19 - Min Yoongi se fingia de forte.
☆ Opaaaaaa chegamos em 1k de seguidores... Mano SURREAL!! Sério mesmo. Vcs estão carecas de saberem a forma trágica e vingativa como fui banida da outra plataforma lá, e me sinto como a fênix, ressurgida das cinza para me tornar grande e forte de novo. Então pra comemorar NADA MAIS JUSTO que atualizar tudo oq tenho em andamento da plataforma e vou começar pelo tão sonhado capítulo 19.
Preciso ser honesta com vcs antes da leitura, saibam que a minha vida mudou muito, Eu passei muitos meses sem conseguir escrever e aos poucos voltei, aos poucos consegui dar vida à esse capítulo, aos poucos consegui termina-lo e vai ser assim até o final. Por favor Não me pressionem por capítulo agora que chegamos nos inéditos pq vou escrevendo no meu tempo, sempre que pronto eu posto! Não vou abandonar essa história linda, Pq tenho inúmeros planos para ela. Certo?? Então por favor tenham paciência que vai dar certo.
Obrigada por ficarem ao meu lado sempre, me apoiarem e me mandarem tanto amor, a preocupação de vcs comigo é linda! Sério amo cada um dos mil que somos e cada um que nunca aparece pra falar nada. Por favor comentem muito, comentem tudo, quero saber oq acharam do capítulo inédito!!
Boa leitura. Have fun.
A pequena casa em um lajeado simples de uma vila pitoresca em Mapo-Gu nunca foi tão quente. O ar condicionado recém instalado estava mesmo funcionando?
Eu não estava conseguindo dormir.
Não era nem de longe a primeira vez que dividia a cama com o Yoongi em nossas vidas, passamos semanas dividindo a mesma manta junto da HyeRin, mas algo estava diferente dessa vez.
Não sei se era o fato de ele não ter tirado a mão dele da minha mais cedo (confesso que essa atitude tinha sido em um total momento de surto de coragem), ele sempre se esquivava quando eu me aproximava dele, mas hoje ele não o fez e ainda foi mais longe, para minha total surpresa me abraçou. Eu não esperava isso, o Yoongi não era alguém que gostava de manter muita proximidade, principalmente física, ele gostava de ter sempre seu espaço respeitado e ver que ele tinha dado esse passo até mim, mexeu comigo.
Eu não podia nem sequer pensar no momento em que os braços dele passaram em volta de mim, sem sentir a adrenalina tomar conta do meu corpo e as borboletas voarem como loucas pelo meu estômago.
Era como se de repente eu tivesse me tornado uma adolescente boba e apaixonada que poderia sorrir apenas com o pensamento de um abraço que o ocorreu inesperadamente e que causava a sensação de que casariamos e teríamos 3 filhos. Tudo soava muito diferente do habitual. Eu soava diferente do habitual.
Talvez o sono não estivesse chegando porque meus pensamentos tornavam-se como mariposas contra a luz, insistindo em me levar para um mundo de expectativas que eu não queria alimentar, mas era impossível não pensar em como as coisas caminhavam por um caminho inesperado e até mesmo surpreendente, já que não dava para ignorar a atmosfera que se formava quando nossos olhos se encontravam, ou quando estávamos próximos o suficiente para isso mexer com o nosso psicológico.
Expectativas não deviam ser alimentadas, porque eram um sinal claro de um buraco aberto que precisava ser tapado com algo, um sinal de ausência e se faltava algo é porque não estava claro, não era concreto. E se não era concreto não valia a pena perder tempo ou sono pensando, mas mesmo o cérebro sabendo disso, era capaz de me levar diretamente para o buraco das expectativas e aumenta-lo à medida em que os minutos se passavam, logo, se eu não cuidasse, estaria afogada em minhas próprias expectativas vãs.
Mas se havia a mínima possibilidade, eu não podia simplesmente ignorar. Ainda mais agora que eu estava certa sobre meus sentimentos antes adormecidos e que agora voltavam com força total. Eu tinha que aceitar, que talvez estivesse errada sobre ter superado ele, talvez não, eu estava errada. Muito errada.
E tudo bem estar errada, as vezes os sentimento são facilmente confundidos ou até mesmo negligenciados, esta última opção creio ser o meu caso.
