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12 - Min Yoongi ficou ao meu lado

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O Yoongi tinha saído cedo da manhã para ir à Gangnam.

Eu dei um pouco de dinheiro para ele pegar um taxi, tendo em vista que eu sabia que ele se perderia se dependesse do transporte público, pensando bem agora acho que ele nunca tinha andado do ônibus na vida dele, ele vestiu a mesma roupa que usava no dia em que foi preso, seu terno escuro e a camisa branca de botões, que eu tinha lavado e deixado pronta para quando ele precisasse usar.

Eu estava me sentindo orgulhosa de ele ter dado um passo à frente, de ter saído dessa zona de choque em que ele tinha se escondido, mas eu também estava nervosa. Já passava das duas da tarde, logo eu precisaria ir trabalhar, era apenas o meu segundo dia de trabalho e eu não podia me atrasar.

A HyeRin estava irritada porque os dentes estavam nascendo e eu me tornei uma pilha de nervos. Eu não sabia como ajudar a garotinha e estava preocupada com seu pai que não aparecia.

Deitei no chão apoiando-me em um travesseiro e coloquei a bebê por cima de mim, afagando seu cabelo liso e macio, enquanto cantarolava uma canção de ninar, a mesma que minha mãe costumava cantarolar para mim, até depois de grande.

Isso me fazia sentir falta da minha mãe, já tinham quase 4 anos que ela tinha falecido, mas o vazio nunca passava e de tempos em tempos lágrimas escorriam por meu rosto sentindo sua falta. Ela morreu logo depois do meu pai, não aguentou a tristeza de perde-lo, adoeceu e morreu.

Há 5 anos, era apenas mais um dia em Daegu, estava abafado e quase não ventava, eu usava meu uniforme de verão para trabalhar porque não estava aguentando o calor, dei um beijo no meu pai antes de ele sair para levar o senhor Min para o trabalho, assisti à ele dizer que amava a minha mãe como ele fazia em todas as manhãs antes de ir trabalhar e fui fazer minhas obrigações, que incluíam arrumar os quartos do andar de cima.

Depois de sair da escola eu estava cursando a faculdade e trabalhando na casa da família Min, como era esperado que acontecesse desde que eu "nasci". Cumprimentei o patrão da casa, o senhor Min, quando ele estava descendo as escadas com sua pasta na mão para mais um dia de trabalho. E ele me fez a mesma pergunta que todas as manhãs ele me fazia.

"O Yoongi-ah ligou?"

Ele sempre queria saber como estava o filho, mesmo que para o próprio ele não dissesse isso, ele estava fingindo desapontamento com a carreira que o Yoongi tinha decidido seguir e ambos estavam brigados. Os dois eram sempre tão orgulhosos quando se tratava da relação deles.

Eu respondi que hoje ele não tinha ligado ainda, pois ele sempre falava com a minha mãe e o senhor Min saiu desejando-me um bom dia.

O telefone da casa tocou e minha mãe atendeu, eu achava que seria o Yoongi por isso não dei a atenção necessária, peguei as coisas que eu precisava na dispensa da casa para limpar o piano, que eu precisava polir uma vez na semana e eu o fazia com muito amor porque era o instrumento maus lindo do mundo na minha opinião, quando voltei para a cozinha minha mãe estava no chão recostada na parede, como se tivesse deslizado por ela, chorando, o estava telefone jogado ao lado dela fora da linha.

"O que aconteceu?" Obviamente foi a minha primeira pergunta, mas a minha mãe não conseguia falar e eu comecei a me sentir desesperada, ela só balançava a cabeça em negação e chorava. Então eu fiz a coisa mais lógica, retornei para o número que tinha acabado de ligar. Eu precisava entender o que estava acontecendo e minha mãe só chorava segurando no peito e não dizia nada.

Um homem atendeu e de imediato eu perguntei porque ele tinha ligado para o número da mansão Min e porque minha mãe chorava sem parar depois daquela ligação e o homem prontamente me informou que um acidente de carro tinha acabado de acontecer na via expressa no centro da cidade, um caminhão desgovernado bateu de frente ao carro da família Min, matando meu pai e o pai do Yoongi na hora e deixando mais alguns feridos. O senhor Min era muito conhecido, por isso foi muito fácil reconhecer as vítimas.

Eu acho que no fundo eu entendi a tristeza da minha mãe, uma tragédia se instalou na mansão Min e os dias normais e sempre de clima tão abafado, deram lugar a uma tristeza e silêncio ensurdecedores e quase gelidos, nós duas choramos na cozinha até que não houvessem mais lágrimas e tivemos que contar para a patroa da casa a notícia mais triste de todas. E depois assistimos à ela ligar para a filho e contar o ocorrido. Uma grande tragédia que não abalou apenas a família, mas também os amigos, vizinhos, o bairro inteiro, Daegu inteira ficou de luto.

Até hoje não consigo imaginar como deve ter doído para ele saber que o pai morreu sem que eles pudessem ter trocado uma palavra de carinho sequer. Ao menos meu pai morreu sabendo que ele era meu mundo e de uma forma muito indireta eu pude me despedir dele.

