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Capítulo 2


— Você a viu? Aqui? — Matheus quase gritava.

— Eu já disse que sim — resmunguei.

— Tato, você sabe que isso quer dizer? — ele estava muito animado do que eu.

— Sei, que eu fiquei louco de vez e vou para em algum sanatório em breve — resmunguei.

— Não! Significa que ela é uma vampira!

— Ah, qual é? — revirei os olhos — Vai começar com isso de novo?

— Tato, faz todo o sentido! Vocês têm alguma ligação espiritual, ela tem presas e disse que estava se alimentando antes de aparecer aqui, a outra garota fala de rosas de sangue, Sangue!

— Matheus, por favor, minha cabeça já está doendo, eu não preciso de mais isso.

— Mas ela. . .

— Matheus! Chega! — eu gritei e acabei assustando meu irmão — Me desculpe, eu só preciso dormir, só isso.

— Ok — ele disse contragosto — boa noite — ele disse saindo do quarto, mas eu não tinha energia para ir atrás dele. Tomei remédio para dor de cabeça e me deitei, rezando para dormir e não ter nenhum sonho.

O que, claramente, não aconteceu.

Eu estava em algum lugar escuro e totalmente sozinho. Meu corpo estava quebrado, mutilado, cortado e ferido em várias partes. Membros, abdômen, cabeça. . . tudo sangrava.

A dor era tanta que eu não conseguia respirar, eu puxava o ar, mas ele não vinha, meus pulmões ardiam e meus olhos queimavam. Eu não conseguia me mexer, todo o meu corpo parecia querer gritar pedindo pela morte.

Por favor. . .alguém me mata. . .por favor!

Eu chorava, mas não eram lagrimas que escorriam dos meus olhos, era mais sangue. Literalmente, eu estava chorando sangue.

Por favor. . . eu quero morrer. . . eu preciso morrer. . . eu não aguento. . .

Barulhos altos de ossos sendo quebrados soaram, mas eles vinham de dentro de mim! Meus ossos estavam se quebrando sozinhos, eu os sentia se mexendo por baixo da minha pele e rasgando minha carne. Eu queria gritar, eu queria muito gritar até perder a voz, mas nada saia.

Eu ia morrer, eu sentia a vida me abandonando. . .

Aguente Trian, eu estou chegando!

Acordei assustado, o dia mal tinha amanhecido, eu estava ofegante. Que merda de sonho tinha sido aquele?

Me levantei tonto, batendo minha mão no criado mudo para pegar meus óculos e cambaleei até o banheiro. Quando me olhei no espelho, tomei um grande susto, haviam pequenas manchas de sangue sobre os meus olhos.

Toquei minha pele preocupado, mas não haviam cortes ou nenhum tipo de ferimento, parecia que tinham escorrido dos meus olhos.

Lavei meu rosto freneticamente, tanto que aí sim quase me machuquei. Eu não estava conseguindo lidar com toda aquela merda. Voltei para o meu quarto, troquei de roupa e sai para correr, eu não era atlético, mas correr me fazia bem, oxigenava meu cérebro e me ajudava a clarear as ideias.

Certo, era isso que eu precisava, correr!

Só correr.

Nem comi, apenas peguei meu celular, prendi no meu braço, peguei uma garrafa de água e sai correndo pela rua deserta, quase ninguém tinha acordado a àquela hora. Corri o máximo que pude, a maior distância que conseguia na maior velocidade.

Por mais que eu tentasse encontrar uma explicação lógica, eu simplesmente não conseguia. Eu sabia que era adotado, talvez minha mãe biológica tivesse problemas mentais e eles eram hereditários.

Que ótimo, a única explicação plausível era que eu ia ficar demente!

Muito animador, Trian, muito animador!

Minhas pernas queimavam, mesmo sentindo que talvez eu conseguisse correr mais, resolvi parar e beber água. Eu já estava correndo a meia hora, era volta de voltar para a república e me arrumar para a faculdade, fora que meu estomago estava roncando.

Enquanto tomava água, olhei onde eu estava. Era uma rodovia ladeada por uma grande plantação. Aquilo era estranho, porque eu não lembrava disso onde morávamos, onde raios eu vim parar? A única rodovia que eu me lembrava ficava há vários quilômetros de onde eu morava, aquilo não fazia sentindo nenhum.

Então olhei para o aplicativo que uso nas corridas, que fica no meu celular. Aquilo com certeza estava errado! Porque dizia que eu tinha percorrido 27km em 29min, obviamente estava errado! Até salvei as informações da tal corrida para mostrar para o meu irmão, certeza que ele ia conseguir arrumar aquilo.

Só que quando eu resolvi voltar para casa, eu percebi que talvez o aplicativo não estivesse errado, nem na cidade que eu morava eu estava.

Porra!

Eu caminhei um pouco, tentando achar meu caminho de volta, pelo aplicativo de mapas, eu ia levar quase seis horas para chegar em casa. SEIS HORAS! Eu ia ter que ligar para o meu irmão vir me buscar, não tinha condições de eu andar tudo isso e. . . bem, se eu vim correndo, talvez eu conseguisse correr de volta?