Virei meu corpo vagarosamente para ficar deitada de lado, dando de cara com o Yoongi dormindo de forma profunda enquanto segurava a pequena mão da HyeRin, em uma cena de derreter o coração. Acho que de todos os cenários possíveis, nunca imaginei que eles dois se dariam bem, que ele se apegaria à ela ao ponto de dormir agarrado com a sua pequena mãozinha. Talvez no final das contas, eu realmente não conhecesse ele tão bem assim, não havia um único dia em que ele não me surpreendesse com suas atitudes.
Fiquei velando o sono dos dois enquanto o meu próprio não chegava, era impressionante como combinavam bem no quesito dormir. O rosto alvo dele brilhava com uma fraca oleosidade normal para os dias quentes, a boca estava um pouco aberta e seus olhos minúsculos relaxados. Senti vontade de toca-lo. Ele estava passando por muito e nada estava sendo fácil.
Min Yoongi se fingia de forte, porém era alguém tão frágil como qualquer outro e a maior prova disso estava em sua mão de dedos magros e longos segurando a mão gordinha da pequena.
A menina, que usava um pijaminha de unicórnio rosa, se mexeu quase como se fosse acordar e automaticamente ele se moveu também indicando que estava atento caso ela precisasse. Fechei meus olhos rapidamente para não ser pega espiando ele, mas quando percebi que ambos tinham voltado à dormir abri meus olhos de novo e suspirei. Eu só queria ter a chance de fazê-lo feliz.
Vagarosamente, tentando não acorda-los, levantei da cama e fui para a pequena cozinha beber água, minha mente e corpo agitados não me deixavam relaxar, o sono não vinha e minha garganta estava seca. Tirei um gole diretamente do gargalho da garrafa, fazendo com que um pouco de água gelada escorresse pelos cantos de minha boca.
-Não consegue dormir? - A voz rouca e sonolenta do Yoongi causou-me um susto, fazendo com que a água dentro de minha boca descesse de uma vez junto com ar e causasse-me uma sensação ruim, como se ao invés de água eu estivesse engolindo uma pedra. Girei meu corpo e olhei para ele um pouco consternada.
-Não. - Respondi da forma como pude.
-Por que? - Perguntou -me e na sequência aproximou seu corpo do meu, no ato acabei dando um passo para trás batendo levemente minhas costas na geladeira, indicando que eu estava encurralada entre ele e o eletrodoméstico. Uma mão ele pôs na porta da geladeira na mesma altura que a minha cabeça e com a outra movimentou vagarosamente para dentro do objeto a fim de pegar uma garrafa também, no percurso ele se aproximou ainda mais de mim e seus olhos não saíram dos meus, quase como se fosse de propósito.
Eu não conseguia me libertar de seu olhar e sentia como se meu coração fosse explodir pela proximidade súbita. Vasculhei em minha mente algo para dizer que me tirasse dessa situação
-Pen-Pensei que estava dormindo. - Gaguejei assistindo à ele levar a garrafa até a boca e beber goles fartos. Salivei ao assistir seu pomo de Adão subir e descer de forma lenta e coordenada e depois soltei um riso de nervoso ao pensar em como a imagem era sensual.
-Difícil de dormir com olhos curiosos e atentos em mim. - Falou após acabar a água da garrafa, na sequência secou os cantos da boca com as costas da mão que antes estava sobre a porta da geladeira. Minhas pernas tremeram levemente ao saber que eu tinha sido descoberta.
-Olhos...? - Perguntei fingindo desentendimento. Ele bufou.
-Sabia que você não deveria subestimar a minha inteligência? Minha sala não se chama Genius Lab atoa. - Perguntou-me ainda me encarando. Engoli em seco. Eu conhecia aquele olhar, ele sabia de tudo, o filho da mãe já tinha percebido que meus sentimentos não tinham morrido coisissima nenhuma. E ele queria que eu soubesse que ele sabia, não dava para esconder a verdade dele, era inegável, estava explícito demais.
-E-e-eu não sei... - Ia começar a falar porém em um movimento inesperado ele inclinou o seu corpo diante do meu, colocando os nossos rostos à centímetros um do outro, se eu apenas inclinasse a minha cabeça para frente seria capaz de beija-lo da forma como estávamos. Meu coração palpitou desenfreado e foi impossível não olhar para a boca dele, mas eu não deveria ter feito isso. Um sorriso ladino brincou em seus lábios.
-Cha AeRa-ssi está tudo bem? Você me parece um pouco nervosa. - Brincou.
