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7 - Min Yoongi agora sabia da verdade.

☆Capítulo cheio de revelações. Adoooro. Obrigada pelo carinho meus amores, obrigada pelas mais de 1k de views já é importante demais para mim. Boa leitura anjos.

Não vou mentir, era um pouco estranho toda essa falta de espaço entre mim, o Yoongi e a HyeRin. Era uma casa realmente pequena e querendo ou não as vezes poderia ser sufocante.

Dividir o mesmo banheiro, a mesma cama, a mesma mesa para refeição, a mesma TV... isso não era novo apenas para o Yoongi, para mim também era. Ele, eles, estavam ali o tempo todo e eu não parecia ter muito espaço para mim mesma e meus hábitos de organização excessiva e solidão agradável. Sim, estar sozinha era um hábito que eu gostava de preservar e não, não estava sendo fácil não ter o direito à estar sozinha quando eu queria.

E não vou nem mencionar o fato de que só tinha passado um dia desde que chegamos aqui. Um dia.

Felizmente se tinha uma coisa que a HyeRin era, era ser amável, além de ser uma criança muito esperta e calma, nesse quesito eu não podia negar, era muito parecida com o Yoongi. Não na parte do amável, isso ela devia ter puxado da mãe, certeza, mas na parte do esperta e calma. Ela obedecia bem se eu pedia para ficar sentadinha no chão com o brinquedo que minha tia tinha dado a ela nessa manhã, segurava a mamadeira sozinha para tomar seu leite deitada no bebê conforto e quase não chorava, só se estivesse com dor ou com a fralda suja, além do que estava se saindo bem na introdução alimentar, tudo o que eu dava para ela experimentar ela estava aceitando. Era uma menina linda e esperta.

Sorri para mim mesma enquanto estava subindo a ladeira da rua depois de ter ido no mercado, eu queria beber, estava estressada e preocupada. Precisava de um emprego urgente e precisava arrumar um jeito de fazer o Yoongi sair desse choque dele e voltar para a realidade, isso estava me matando. Então resolvi comprar um pouco de cerveja e soju para aliviar a tensão.

Tomei um susto ao chegar no lajeado da nossa casa e encontrar o Yoongi sentado na mesa olhando para o céu de poucas estrelas, mas com uma bela lua cheia iluminando tudo. Seoul cintilava ao longe fazendo tudo ter uma áurea quase de doramas das 22 horas.

  - Não sabia que ainda estava acordado - falei, fazendo ele olhar para mim parecendo surpreso ao ouvir minha voz. O cabelo dele estava precisando de tintura urgente, já tinha mais de 2 centímetros de raiz crescida e escura, e contrastava muito com o loiro platinado que ele estava usando. Guardei nota mental para comprar uma tinta preta para pintar os cabelos dele quando desse e mesmo que fosse à contra gosto.

  -A criança está dormindo e ficar com a TV ligada ia acordar ela - falou. Eu sorri caminhando em sua direção.

  -Não acredito que está cuidado da HyeRin-ah - sentei ao lado dele na mesa erguendo a sacola recheada de bebida alcoólica. - Vamos beber?

  - Não é isso - falou virando o rosto para a direção oposta à mim. - Eu não queria ter que cuidar dela caso ela acordasse e você não estivesse aqui - explicou. Dei de ombros ignorando sua explicação. Abri o lacre da lata de cerveja estendendo na direção dele. O barulho fez ele se voltar para mim e encarar a lata de cerveja por alguns segundos antes de pegá-la.

  -A HyeRin é um bebê muito calmo, não vai te dar trabalho olhar ela enquanto eu não estiver em casa - falei abrindo uma lata de cerveja para mim mesma, em seguida coloquei entre nós dois a sacola de lulas secas que eu comprei para acompanhar. Tirei um gole necessitado da minha bebida e depois assisti à ele fazer o mesmo, porém com muito menos necessidade e interesse do que eu. Eu estava sentada de frente para ele e ele de frente para a bela vista de Seoul com as pernas cruzadas, vestindo a blusa listrada que eu tinha comprado no hotel para ele. - Por que você fala tanto que ela não é sua filha? Por que tem tanta certeza? - perguntei suspirando, já tinha se passado um longo tempo desde a ultima vez que nós dois tínhamos tido alguma conversa franca e intimista, talvez fosse hora de mudar isso.

  - Eu não conheço nenhuma SeunGi, como posso ser o pai de uma criança dela se não a conheço? - ele me encarou parecendo muito convencido do seu questionamento. Rolei os olhos desdenhando dele.

  - Quem garante que você realmente não conhece? E se foi alguém que você dormiu por uma única noite e nem lembra dela? Coisas assim acontecem... - tirei outro gole da minha bebida.

