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1 - Uma tal de esperança de dias melhores.

☆Oie, meu Deus tô um pouco ansiosa. Vcs estão com altas expectativas para essa história, eu também tô, por isso acabo ficando preocupada em como vou desenrolar esse plot da melhor forma, mas olha só, vocês nem imaginam o que vem por aí rsrsrsrs. Espero que vcs possam apreciar a história de Lim Nari em buscar do seu amor verdadeiro! Por favor comentem muito e se possível compartilhem com seus amigos essa história, vai valer a pena. Bora fazer ela crescer e alcançar muitas pessoas. Amo muito vocês, boa leitura.

"Em meus sonhos, você está comigo
Seremos tudo o que eu quero que sejamos
E a partir daí, quem sabe?
Talvez esta seja a noite
Que nos beijaremos pela primeira vez
Ou será que sou só eu e minha imaginação?"
Imagination - Shawn Mendes.

— Nari-ah, você precisa terminar de digitar a ata da reunião que o setor de revisão pediu, amanhã na minha mesa — encolho meus ombros ao ouvir minha chefe me cobrar mais uma vez pela bendita ata da reunião do início da semana.

— Se não me perturbasse a cada 5 segundos por algo eu conseguiria terminar a ata — reclamei para mim mesma em voz audível.

— O que você falou? — Perguntou fazendo menção de voltar para a minha mesa.

— Amanhã a ata estará em sua mesa ao chegar — falei em voz alta.

— Foi o que pensei ter ouvido. — Disse saindo de perto de mim.

— Cobra, víbora, nojenta, entojada, ranzinza, mau amada, mau comi…

— Nossa quanto ódio — SaeRom, minha colega de setor, solta irônica enquanto mastiga irritantemente seu chiclete olhando para mim.

— Nada, tava só repassando alguns xingamento legais pra usar na internet quando eu brigar com alguém — ironizo também. Ela ri.

— Rá. — Solta e me encara. — Tá sabendo da seleção interna que vai rolar essa semana? — Pergunta.

— Hm, estou — respondo e me volto novamente para meu computador, preciso terminar a maldita ata.

— Não vai se inscrever? — pergunta curiosa.

— Não sei, eu devo? — pergunto desinteressada.

— Se quer se livrar da megera… — me instiga.

— Não sei, vou pensar — respondo entretida com as linhas rabiscadas da ata que fiz à mão procurando pela parte onde eu havia parado. Minhas palavras desinteressadas tiveram o efeito esperado, SaeRom desistiu de me importunar e saiu de perto procurando por algo para fazer. Continuei então focada em meu trabalho de digitação.

As luzes do escritório já estavam apagadas e somente meu computador iluminava com mais intensidade o local, quando decidi por fim passar o arquivo para o pen drive e varar noite a dentro terminando meu cansativo trabalho de digitalizar a ata de uma reunião, com todos os detalhes acordados, que durou mais de três horas.

Arrumei meu notebook em cima da bandeja que geralmente usava para comer e me acomodei em minha cama quando recebi uma chamada de vídeo, sabendo muito bem que poderia ser aquele que não podia ver o meu rosto, encarei a tela identificando que se tratava de uma das minhas melhores amigas, EunHa.

— Yah, você estava me ignorando? — O rosto coberto por uma máscara facial cara da EunHa apareceu na tela e me fez rir imediatamente.

— Yah? — ironizei. — Cadê aquela história de unnie? — Brinquei.

— Unnieee — cantarolou. — Tenho uma excelente notícia para dar. Volto semana que vem.

— Sério? — Não fui capaz de esconder a surpresa e preocupação em minha voz.

— Nossa, eu esperava que você fosse ficar um pouco mais feliz — percebeu meu tom.

— Eu tô feliz, muito, tô com saudade. Eu só não esperava… — Expliquei rapidamente, mas a verdade é que a volta de EunHa marca o início do fim, minhas mentiras estavam com os dias contados e apesar de eu sempre saber que não poderia mentir por muito tempo, esperava pelo menos ter curtido um pouco mais dele.

— Ok, tenho tantas novidades para te contar.

— Também vou precisar te contar algumas coisas — confesso com pesar, tentando esconder meus verdadeiros sentimentos sobre a sua volta.