-E-eu estou ótima. - Falei assim que consegui desviar meu olhar dos lábios dele. Em seguida me esquivei de seu corpo próximo ao meu e sai de entre ele e a geladeira, dando um pigarro enquanto tentava respirar e disfarçar o quanto ficava abalada com a proximidade dele.
Não entendi aquela atitude dele, perigosamente próximo o suficiente para que eu entendesse tudo muito errado. Eu não queria entender errado, não queria interpretar de uma forma que acabasse me machucando no fim de tudo e por isso fugi, mas não tive tempo hábil para escapar de sua mão que agarrou o meu pulso me impedindo de sair de perto dele.
Virei-me para olha-lo. O Yoongi fechou a geladeira com um empurrão fraco na porta e em seguida se voltou para mim, o local que antes era iluminado pela luz da geladeira aberta, agora encontrava-se escuro. Apenas a luz da rua e de um abajur pequeno iluminavam a casa inteira de forma que era possível ver apenas sombras e eu podia ver com perfeição a sombra de sua silhueta.
-O-o... Que...? - O toque de sua mão fria apertando o meu pulso era firme e demonstrava a sua vontade em não me deixar ir. Ele não queria que eu me afastasse e perceber isso fez meu peito arder em uma expectativa gostosa. Não era novidade que desde cedo ele estava estranho, mas agora estava mais do que nunca.
-Obrigado - começou a falar me interrompendo. - Por ter ficado do meu lado hoje e por ter me deixado dormir aqui. - Saiu tudo em um jorro rapido de palavras que inicialmente não pareciam fazer sentido, mas que ao poucos fui entendendo. Era o jeito Min Yoongi de agradecer.
-Não precisa agradecer, eu sempre ficarei do seu lado. - E não era mentira, eu sempre ficaria ao lado dele acho que até nosso último dia de vida eu ficaria ao lado dele, sentia que no mundo nada poderia me afastar dele.
- Eu sei. - Disse sem hesitar. - E é por isso mesmo que eu sou ainda mais grato. - Sua voz era um sussurro gostoso na penumbra da casa mal iluminada e por um momento me envolvi na intensidade que emanava dele para mim.
-Não precisa ser...
- Não é a sua obrigação, mas mesmo assim você permanece aqui. - Me interrompeu, continuando o que falava. - Eu não sei exatamente como me sentir sobre tudo isso, é tudo tão novo para mim e cheio de tanta intensidade, coisas boas e coisas ruins todas as mesmo tempo me deixam confuso.
-Yoongi-ah eu não entendo. - A conversa dele estava meio estranha, eu não estava conseguindo acompanhar o seu raciocínio.
-Você gosta de mim? - Sua pergunta repentina fez as minhas pernas tremerem e um suor pegajoso se formar em minha nuca instantaneamente. Meu corpo inteiro queimava. - Digo, eu sei que você gosta de mim, mas... - Ele era sempre tão direito, me causava muita estranheza ele estar lutando com as palavras. - Antes eu me sentia estranho com a ideia de você gostar de mim, era incômodo e desnecessário, mas...
-Acho melhor e-eu ir d-dormir - gaguejei as palavras atropelando seu raciocínio e interrompendo ele. Não sei como o assunto tinha virado daquela forma, mas agora eu só queria fugir dali e não precisar ouvir mais nada.
-Não. - Ele falou e impediu a minha luta para soltar meu pulso, seus dedos apertaram um pouco mais em volta do local fazendo arder um pouco, mas não durou mais de meio minuto e então ele afrouxou novamente. Foi apenas para enviar uma mensagem silenciosa para mim de o quanto ele não queria que eu saísse dali. - Eu gosto disso. - Continuou sem hesitar. - Eu gosto muito disso. Gosto muito do seu apoio e gosto de saber que você gosta de mim. Não é incômodo, é bom!
As palavras que cruzavam os meus tímpanos e alcançavam o meu cérebro, causavam-me choque e pânico, mas ao mesmo tempo causavam-me um torpor satisfatório que fazia com que o chão sumisse aos meus pés. Essa conversa tinha chegado em um nível que eu ainda não compreendia ou ainda não estava apta para acompanhar.
-Cha AeRa-ssi - Sua voz era firme e mesmo que pudesse ver a sua silhueta no escuro, não havia como entender ou conhecer a sua expressão. - Você gosta de mim?