  -Acontece com você? - ele me questinou, fazendo eu quase cuspir minha cerveja na cara dele. - Por que comigo não. Eu não deito com qualquer pessoa - concluiu.

Não? E a pianista arrogante? E a aeromoça que sempre vinha na mansão? E a... balancei a cabeça, do que adiantaria questionar ele sobre as moças com quem ele dormiu? Era um cabeça dura que cismou que a menina não era dele e pronto. Fiquei calada encarando a cidade de Seoul.

Se ao menos ele pudesse ver quem era a tal moça... congelei em meu lugar lembrando do pen drive, talvez ele pudesse reconhecer a pessoa do vídeo! Claro, as imagens das câmeras de segurança estavam guardadas no pen drive.

Onde eu tinha colocado meu pen drive? Eu teria que procurar por ele, levar em uma lanhouse e imprimir uma foto dela, talvez assim o Yoongi reconhecesse a moça e parasse de falar que a menina não é dele.

  - Eu não entendo... - ele falou depois de um tempo em silêncio. Me atentei à ele que agora me encarava.

  -Humm?

  - Não entendo o porquê de você continuar cuidando dela, da criança - suspirei. Talvez estivesse na hora do Yoongi saber a Verdade, bom não era como se eu estivesse pronta para falar disso em voz alta, mas provavelmente o álcool me ajudasse a pôr para fora isso que eu escondia até de mim mesma. Era algo que eu evitava pensar, mas que obviamente não saia dos meus pensamentos. Abri a garrafa de soju bebendo direto do gargalo um grande gole que desceu amargando.

  - Eu tenho meus motivos - falei por fim. Oferecendo à ele a outra garrafa de soju que eu tinha comprado. Ele pegou, mas apenas me encarou curioso.

  -Tem mais uma coisa que eu não entendo - disse tirando um gole do soju, que escorreu pelos cantos da boca dele escapando sem querer. Ele limpou a boca com as costas das mãos. - Por que confiou em mim? - seus olhos escuros encararam os meus de uma forma profunda, se a resposta á indagação anterior tinha passado desapercebida, a resposta dessa indagação ele claramente queria. Desviei do olhar dele, me sentindo até um pouco brava com a pergunta dele.

  - Por quem nós dois fomos criados? - perguntei voltando a encarar ele.

  -Pela sua mãe - respondeu imediatamente e em voz baixa.

  -Isso! Você e eu recebemos o mesmo tipo de educação, então se eu não faria eu sei que você também não faria, porque nós dois recebemos o mesmo tipo de criação, da mesma pessoa. Minha mãe ensinou valores para nós dois, por isso em nenhum momento eu duvidei de você. Eu sei que você não fez nada - ele tirou outro gole da bebida dele, abaixando a cabeça em seguida.

  - Eu fiquei surpreso - confessou. - Até eu duvidei da minha honestidade, mas você simplesmente acreditou que eu sou inocente. - Eu sorri para ele, ali estava a porta para entrar na cabeça dele e convencê-lo a sair dessa bolha que ele tinha criado.

  -E é por isso que você não pode desistir, minha mãe além de nos ensinar o que era certo e o que era errado, nos ensinou a proteger a nossa honra - lembrei-o. - O que ela sempre dizia para gente quando algo dava errado? - perguntei. Ele me encarou pensativo.

  -Que a gente ia apanhar? - falou sério, eu ri dele.

  - Até parece, a gente nunca apanhou - retruquei.

  - Não foi por falta de ameaça - completou, a voz dele parecia mais leve e eu me senti bem por ele não estar soando tão ranzinza. Tínhamos uma evolução aqui.

  - Não mesmo - Eu ri de novo tirando outro gole da minha bebida. - Mas o ponto aqui é, ela sempre nos mandava erguer a cabeça e proteger a nossa honra. Lembra quando sumiram com a calculadora da professora e colocaram a culpa em mim? Ela me disse que eu não podia aceitar ser acusada assim, ela foi lá na escola e... - dei uma pequena pausa para respirar, falar da minha mãe doía, me causava saudade e tristeza. - Ela foi lá e exigiu que descobrissem a verdade. Até que descobriram que...

  - ...Não foi você - ele completou pensativo o que eu ia dizer.

  -Isso, no final, os culpados sempre aparecem - afirmei. - E você não pode pagar pelo que não fez. - tendo dito isso o silêncio pairou entre nós, apenas os sons da cidade ecoavam trazidos pelo vento, ao longe uma sirene de ambulância soava trazendo até uma certa melancolia para o momento.

