4 - Min Yoongi tinha sido abandonado por todos.
☆Oi, voltei. Vc que está lendo essa fanfic pela primeira vez, deixe-me saber o que está achando. Sou apaixonada pelo Yoongi. Boa leitura.
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A pior parte de toda essa situação era mesmo eu estar com a HyeRin. A mansão estava fechada, os policiais mandaram os funcionários para casa e disseram que, não só a mansão, como todos os bens de Yoongi estavam bloqueados até o fim do
processo, e, agora, eu estava diante da doce senhora Park, que veio me encontrar no café.
Eu ainda não conseguia acreditar que o mundo estava virado de cabeça para baixo. O Yoongi sabia que estavam indo para a casa e, como eu morava lá, avisou-me para que eu tirasse logo os meus pertences e os da bebê, antes que a casa fosse fechada, e eu não pudesse tirar nada de lá.
Ele sabia, eu tenho certeza.
— A senhora pode ficar com a HyeRin enquanto eu vou na delegacia ver o que está acontecendo, e se posso ajudar o Yoongi-ssi? — perguntei à mulher mais velha, sabendo que estava abusando de sua boa vontade, desde que pedi a mesma para vir aqui me encontrar. — Meu primo não estava em casa, e não sei o que vou fazer. — A parte final dessa frase era verdade.
— Tudo bem, eu vou levá-la para minha casa, e vocês ficam lá hoje, ok? Amanhã, você leva ela de volta para o seu primo. — Graças a essa boa alma, HyeRin estava segura por mais um noite. Essa bebê tinha muita sorte, pelo visto. Eu sorri para ela como pude, mesmo que, por dentro, nesse momento, eu estivesse bem assustada com toda essa situação.
Despedi-me da senhora Park depois de colocá-la em um táxi com a HyeRin e as nossas coisas, e peguei um ônibus para ir até a delegacia de Gangnam, que era para onde tinham levado o Yoongi. Resolvi economizar o do táxi apenas porque não tinha muito dinheiro físico comigo, mesmo que de ônibus demorasse o dobro do percurso pelas inúmeras paradas que o ele fazia e, óbvio, fosse mais desconfortável.
Tinham muitos repórteres na frente da delegacia, com certeza era por causa do Yoongi.
Baixei minha cabeça ao passar por eles, visto que não sabia se eles sabiam que eu era funcionária do empresário, mas não quis arriscar. Agindo assim, eu me sentia uma fugitiva.
— Min Yoongi — falei o nome da pessoa que eu procurava para a policial, que agia como uma espécie de recepcionista da delegacia. Depois dela ter questionado o que eu fazia ali, checou em seu computador por um momento, ignorando-me totalmente durante esse processo.
— Ele está em um interrogatório, não vai poder receber visitas — disse.
— Por favor, consiga uma visita para mim, eu espero o tempo que for preciso — pedi. A mulher me olhou impaciente e mandou que eu esperasse. Sentei em uma das cadeiras da recepção e assisti por longas horas o movimento na delegacia. Eu cheguei aqui no fim da tarde e, agora, já passavam das 22:00... Nada, ainda.
Minha bunda doía de tanto esperar sentada, mas eu não podia sair daqui sem entender o que tinha acontecido com Yoongi, e o que eu faria agora que ninguém podia entrar na mansão. Para que lugar eu iria com a criança?
— Você pode ir vê-lo agora. — Outra policial, porque a que me recebeu já tinha ido embora, veio até mim. Pelo corredor da delegacia, a segui até uma espécie de sala de reuniões, onde o Yoongi estava sentado, de cabeça baixa com as mãos sobre a mesa.
— Yoongi... — chamei-o, assim que a porta se abriu. Ele me olhou como se não esperasse me ver aqui. Sua expressão era cansada, mas ele, definitivamente, estava surpreso.
— O que faz aqui? — Sua pergunta automaticamente confirmou minha constatação.
— Eu vim ver se precisava de algo — respondi, sentando-me de frente para ele na outra cadeira disponível da sala — O que aconteceu?
— Não sei. Eu cheguei na empresa e a polícia me esperava lá, me acusando e fazendo perguntas, ligando meu computador e achando "provas" — Ele fez aspas com os dedos — e me trazendo para cá, perguntando coisas que eu não sei responder. Eu não fiz o que estão dizendo! Armaram para mim! — disse, mantendo seu tom de voz habitual, o que me pareceu estranho. Yoongi escondia muito bem os sentimentos, mesmo quando estava apavorado demais.
— Eu acredito em você — falei, sem hesitar. Ele me olhou por um momento de boca aberta, quase que... Comovido? Não sei. — O que vai acontecer agora? Eles interditaram a mansão, mandaram todo mundo ir para casa.
