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Capítulo 34

Chegamos no tão misterioso reino perdido dos antigos feéricos. De onde estávamos no alto de uma pequena colina, lá na frente dava para ver a entrada da cidade de Tyndarius. Eu estava disposta a correr mais um risco e a entrar em um território desconhecido se isso trouxesse a liberdade da minha família e os soltassem das garras de Ahzac Darkroon. 

— Bom antes de prosseguirmos gostaria de pedir para que fiquem bem atentos. Eu sei que meu pai disse que Alcanor Radamanthus é um amigo e que irá nos ajudar mas não posso deixar de querer ser cuidadosa.

Todos concordaram com a cabeça. Voltei a falar.

— Quando Addy, Didacus, Bogdan e eu erámos mais novos papai costumava fazer a gente estudar e ler livros sobres outros reinos e sobre criaturas místicas e encantadas, serei sincera em dizer que quase não lembro de tudo que estudei porque achava que eram balelas fantasiosas e estava mais interessada em estudar sobre armar guerras e legitimar minha supremacia, mas pelo visto meu pai tinha algum motivo para nos fazer ler aqueles livros. 

— E o que sabemos ou o que lembramos é muito raso porém serve para alguma coisa. Estamos entrando em um reino Feérico as coisas aqui acontecem de formas muito diferentes que nos reinos que estamos acostumados. Os feéricos costumam se ofender com facilidade então evitem... falar demais. — Bogdan tentou explicar, ao seu lado Addy balança a cabeça em afirmação.

— Exato. E eles costumam ser manipuladores e bem persuasivos quando querem. — Acrescentei.

— Por um acaso eles já ouviram falar de você delicinha? — Adam provocou.

— Ha ha ha! essa foi boa engraçadinho. — Dei um tapinha em seu ombro. — Mas sim eles conseguem brincar com a mente humana com 10 vezes mais facilidade que todos os Gardenianos que possuem poder de manipulação mental presentes aqui agora. 

— Mas não vamos precisar temê-los tanto assim não é? O rei Valentino é amigo desse tal de Alcanor então estamos bem, não é?  — Marjorie olhou para cada um de nós buscando a confirmação do que tinha acabado de dizer.

— É claro Marjorie não devemos nos preocupar eu só estou sendo precavida. — Digo enquanto tento esconder a adaga de Elizabeth nas botas. A partir de agora a adaga será minha. — De todo modo peço para que você, Cedric, Owen e Adam se apresentem para eles com nomes falsos e que permaneçam até eu achar necessário confiar totalmente neles. 

— E por que faríamos isso? — Adam perguntou intrigado.

— Bom o pouco que sabemos pode ser apenas lendas mas como Aal quer manter todo mundo seguro e o mais focado possível mentir sobre o nome de vocês seria necessário porque quando você diz seu real nome a um Feérico você dá autoridade para qualquer um deles controlar sua vida ou sua mente. E me desculpem mas no quesito manipulação mental vocês são os mais fracos.  — Addy responde.

— Isso me parece meio ridículo. — Marjorie comenta. 

— Tem certeza disso Aalis? — Adam se direciona a mim.

— Vamos descobrir tudo quando chegarmos e saberemos o que é lenda e o que é real mas vamos manter assim por enquanto e se você não concordar lembre-se eu sou a futura rainha não é bem um pedido é uma ordem. — Dei de ombros tentando segurar o sorriso mas foi em vão.

— Bom você é quem manda delicinha. — Adam ergueu as mãos em rendição.

— Céus parem de flertar vocês dois! — Owen reclamou.

— Ei! — O repreendi achando graça quando revirou os olhos. — Não estamos flertando.

— Eu juro que já implorei para ela parar mas olha para mim Owen... Eu sou irresistível. — Todos caíram na gargalhada.  

Tentei jogar uma maçã meio velha que estava na bolsa pendurada na sela de meu cavalo na direção de Adam mas ele desviou se contorcendo para trás de tanto rir. Tentei não dar muita corda para ele tínhamos mais o que fazer mas pude aproveitar por alguns segundos o lindo sorriso de Adam.   