Foi a primeira vez em 2 anos que eu via o Yoongi, justamente naquele funeral. Ele permanecia o mesmo, mas estava mudado, seu cabelo, suas roupas, o sotaque de Seoul mascarado seu  jeito de falar, o rosto de menino ainda estava lá, não tinha mudado, mas até o corpo e a postura dele estavam diferentes. Ele tinha ido embora para Seoul para estudar e depois fazer faculdade, tinha brigado com seu pai porque ao invés de escolher administração, para gerir os negócios da família, ele tinha escolhido música. Ser um artista da música. Naquele dia eu sentia tantas dores diferentes, mas teve uma que doeu em cima de todas as outras, eu vi ele chorar, eu quis abraçar ele que estava encolhido em sua própria dor, abraçado ao corpo, com a mão na boca tentando disfarçar, mas a ponta do nariz vermelha entregava o quanto ele já tinha chorado, eu e o Yoongi fomos marcados pela mesma tragédia e eu sabia que eram lembranças que nos causavam dor.

Naquele dia eu me perguntei se ele nunca me perdoaria por ter estragado seu relacionamento, porque ele mal me olhou.

Depois que o luto passou ele voltou para Seoul e a mãe dele resolveu fazer uma viajem para os Estados Unidos alegando precisar de um tempo sozinha para digerir toda a situação, porém todo mundo sabia que ela estava indo com seu amante, dois meses depois ela ligou dizendo que nunca mais voltaria, que a empresa ficaria à cargo do irmão dela e que não suportava viver em Daegu sem seu marido, no fundo sabíamos que na verdade ela estava indo construir sua vida ao lado do homem que um dia tinha sido seu amante, um homem um pouco mais velho que seu filho, um homem que obviamente o Yoongi rejeitou.

A mansão Min era tão silenciosa, o único barulho que eu ouvia era o da minha mãe chorando pelos cantos escondida, tentando fingir que não estava acontecendo nada, que o luto tinha passado, mas ela não se recuperou.

Logo depois que a senhora Min ununciou que ia morar nos Estados Unidos a mansão Min foi posta à venda e o Yoongi nos fez um convite para irmos morar em Seoul na mansão dele, na mansão que a família Min mantia na capital. Eu fiquei comovida e surpresa com a atitude dele. Ele garantiu para mimha mãe que não nos abandonaria, que estava estabelecido na capital e que tudo ficaria bem e então nos mudamos, eu mudei de faculdade e de casa deixando toda a minha história para trás em Daegu.

Mas minha mãe não aguentou perder tudo, sua vida em Daegu, seu marido, a rotina que ela vivia desde seus 15 anos de idade, quando trabalhava para o avô do Yoongi, minha mãe era uma mulher de vida simples, sempre tinha trabalhado e servido aos outros, casou -se cedo com o motorista da família, constituiu sua própria família e viveu os seus dias muito calmamente, era uma mulher sorridente e amável, ninguém nunca via ela zangada, mesmo quando eu ou o Yoongi quebravamos algo, ou tirávamos notas baixas, ela nunca alterava seu humor conosco.

Eu não conseguia me conformar com sua morte, me perguntei por muito tempo porque pessoas boas como os meus pais tem que morrer logo, mas eu sabia que ao menos ela tinha ido encontrar o amor de sua vida, que seja como fosse, ambos estavam juntos de novo e de certa forma isso acalentada meu coração.

Depois da morte dela eu estava pronta para voltar para Daegu, pensei que o Yoongi não me quisesse por perto, ele estava mudado, nós estávamos mudados ele era alguém ocupado com quem eu não conseguia me comunicar mais e eu era uma garota metropolitana de vida simples que não combinava com a agitação de Seoul, mas ele me surpreendeu me dizendo que eu podia ficar e terminar minha faculdade em Seoul, que eu podia assumir o cargo da minha mãe se eu quisesse, novamente eu quis abraçar ele, agradece-lo por me manter por perto, por não me abandonar.

Eu estava me sentindo sozinha no mundo, as pessoas que eu chamei de pai e mãe tinham ido embora para nunca mais voltar e nem eram meus progenitores de verdade, eu me sentia sem identidade, sem casa, sem família, literalmente e completamente sozinha no mundo.

Mas ele estava lá.

Ele foi a mão estendida para mim no momento mais difícil da minha vida.

Min Yoongi ficou ao meu lado quando ninguém mais estava, ele conhecia a minha dor, eu conhecia a dor dele e a gente se manteve próximo um do outro, mesmo que nada fosse como antes, mesmo que agora eu não tivesse a liberdade de abraça-lo e agradece-lo, como no passado eu tive, eu estava ao lado dele e daqui eu não sairia, eu tinha uma chance de agradece-lo todos os dias por se manter por perto.

De certa forma, agora ele era tudo o que eu conhecia de uma família.

