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Doce Aroma

Fim de inverno, quase três meses congelando pelo frio que invadia seu quarto escuro de madeira. Está só, aquela que lê seus poemas de forma errada levou seu companheiro Roli para um passeio, e a falta de seus sons habituais deixa ele irritado.

Deitado, no vazio de seu quarto sem vida, ele pensa na vida em sua época de ouro. Enquanto olha para onde a parede marrom encontra o teto também marrom, quase pode visualizar a alegria dos "tempos de glória". Tempos onde era fácil ser quem ele é. O ar saí nervoso após ser expulso em um suspiro desesperador. Ele se levanta, juntando todas as forças para fazê-lo.

Faz ranger o chão de madeira ao andar pelo quarto, não está mais tão frio. Os papéis que costumavam se espalhar pelo chão desapareceram, e tudo parece tão arrumado. Limpo, vazio, como sua mente.

A caneta chama seu nome em um doce sussurro, jogada sobre os papéis da mesa, implora por movimentos e escrita. Quer ser usada, precisa de ação, e ele também. Lamentoso por decepciona-la, se afasta em direção a outra janela de seu quarto, perto da porta que deixou trancada.

No horizonte apenas prédios, nuvens, e pássaros que voam aparentemente sem direção. Ele gostaria de se juntar à eles. Abre a janela, e o silêncio do quarto é brutalmente assassinado pelas buzinas de carro na rua abaixo, pelas conversas tão altas que podem ser ouvidas mesmo dali. E, claro, pelo vento que lhe corta as orelhas a medida que invade seu abrigo. Pela primeira vez desde que voltou do hospital, experimenta ar fresco.

Fresco, ele ri, caçoando de si mesmo e sua ingenuidade. Esse ar não é nada fresco, está mais sujo que o lixão municipal. Ele se identifica com isso. Na rua, abaixo da sacada de seu apartamento tão apertado que poderia ser somente um quarto - e é assim que ele o vê -, passam multidões de pessoas. Seu egoísmo e narcisismo sobem pelo ar, e o cheiro delas todas fede. Um momento de silêncio, como todos antes desse, e uma epifania!

É isso! Inspiração!

Como um doce aroma que lhe invadiu as narinas, ela se acomoda em seu ser e ele abandona a sacada, correndo para a mesa. A caneta, nova em folha, vibra enquanto traça no papel as mais coerentes palavras que poderia imaginar. Dois minutos.

Cinco.

Dez.

Quase vinte.

O momento passa, o aroma se dissolveu, mas ele fora rápido e conseguira capitar boa parte de sua essência. Lá estava, um poema afinal.


Morrestes achando que
amava.
Matastes pensando que era
amor.
Dominado pelo egoísmo da
paixão,
nos fez ver que não te
conhecíamos como
deveríamos
e, por tua atitude,
demonstrou que não
conhecias o amor.
Descansem em paz.


Encara as letras, o cheiro da nova tinta estranhamente fede. Um suspiro e mais uma folha amassada, essa, a primeira de muitas que virão. Não fora inspiração, era apenas lembrança.

Não criou, lembrou.

Deixando-se deitar sobre a escrivaninha, decepcionado, adormeceu.









(William Shakespeare)

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