Eu poderia negar, mas por que faria isso quando ele deixou claro que gostava disso? Não entendia em que sentido ele estava falando, mas entendia que em todos os sentidos, sim, eu gostava muito dele e não podia não responder à essa pergunta feita pela segunda vez em questão de minutos. Então a única resposta que existia para essa pergunta era:
-Sim - ouvi-me dizer.
A mão que segurava o meu pulso puxou-me com certa força fazendo com que meu corpo se chocasse contra o corpo dele. Com o susto meu primeiro instinto natural foi querer me afastar, mas suas mãos hábeis me prederam ali, uma mão pousava em minha cintura bem no alto do meu quadril e a outra ainda segurava o meu pulso.
Eu tremia por inteiro.
O calor corria como lava por minhas veias, incendiando todo o meu corpo em uma expectativa incrivelmente viciante. Meu coração batia tão rápido que causa-me falta de ar.
-Eu gosto disso - repetiu, seu rosto estava próximo ao meu e a respiração quente veio ao meu encontro.
-D-disso o que...? - Consegui falar.
Poderia facilmente dizer que sonhei com esse momento várias vezes em minha vida, imaginei, fantasiei, recreiei em minha mente e desejei como se nada mais nesse mundo importasse, mas também poderia facilmente dizer que nunca estive de fato preparada para receber seus lábios nos meus, simplesmente porque parecia o sonho do primeiro amor juvenil de uma adolescente.
Eu não consegui terminar de falar a minha frase, pois ele me interrompeu e com seus lábios me calou. Eu não conseguia pensar e por alguns segundos não consegui agir também.
Min Yoongi estava me beijando.
Me beijando.
Todo o calor que me percorria acumulou-se e explodiu dentro do meu peito como se fossem fogos de artifícios sem comando. Eu não tive controle sobre meu próprio corpo.
Tudo o que queria era corresponder seu beijo e foi o que fiz, entreabri meus lábios para que ele pudesse explorar-me com a língua em um movimento bem lascivo. Não haviam motivos para nenhum de nós dois bancarmos os inocentes, éramos adultos o suficiente para sabermos o que queríamos e da minha parte, como eu queria.
Passei meus braços pelo pescoço dele em uma tentativa de me aproximar mais, ansiei tanto por esse momento que não poderia fazer absolutamente mais nada que não fosse aproveitar, a mão que antes segurava meu pulso passou a apertar as carnes da minha cintura por cima do meu pijama e a mão que pousava sobre minha lombar agora escorregava pecaminosa pela lateral das minhas nadegas, apenas comprovando aquilo que eu já sabia, Min Yoongi não tinha nada de inocente.
Não demorou nem meio segundo para que as duas mãos dele estivessem sobre minha bunda, mas eu só gostei, na verdade queria que ele fizesse isso. Queria que ele fosse atrevido e voraz comigo como eu sabia que ele poderia ser e não me importava se amanhã houvessem arrependimentos ou estranheza.
Eu queria.
Eu o queria.
Suguei sua língua com movimentos que simulavam algo que eu sabia que ele gostaria que fosse feito nele em outra parte de seu corpo e o ouvi ofegar, descontrolado soltou um rosnando e em seguida abandonou meus lábios para depositar uma mordida em meu pescoço. Ensandeci com a sensação entreabrindo a minha boca, buscando ar, fechei os olhos com força, aproveitando a carícia preliminar.
Meu peito parecia prestes a explodir e não pude acreditar no que estava acontecendo. Afastei-me dele por um momento tentando recobrar o raciocínio, não queria me perder em sensações para depois acordar percebendo que havia sido apenas mais um sonho. Queria desesperadamente que fosse real, então permiti que minhas mãos trêmulas fossem até o seu rosto e tocassem suas bochechas grandes e macias.
Min Yoongi era real. Tão real quanto jamais imaginei ser.
Não era fruto de um sonho meu. Eu estava mesmo tocando nele, sentindo ele, beijando ele, vivendo esse momento que tanto fantasiei.
-Que foi? - Perguntou e no ato de falar senti suas bochechas se movimentarem suavemente sob minhas mãos frias e trêmulas.
-Estou checando se você é real. - Falei e sei que soou inocente demais até para mim. Ele soltou o ar pelas narinas em forma de riso.
- Eu posso provar que sou muito real. - Desafiou-me, meu corpo inteiro arrepiou com a possibilidade de saborear de toda a sua realidade, experimentar do quão bom ele poderia ser.
-Então... Prove-me. - Desafiei.
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