  -AeRa-ah - a voz grossa e arrastada do Yoongi me fez abrir os olhos. Olhei para ele confusa, vendo ele vestido naquele terno preto. Eu tinha adormecido mesmo que meus pensamentos estivessem conscientes ou tinha sido um sonho? Passei a mão que eu tinha livre nos olhos me lembrando subitamente que eu tinha que ir trabalhar.

  - Que horas São? - perguntei aturdida. Ele olhou rapidamente no celular.

  -10 para as 16 - respondeu.

  - Eu estou atrasada - fiquei em pé com a HyeRin, que dormia, no colo e entreguei para ele. - A gente conversa quando eu chegar. Catei minha blusa do trabalho e minha bolsa e praticamente corri para não chegar no trabalho atrasada.

O Jeon filho era bem paciente comigo e mesmo que eu estivesse com a mente muito longe hoje e com meus sentimentos carregados de lembranças dolorosas devido aos meus devaneios durante à tarde, ele conseguiu me passar algumas instruções e eu consegui trabalhar sem grandes problemas. Não era um trabalho difícil ficar no caixa recebendo os pagamentos ou limpando mesas.

E eu estava ansiosa para conversar com o Yoongi sobre o que tinha acontecido, se ele tinha conseguido achar um advogado, em suma o dia se arrastou até que eu me despedi do Jungkook quando cheguei na rua de cima.

Subi as escadas de dois em dois degraus ansiosa para encontrar o Yoongi, estava tão ansiosa por notícias positivas que meu coração batia desregulado. Mas o Yoongi não estava no lajeado da casa, respirei fundo e digitei a senha da casa, as luzes estavam apagadas, mas a TV estava ligada e na manta o Yoongi dormia com a HyeRin no braço que também dormia, em seu peito, aninhada em seu abraço, que parecia tão protetor. Ambos pareciam exaustos, talvez ela tenha dado trabalho à ele por causa dos dentinhos.

Desliguei a TV e levei uma panela de rammyeon para o fogão. Enquanto o rammyeon cozinhava fiquei olhando para os dois, pareciam tanto pai e filha, ele segurava ela de forma protetora e ao menos sinal de que ela se mexia ele a trazia para mais perto de si, essa imagem encheu meu coração de satisfação o Yoongi era muito sensível e eu sabia que mesmo que ele nevasse veementemente que a HyeRin era sua filha, ele iria protege-la, porque era isso o que ele fazia, ele protegia as pessoas em volta dele, mesmo que depois ele negasse.

Levei a panela de rammyeon para comer do lado de fora, onde eu não fizesse barulho para não acorda-los.

  - Não ouvi você chegando - olhei por cima do ombro ao ouvir a voz dele. Sorri minimamente para ele.

  -Você tem o sono pesado - zombei dele. Ele caminhou em minha direção sentando ao meu lado na mesa da laje usando um moletom preto. - Como foi hoje?

  - Eu encontrei um advogado, ele é bom, vai conseguir resolver a situação para mim - falou olhando para frente enquanto balançava sua cabeça de forma positiva.

  -A HyeRin deu muito trabalho hoje? - encarei ele de perfil, sua pele brilhava com a oleosidade, ele era um tanto sensível ao calor e sempre ficava com a pele oleosa nos períodos quentes. - Você precisa de uma máscara para a oleosidade. - soltei sem pensar muito.

Ele virou o rosto para mim e me encarou, talvez mais perto do que eu imaginava. Mas mesmo com a pele oleosa ele tinha um dos rostos mais bonitos que eu já tinha visto.

  - Ela não deu muito trabalho, chorou um pouco, mas quando começou a morder meu dedo parou, acho que os dentes estão saindo - ele era tão inteligente e perceptivo, e fazia um bico fofo enquanto falava. Eu sorri minimamente satisfeita com sua resposta, ele soava tão pai da HyeRin falando assim.

  -Obrigada - meus pensamentos continuavam girando em torno do nosso passado e eu precisava dizer à ele algo que eu nunca tinha dito antes. Ele me olhou curioso tombando a cabeça para o lado. - Você ficou ao meu lado quando eu estava sozinha. Por isso eu sou muito grata mesmo! - olhei dentro de seus olhos pequenos e negros, mas ele apenas desviou o olhar.

  -Isso faz tempo já, são coisas que não precisam ser ditas - disse baixando a cabeça e encarando as próprias mãos.

  - Não, entre eu e você existem muitas coisas que precisam ser ditas, mas essa conversa vai ficar para um dia em que tivermos álcool para alivar o clima - ele me olhou de novo. - Vou tomar banho - sorri para ele ficando de pé. - Eu estou realmente feliz que você encontrou um advogado. Acho que agora as coisas tendem a voltar ao normal.

  -Nada mais será como antes - ele sussurrou.

O encarei sem entender, mas deixei a resposta enigmática passar batida.

Porém enquanto eu tomava banho eu me toquei, era verdade, nada mais seria como antes, tínhamos aqui nesse momento de dificuldade uma chance de reescrever nossas histórias e apenas nós podíamos tornar esse pensamento possível.

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