É nítido o quanto Tyndarius é extremamente diferente dos outros reinos em que já pisei. O ar é quente e nos remete a algo aconchegante, acolhedor. Na minha cabeça havia imaginado fadas, duendes e criaturas totalmente estranhas andando e voando por todos os lados mas não, todos tem uma aparência humana e são todos tão bonitos, estranhamente bonitos demais. Desci de meu cavalo e continuei o caminho o levando comigo pela rédea. Assim como eu Marjorie e Armena também se deslumbravam com o lugar. Tyndarius é barulhenta além das vozes de seus moradores há música por praticamente todos os lados, em um canto de onde passávamos um grupo de músicos tocavam em conjunto charamela, tambores, alaúde e flauta doce, o som é alegre e contagiante, a música que eles proporcionam deixa o lugar ainda mais encantado do que realmente é. Inspiro fundo e consigo sentir cheiro de pão doce e lírios do campo. Barracas de comidas e frutas de todos os tipos e que mal conheço estão por todos os lados, tendas e mais tendas também se encontram espalhadas pelo lugar além de automóveis com aspecto de casas. Não é um lugar luxuoso mas consegue transmitir riqueza na simplicidade. Ainda caminhando com meu grupo esbarrei sem querer em uma mulher cujo os olhos eram de um roxo violeta brilhante e a pele no tom de um azul cobalto forte, seus cabelos eram longos e castanhos. Foi a primeira vez que vi uma feérica em carne e osso, não são lendas e não são tão diferentes de nós apesar da cor da pele e dos olhos, ela também tinha algo diferente que fazia com que pudéssemos diferenciá-los de longe, as orelhas pontiagudas.      

— Perdão. — Eu disse, ela sorriu curvou a cabeça e continuou andando.

Depois de esbarrar na mulher feérica comecei a reparar um pouco mais nos habitantes do reino perdido dos feéricos. Nem todos tinham a pele de alguma cor completamente diferente alguns poucos eram como a mulher com a pele no tom de azul, outros tinham o tom da pele em um leve lilás, outros tinham a cor da pela negra ou um azulado dark e outros com o tom da pele branca quase transparente. Nada longe do resto de todos os outros reinos pelo menos aparentemente falando e realmente depois de muito observar percebi que todos compartilhavam da mesma orelha pontuda. 

— Isso é mesmo real? — Cedric perguntou boquiaberto.

— Parece um outro mundo. Vocês estão vendo o mesmo que eu? — Owen disse embasbacado tanto quanto Cedric.

— Pode apostar que sim Cedric. — Armena respondeu. 

— É um lugar tão bonito. Se Alcanor é o responsável por Tyndarius e amigo de papai como nunca viemos e nunca ouvimos falar desse lugar?

— Eu não sei Addy, espero que Alcanor consiga nos responder. — Falei sem tirar os olhos por nenhum minuto sequer no lugar em minha volta.

— Vossa Graça? 

Me assustei com o som da voz feminina que veio em minha direção. Não soube o que fazer de imediato quando me deparei com uma bela jovem vestida com um vestido azul de veludo que fazia sua pele brilhar, os cabelos longos de fios louros estavam envoltos em um ornamento dourado que pendiam em sua testa, um ear cuff de joias finas se envolvia em suas orelhas pontiagudas deixando-as ainda mais impressionantes , seus olhos é de um cinza que me arrepia por um momento dos pés a cabeça. Quando reparou nos meus olhos sobre si e no meu longo silêncio decidiu prosseguir sem a minha resposta. 

— Eu sei. — Ela diz com uma voz suave e me encarando com uma feição angelical.  — É novo para vocês. Meu nome é Atheris Radamanthos filha de Alcanor Radamanthos. Meu pai os espera.

Atheris disse se virando e seguindo caminho para algum lugar deixando implícito para que fossemos com ela. Eu não consegui soltar uma palavra ainda impressionada com a beleza de Atheris e com o fato de ter me achado e me reconhecido tão facilmente, apenas olhei para meus irmãos e logo em seguida para Adam que deu de ombros e começou a andar para onde Atheris queria nos levar. A seguimos em silêncio e sem muito protesto, a questionei apenas uma vez para onde ela estaria nos levando quando com poucas palavras me respondeu: "Palácio de Ashford."   

Não andamos muito para chegar ao mencionado palácio de Ashford, ainda distantes dava para ver o belo palacete rodeado de um vasto campo primaveril, ao lado direito do palácio estava perto um grande lago e ao lado esquerdo conseguia ver um lindo jardim de labirinto onde crescia rosas da cor de carmim e âmbar. Seguimos Atheris por uma longa passarela de chão que nos levava para a entrada onde bem a frente da escadaria brilhava um enorme chafariz com estatuetas de anjos dourados que carregavam jarros de onde caia a água. Ao nos aproximarmos da escadaria em frente as grandes portas do palácio três pessoas nos aguardavam, dois homens e mais uma mulher. Feéricos.       

