39 - Min HyeRin é a nossa filha
☆Oie, essa atualização deveria ter acontecido ontem, porém a gata aqui ficou doente e acabei esquecendo completamente de atualizar. Desculpem-me pessoal, filhos doentes, eu doente, todo mundo doente foi difícil conciliar tudo. Mas enfim chegamos ao penúltimo capítulo aaaaaaaaaaaaaaaa, meu Deus nem acredito que tá mesmo chegando ao fim. Que felicidade e que tristeza ao mesmo tempo... aproveitem o desenrolar da trama, me deixem saber o que acharam, boa leitura.
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Uma semana poderia ser tão longa? Nunca vi os dias passarem angustiantemente devagar como estavam passando agora, ao mesmo tempo em que tudo parecia se arrastar à medida em que só queríamos resolver logo esse problema. O tempo parecia ser o nosso maior inimigo, uma vez que asinda não tínhamos conseguido todo o dinheiro necessário para sumir com aquela mulher das nossas vidas.
Nunca me senti tão certa fazendo algo errado e não me importava os pensamentos sobre o que estávamos fazendo, os fins justificavam os meios, às vezes. Não seria hipócrita, eu sabia que era errado, mas jamais deixaria de fazer o que era preciso ser feito, só porque eu sabia que era errado.
Yoongi pediu um empréstimo no banco, mas não conseguiu muito, os relógios acabaram rendendo menos do que esperávamos porque ele estava com pressa de se desfazer e por isso o valor baixava consideravelmente e mesmo com meu dinheiro e da senhora Park, não fechamos os 2 milhões, ainda faltava. O prazo acabaria amanhã e mesmo que peçamos mais tempo, quanto? As incertezas me deixam tensa e isso acaba afetando meu humor, somando os hormônios da gravidez que estavam me deixando instável, eu ia das lágrimas a raiva em poucos minutos, totalmente desestabilizada, praticamente não me reconhecia, mas a médica obstetra falou que era normal, sobre pressão os hormônios acabavam deixando tudo ainda mais intenso.
Recebi indicação de repouso sempre que possível e de preferência me afastar das coisas que causavam estresse, mas não havia como. Estava deitada agora assistindo TV com a HyeRin deitada ao meu lado enquanto Yoongi tomava banho após o jantar. Ainda não tínhamos a solução definitiva, o prazo acabava amanhã e no fundo nenhum de nós falava sobre as possibilidades.
No fundo só queríamos aproveitar a companhia da nossa pequena menina, porque o futuro ainda era muito incerto.
{...}
— Eu vou trabalhar até meio dia e ver com mais algumas pessoas se consigo algum dinheiro. 200 mil dólares não é muito fácil, mas estou tentando. A SuRan também vai hoje de manhã assinar a demissão dela e quero estar lá para garantir que tudo ocorrerá bem — Yoongi e eu descemos as escadas. — Você vê se descansa, hm? Nosso filho precisa de você também — meu marido se vira para pousar a mão em meu ventre.
— Finalmente nos livramos dessa inconveniente. Depois que tudo isso passar, devemos decidir o nome do bebê — falo selando os nossos lábios brevemente. Yoongi aquiesce concordando. Estou tão aliviada de não precisar mais olhar ou aturar SuRan, não consigo fingir que está tudo bem depois do que ela fez.
— Vamos fazer isso sim, se cuidem — assisto meu marido sair pela porta, entrar no carro e sair sem dizer muito mais. Caminho vagarosamente e me sento na soleira da escada dando leves suspiros. Sinto o peso da nossa realidade me atingir mais uma vez, ao mesmo tempo em que sinto minha barriga se remexer, levo minhas mãos automaticamente até o ventre.
— Foi você bebê? — pergunto olhando para minha barriga — Foi você que mexeu? — sinto novamente minha barriga borbulhar e sorrio para mim mesma, pareciam gases, mas prefiro acreditar que era o bebê. — Mamãe te ama muito, viu? Cresça saudável por favor, estou louca para te ver — os sentimentos que me tomam são muitos bons, jamais imaginei que um pequeno serzinho ainda desconhecido pudesse causar tanto amor, em meio ao caos, meus filhos eram a minha paz.