Quanto mais eu corria, mais a minha velocidade aumentava, tudo passava ao meu redor como um borrão. Eu tentei não pensar em nada, só focando nas palavras do vocalista do Imagine Dragons, enquanto eu escutava uma de suas músicas.

Taking my message from the veins

"Captando a mensagem que está em minhas veias", esse verso até parecia ironia agora. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca fui assim, eu sempre fui normal, tirando minha fobia por sangue. . . e os meus sonhos com aquelas garotas. . . e o fato de parecer que eu sentia quando a garota de olhos azuis precisava de ajuda. . . e o fato de, ás vezes, eu parecer ter lembranças que não minhas. . . e o fato de as vezes eu entrar em pânico com algumas pessoas, mesmo desconhecidos. . . e o fato de que a única pessoa que realmente me fez me sentir confortável comigo foi a minha namoradinha de férias. . . e o fato que eu nunca gostei de entrar em igrejas, eu simplesmente travava e não entrava. . . e o fato de. . .

Ah, que beleza! Normal é o cacete! Eu não passo de um fodido com uma vida de merda!

Eu não conseguia tirar a garota de olhos azuis da minha cabeça! A imagem dela ficava martelando no meu cérebro sem parar. Eu sentia que precisava encontra-la, como se meu tempo estivesse acabando. Ás vezes eu sentia que se houvesse um gigante contador regressivo em cima de mim e eu estava cada vez mais perto dele zerar o tempo e algo muito ruim acontecer.

By the grace of the fire and the flames

You're the face of the future

The blood in my veins. . .

"Pela graça do fogo e das chamas, você é a face do futuro, o sangue em minhas veias. . ." Isso já está parecendo indireta!

Cheguei perto da república e diminui meu ritmo, já tinham pessoas nas ruas e eu não queria assustar ninguém agindo como uma aberração, mesmo que, aparentemente, eu seja uma.

— Aí Trian, dando uma corridinha para começar bem o dia? — Gustavo me perguntou quando entrei em casa, eu não sei porque ele sempre é o primeiro a acordar.

— Claro — eu sorri amarelo.

— Mas nem suou, foi fazer só pose para as garotas que correm lá no parque natural, né? — ele bateu no meu ombro rindo e eu si sem graça.

Eu olhei para as minhas roupas, eu realmente não tinha suado.

— Tato, você está bem? — Matheus me perguntou e eu realmente não sabia o que responder.

— Vai parecer loucura, mas lembra o que você me falou ontem? Sobre a garota de olhos azuis.

— Que ela pode ser uma vampira? — ele perguntou desconfiado, saindo do banheiro enxugando seu cabelo.

— Você realmente acredita nisso? — ok, se eu estava considerando aquela hipótese, quer dizer que meu desespero já tinha atingido níveis alarmantes.

— Tato, você sabe que sim. Eu sei que você não acredita nessas coisas sobrenaturais, mas não tem outra explicação. Os seus sonhos, o jeito que isso mexe com você, os últimos acontecimentos. . . Você sempre foi capaz de guardar muita informação de uma vez só e consegue decorar quase qualquer coisa só de ouvir ou ler uma vez, sua audição é muito boa, melhor do que qualquer um.

— Então você acha que eu sou um também? Matheus, isso é loucura!

— E se não for? Trian, pensa na sua vida, você nunca se perguntou se era normal? — ele insistiu. Eu peguei o meu celular e entreguei para o meu irmão, com o aplicativo de corrida aberto, ele o olhou confuso — Você saiu com o carro? Porque você usou o aplicativo para isso?

— Eu não sai com o carro, isso fui eu correndo — respondi passando a mão pelo meu rosto.

— Tato, você correu mais de 50km em uma hora? — ele perguntou aturdido.

— Aparentemente, sim — eu andei pelo quarto — Que porra está acontecendo comigo?

— Tato, já pensou em eu estar certo?

— Jura? Eu, um vampiro? — eu bufei — Matheus, eu sou praticamente cego sem meus óculos e tenho fobia de sangue! Onde você já ouviu falar de um vampiro míope com pânico de sangue? Eu ia morrer de fome ou atropelado!

— É, tem isso — ele coçou a nuca — o que você vai fazer?

— No momento, eu vou tomar banho e ir para a faculdade, depois eu penso no que faço — rumei ao banheiro e tentei não pensar em nada daquilo.

A música era tão alta que parecia que ia estourar meus tímpanos, eu bufei irritado, não aguentava mais aquilo, mas não tinha o que fazer. Era o dia da minha república sediar a festa das fraternidades, mas eu não estava com o menor animo para festa. Além de toda aquela doideira que aconteceu, eu ainda descobri que não poderia ir para casa passar meu aniversário com meu pais, eu ia ter que trabalhar na faculdade, ia ter uma feira de ciência e como monitor de laboratório, eu era um dos "voluntários", minha mãe ia surtar!

— Tato — meu irmão entrou no quarto, onde eu estava escondido tentando ler — vamos lá, o pessoal está comemorando o meu aniversário também.