— Mizael. Angelique... 

Antes que Atheris pudesse terminar de cumprimentar os três Feéricos um deles desceu a escadaria levemente e veio sorrateiro e em silêncio em minha direção. Seu andar é leve e firme, ele anda como se estivesse se preparando para atingir ou dar um bote em uma presa. Seus olhos azuis são lançados diretamente para mim logo comecei a observá-lo. Seus cabelos pretos são grandes o suficiente para cair em seu rosto mas não grande o suficiente para ser considerado comprido, por ser diferente e novo para mim meus olhos automaticamente caem em suas orelhas pontudas que estão boa parte escondidas pelos seus cabelos. A próxima parte que meus olhos recaem e me chama a atenção enquanto ele se aproxima ainda mais é em sua boca vermelha em tom de cereja. O preto de suas roupas e de seu sobretudo longo o deixa elegante e com ar misterioso, combina super bem com sua pele quase pálida. Por estar em um lugar totalmente desconhecido e com criaturas que nunca havia encontrado antes permaneci quieta e calada, firme... porém calada. Feéricos costumam se ofender com facilidade e não quero fazer algo errado logo de primeira, quando estou necessitando urgentemente da ajuda de Alcanor. Pensei que ele fosse apenas parar em minha frente para me cumprimentar mas o que aconteceu foi mais do que isso. O Feérico ficou absurdamente perto demais do meu rosto, apenas milímetros de distância. Segurei a respiração por um instante e me impedi de piscar várias vezes seguidas. Ele estava perto demais, o que pretendia fazer? Meu coração acelerou. Ele é alto extremamente alto.   

— Kalamar... — Ouvi Atheris sussurrar bem baixo o nome do Feérico em minha frente.

Kalamar obviamente ignorou o chamado de Atheris e não tirou sua concentração de cima de mim. Não me mexi, muito menos desvivei o olhar para Atheris que parecia um pouco preocupada com a situação. Ao meu lado ouvi Bogdan e Addy tirarem as espadas da bainha mas os impedi no meio do ato sem tirar os olhos de Kalamar erguendo as mãos levemente para pará-los. Não queremos brigas muito menos confusão somos praticamente aliados eles não teriam coragem de tocar em um fio de cabelo meu, assim espero. Kalamar se aproximou ainda mais com sua postura intimidadora, me olhou nos olhos e quando estava para encostar seus lábios nos meus ele desceu o seu rosto para o meu pescoço roçando o nariz em minha garganta e inspirando com força o meu cheiro. Permaneci imóvel estranhando aquela recepção e por alguns segundos fechei os olhos um pouco apreensiva. Kalamar engoliu em seco e respirou fundo antes de se afastar.     

— Seu cheiro é bom humana. — Kalamar mordeu os lábios e soltou um sorriso atrevido.

— Não ligue para Kalamar. Ele gosta de deixar os visitantes desconfortáveis. — Disse Angelique se aproximando de nós junto com Mizael.   

— Vossa Graça. — Disseram Mizael e Angelique em uníssono seguido por uma reverência.   

Soltei a respiração que estava prendendo e coloquei um sorriso tímido nos lábios mal conseguindo prestar atenção nos dois em minha frente quando minha concentração se intercalava entre eles e Kalamar que não se deu ao trabalho de me reverenciar como deveria.   

— Vossa graça estes são Angelique, Mizael e Kalamar. — Kalamar soltou outro sorriso no canto da boca. — Assim como eu eles são Grão-Feéricos.

— Grão-Feéricos? — Arqueei as sobrancelhas. 

— Tudo em breve será esclarecido para vocês, Vossa Graça. — Respondeu Mizael se curvando.

— Bom é um prazer conhecê-los. Eu sou...

— Nós sabemos quem você é Vossa Graça. — Angelique me interrompeu sendo completamente graciosa.

— É claro quanta tolice a minha. — É obvio que já sabem quem sou. — Mas posso perguntar como sabiam que eu estaria aqui?

— Conseguimos sentir seu cheiro de longe, não recebemos muitos humanos em Tyndarius e bom Alcanor viu que você viria. — Kalamar respondeu dando as costas e indo em direção ao palácio. 