— AeRa-ssi? — a senhora Park aparece no hall de entrada com um pano de prato nas mãos as enxugando — Tem visita entrando. — anuncia.
— Visita? Não estou esperando ninguém — digo e ela sorri, me dá uma piscadela e volta para a cozinha. Abro a porta e saio para a escada que dá para o jardim da mansão, o dia está bonito, o sol brilha forte para o horário e as flores do jardim trazem cor e vida para a mansão, posso ouvir pássaros ao mesmo tempo em que ouço carros passando na rua. Avisto minha tia caminhando vagarosamente do portão até a entrada da casa. — Tia? Não esperava a sua visita — digo assim que sei que pode me ouvir.
— Desculpe vir sem avisar, mas era importante.
— Vamos, entre, quer um chá gelado? — pergunto.
— Quero sim, esse sol tá de matar — aceita enquanto entramos. Peço que providenciem o chá enquanto vou para a sala de estar.
— O que a trás aqui? — questiono enquanto beberico meu chá matte gelado. HyeRin estava em sua soneca da manhã após dar algum trabalho durante a noite, então teríamos algum tempo para nós.
— Liguei ontem para falar com você, mas não estava em casa, queria marcar de ver a pequena, pois estava me sentindo um pouco solitária em minha casa e acabei sabendo das coisas que estão acontecendo. A senhora Park me contou tudo — diz seria. — AeRa-ah, é verdade tudo o que ela me contou? — suspiro consternada. A senhora Park sempre colocando seu dedinho nas coisas, ouvindo e falando o que não deveria, mas eu sabia que não era por intromissão e sim por preocupação, por esse motivo não ficava brava com ela.
— Depende do que ela falou — tento ser cautelosa.
— Sobre a menina e a mãe dela — assisto minha tia tomar um gole de chá também. Cruzo as pernas sentindo novamente uma tremidinha na barriga e levo minha mão até o ventre, esse assunto me deixa estressada e o bebê percebe.
— A genitora dela — corrijo, não posso me conter. Porque mãe aquela mulher não é. — É tudo verdade — confirmo.
— Meu Deus, como acabaram sendo chantageados por uma desqualificada dessas? É o fim do mundo mesmo — balança a cabeça em negação.
— Ah tia, tanta coisa aconteceu, não sei nem por onde começar. Sinceramente só quero que isso acabe, que essa mulher suma, quero voltar a ter paz — sinto vontade de chorar, pisco algumas vezes tentando dissipar as lágrimas, ter que ser forte nesse momento era muito difícil.
— A senhora Park falou que vocês ainda não conseguiram todo o dinheiro que essa mulher pede. Por que não me procurou? — questiona.
— Não queríamos incomodar, Yoongi vendeu algumas coisas, pegou empréstimo no banco, dei o dinheiro dos meus pais, até a senhora Park deu suas econômicas, mas dois milhões é muito dinheiro para levantar assim em uma semana — coço a cabeça frustrada.
— Não seja boba, HyeRin é a minha sobrinha, assim como você é. Somos família, você deveria ter me procurado — me repreende. — Aqui — minha tia joga a bolsa que carregava consigo em cima do sofá. — Assim que acordei fui no banco e retirei o dinheiro que tinha lá. 250 milhões de wons é suficiente?
— Tia… é a sua herança — as lágrimas começam a escorrer pelo meu rosto. — Nós vamos devolver tudo eu prometo — asseguro mesmo com a voz embargada. Minha tia chegava como um bálsamo para nos acalmar e nos auxiliar nesse momento difícil.
— Faça o que for preciso para que essa mulher suma das nossas vidas, você tem o meu apoio — era engraçado como, mesmo sendo algo ilegal, obtivemos apoio de todas as pessoas a nossa volta, porque todos se importavam com a HyeRin-ah o suficiente para sabermos que essa era a única opção, qualquer coisa diferente disso iria mexer com a vida da pequena e não era o que nenhum de nós queria.
— Obrigada, por tudo. Desde o início a senhora tem sido uma pessoa fundamental em nossas vidas tia, obrigada de verdade — falo de coração, sou muito grata por tudo o que minha tia fez por nós desde que surgimos em Mapo-Gu há muitos meses atrás, nos cedeu casa, ajudou com a HyeRin, apoiou o nosso relacionamento e agora estava aqui ajudando financeiramente para resolvermos um problema. Foi realmente alguém fundamental em nossas vidas.
Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto, mas dessa vez de alívio, com o dinheiro da minha tinha já tínhamos tudo o que precisávamos para pagar a mulher que nos chantageava e nos vermos livres desse problema.
Me apressei em ligar para o Yoongi e contar a novidade, estávamos devendo muito dinheiro agora, mas não poderíamos ficar mais felizes com isso.
{...}
Caminhei lado a lado com Yoongi pela margem do Cheonggyecheon, a noite já enegrecia o céu e as luzes coloridas enfeitavam tudo em volta. Cheonggyecheon era sempre um local muito frequentado por turistas e por isso a noite ficava lotado de pessoas, local mais que perfeito para o reencontro com a genitora de HyeRin.
Ao longe já podíamos avistar que a mulher já estava no local marcado, o mesmo em que nos vimos pela primeira vez há uma semana atrás. Yoongi carregava consigo uma mala de viagem contendo os dois milhões de dólares em dinheiro que ela pediu.
— Vocês demoraram — a mulher reclama assim que nos aproximamos. Encaro Yoongi, que me encara de volta. Ele não queria que eu viesse, mas eu ansiava ver com os meus próprios olhos que nos livrariamos dela.
— Estamos aqui, não estamos? — Yoongi questiona. Ela dá de ombros.
— Trouxeram a minha grana? — pergunta sorrindo com seus olhos vidrados na mala.
— Cada centavo — faço questão de dizer.
— É assim que eu gosto de fazer negócio — diz debochada e tenho vontade de vomitar. — Já podem passar o que me pertence.
— Para pegar o dinheiro antes você terá que assinar um contrato abrindo mão da menina — tiro o papel preparado pelo advogado Kim da minha bolsa e mostro para ela.
— Não vou assinar nada sem antes ver a grana — rebate. Yoongi se abaixa, abre a mala rapidamente e mostra os bolões de dólares e wons amontoados. A mulher faz menção de se aproximar e Yoongi fecha a mala rapidamente.
— Depois que você assinar — exige da mulher.
— Ah tá, vai me dá logo isso porque quero a minha grana — diz irritada puxando o papel da minha mão. — Tem caneta? — ofereço a que trouxe na bolsa comigo. Assisto ela assinar o contrato onde abria mão da guarda da HyeRin sem nem ao menos ler ou hesitar. Para mim está claro que somente o dinheiro interessa e nada mais. — Pronto, passa a grana — estira o contrato em minha direção enquanto Yoongi passa a mala para ela, puxo o papel de sua mão e está feito. — Nem precisa dizer, não vou aparecer na vida da menina, não se preocupe, mas não é por causa da grana não, é porque eu não quero. Não sinto nada por ela e não quero vê-la. Então não precisa se preocupar.
Cerro meus punhos e tenho vontade de partir pra cima dela, arrancar todos os seus fios de cabelo até que crie vergonha na cara, mas no fundo sei que o melhor é isso, que suma da vida de HyeRin, porque a doce e adorável menina não merece nem saber da existência dessa mulher e em uma fração de segundos me pergunto se a minha genitora também era assim e que sorte eu tive de ter caído nas mãos da minha família e de ter recebido tanto amor ao ponto de não precisar saber de onde eu vim e quem eram meus verdadeiros pais, porque na verdade nunca tive outros mesmo, eu iria honrar o título de mãe da HyeRin e nunca deixá-la sentir um vazio pela falta da mulher que a trouxe ao mundo, meu colo sempre seria o seu lar e eu seria a referência de mãe que ela precisava. Por mim, Min HyeRin nunca saberia a dor do desprezo que essa mulher lhe deu, porque eu a amaria até o fim.
— A vida vai cobrar você — solto sem pensar muito, desejando que ela pague por ser alguém tão ruim assim e sabendo que não importava o quanto fosse injusto ceder a uma chantagem, por Min HyeRin valeria a pena.
Yoongi segura em meus ombros e me puxa para junto de si, para sairmos dali, para virarmos a página e encerrar esse capítulo. Tudo o que mais importava agora era que HyeRin ficaria conosco para sempre e seríamos uma família feliz.