Nossa conversa acaba não sendo tão longa, EunHa estava cansada devido ao seu longo dia de trabalho como modelo no Japão, estava morando lá há 7 meses, havia recebido a melhor proposta de sua vida como modelo e estava aproveitando os frutos de seu trabalho árduo. Me sentia completamente feliz por minha amiga de infância, com quem dividia a casa em que morávamos com nossa cadela labrador. A partida dela havia deixado um enorme buraco em minha vida, que só fora aplacado quando conheci Park Jimin em uma das muitas partidas on line que jogávamos, acabamos trocando números e conversando no privado. Jimin preenchia minhas muitas noites sozinha com conversas divertidas e cheias de carinho, era um cara extraordinário e mesmo que eu tivesse lutado muito contra, acabei me apaixonando por ele.

E era intenso.

Um amor tão forte quanto qualquer outro relacionamento 100% físico. Tudo corria muito bem entre nós dois até o dia em que decidimos trocar fotos pela primeira vez, eu esperava um cara ordinário, alguém bem esteriotipado como nerd, que usa óculos, cheio de espinhas, com ausência de beleza padrão, esperava um cara que fosse tão patético fisicamente quanto eu para  que pudéssemos ter um relacionamento físico sem julgamentos, esperava um cara que fosse compatível comigo.

O que aconteceu, foi que Park Jimin me mandou uma foto de um cara extremamente bonito, um daqueles caras que a gente vê na TV, que estão nos brands mais altos de popularidade, não dava para namorar um cara desse escalão. Eu não acreditei que fosse ele mesmo, até que Jimin me encheu de selcas tiradas enquanto conversávamos e meu Deus, Jimin é simplesmente surreal, sua beleza estava em um patamar totalmente ao contrário das minhas expectativas, ele era extraordinário.

Resolvi mentir dizendo que meu celular havia descarregado e que depois lhe mandava uma foto, mas como? Não me senti confortável para mandar uma foto minha, eu, Nari, não era o tipo de mulher que namorava homens como ele. Jimin estava no topo da cadeia dos relacionamentos, tendo experiências com mulheres bonitas, magras, de pele perfeita e personalidade angelical. Não eu, uma pobre coitada mortal e normal. Não, normal não, gorda. Não aceita pela sociedade, comprimida pelo machismo e gordofobia em cada palavra dirigida de forma ofensiva para mim, uma mulher magoada pelos anos de humilhação apenas por ter nascido gorda e ter falhado milhões de vezes nas tentativas mais loucas para emagrecer conforme a sociedade me instigava.

Meu mundo literalmente não cabia no mundo dele. Tinha gordura demais ali para se encaixar nele.

Chorei a noite toda. Fui sufocada pelo sentimento de inutilidade, de ódio à mim mesma, de desprezo a minha própria história como mulher. Esqueci todos os meus exercícios de amor próprio e auto aceitação e me auto humilhei a noite inteira, repetindo inúmeras vezes que não merecia um homem como ele, que eu era incapaz de corresponder o seu amor, que ele seria humilhado se fosse visto comigo.

Sinceramente, me basiei exclusivamente em minhas experiências. Não tive coragem de me assumir, então na manhã seguinte fraquejei, mandei uma foto da minha melhor amiga modelo para ele. E parei de ser chamada de "RomPomPomManDown" (meu nick name nos jogos onde eu fazia questão de aniquilar homens), para ser chamada de EunHa por ele.

A vergonha e a decepção me tomaram de formas desproporcionais, mas não consegui mais desfazer o que já havia sido feito, até nudes que trocamos foram falsos, pesquisei por peitos bonitos na internet e naquela noite Jimin se divertiu pensando em mim, mas não era eu. Nada ali era meu. A tristeza era uma companhia diária, me culpava todos os dias por enganar alguém tão perfeito como ele e a cada novo dia que passava eu me sentia mais lixo, mais desprezível, deprimente e digna de ódio.

Afundei a minha forte ansiedade na comida e engordei mais 10 quilos desde que comecei a mentir para Jimin. Três meses depois ainda estamos namorando e eu ainda estou mentindo para ele, mas com a volta de minha melhor amiga, talvez não houvesse outra saída a não ser acabar com tudo, porque EunHa jamais permitiria que eu continuasse a usar a sua imagem para enganar aquele que eu tanto dizia amar.

Depois da breve conversa que tivemos tomei sozinha um pote de sorvete e me joguei no sofá, apenas para desestressar um pouco antes de voltar à minha maldita ata, DongDong, a labrador fêmea de cor caramelo logo pousou sua enorme cabeça sobre minha perna, elevando seus olhos pidões, desejando meu sorvete de napolitano, ela estava acostumada a lamber os potes no final.

