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Capítulo 30

— Lianda o almoço estava uma delícia e a mesa está uma graça. — Elogiei limpando os lábios com o guardanapo chique de algodão fino que ela havia colocado na mesa.

— Eu estava morrendo de saudades da sua comida irmã, conseguiu superar a mamãe. — Marjorie diz aos risos.

— Céus Marjorie! não diga uma coisa dessas. Do jeito que mamãe era é capaz dela se levantar de seu túmulo e aparecer aqui para te repreender. — Todos rimos.

— Isso é verdade. 

— Gostaria de pegar a serviçal de vocês para levar ao palácio de Gardênia. Todos ficariam malucos com a comida dela. — Eliott se manifestou ainda saboreando o cordeiro assado em seu prato.

— Talvez nós façamos isso quando tudo acabar, podemos voltar e sequestrá-la. — Bogdan concordou com a sugestão de Eliott.

— Negativo! estão doidos da cabeça? — Christoffer fingiu estar indignado. Rimos mais uma vez. — E por falar em comida nós pedimos para que alimentassem os cavalos de vocês assim quando partirem novamente estarão com energia.

— Muito obrigado Christoffer, eu e os rapazes íamos mesmo pedir algumas frutas e verduras mas que bom que tomou iniciativa. — Adam agradeceu.

— Disponha. — Respondeu levantando a taça de vinho.

— Estão prontos para a sobremesa? — Lianda disse animada.

— Sobremesa? — Armena perguntou surpresa. — Assim vamos ficar mal acostumados.

— Vamos mesmo mas eu estou mais que pronto. — Cedric disse todo feliz levantando seu prato para que Lianda pudesse o servir.

— Se eu soubesse não teria comido tanto cordeiro com batata e purê de abóbora. — Comentou Owen com o semblante desanimado de tanto comer.

— Bom eu também comi bastante fazia tempo que não comia tão bem assim mas lógico não farei essa desfeita porque ainda cabe bastante coisa.

— É claro que cabe Addy olhe para o seu tamanho. Como não caberia? 

— Você tem razão irmãzinha mais um motivo para comer mais. — Ri de sua resposta.

Depois do Almoço Christoffer nos levou para mostrar sua sala de música. Enquanto Abel um dos serviçais servia uma xícara de chá o casal nos agraciava com um belo som. Lianda tocava harpa e Christoffer acompanhava a esposa no piano, de longe uma das músicas mais bonitas que já ouvi sendo tocada com tanta perfeição.

 — Delicinha? — Ouvi o chamado estranho.

— Sim? — Respondi automaticamente levando apenas alguns segundos para perceber o quanto já estava familiarizada com o apelido de Adam.

Adam sorriu discretamente com minha resposta.

 — Está tudo bem com você? — Perguntou depois de bebericar seu chá.

 — Hum... sim... eu estou bem sim e você?

— Bem, na medida do possível. — Adam agora olha fixamente para Crhistoffer e Lianda tocando, faço o mesmo. 

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntei mais sem olhá-lo diretamente.

— Não eu só queria saber de você.

— De mim? — Não pude deixar de  encará-lo surpresa.

— Sim de você. — Me encarou de volta. — Não é porque eu desisti de você amorosamente que não me preocupo com seu bem estar.

— Então você se preocupa? — Ergui as sobrancelhas.

— Mas é claro. — Ele disse como se já fosse óbvio. — Lembre-se delicinha eu quero cuidar de você o problema é que você não deixa.

Abri a boca para responder ou pelo menos dizer algo mas assim que o fiz Lianda e Christoffer terminaram a primeira música e todos se levantaram para aplaudir. Para a nossa surpresa ouvimos a aldrava da porta ser batida do lado de fora da casa com força. Addy se levantou numa velocidade absurda seguido por Bogdan, ambos olharam discretamente pela janela para checar quem seria.

— É uma mulher. — Addy avisou se virando para nós.

— Uma mulher?

Lianda contornou seus convidados e foi para a janela junto de Addy, logo atrás foi seu marido.

— É Elizabeth uma conhecida da alta sociedade, só não sei o que ela está fazendo aqui. — Disse sem compreender o porquê de tal visita.

— Lianda ela não pode saber que estamos aqui. — Marjorie deu um passo a frente.

— Sim irmã eu sei disso.

— Temos que ir ver o que ela quer antes que os serviçais abram a porta para ela entrar. Creio eu que isso não seria nada bom, acho que conseguimos despistar ela. — Christoffer interveio.

— Essa é uma boa ideia. — Falei.

— Ótimo! fiquem aqui que vamos dar um jeito nisso. — Christoffer saiu primeiro.

