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Maldito pai


Eu e a Manu tínhamos voltado a Portugal no dia seguinte, eu havia conversado com a banda e todos entenderam a Manuela preferiu ir pra casa e me deixar conversar com meus pais sozinho. Entrei no apartamento deles e os dois estavam jantando na mesa.
-Miguel?- Dei um soco na mesa e encarei meu pai.
-Você! Mentiu pra mim, vocês dois mentiram a minha vida toda pra mim.- Gritei, eles ficaram me olhando como se eu fosse um louco.
-Do que exatamente você está falando?- Meu pai perguntou com a maior calma do mundo.
-De você ter sido um assassino e o lixo de um bandido.- Dei um sorriso cínico e cheguei pertinho dele. -Achou que eu nunca iria descobrir?- Olhei pra minha mãe que estava pálida. -Viajando? Por que não me falou que o meu maldito pai estava atrás das grades feito um animal no começo da minha vida?- Gritei descontrolado, meu pai levantou e me segurou fortemente pelos braços.
-Não vou permitir que você fale desse jeito comigo e com a sua mãe.- Vi faíscas em seus olhos, então ele estava irritado? Muito bem.
-Falo como eu quiser, vocês dois são mentirosos. Você um cara frio, me diz é bom tirar a vida de outras pessoas?- Ele se afastou e passou a mão pelo cabelo, me fuzilou com o olhar.
-Alice, por favor me deixe sozinho com ele.- Minha mãe apenas assentiu e se retirou.
-Só digo uma coisa Miguel, se você levantar a voz pra mim acabo com você ouviu? Antes de tudo eu sou seu pai e aqui quem grita sou eu.- Dei uma gargalhada sem humor e me apoiei na mesa o olhando sarcasticamente.
-Nossa! Grande pai que eu tenho.- Ele chegou perto de mim e agarrou meu rosto com as mãos, me olhando dentro dos olhos.
-Não se esqueça que tudo, que você tem Miguel foi comprado com o meu dinheiro você nunca trabalhou. Sua faculdade quem paga sou eu, suas roupinhas de marca também quem compra sou eu, aquele seu carro e a comida que você come. Pois o dinheiro que você ganha com essa merda de banda você só gasta com mulheres e a porra da bebida.- Empurrei ele pra longe.
-Ta jogando na minha cara? Foda-se o seu dinheiro pra mim não faz diferença. Sabe eu nem te reconheço mais, me responde ainda mata pessoas? Ainda vende drogas e comanda alguma merda ilegal?- Vi seu rosto ficar vermelho e seus olhos em chamas.
-Cala essa boca, seu ingrato. Você não passa de um moleque ingrato Miguel, e sabe de uma coisa? Eu faria tudo que fiz no meu passado de novo, não me envergonho de nada. Adoraria voltar pro morro e mandar em tudo de novo, ajudar a todos, e esmagar quem entrasse no meu caminho.- Eu desconhecia o cara a minha frente, ele tinha orgulho de ter matado, de ter feito toda aquela merda. Eu sempre abominei pessoas desse tipo e como a vida é irônica, trás o passado do homem que foi o meu espelho e eu acabo sabendo que ele é da laia mais porca e horrível que existe. Ele pode falar qualquer merda, mas tenho certeza que continua sendo o mesmo bicho que foi no passado.
-Quer saber pra mim você morreu, não quero mais saber do seu maldito dinheiro. Só não encosta na minha mãe e na minha irmã, acho que você ainda carrega o bicho do passado aí em algum lugar seu grande lixo.- Minha bochecha ardeu assim que sua mão se conectou com o meu rosto, foi um belo tapa. Ele segurou meu cabelo e contraiu a mandíbula.
-Nunca mais fale comigo desse jeito ouviu?- Tentei me soltar, mais o aperto em meu cabelo ficava cada vez pior.
-Tira essas mãos de mim.- Rosnei e ele me soltou. -Você nunca mais na sua vida vai encostar em mim, seu babaca.- Ele fechou as mãos em punhos e respirou fundo.
-Some da minha frente Miguel.- Peguei minha jaqueta em cima da cadeira.
-Outra coisa, engula a porra do seu dinheiro.- Falei antes de bater a porta, fui direto pro meu apartamento e liguei pra Manu que atendeu quase que imediatamente.
-Como foi?- Perguntou, eu fechei os olhos apertados e respirei fundo.
-Vem aqui pro meu apartamento, por favor Manuela.- Falei e me encostei no sofá
-Já estou indo.- Falou e desligou o celular, repassei toda a conversa com o Gabriel na minha mente e vi o quanto aquele cara era miserável, quem teria orgulho de ter um passado deplorável como o que ele tinha? E minha mãe, casada com um cara como ele. Achei que ela fosse mais esperta acabei me enganando.
Assim que a Manu chegou veio até onde eu estava e me abraçou forte, foi aí que eu cai no choro como uma criança de cinco anos ela deitou comigo na minha cama e ficou fazendo cafuné no meu cabelo enquanto eu molhava com minhas lágrimas de dor e desespero toda a sua blusa.
-Foi pior do que eu pensava Manuela, falei coisas que me arrependo, ele me bateu acredita? Grande babaca.- Ela se abaixou pra ficar cara a cara comigo.
-Sabe eu acredito que ele tenha te batido, e sobre o arrependimento você pode pedir desculpas.- Bufei e fitei o teto cinza do meu quarto.
-Desculpas? Isso eu nunca farei, cortei os laços que tenho com ele. Ele teve coragem de jogar na minha cara tudo que me deu.- Ela suspirou e revirou os olhos ficando na mesma posição que eu estava.
-Já pensou em se por no lugar dele? Perguntou pra ele o porque teve que seguir essa vida? Ou só chegou lá gritou com ele cuspiu coisas sem pensar e saiu puto da vida e achando que a porra toda foi jogada no ventilador?- Dei uma risada e olhei pra ela.
-Acho que fico com a opção dois.- Falei e ela sorriu passando a mão pela minha bochecha que eu desconfiava que estivesse marcada pelo tapa.
-Pois eu acho que você fez errado, deveria voltar lá e pedir desculpas a ele.
-Isso eu não irei fazer Manuela, ele também agiu errado então me deve desculpas.- Ela deu de ombros e mordeu o lábio.
-Okay, não vou forçar nada, mas ainda acho que ambos agiram errado.- Abracei ela e beijei seu pescoço.
-Vamos voltar pro Brasil na segunda pode ser?- Perguntei e ela assentiu.
-Tenho que falar com o meu avô pra comprar a passagem. E tem outra coisa...- Assenti pra ela continuar a falar -... Meu avô quer conhecer você.- Ela falou rápido.
-Sério? Que dia?
-Amanhã, ele programou um jantar.- Assenti e passei o dedo pelo contorno de seu rosto delicado.
-Pode contar comigo meu amor.- Ela sorriu e me deu um beijo nos lábios.

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