Era uma colher para mim e meia para ela, DongDong também estava mais gorda do que deveria, então eu tinha que controlar o seu peso a todo custo. Acariciei as orelhas macias da minha companheira e voltei-me para meu notebook de novo. Ainda havia muito trabalho para ser feito e mesmo sem cabeça, eu era totalmente obrigada a fazê-lo.

《...》

A notificação do email do Rh chegou para mim e rapidamente abrir a mensagem.

"Parabéns, você foi selecionada para a vaga de secretária executiva do setor de direção de arte"

— Essas malucas mandaram email errado para mim — murmuro para mim mesma, relendo o email.

— Nari-ah — ouvi a voz de JanDi ecoar pelo setor administrativo vazio na hora do almoço.

— JanDi unnie, dá pra falar baixo? Não quero que a bruxa de Bler brigue comigo de novo.

— Nari-ah você já soube? — ela não diminuiu nenhum pouco o tom da voz ignorando totalmente o meu pedido, parecia muito feliz. — Você foi promovida! — quase gritou as palavras, chamando a atenção de alguns funcionários que estavam em suas meses mais distantes de nós.

— Ah, eu acabei de receber um email, mas deve haver um engano, eu não me inscrevi para vaga nenhuma — explico vagamente para ela.

— Eu sei, Nari-ah eu inscrevi você — confessa com muita felicidade. JanDi era minha unnie mais próxima do trabalho, nutríamos um forte sentimento de amizade e cumplicidade uma com a outra e tínhamos muitas coisas em comum, mas jamais imaginei que ela iria tão longe por causa de mim.

— Unnie, por quê fez isso? Eu não estou apta para essa vaga, nem estou com cabeça para...

— Outra coisa que não seja Park Jimin. — Me interrompeu rolando os olhos parecendo cansada de sempre ouvir a mesma história. — Já sei, você se sente um lixo e blábláblá. E é por isso mesmo que inscrevi você nessa vaga para te provar que você é capaz.

— Eu nem fui entrevistada — contestei.

— Eu respondi por você — seu sorriso de intrometida me revira o estômago. Suspiro frustrada.

— Como entrou no meu chat? — pergunto de ombros caídos. Eu não estava nenhum pouco preparada para isso, uma promoção agora era muito bom para minha carreira e currículo, porém minha vida estava enrolada demais e minha cabeça vivia viajando para longe, para onde Park Jimin estava, sonhando com o dia do nosso encontro que nunca chegaria e alimentando minhas ilusões com promessas que nunca se cumpririam.

— "ParkJiminAmorParaSempre" é meio previsível não acha? — debochou da minha senha carinhosa.

— Unnie eu vou…

— To feliz por você, finalmente vai estar onde merece e não com essa lagartixa de casa abandonada que você chama de chefe. — Me interrompeu sentando em minha mesa. — Queria tanto estar aqui pra ver a reação dela — ri pensativa, provavelmente imaginando a cara de infelicidade da megera que administrava esse setor quando soubesse sobre minha inesperada promoção.

— Isso não vai dar problema? — questiono.

— Naaão, ouvi falar que seu futuro chefe é novo contratado, disseram que ele é muito bonito e também que é gay, um dos gays mais cobiçados de Seoul.

— Você anda lendo muito webtoon ultimamente, que história é essa de gay mais cobiçado? Isso é tão fanfic 2010 do One Direction. — Reclamo.

— Ai, agora que você falou lembrei daquela Larry, que Yaio, meu Deus! — Rimos juntas, tínhamos esse gosto em comum e fora isso que nós aproximou, webtoons e fanfics. Quem ligava se ela já tinha 27 e eu 24 anos? Era melhor que muito livro publicado por aí. E nisso também concordavamos. — Mas é sério! Quem viu o novo contratado disse que ele é de outro mundo de tão bonito.

— Bonito, feio, gay ou hétero, só quero que ele não seja igual minha atual chefe. Não me importa quem seja, só quero que ele seja alguém que me deixa confortável para trabalhar sem tanto assédio moral. — Reflito. Definitivamente não estava em meus planos receber uma promoção, já havia coisa demais em minha cabeça e a chegada da EunHa cada vez mais próxima me enchia de ansiedade, mas em meio a essa bagunça que eu mesma causei, havia uma tal de esperança de dias melhores já que ao menos eu ganharia melhor e nem teria mais que conviver com a minha atual chefe. Não tinha a menor idéia se iria sair de tudo isso, mas pelo menos agora sabia que não teria mais que me preocupar com essa chefe insuportável do setor de departamento pessoal, seria um problema a menos para a minha gigante lista.

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