— Por isso liguei para você. — Mudou a direção do olhar. — Eu preciso que alguém pague a fiança por mim e pensei que, se você conseguisse sair da casa com as suas coisas, poderia pagar... Meu dinheiro foi bloqueado. — Deu de ombros. Claro, o Yoongi não dava "ponto sem nó".
— Você vai ficar preso? — perguntei, franzindo meu cenho.
— Eles disseram que, amanhã de manhã, o juiz determinará o valor da fiança, e eu poderei sair, mas você precisa pagar para mim, porque, no momento, eu não tenho dinheiro. — Concordei com a cabeça imediatamente.
— Tudo bem, eu pago. Já comeu alguma coisa? — questionei.
— Eles me deram Jjajjangmyun. — Ele me analisou por um momento e arregalou um pouco os pequenos olhos, parecendo surpreso como algo.
— Você trouxe a criança? Onde ela está?
— Ah! Isso... — Baixei o olhar. — Ela está na casa da cozinheira Park, eu precisava vir aqui, para ver você, e ela aceitou ficar a HyeRin-ah.
— HyeRin-ah? — Ele riu. — Já está íntima da criança? Mais isso...! — Bufou, parecendo realmente cansado. — Ela sabe?
— Do quê? — perguntei. — Que ela é sua filha?
— Ela não é minha filha — respondeu, imediatamente. Rolei os olhos.
— Não, ela pensa que a HyeRin é filha de um primo meu — expliquei. — E os seus advogados, disseram algo? — Ele negou com a cabeça.
— Conseguiram com que eu pagasse fiança, porque, como você sabe, eu nunca fui preso, não tem motivos para que eu fique aqui, quando não represento perigo para a sociedade,
nem para a investigação, já que meus bens foram imediatamente bloqueados — esclareceu, soando irritado ao terminar de falar.
— Ok, amanhã de manhã, eu volto para pagar a fiança. — Fiquei de pé, sabendo que não tinha muito o que eu pudesse fazer sobre isso hoje, e ficar aqui não adiantaria muito. — Vou
para a casa da senhora Park, eu não posso deixar a HyeRin nas costas dela.
— Dei as costas para ele, voltando a olhá-lo mais uma vez, antes de sair da sala.
Era estranho vê-lo nessa situação, porque.... tipo, era o Yoongi! Ele sempre parecia ter solução para tudo, era como uma fortaleza inabalável e, cá estava ele, parecendo um pouco abatido, não muito confiante e bem cansado. Seus cabelos loiros estavam bagunçados, e ele tinha aberto alguns botões na camisa branca que usava, coisa que definitivamente não era costumeiro. Yoongi tinha aquele jeitão preguiçoso dele, porém, era trabalhador, determinado e focado, de forma que causava-me certa dor ao vê-lo tão abatido assim.
O caminho de volta para a casa da senhora Park de ônibus era muito longo e cansativo, e eu ainda tive que pegar um metrô, uma vez que ela morava no subúrbio de Seoul, mais de duas horas de ônibus e metrô até sua casa.
Era quase madrugada quando eu cheguei, batendo em sua porta. Ela me recebeu com um sorriso e seu marido brincava com a HyeRin no chão. Comi um rammyeon que ela me ofereceu e tomei um banho. Expliquei para ela toda a situação do Yoongi da forma como eu pude, e assegurei que ele era inocente, e que iria conseguir resolver tudo.
A senhora Park era como uma espécie de mãe, ela viu tanto à mim quanto ao Yoongi crescer. Ela, praticamente, ajudou a nos criar, e foi muito gentil, aceitando cuidar da HyeRin mais uma vez, enquanto eu ia no banco transferir o dinheiro para pagar a fiança do Yoongi.
Eu não esperava que fosse tanto dinheiro.
Na verdade, ao longo dos anos trabalhando na casa do Yoongi, e recebendo um bom salário, eu consegui juntar uma boa quantia e, somado à espécie de "herança" que meus pais deixaram para mim, eu pretendia comprar minha própria casa com esse valor, visto que eu não precisava gastar com nada, só quando queria comprar roupas, porém, eu mal saía, então, quase nunca precisava gastar do meu dinheiro. Trabalhando para o Yoongi, eu tinha casa, comida, nenhuma conta para pagar e proteção. Logo, foi fácil economizar durante todos esses anos, só que eu não esperava que para libertá-lo fosse tão caro.
5 milhões de wons.
5 milhões de wons era praticamente todo o dinheiro que eu tinha somado ao que meus pais deixaram para mim. Era muito dinheiro. Era o dinheiro da vida toda de trabalho dos meus pais e o meu juntos, tudo apenas para libertar o Yoongi. Sinceramente, eu sabia que ele me devolveria cada centavo, mas doeu mexer nesse dinheiro para essa finalidade, mesmo sabendo que meus pais não hesitariam em fazê-lo para o Yoongi. Conhecendo bem ele como eu conhecia, sabia que ele devia estar se revirando de ter que gastar tanto dinheiro com uma bobagem, ainda mais sendo inocente.
