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Capítulo 14

Mack estava concentrado na estrada mas as vezes o pegava me olhando.

— Onde você vai me levar? — digo chamando-o atenção.

— Em um restaurante legal, depois daremos uma volta.

— Você vai trocar de roupa, não é? — digo mas me arrependo.

— Ué, pensei que você gostasse. — ele diz cabisbaixo.

— Não não é isto. Eu gosto, é que vamos sair e você vai ficar muito rígido fardado. Não haverá clima de um simples jantar ou uma volta.

— Então eu troco. Se você quiser também trocar...

— Vou sim. Estou um pouco suada, o abrigo era muito abafado.

— Concordo.

Depois de um tempo chegamos ao Distrito 14 e ao apartamento de Mack.

— Vai querer acompanhamento no banho? — ele ri maliciosamente.

— Não muito obrigado. — rio sem graça.

Tomo um longo e demorado banho, ao sair visto um short preto , muito curto, mas eu o adorei. Uma blusa longa que ia até o comprimento do short era preta com listras roxas, ou roxas com listras pretas. Com longas mangas que iam até as mãos. Me achei linda, deixo os cabelos soltos e passo um gloss nos lábios. Não tenho muitos calçados então visto um tênis surrado e fico parecendo uma daquelas adolescentes da mais alto sociedade.

— Acho que sempre vou me surpreender com sua beleza. — ele diz me puxando e me dando um de seus beijos enlouquecedores.

— Você também está incrível. — Mack estava usando uma calça jeans cinza e uma camisa de mangas longas pretas.

— Vamos?

— Vamos.

Descemos o elevador e fomos direto ao carro Mack me dá um selinho assim que eu entro no carro. Fomos conversando o caminho inteiro sobre o lugar onde íamos. Depois de alguns minutos chegamos ao estacionamento do restaurante e saímos do carro.

Somos recebidos pelo manobrista que ela o carro de Mack. Entramos no restaurante e o garçom logo veio nos atender.
Estava com uma imensa fome então pedi o bastante para encher meu estômago em atividade. Mack começa a comer e se concentra em algo a sua frente, eu.

— Me explica por que Joshua saiu daquele jeito da cozinha lá na mansão dos Lazarus.

— Bom... É uma história muito longa.

— Sou todo ouvidos.

— Bom... O Joshua está... apaixonado por mim. — Mack engole em seco. — É o que ele diz.

— Como assim?

— Ele me conhece ha quatro anos.

— Por que tá ficando ainda mais complicado? Me conte desde o início.

Conto a Mack tudo o que aconteceu tanto quando aconteceu o ataque no me distrito com a morte de minha mãe e o dia que ele,Joshua, me contou tudo. Sobre seu pai tentar apagar minha memória, algo que poderia me causar a morte.

— Ele não podia ter feito isso! — Mack bate forte na mesa me assustando. — Mesmo que você soubesse informações militares o certo seria te manter em algum lugar segura. Não tentar sua morte!

— Mack, acalme-se. É passado, o Joshua me ajudou estou bem. — estendo minha sobre a mesa colocando a mesma sobre a de Mack.

— Isso é o que me dói. Joshua ter te salvado, você gosta dele Emi?

— Sou muito grata a ele mas eu estou com você Mack. Isso é o que importa.

— Não Emi, isso vai além. — ele fica quieto pensando se deve ou não falar o que ele está pensando mas ele decide ficar quieto.

— Me conta sobre você. Como seus pais morreram e seu irmão. Como você chegou até a força militar.

— Está história também é longa.

— Então tudo tem uma ligação?

— Sim. — ele diz depois de conseguir fôlego. — Eu tinha mais ou menos 15 anos quando perdi minha família em um ataque. Fiquei sem chão sem casa e sem família. Passei a viver em instituições. — ele engasga nas lembranças.

— Se você não quiser continuar...

— Fiquei ambicioso, obsessivo em acabar com os terroristas e descobrir tudo sobre eles. — ele diz me impedindo de continuar a frase. — Então fugi da instituição e comecei a pesquisar encontrar fontes e pessoas que sabiam sobre eles e como eles surgiram. Tudo sobre os terroristas.

" Dois anos se passaram, e eu já tinha conseguido muitas informações essenciais. E descobri que os Rangers estavam envolvidos com eles."

Engulo em seco. Não é nenhum militar que está falando dessa vez, é Mack.

— Um jovem de dezessete anos normal não conseguiria reunir todas aquelas informações, não um que não tivesse um propósito. Tinha informações que logo os militares acharam importantes.

— Então o General Edmundo te encontrou...

— Sim, eles descobriram que havia um jovem esperto o bastante para reunir informações que acabariam tanto com os terroristas quanto com os Rangers.

— Nossa Mack.

— Passamos meses complementando minhas informações e... Aqui estou. Estamos a um passo de desmascarar Rangers, terroristas e quem mais estiver no "bolo".

— Parabéns Mack. Acho que você conseguiu o que queria.

— Ainda não Emi. Falta o mais importante. Colocar todos eles atrás das grades. — seu sorriso é esperançoso e confiante.

Saímos do restaurante satisfeitos e alegres, acho que fora a quantidade imensa de comida existente na minha barriga eu estou mais leve.
Acho que Mack se sente igual.

Mack pega seu carro com o manobrista e demos uma volta em um parque, ele procura uma vaga e o estaciona.

— Nada melhor que uma volta a luz do luar. — Mack diz respirando fundo o ar soltado pelas árvores.

Demos uma volta pelo parque e sentamos em um banco. Mack fica desconcertado ao meu lado  então coloco minha mão sobre a dele o deixando mais calmo.
Ele sorri e se aproxima mais de mim, ele se inclina para mim e me beija calmamente. Assim que ele sai do beijo nos abraçamos e fomos a procura do carro.

Mack o estacionou embaixo de uma árvore e ali sob ela sentamos bem juntos e nos abraçamos. Está um pouco frio mas o calor de Mack me aquece instantaneamente.
Então ele desce a mão por todas as curvas do meu corpo me causando arrepios. Ele segura meu queixo e me olha fixamente.

— Estou ficando apaixonado por você Emi. — ele diz sorrindo.

— Também. — sinto o fervor de cada palavra que que sua boca pronuncia e a que sai pela minha também.

Ele me puxa para seus lábios e eu não recuo. Ele me beija calmo mas ao longo de um tempo fica mais intenso e perfeito. Ele desce e sobe com suas mãos em minhas curvas e eu delírio. Mantenho minhas mãos em seu abdômen definido e perfeito, seu peito sobe e desce de acordo com as batidas aceleradas de seu coração. Sem querer solto um gemido de prazer.

Ele entende o meu aviso, Infelizmente ou felizmente?
Ele me levanta bruscamente colocando-me no carro.

— Para onde vamos? — digo ao me separar dele e entrar no carro.

— Já está ficando tarde. Não é seguro permanecermos aqui. E depois se continuassemos os guardas do parque nos prenderiam por atentado ao pudor.

Fico vermelha de vergonha.

Olokooo! O que vai rolar daí em diante? A noite promete👏👏🙈
Continue lendo... O clima quente😏

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