas costas. Quando terminei, ele estava lotado. Expulsou ar pelas narinas, nao resisti e ri alto, carregando duas rochas sobre os ombros, em seguida, o portal se abriu novamente e o atravessamos, retornando ao salão do Dragão dourado.
- Você venceu o guardião, Rén Lóng. - disse o Dragão japonês/ chinês/ sei la.
- Sim, obrigado pela chance, e foi mal pela espera.
- Nao ha problema. Era apenas um teste.
Ergui uma sobrancelha, desacreditado. Iria questionar toda a sua "sabiés"
"SABEDORIA!" - Rocky gritou em minha mente. - Me faça de burro de carga, mas nao assassina o português! Humano burro!
Foi mal.
- Seus colegas precisam de voce. - disse o dragao-serpente, me olhando como se soubesse da discussão mental que eu e Rocky estavamos tendo.
Entao, em perfeita sincronia, meu comunicador tocou. Levei a mao ate a lateral esquerda da armadura e mexi ate encontrar minja orelha, clicando no pequeno fone que tinha ali.
- Alô?
- Roger? - diz o jovem Cauã do outro lado da linha. - Hanna encontrou alguém. É uma emergência.
- Estamos indo pra'i.
Desliguei o comunicador. Rocky me olhou, assentindo, deixando obvio que precisavamos ir. Olhei para o dragao japones e lhe fiz uma pequena reverência, ele retribuiu com um aceno de cabeça e serpenteou pela sala, desaparecendo juntamente com sua pérola de energia.
Um portal apareceu repentinamente e, sem hesitar, eu e Rocky o atravessamos, o sentindo se fechar atras de nós, talvez para sempre.
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