  -Tem razão - ele suspirou. Eu conhecia o Yoongi a tempo demais para saber que ele era inteligente até mesmo para reconhecer quando alguém tinha razão. Porque para reconhecer que alguém tem razão você tem que ser inteligente, para mim só pessoas ignorantes insistem em bater na tecla de que apenas elas estão certas. Eu sabia que ele não era essa pessoa que ele estava sendo esses dias, eu sabia que de alguma forma era passageiro, o verdadeiro Yoongi não ia assistir a tudo desmoronar e não fazer nada.

  -Claro que eu tenho - falei e pela primeira vez em algum tempo eu vi ele sorrir, um sorriso contido e tímido, mas era um sorriso. Ele tomou um gole da bebida dele de novo voltando a ficar em silêncio. 

  -Agora que eu percebi que você não respondeu porque está cuidando da criança - ele quebrou o silêncio depois de termos terminado as lulas secas e as bebidas.

  -HyeRin, o nome dela é HyeRin - retruquei me sentindo levemente alcoolizada. Ele rolou os olhos.

  -Vai ou não vai falar? - perguntou me encarando, agora ele estava sentado de frente para mim, tinha um leve rubor em suas bochechas alvas, causado pelo álcool, mesmo não sendo o ser humano mais doce do mundo, eu não podia negar, ele era bem bonito.

Suspirei. Essa era a noite das lamúrias?

  - Eu fui adotada - falei de uma vez só e sem pensar muito. - Como eu poderia abandonar uma criança que foi abandonada da mesma forma que Eu? - perguntei com os olhos cheios de lágrimas.

  -Que? Que maluquice é essa? - a voz arrastada dele demonstrava surpresa.

  -Antes de morrer, no hospital, minha mãe contou tudo. - endireitei minha postura para falar. - Ela disse que uma bebê de 1 mês de nascida foi abandonado na mansão Min em 1993, era para a família Min cuidar dela, a rica família Min cheia de posses por toda a Daegu cuidaria melhor da criança do que a mãe pobre que deu à luz à ela. Mas a senhora Min tinha depressão pós parto e outro bebê iria piorar suas condições, a governanta da casa cansada de tentar ser mãe e não conseguir, tendo abortado espontaneamente 4 vezes, pediu ao patrão para ficar com a criança e fazer dela sua filha. - Eu não conseguia nem pensar nisso sem chorar e ter posto isso para fora assim fez eu sentir que um enorme peso era tirado das minhas costas.

Min Yoongi agora sabia da verdade. Agora ele sabia que eu tinha sido criada por piedade depois de ter sido abandonada, será que agora ele podia me compreender e não me julgar?

  -A governanta Cha escondeu isso de você a vida toda? - perguntou. - Porque eu  nunca soube disso.

  - Sim. - concordei com a cabeça encarando o nada. - Ela também disse que não queria que eu crescesse com o sentimento de ter sido abandonada, que queria que eu fosse a filha dela e que eu nunca me sentisse diferente disso - solucei entre as lágrimas. - A HyeRin foi abandonada na mansão Min exatamente como eu fui... olhar para ela me faz lembrar de quem eu realmente sou. Me faz lembrar que eu tive sorte de ter sido criada por uma mulher tão amável, carinhosa e que me deu a melhor educação do mundo. Eu não posso simplesmente ignorar ela. - limpei as lágrimas que escorriam por meu rosto com as mãos. O silêncio se fez presente outra vez, mas não era ruim.
 
Na verdade ele não falar nada significava que ele mesmo precisava digerir isso, a gente cresceu juntos, estudamos juntos, brincamos juntos, gostamos dos mesmo pratos e dos mesmo doces, fomos educados pela mesma mulher que nos tratou como filhos mesmo que não fôssemos seus filhos biológicos.

O Yoongi também sofreu com a morte dela, ele também chorou no velório dela, ele conhecia todas as minhas dores, mas tinha essa, a única que ele não podia digerir e compreender totalmente, mas que mesmo assim eu compartilhei com ele. Mas não era o mesmo comigo? Ele também tinha dores que eu não compreendia, mas que mesmo assim ele partilhou comigo.

  -Agora eu compreendo. - disse por fim.

Levantei a cabeça para olha-lo, ele estava de pé com as mãos nos bolsos da calça caqui que usava, olhando para o horizonte mais uma vez, os cabelos balançando levemente com o vento. - Vou dormir está tarde. Boa noite - tendo dito isso ele me deu as costas e andou lentamente até a casa passando a mão na nuca e bagunçando alguns cabelos naquela região, ele abriu a porta e entrou sumindo do meu campo de visão.

Min Yoongi imbecil, me fazia contar tudo à ele, para me que eu me sintesse mais confortável com toda essa situação. Esse era o intuito de me fazer falar, sempre era. No final ele sempre fazia isso, ele sempre era gentil e educado mesmo fingindo que não.

Pelo menos o velho Min Yoongi aparentemente estava de volta.

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