Fui para perto da janela mas não muito para não ser vista porém perto o suficiente para que pudesse ouvir o som do lado de fora.

— Elizabeth! — Ouvi Lianda cumprimentar.

— Lianda! Christoffer! como estão? —  A mulher perguntou animada tirando as luvas das mãos para cumprimentá-los.

— Estamos ótimos mas a que devemos a honra? — Supus que Christoffer deva ter lhe soltado um sorriso.

— Estava passando pelas redondezas e resolvi dar uma paradinha para dar um "oi." — Ela soltou uma risada estranha. — Vi que tem alguns cavalos a mais no estábulo de vocês, estão com visitas?

Me aproximei um pouco mais da janela e vi Elizabeth mexer delicadamente o pescoço para conseguir olhar dentro da casa. Uma completa curiosa e diria que muito inconveniente. Elizabeth aparenta ter seus 30 e poucos anos, sua postura é extremamente ereta e seu queixo a cada movimento segue erguido, nos seus lábios usa um batom vermelho vinho que combina com o tom de sua pele branca e com o bordado de rosas de seu vestido preto, o grande chapéu sofisticado em sua cabeça lhe da um ar de misteriosa o que a deixa mais bonita ainda. De relance ela olha para o meu rumo na janela e eu quase caio para trás com meu impulso para não ser vista. Meu coração acelera será que ela me viu? Acho que não, fui rápida demais para conseguir ser vista, bom é o que eu espero que tenha acontecido.

— Não, os cavalos não são nossos. são de um velho amigo da cidade que precisou que ficassem conosco por alguns dias. — Christoffer respondeu firme mentindo super bem, eu mesma quase acreditei em suas palavras.

— Ah que pena, vocês sabem que adoro conhecer gente nova. 

houve um silêncio entre eles.

— Não vão me convidar para entrar? — Elizabeth insistiu.

— Não! — Lianda soltou alto demais. — Quer dizer... estamos reformando alguns lugares da casa e o cheiro está horrível...

— Sim sem contar na bagunça que está terrível, você não gostaria.

— Uma reforma? — Ela não pareceu acreditar muito. — Bom ok mas espero que me convidem para um jantar assim que tudo estiver pronto, seria esplêndido.

— Claro! — Disseram juntos.

— Será a primeira a ser convidada. — Christoffer confirmou.

— Perfeito! Então... eu já vou indo, espero voltar em breve.

— Sim e muito obrigada pela visita nós amamos não é querido? — Lianda se voltou para o marido.

— Exato. Ah! E mande um abraço para o Richard.

— Sim, claro mandarei sim.

Ao dizer essas palavras voltei para o canto da janela e tive tempo de vê-la dar um sorriso amarelo e totalmente desanimador. Elizabeth seguiu para a carruagem que a esperava mas não sem antes parar no meio do jardim da frente e observar a casa por inteiro. Sei que ela sente algo estranho e que gostaria muito de descobrir o que é mas ela jamais saberá. Pelo seu porte sei que é controladora, me lembra um pouco de mim mesma. Pensei que Elizabeth seria um problema para nós mas ela sobe belamente na carruagem e segue seu caminho seja ele qual for. 

Durante a tarde passamos um bom tempo na sala de música de Christoffer tentado nos distrair do pequeno susto com a visita de Elizabeth. Ele tentou ensinar Marjorie e Owen a tocar flauta, Addy tentava se lembrar de algumas notas que aprendeu nas aulas de piano quando era criança. Adam e Armena dançavam ao som do desastre de Addy, Bogdan e Cedric riam de chorar em um canto da sala e Lianda e Eliott me fazia companhia no pequeno sofá conversando sobre os últimos acontecimentos catastróficos em nossas vidas. O resto do dia foi tão gostoso, tranquilo e leve que Lianda mandou preparar o lanche da tarde e pediu para que fosse servido ali mesmo. 

A noite logo caiu e antes que fosse servido o jantar decidi retornar ao quarto e descansar. No outro dia partiríamos antes do sol nascer e eu gostaria de estar renovada antes de pegar a estrada novamente. Marjorie, Eliott e Armena vieram para ficar comigo no quarto, o que foi muito bom para o meu humor eles me deixavam bem em um piscar de olhos e me faziam rir por qualquer coisa. Estávamos relaxados sentados no chão encima do carpete de plumas de Lianda rindo aos quatro ventos esquecendo por um tempo nossos problemas.

— Marjorie sua irmã é um amor de pessoa e graças a Deus viemos eu não sei se aguentaria mais tempo viajando. — Disse Eliott enquanto fazia tranças nos meus cabelos.  

— Eu sei, ela sempre foi maravilhosa cuidou muito bem de mim e de nosso irmão Damon quando mamãe morreu. Ela foi muito forte. — Marjorie respondeu com os olhos brilhando de admiração.