— Viu? — Eliott perguntou surpreso.

— Atheris, tem certeza de que é ela? — Perguntou Kalamar me examinado de cima a baixo ignorando a pergunta de Eliott para no final encarar minha ferida recém ganhada.

Senti um calafrio na espinha quando seus olhos me examinaram mais uma vez. "Qual é o seu problema?" Ainda não me acostumei com o fato de que terei que carregar essa cicatriz comigo gritando que não sou mais tão poderosa quanto antes. Só de pensar nisso minhas bochechas queimaram de tanto corar mas me mantive passiva e calculista.

— Você sabe que meu pai não se engana... nunca. — Atheris rebateu.

— Mas olhe para ela. Não me parece com nada das histórias que contaram.
Não seria ela indestrutível?

— Kalamar já chega... — Atheris cochichou o repreendendo.

— Bom... — Limpei a garganta.
— Consigo ouvir vocês.

Kalamar se aproximou novamente no estilo sorrateiro de se mexer e me analisou mais uma vez dos pés a cabeça.

— Futura rainha? — Disse em desdém. — Interessante.

E mais uma vez nos deixaram confusos e sem respostas da pergunta de Eliott. E para ser sincera boa parte de mim ansiava por respostas nesse momento mas o grupo de Feéricos apenas se voltaram para a escadaria indo em direção ao palácio sem acrescentar mais nada, mais uma vez naquele dia os seguimos. 

— Só eu achei essa recepção um tanto bizarra? — Armena cochichou. 

— Não. Eu achei extremamente bizarra. — Disse Adam subindo as escadas atrás de mim. 

Tentei não prestar atenção em seus cochichos e sim no nosso caminho a frente. Quero registrar cada pedaço deste palácio. Entramos e logo nos deparamos com o saguão onde das paredes do chão ao teto haviam pinturas antigas. O teto é alto e possui vidraças esplêndidas de tirar o folego. "Uau" resmungou Marjorie rodopiando olhando para cima como se estivesse enfeitiçada. Logo a frente do saguão desponta uma grande escadaria dourada com caminhos no meio, para á direita e para á esquerda com uma tapeçaria de veludo vermelho, e no topo dela bem no centro há um corredor que segue até não conseguirmos ver o seu final. Viramos na escadaria para o caminho direito e ao prosseguirmos nos deparamos com uma porta gigantesca de madeira refinada e as paredes envolta tem diversos desenhos sobressaltados de gesso se transformando em flores e anjos e outros desenhos que não consigo identificar.

— O palácio de Ashford realmente é um lugar muito bonito.  — Comentei não querendo parecer boba e impressionada demais com tanta beleza.

— Vossa graça ainda não viu nada. — Respondeu Mizael piscando para mim. — Espere até amanhecer, se surpreenderá ainda mais com a beleza dos Feéricos.

— Você quis dizer com a beleza de Tyndarius não é mesmo Mizael? — Angelique o repreendeu gentilmente.

— Também. — Ele respondeu sorridente. Depois recebeu um tapa brincalhão de Kalamar que lhe lançou um enorme sorriso. Mizael seguiu nos guiando aos pulos e cheio de risadas.

— Estão animados com sua chegada. — Atheris pegou um de meus braços e enrolou nos seus acariciando minha mão como se fôssemos grandes amigas de muito tempo.

Fiquei bastante surpresa com aquele gesto intimo demais para quem acabou de nos conhecer mas não me ative, estavam sendo receptivos e graciosos até o momento e eu queria passar confiança, assim como eles.  

— Bom são bem... espirituosos. — Sorri.

— E como são. — Cedric emendou.

— Grande Aalis Elaren Grandini...

Uma voz saiu de dentro de uma saleta a qual nos aproximávamos e o mais interessante é que não tínhamos ao menos chegado perto para tal pessoa ter me visto ou me reconhecido. Enfim quando finalmente entramos me deparei com um homem alto e forte, dos cabelos longos até a cintura e platinados, orelhas pontiagudas e olhos pretos.     

— Você deve ser Alcanor?!  — Minha afirmação saiu mais como uma interrogação. 

— E você... — Alcanor se ajoelhou aos meus pés, tomou minha mão depositou um beijo e levou envolta de suas mãos até sua testa como se ele estivesse pedindo para o abençoá-lo. — Deve ser com toda certeza A Grande Aalis futura rainha e heroína de todos os mil reinos. É um prazer finalmente conhecê-la.  

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