Mas era a liberdade dele, então...
Depois de pagar a fiança, fui para a delegacia esperar ele ser liberto, os repórteres eram como mariposas na luz após de um dia de chuva, eram muitos e extremamente insistentes. Faziam muitas perguntas a ele e se espremiam para conseguir o melhor clique. Bando de abutres.
Fiquei dentro do carro do advogado, esperando por ele e assistindo a toda a movimentação, imaginando o quanto Yoongi estava odiando tudo isso, ele, que praticamente se jogou para dentro do veículo, para fugir de tudo isso, assim que o advogado abriu a porta.
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— Como ele cobram 5 milhões de wons? Isso sim é um roubo! — Yoongi reclamou com a boca cheia de comida, enquanto conversava com o advogado, ele nos levou para um restaurante para comermos, depois de sairmos da delegacia.
— É pouco ainda. Eles estavam pedindo 10 milhões, mas eu contestei. Como você pagaria se estava com os bens bloqueados? A intenção deles era clara, eles queriam você preso —
o advogado falou.
— Isso tudo é um absurdo — Yoongi disse, com sua voz arrastada e rouca. — Eu vou matar quem fez isso comigo.
— Yoongi-ssi, preciso lhe dizer algo. — O advogado começou, mudando totalmente seu tom, o que fez com que nós dois olhássemos curiosos para ele. Mantive-me calada o tempo todo, porque, de qualquer forma, eu só estava aqui porque precisei pagar a fiança. — Eles agiram pelas suas costas. Ontem à noite, convocaram uma reunião e nomearam um novo presidente para a produtora, alegando que um presidente corrupto não pode ficar no poder, mancharia o nome da empresa.
— Quê? — Yoongi disse, consternado.
— Eles nomearam o SungDae como presidente, decidiram por, praticamente, unanimidade afastar você da empresa até que o julgamento ocorra, e acabe. — Yoongi bateu os
jeotgaraks na mesa, rindo como se não acreditasse.
— Eu não estou acreditando — disse, estava nítido que ele realmente não acreditava. — E agora? Não posso voltar para empresa, não posso voltar para casa, não posso pagar sequer essa refeição! — Analisando aquela conversa, era impossível não enxergar o complô contra ele, era óbvio que alguém fez tudo isso para afastá-lo do poder, era a empresa dele, que ele fundou com as próprias mãos e talento, como faziam isso com ele assim? Era cruel e desleal.
— Eu preciso dizer mais uma coisa, os advogados da empresa foram impedidos de tratar esse caso. Eu recebi ordens para me afastar, assim que você saísse da delegacia. Eles não querem o nome da empresa envolvido nisso mais do que já está. As ações despencaram hoje cedo, e eles enxergam o acontecido como sendo tudo sua culpa. — O homem ficou de pé, colocando algumas notas em cima da mesa. — Eu sinto muito, mas, a partir de agora, você está sozinho nisso.
Ok! A situação era caótica e repentina.
Em resumo simples para que eu mesma conseguisse processar: Min Yoongi tinha sido abandonado por todos, a empresa que ele criou chutou a bunda dele para fora, os advogados o abandonaram, ele não tinha dinheiro e nem casa.
Levei minhas mãos à boca, querendo esconder o quanto isso era ruim, porque ainda tínhamos o assunto HyeRin aqui.
— Isso não pode estar acontecendo — falou, balançando a cabeça em negação, ele mesmo parecia não conseguir absorver nada do que estava acontecendo. Ele passou as mãos nos cabelos, soando quase desesperado, seus olhos miravam o chão de forma que formavam uma linha única e seus lábios estavam contraídos, até mesmo a pele pálida do seu rosto estava diferente. Talvez fora obra da noite mal dormida, ou do nível de choque que tudo isso causava nele.
Fui tomada pela empatia.
Sinceramente, perder tudo assim de uma hora para outra devia ser a pior coisa do mundo, há 24 horas ele estava feliz, acordando para mais um dia, com um pequeno problema para resolver e, agora, o mundo dele estava desmoronando todo de uma vez só. Sem pensar no que eu estava fazendo, coloquei minha mão em cima da dele, e o mesmo me olhou surpreso, como se tivesse esquecido que eu estava aqui, com a surpresa, ele, automaticamente, puxou sua mão de debaixo da minha.
— Você não está sozinho — falei, com a voz embargada. — A gente vai resolver tudo isso. — Ele continuava me encarando, surpreso pelas minhas palavras.
Em nome de tudo o que nós dois já vivemos, eu ajudaria ele a resolver esses problemas, assim como não pude abandonar a HyeRin no pior momento dela, eu não abandonaria o
Yoongi. Não depois de tudo o que já passamos juntos para chegarmos até aqui.
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