— Já comemoramos o seu aniversário três vezes — eu ri sua da leve embriaguez.

— Por favor! — ele fez os olhos do "Gatos de Botas" e eu comecei a rir — Vamos lá, tato, por favor! — então meu irmão apelou e se jogou em cima, soltando todo o seu peso e quase me esmagando — Vaaaaaaaamoooooos!!!!!!

— Arg, está bem, sai de cima! — eu o empurrei e ele riu — Só vou me trocar.

— Beleza, to te esperando lá embaixo — então ele saiu pulando e cantando a nova música da Ariana Grande.

Me troquei rapidamente e quando passei pelo espelho, juro ter visto cabelos loiros e olhos azuis, voltei para frente do espelho e não havia nada, apenas eu.

Desci as escadas e virei o primeiro copo de bebida que me ofereceram, bebi tudo de uma vez e tomei como missão da noite ficar o mais bêbado possível. Só que existe outra coisa estranha sobre mim, por mais que eu beba, e eu já bebi muito, eu não fico bêbado, as vezes eu fico levemente alterado, mas nunca bêbado, nunca tive ressaca ou fiquei de porre.

Mas não custa tentar.

Já tinham se passado algumas horas, eu estava beijando uma garota contra a parede, Ana, Amanda, Mariana. . .eu não sabia ao certo qual era o nome dela, mas ela era bonita, loira de olhos azuis e talvez, só talvez, eu a estava usando para tentar parar de pensar em uma outra garota de olhos azuis.

— Eu não acredito, Trian — Bruna me virou para ela, me olhou com raiva e me deu um tapa na cara — Agora sim está tudo terminado entre a gente!

— Você tinha namorada? — a garota que eu estava beijando me perguntou com raiva, eu não tive tempo para falar que não e levei outro tapa, então ela saiu de perto de mim.

— Que merda foi essa? — resmunguei e fui atrás do meu irmão, eu precisava beber mais. Quando fui para a parte de trás da casa, eu ouvi uma confusão, provavelmente teríamos uma briga — Por favor, meu irmão não está no meio! Por favor, Matheus não está no meio! Por favor!

— Vai para a puta que te pariu então — eu ouvi Matheus gritar.

Revirei os olhos, era obvio que ele estava no meio

maluco? — outro rapaz, mais forte e um pouco mais alto que meu irmão, o empurrou.

— Breno, para, a gente não tem mais nada — a garota que estava com o meu irmão estava chorando, eu reconhecia ela, ela era a amiga do Matheus.

— Fica quieta, que depois a gente conversa — ele gritou com ela e meu irmão, como o bom samaritano que é, entrou no meio.

— Não grita com ela! Aproveita e cai fora daqui, porque você não foi convidado.

— E você acha que eu preciso de convite — Breno riu sarcástico junto com seus amigos, mais cinco rapazes, e empurrou o meu irmão de novo — Caí fora você ou eu vou quebrar a sua cara.

— Hey, calma aí — eu me intrometi — Hoje é dia de festa, não precisamos brigar.

— E se eu quiser? — dessa vez ele me empurrou.

Eu sei que ele continuou me provocando, mas eu o ignorei, por que atrás de todos eles, eu vi a garota loira de olhos azuis, ela me olhava um pouco assustada e estava tentando falar comigo, mas eu não entendia o que era, porque aquele idiota não parava de falar.

— Dá para calar a boca, seu imbecil — eu gritei — Ela não te quer mais porque você não passa de um playboy estupido, sem aspirações para o futuro e que tem o cérebro do tamanho de uma ervilha. Agora a aproveita que seus amigos interesseiros ainda estão do seu lado e vão embora daqui!

Naquele milésimo de silencio eu ouvi a loira falando "Abaixa" e foi isso que eu fiz, porque o soco que o tal Breno ia me dar, quase me pegou em cheio.

Abaixa de novo, soco de cima para baixo no da esquerda, cotovelada para trás, chute o da frente no joelho, o outro no peito, pelo para trás, desvie.

Tudo o que ela mandava, eu fazia

Ela começou a fazer os movimentos que estava me falando e eu só fui reproduzindo o que ela fazia. Socos, chutes, esquivas, cotoveladas. . . Ela era realmente muito melhor do que eu, fazia tudo com uma agilidade e leveza muito maior, mas eu fiz como pude, totalmente hipnotizado por ela.

— Tato! — Matheus gritou, me tirando do transe no qual eu estava preso — Você acabou com todos eles!

Os cinco rapazes que ameaçaram ao meu irmão e a mim, estavam no chão. Dois desacordados, um parecia ter um ou dois ossos quebrados e os cinco estavam sangrando.

A festa tinha parado, todos me olhavam estáticos, apenas a voz da Iza cantando Pesadão ao fundo fazia algum barulho. A garota de olhos azuis estava depois dos rapazes caídos no chão. Ela me olhava e sorria orgulhosa.

Eu estou chegando, logo estaremos juntos

Sua voz ecoou na minha cabeça e ela sumiu.



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