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Capítulo 21

Joshua narrando...(Mídia)

O idiota do Jackson desliga em minha cara!

Se não fosse pela Emi eu desistiria de tentar uni-los novamente. Tentaria mais uma vez com Emmica, e a faria feliz. Mas ela já fez a sua escolha, e infelizmente escolheu o Jackson!

Desisto de ligar para ele e decido ir procurá-lo, pego seu endereço nos arquivos de meu pai e tiro o carro da garagem para procurá-lo mais rápido. Felizmente não demora muito até eu chegar na casa de Jackson, apesar da distância dos distritos chego lá depois de alguns minutos.

Entro no grande prédio e pego o elevador em busca do apartamento de Jackson, bato uma, duas vezes na porta, na terceira vez ele abre.

— Ah não cara, você só pode estar brincando! — Jackson abre a porta em um furor.

— Não vai me convidar para entrar? — digo secamente.

— Não! — o ignoro e adentro ao apartamento. — Cara, o que você quer?!

— Vim te explicar o que aconteceu entre eu e Emmica na biblioteca.

— Eu já vi o que tinha que ver, se você veio se gabar pode dar meia volta antes que eu te parta em dois!

— Olha, já tem um bom tempo que eu quero acertar nossas contas. — me lembro de nossa briga na festa de comemoração dos militares. — Mas hoje vim aqui pela Emmica, que foi dormir aos prantos por sua causa.

— Pouco me interessa, você e ela se merecem! — deu para perceber em seu tom de voz que ele estava mentindo, que se arrependia amargamente por cada palavra.

— Eu sei que você gosta da Emmica, e que não irá desistir facilmente dela. Então mostre para ela que mereces o seu amor. — digo olhando fixamente nos olhos de Jackson.

— Eu vi vocês dois...

— Tudo não passa de um mal entendido cara!

— Está bem, então você está tentando convencer-me de que eu não os vi se agarrando descaradamente na biblioteca?!

— Vou te explicar... A Emmica estava chorando, desesperada e triste, não podia deixar ela naquele estado.

— E por isso resolveu acalma-la aos agarros ?! E por que ela estava deste jeito?

— Primeiro, eu apenas estava a abraçando, segundo, eu... Eu contei a ela toda a verdade.

— Abraçando... — ele bufa. — E como assim toda a verdade?

— Vamos ficar em pé mesmo? — ele olha ao redor e fica com o semblante de como se estivesse pensando no que fazer.

— Não quero você aqui dentro, mas... Eu preciso saber o que aconteceu realmente entre vocês dois.

— Certo então vamos nos sentar...?

— Aff! Vamos para o sofá. — ele passa a minha frente se esbarrando em meu ombro propositalmente, suspiro para não perder a calma.

— Okay...— digo sentando no sofá a frente de Jackson. — Ela já lhe contou a respeito do ataque rebelde e a morte de sua mãe?

— Óbvio. — ele diz seco.

— E que eu salvara a vida dela das mãos de...— engulo em seco. — de meu pai.

— Sim. — ele diz esboçando um sorriso amargo, como se estivesse feliz por minha situação.

— Bom, meu pai nunca gostou de meu envolvimento com a Emmica, e tentou nos separar, depois de anos pensei ter esquecido dos olhos doces de Emi, bom não esqueci. Só ficou mais forte o que eu sentia por ela, — ele se revira no sofá, desconfortável por conta de minha afirmação.

" Emmica é a garota mais linda que eu já conhecera, e por isso minha paixão se reacendeu. Porém tive medo de que a situação de perigo à vida dela se repetisse novamente, então não queria que mais ninguém soubesse de nosso relacionamento."

— Emmica com certeza não concordou. — ele afirma duramente, suas palavras riscam meu coração como se fossem pregos.

— Não, então ela se afastou de mim, sem me dar a chance de lhe explicar o porquê. Então ela te conheceu. — engulo em seco, já Jackson esboça um sorriso de corroer.

— Certo, você ainda não me explicou o motivo da agarração.

— Hoje eu contei toda a verdade para ela. — em questões de segundos Jackson deixa de esboçar um sorriso triunfante para um rosto furioso.

— E você... Ela... Quer dizer que ela te perdoou e vocês...?!

— Não, Jackson! Emmica...

Não consegui explicar, ele já estava vindo ao meu encontro com os punhos serrados. Me esquivei mas ele consegue me atingir com um golpe na barriga, o empurro e dou um soco no ar porque ele desvia, caímos no chão aos socos, Jackson me dá um soco no rosto e eu dou outro nele, na boca.

— Seu imbecil! — Jackson esbraveja limpando o sangue de seus lábios.

— Jackson, pare! Desse jeito não vamos parar em lugar nenhum!

— Eu não, mas você vai para o hospital!

Ele me desfere outro soco que eu não consigo desvencilhar a tempo, caio no chão mas logo me recupero, dando outro soco nele pulando em cima do mesmo. Seguro os seus dois punhos e prendo seu corpo com as pernas.

— Larga de ser imaturo! Não é brigando que vamos acertar as diferenças. Agora deixe essa sua ignorância de lado e vamos conversar!

Solto-o e ele esbraveja vários palavrões. Volto a me sentar no sofá e ele me acompanha sentando no outro.

— A Emmica só ficou grata a mim por não ter arriscado nossas vidas, e me abraçou por gratidão Jackson, gratidão. O único e infeliz sentimento que ela sentiu por mim naquele momento.

— É... — ele fica boquiaberto.

— Olha Jackson, eu não viria aqui se não fosse por ela. Eu a amo muito, tanto que estou sacrificando todos meus sentimentos pela felicidade dela. E acredite, se ela não o amasse tanto, eu iria tentar ficar com ela, e bem longe de meu pai e de todos.

— Joshua...

— Cara, se você não sente nada por ela, dê lugar a quem sente. Ela está em minha casa, se ainda a amá-la vá até lá, antes do dia acabar. O contrário, eu não exitarei em tentar novamente.

— Bom...

— E se você pensa que eu desisti dela, cara você está enganado, vacila para tu ver. — rio e saio pelo apartamento rumo a porta, ouço um suspiro confuso de Jackson, mas não olho para trás.

Rumo ao elevador desso até o andar térreo e entro no carro. Estou com a cabeça doendo, e com pequenas marcas da briga de agora pouco.

Chego em casa e entro na cozinha, pego cubos de gelo e coloco sobre a cabeça, vou ao quarto de Emmica e ela ainda está dormindo um sono pesado e perturbado.

A beijo na testa e subo ao segundo andar, deito na cama e tiro um cochilo, acordo com o som de um ronco de motor do lado de fora da casa, Jackson, ele está aqui, não desistiu de Emmica, o vejo pela janela do quarto.

Droga!

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