{...}
Festa era um evento para celebrar coisas boas, para unir pessoas que amamos e comemorar. Acredito que após tudo o que passamos merecíamos sim uma festa.
A festa de um ano da HyeRin. Min HyeRin que chegou em nossas vidas ainda pequenininha, bangela, sem andar e cheia de baba. Agora já dava seus primeiros passos, falava as suas primeiras palavras, tinha um vestido rosa lindo e um sorriso cheio de dentinhos pequenos.
A vi crescer.
Nós a vimos crescer e ainda estamos vendo seu desabrochar, cada nova conquista enche nosso coração de amor, cada sorriso faz tudo valer a pena. Não poderíamos ter feito escolha melhor. Min HyeRin é a nossa filha, minha e de Yoongi, nosso bebê, a primogênita, o laço que nos uniu, o amor que floresceu e se multiplicou, o início da nossa família. Era tudo graças a ela, então seria tudo para ela.
Depois dos parabéns e das infinitas fotos que tiramos deixei que a pequena se aventurasse pelo jardim tendo a sua babá como sombra para que nada acontecesse enquanto me deliciava de um generoso pedaço de bolo e conversava com alguns dos nossos convidados. Um mês havia se passado desde que entregamos o dinheiro para aquela mulher e ela parece realmente ter sumido, voltado para o lugar de onde saiu, como se tivéssemos apenas vivido um pesadelo em que acordamos e acabou.
— Oh, o bebê mexeu — aviso a Yoongi — vem me dá a sua mão. — Puxo a mão do meu marido e repouso sobre a protuberância em meu ventre que a cada dia está um pouquinho maior. Estamos tentando a dias dar a sorte de Yoongi sentir ele mexer, mas até agora falhamos. Nosso bebê não queria se mostrar para o pai pelo visto. Sinto um puxão e em seguida vem o chute que me assusta. Min Yoongi arregala os olhos surpresos e logo depois dá um enorme sorriso que mostra todos os dentes e parte da gengiva. — Sentiu?
— Hm, oi bebezinho — diz se inclinando e beijando a minha barriga na frente de todo mundo. — Isso mesmo, é o seu papai.
— Yah, tá todo mundo olhando — o repreendo.
— Se alguém perguntar vou dizer que estou conversando com o meu filho — brinca passando a mão em toda a extensão da minha barriga e ganhando outro chute bem em sua mão. — Meu garoto, aliás estava pensando, que tal se chamarmos ele de Min Geum Jae?
— Geum Jae? Geum Jae-ah? — ouço como o nome soa enquanto falo e gosto muito da entoação.
— Min Geum Jae — Yoongi repete e o bebê mexe mais uma vez fazendo uma onda em minha barriga, a sensação é engraçada e estranha ao mesmo tempo. Tem mesmo um ser vivo dentro de mim, que loucura.
— Acho que ele gostou — digo, não vou revelar que provavelmente ele gostou mesmo, mas não foi do nome e sim do bolo de chocolate que comi e o deixou agitado.
— Então temos um nome — Yoongi conclui.
— É… Temos um nome — concordo feliz por finalmente termos decidido. Avisto HyeRin caminhando com um dente de leão na mão, os cabelos ao vento e um sorriso lindo no rosto e percebo que tudo voltou para o lugar e podemos realmente respirar tranquilos e em paz. A vida iria seguir seu fluxo agora e tudo o que precisávamos fazer era vivê-la.1
— Yoongi-ssi eu só chego com as notícias quando você está em festa — ouço o advogado Kim SeokJin se aproximar com o celular na mão e volto a minha atenção para ele. — Mas acabei de receber a notícia e acho que é importante compartilhar.
— Hm, o que aconteceu? — Yoongi pergunta.
— A data do seu julgamento saiu — diz e meu sorriso se desfaz quase que automaticamente, talvez ainda não fosse a hora de respirar em paz, pelo visto uma página havia sido encerrada, mas outra que nos assombrava estava à espreita novamente para ser vivida, antes que pudéssemos enfim encerrar tudo isso.
A hora da verdade se aproximava de nós.
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