— Vocês foram muitos sortudos realmente Lianda é uma pessoa incrível. — Segurei a mão de Marjorie. — Não sei se outra pessoa nos abrigaria em um momento tão conturbado quanto esse.

— Isso é verdade. — Eliott concordou com minhas palavras.

— Eu gostaria de ter irmãos, vejo todos vocês juntos e percebo o quanto são carinhosos. — Comentou Armena cutucando suas unhas com os dentes.

— Mas você tem irmãos Arm. — Marjorie se jogou em Armena. — Considero vocês meus irmãos assim como Lianda e Damon.

— Eu sei, eu sei mas você entendeu o que quis dizer. — Armena tentou se desvencilhar dos ataques de carinho de Marjorie.

— As vezes... — Comecei. — Eles são irritantes na maior parte do tempo mas não sei o que seria da minha vida sem eles.

— As vezes custo a acreditar que vocês são gêmeos, vocês são tão diferentes. — Armena riu ao dizer essas palavras.

— A rainha foi uma mulher muito forte. Quatro de uma vez? Não sei se conseguiria. — Marjorie fez uma expressão divertida só de imaginar dar a luz a quatro filhos de uma vez.

— Você já pensou sobre isso Aal?

— Sobre o que Eliott? 

— O fato de que está nos seus genes ter filhos gêmeos. Provavelmente isso aconteça com você também. — Marjorie terminou o raciocínio de Eliott. 

Não respondi. Nunca tinha pensado nisso antes. Não havia pensado em nada da minha vida que não fosse ser rainha de Galwey um dia. Eu sabia que acabaria me casando em algum momento e que provavelmente teria que dar herdeiros para o trono mas nunca de fato pensei muito sobre isso, ser mãe. 

— Vocês não estão achando a casa quieta demais? — Depois de alguns minutos pensativa quebrei o silêncio mudando de assunto.

— Está quieto mesmo. Talvez Lianda esteja ajudando no preparo da janta na cozinha e Christoffer esteja trabalhando em seu escritório, vou dar uma olhada. — Marjorie se levantou se ajeitando para ir checar.

Foi nesse exato momento que tudo começou, rápido demais e inesperado. Tijolos foram tacados para dentro quebrando as janelas do quarto que fora disposto para mim. Com o reflexo Marjorie imediatamente se jogou no chão para se proteger e fizemos o mesmo. Fumaça começou a se espalhar por todo o quarto. Era um tipo de granada caseira, não sei dizer ao certo mas não poderíamos ficar ali por muito mais tempo. 

— Levantem! — Eu disse preparada para correr. — Saiam daqui! Anda! Anda!

Saímos correndo sem pensar duas vezes, ao passar pelos corredores bati em cada porta de quarto que via em minha frente correndo e gritando para saírem as pressas, estávamos sendo atacados.  

— Addy! Cedric! Adam! — Gritei o mais alto que pude.

— Vamos corram! — Armena gritou pegando suas armas.

— O que está acontecendo? — Bogdan apareceu desesperado não entendo muito bem a situação.

— Acho que descobriram que estamos aqui. — Respondi resfolegando.

— Temos que sair da casa o fogo está se alastrando! — Owen apareceu correndo com Cedric ao seu lado.

— TEMOS QUE SAIR AGORA? ESTÁ TODO MUNDO AQUI? — Olhei em envolta cobrindo o nariz para não inalar a fumaça.

Descemos as escadas correndo, eu fui a primeira a chegar no primeiro andar e reparei na porta da frente da casa totalmente escancarada. O que será que estava realmente acontecendo?

— Aalis! — Ouvi Marjorie gritar meu nome logo atrás de mim. Ela veio em minha direção desesperada com os olhos regalados e tremendo. — Não consigo achar Lianda.

— Também não achei Christoffer. — Adam saiu de um dos vários cômodos da casa.

Marjorie desabou e desatou a chorar incessantemente.

— Temos que sair da casa Marjorie tenho certeza que vamos encontrá-los em algum momento. — Tentei confortá-la.

Com cautela seguimos para o rumo da porta que já estava aberta, apreensivos, não sabíamos o que esperar e não tínhamos ideia do que encontraríamos do lado de fora. Já estava com a espada em punho na minha frente pronta para usar. As mãos de Cedric saiam pequenas fumaças do gelo que ele estava pronto para soltar. Os demais também estavam em alerta prontos para revidar qualquer ataque que viesse contra nós. Pus os pés para fora e sai devagar olhando de um lado e de outro até me deparar com uma cena que eu jamais imaginei ver naquele dia. Meu estômago revirou e senti uma grande vontade de vomitar.

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